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  • 29 de Junho, 2008
  • Por Carlos Esperança
  • Política

Excessos beatos do Presidente da República

Na troca de presentes entre Cavaco e Silva e Bento XVI, o chefe de Estado português ofereceu uma reprodução da Bula papal que reconheceu a independência de Portugal, passada pelo papa Alexandre III, em 1179.
Segundo o Público, de hoje, pág. 2, «Aníbal e Maria Cavaco Silva explicaram ao Papa que aquela Bula – que reconheceu a independência de Portugal e D. Afonso Henriques como rei – é ‘o documento mais importante da Nação’».
A Constituição da República será o segundo documento mais importante?

20 thoughts on “Excessos beatos do Presidente da República”
  • gaja

    O Presidente da Rapública, ao vesitar o Papa, não faria sentido dar a Constituição da Republica ao Ratz.
    Embora a Constituição tenha a mm impot k a Bula, faz mais sentido k dê como presente a Bula.
    Não estamos a por de maneira nenhuma em 2º plano a Constituição. Temos que perceber o sentido das coisas…

  • gaja

    O Presidente da Rapública, ao vesitar o Papa, não faria sentido dar a Constituição da Republica ao Ratz.
    Embora a Constituição tenha a mm impot k a Bula, faz mais sentido k dê como presente a Bula.
    Não estamos a por de maneira nenhuma em 2º plano a Constituição. Temos que perceber o sentido das coisