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  • 11 de Novembro, 2008
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

ICAR combate a família

Por

Kavkaz

A Igreja católica expulsa padre casado há vinte anos e pai de cinco filhas no Brasil. Osiel Luiz dos Santos, o padre em causa, é uma das figuras que mais tem feito campanha no Brasil a favor do fim do celibato para sacerdotes.

 

O “Diário Ateísta” tem alertado os seus leitores para o facto da obrigatoriedade do celibato na Igreja Católica ser uma infracção dos “Direitos Humanos” que o Vaticano deveria respeitar. Não conheço mais nenhuma organização no Mundo que tenha a desonra de proibir os seus trabalhadores de casarem e constituir a própria família.

 

Recordo o artigo 16º da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, proclamada a 10 de Dezembro de 1948 pela Assembleia Geral da ONU:

 

1 – A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.

 

2 – O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.

30 thoughts on “ICAR combate a família”
  • Atheos

    Se ele fosse pedófilo, continuaria na igreja.

  • Atheos

    Se ele fosse pedófilo, continuaria na igreja.

  • Helio

    E além de expulsar o padre, a igreja cancelou todos os casamentos e batismos efetuados pelo religioso.
    Condenaram os casais a viver no pecado e as crianças a vida de pagãs.
    A questão para a santa igreja é: vão todos para o inferno? Será que dá para fazer um acordo?

  • Helio

    E além de expulsar o padre, a igreja cancelou todos os casamentos e batismos efetuados pelo religioso.
    Condenaram os casais a viver no pecado e as crianças a vida de pagãs.
    A questão para a santa igreja é: vão todos para o inferno? Será que dá para fazer um acordo?

  • elmano

    A ICAR não quer padres-pais.
    Querem-nos eunucos, pedófilos ou lobisomens (ler obras de Aquilino Ribeiro).

  • elmano

    A ICAR não quer padres-pais.
    Querem-nos eunucos, pedófilos ou lobisomens (ler obras de Aquilino Ribeiro).

  • 1atento

    Será que os Estados não têm soberania, sobre o seu território, para impedir que o Vaticano (um Estado estrangeiro) interfira nos direitos humanos dos seus cidadãos nacionais?…

    As associações cívicas, existentes nos países onde essa interferência se verifica, não terão o direito, e o dever, de denunciar essa violação dos direitos humanos e exigir que os respectivos governantes cortem relações com esse Estado?

  • 1atento

    Será que os Estados não têm soberania, sobre o seu território, para impedir que o Vaticano (um Estado estrangeiro) interfira nos direitos humanos dos seus cidadãos nacionais?…

    As associações cívicas, existentes nos países onde essa interferência se verifica, não terão o direito, e o dever, de denunciar essa violação dos direitos humanos e exigir que os respectivos governantes cortem relações com esse Estado?

  • 1atento

    Mais…
    Acho que é uma boa razão, invocar a violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, para declarar nula a concordata existente entre o Estado Português e a “Santa Ré”.

  • 1atento

    Mais…
    Acho que é uma boa razão, invocar a violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, para declarar nula a concordata existente entre o Estado Português e a “Santa Ré”.

  • Carlos Esperança

    1 atento:

    E não há sindicatos que, neste caso, defendam o direito ao trabalho?

  • Carlos Esperança

    1 atento:

    E não há sindicatos que, neste caso, defendam o direito ao trabalho?

  • Carlos Melo dos Reis

    Tanto anti-clericalismo passadista !!!

    Querer ressuscitar a I República até é engraçado, assim visto de bancada!!

    Grandes fundamentações!!

    Para quem acusa os crentes de infantilidade intelectual, temos aqui belos exemplos de racionalidade !!

  • Carlos Melo dos Reis

    Tanto anti-clericalismo passadista !!!

    Querer ressuscitar a I República até é engraçado, assim visto de bancada!!

    Grandes fundamentações!!

    Para quem acusa os crentes de infantilidade intelectual, temos aqui belos exemplos de racionalidade !!

  • kavkaz

    Carlos Melo dos Reis está de acordo que um padre deve de ser proibido de casar e não poder ter a própria família? Grande humanista nos saiu!

    Para si o padre deve ir para o desemprego sem direito a indemnização, a família deve ficar sem sustento e as 5 filhas do padre devem ir ganhar a vida onde quiserem?

    Grande humanista nos saiu! Ao menos é sincero nos desprezar dos direitos humanos dos outros! Não é como o Vaticano que diz que os respeita. Lá mentem descaradamente!

  • kavkaz

    Carlos Melo dos Reis está de acordo que um padre deve de ser proibido de casar e não poder ter a própria família? Grande humanista nos saiu!

    Para si o padre deve ir para o desemprego sem direito a indemnização, a família deve ficar sem sustento e as 5 filhas do padre devem ir ganhar a vida onde quiserem?

    Grande humanista nos saiu! Ao menos é sincero nos desprezar dos direitos humanos dos outros! Não é como o Vaticano que diz que os respeita. Lá mentem descaradamente!

  • Amilton Silva

    E esse padre não tinha outro meio de suster sua família sem precisar enganar ninguém? Tinha que trabalhar logo pra maior enganadora que existe? Porque o sujeito não procurou um emprego mais decente e saiu dessa empresa de enganação?
    Tudo bem que o Vaticano tem de respeitar os direitos humanos,mas o padre não pode alegar que foi enganado.Quando ele entrou pra “firma” sabia exatamente onde estava pisando.

  • Amilton Silva

    E esse padre não tinha outro meio de suster sua família sem precisar enganar ninguém? Tinha que trabalhar logo pra maior enganadora que existe? Porque o sujeito não procurou um emprego mais decente e saiu dessa empresa de enganação?
    Tudo bem que o Vaticano tem de respeitar os direitos humanos,mas o padre não pode alegar que foi enganado.Quando ele entrou pra “firma” sabia exatamente onde estava pisando.

  • Jose

    Não deixando de concordar em princípio, não posso deixar de notar que o caminho está cheio de espinhos. Mas vamos por partes.

    “O “Diário Ateísta” tem alertado os seus leitores para o facto da obrigatoriedade do celibato na Igreja Católica ser uma infracção dos “Direitos Humanos” que o Vaticano deveria respeitar. Não conheço mais nenhuma organização no Mundo que tenha a desonra de proibir os seus trabalhadores de casarem e constituir a própria família ”

    Tem toda a razão, mas isso leva a problemas posteriores.

    Suponhamos que um padre deixa de acreditar na sua religião e se torna ateu (viva!). Será que a igreja tem o direito de o despedir? Afinal seria uma violação da liberdade religiosa se o fizesse. Nenhuma organização pode fazer isso, pelo menos à luz do direito português ou comunitário.

    E esse padre poderá ler “Bertrand Russel” na homiliada? (estou a pensar no texto “porque não sou cristão”). Há o direito à liberdade de expressão, ou não?

    O assunto é muito complexo, pelo que se fica muito sujeito a ataques – difíceis de defender – se se for por aí.

    Pessoalmente prefiro centrar as minhas críticas em direitos mais fundamentais. Como por exemplo o ataque ao uso de preservativo em zonas muito crentes e de forte incidência do HIV, que eu vejo como homicídio qualificado. E não será muito difícil convencer pessoas razoáveis – mesmo que crentes – disso.

    A abstinência sexual? Não duvido que é muito eficaz contra o HIV, as doenças sexualmente transmitidas, as gravidezes indesejadas e a explosão populacional. A minha crítica é que o que funciona muito mal é o “apelo à abstinência”, como toda a gente razoável – mesmo que crente – sabe da sua vida diária.

    José Simões

  • Jose

    Não deixando de concordar em princípio, não posso deixar de notar que o caminho está cheio de espinhos. Mas vamos por partes.

    “O “Diário Ateísta” tem alertado os seus leitores para o facto da obrigatoriedade do celibato na Igreja Católica ser uma infracção dos “Direitos Humanos” que o Vaticano deveria respeitar. Não conheço mais nenhuma organização no Mundo que tenha a desonra de proibir os seus trabalhadores de casarem e constituir a própria família ”

    Tem toda a razão, mas isso leva a problemas posteriores.

    Suponhamos que um padre deixa de acreditar na sua religião e se torna ateu (viva!). Será que a igreja tem o direito de o despedir? Afinal seria uma violação da liberdade religiosa se o fizesse. Nenhuma organização pode fazer isso, pelo menos à luz do direito português ou comunitário.

    E esse padre poderá ler “Bertrand Russel” na homiliada? (estou a pensar no texto “porque não sou cristão”). Há o direito à liberdade de expressão, ou não?

    O assunto é muito complexo, pelo que se fica muito sujeito a ataques – difíceis de defender – se se for por aí.

    Pessoalmente prefiro centrar as minhas críticas em direitos mais fundamentais. Como por exemplo o ataque ao uso de preservativo em zonas muito crentes e de forte incidência do HIV, que eu vejo como homicídio qualificado. E não será muito difícil convencer pessoas razoáveis – mesmo que crentes – disso.

    A abstinência sexual? Não duvido que é muito eficaz contra o HIV, as doenças sexualmente transmitidas, as gravidezes indesejadas e a explosão populacional. A minha crítica é que o que funciona muito mal é o “apelo à abstinência”, como toda a gente razoável – mesmo que crente – sabe da sua vida diária.

    José Simões

  • MF

    O homem quando se tornou abade já sabia para o que ia.

    A ICAR é como outra multinacional qualquer: tem as sua regras, quem entra assina e aceita os termos do contrato. Se não o cumpre, tem de se ir embora.

    Eu acho que neste caso a culpa é do tal abade, se ele se quer casar tem de deixar o hábito. Isto é anedótico, mas é assim…
    Poderá o estado interceder por um trabalhador se ele desrespeitar as regras ou o contrato que assinou na sua empresa? Não sei. O homem entrou na ICAR de livre vontade, não pode exigir que mudem as regras por causa dele. No dia em que isso acontecer é o fim do catolicismo (que bom que era…)

  • MF

    O homem quando se tornou abade já sabia para o que ia.

    A ICAR é como outra multinacional qualquer: tem as sua regras, quem entra assina e aceita os termos do contrato. Se não o cumpre, tem de se ir embora.

    Eu acho que neste caso a culpa é do tal abade, se ele se quer casar tem de deixar o hábito. Isto é anedótico, mas é assim…
    Poderá o estado interceder por um trabalhador se ele desrespeitar as regras ou o contrato que assinou na sua empresa? Não sei. O homem entrou na ICAR de livre vontade, não pode exigir que mudem as regras por causa dele. No dia em que isso acontecer é o fim do catolicismo (que bom que era…)

  • kavkaz

    A questão de uma pessoa se poder casar ou não nunca poderá depender do seu patrão no trabalho!

    O direito a casar faz parte dos direitos fundamentais do ser humano e não deve ser retirado às pessoas por quem quer que seja!

    O facto de a ICAR condicionar a entrada no sacerdócio a quem não for casado e obrigar a ao voto celibatário é ABUSO e INFRACÇÃO dos “Direitos Humanos”.

    O facto de um jovem aceitar ficar solteiro para toda a vida, como condição para poder ser padre, não é justificação suficiente para se aceitar a imposição de tal regra pela ICAR. É a regra do celibato que está errada.

    O jovem padre ou freira tornam-se mais maduros e podem mudar de posição sobre o seu estado civil. Vêm que foram condicionados e espoliados de um dos direitos fundamentais do Homem. Têm o direito de mudar de opinião, constituir família e serem felizes, o que é superior ao celibato! A entidade patronal está a praticar uma ofensa gravíssima aos seus trabalhadores ao proibi-los de serem felizes!

    Talvez não se apercebam de que o celibato é uma forma de ter os trabalhadores em seu poder as 24 horas. Eles terão muito maior disponibilidade pessoal, já que não têm responsabilidades a cumprir com a família. Estarão muito mais isolados na vida e enfraquecidos perante a entidade patronal!

    A obrigatoriedade do celibato é uma injúria da ICAR contra os seus próprios empregados!

  • kavkaz

    A questão de uma pessoa se poder casar ou não nunca poderá depender do seu patrão no trabalho!

    O direito a casar faz parte dos direitos fundamentais do ser humano e não deve ser retirado às pessoas por quem quer que seja!

    O facto de a ICAR condicionar a entrada no sacerdócio a quem não for casado e obrigar a ao voto celibatário é ABUSO e INFRACÇÃO dos “Direitos Humanos”.

    O facto de um jovem aceitar ficar solteiro para toda a vida, como condição para poder ser padre, não é justificação suficiente para se aceitar a imposição de tal regra pela ICAR. É a regra do celibato que está errada.

    O jovem padre ou freira tornam-se mais maduros e podem mudar de posição sobre o seu estado civil. Vêm que foram condicionados e espoliados de um dos direitos fundamentais do Homem. Têm o direito de mudar de opinião, constituir família e serem felizes, o que é superior ao celibato! A entidade patronal está a praticar uma ofensa gravíssima aos seus trabalhadores ao proibi-los de serem felizes!

    Talvez não se apercebam de que o celibato é uma forma de ter os trabalhadores em seu poder as 24 horas. Eles terão muito maior disponibilidade pessoal, já que não têm responsabilidades a cumprir com a família. Estarão muito mais isolados na vida e enfraquecidos perante a entidade patronal!

    A obrigatoriedade do celibato é uma injúria da ICAR contra os seus próprios empregados!

  • RAX1971

    Não vejo o fato da Igreja Católica proibindo a constituição de família por padres, ser algo que os impessam de continuar pregando a Palavra de Deus e daí tirar o seu sustento.

    A Bíblia orienta que os fiéis retribuam àqueles que lhes ensinam.

    Se me identifico com algum trabalho, mas não tenho requisitos necessários para exercê-lo em uma determinada empresa, isso não quer dizer que estou sendo proibido de trabalhar e de me realizar no seio de uma família.

    Porque não fundar a sua própria igreja com os mesmos ritos e cerimoniais do catolicismo? Nada o impede de também ter uma família. O julgamento final não cabe aos homens.

    Só lembrando, o apóstolo Pedro que segundo o catolicismo foi o 1º Papa, era casado.

  • RAX1971

    Não vejo o fato da Igreja Católica proibindo a constituição de família por padres, ser algo que os impessam de continuar pregando a Palavra de Deus e daí tirar o seu sustento.

    A Bíblia orienta que os fiéis retribuam àqueles que lhes ensinam.

    Se me identifico com algum trabalho, mas não tenho requisitos necessários para exercê-lo em uma determinada empresa, isso não quer dizer que estou sendo proibido de trabalhar e de me realizar no seio de uma família.

    Porque não fundar a sua própria igreja com os mesmos ritos e cerimoniais do catolicismo? Nada o impede de também ter uma família. O julgamento final não cabe aos homens.

    Só lembrando, o apóstolo Pedro que segundo o catolicismo foi o 1º Papa, era casado.

  • MF

    kavkaz:

    Concordo.

  • MF

    kavkaz:

    Concordo.

  • 1atento

    MF disse:
    “O homem quando se tornou abade já sabia para o que ia.

    A ICAR é como outra multinacional qualquer: tem as sua regras, quem entra assina e aceita os termos do contrato. Se não o cumpre, tem de se ir embora.”

    Nos países democráticos, são nulas de pleno direito, quaisquer cláusulas de contratos que violem os direitos humanos.

    Código do trabalho,Português:
    Artigo 22.º
    Direito à igualdade no acesso ao emprego e no trabalho

    2 – Nenhum trabalhador ou candidato a emprego pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão, nomeadamente, de ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical.

  • 1atento

    MF disse:
    “O homem quando se tornou abade já sabia para o que ia.

    A ICAR é como outra multinacional qualquer: tem as sua regras, quem entra assina e aceita os termos do contrato. Se não o cumpre, tem de se ir embora.”

    Nos países democráticos, são nulas de pleno direito, quaisquer cláusulas de contratos que violem os direitos humanos.

    Código do trabalho,Português:
    Artigo 22.º
    Direito à igualdade no acesso ao emprego e no trabalho

    2 – Nenhum trabalhador ou candidato a emprego pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão, nomeadamente, de ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical.

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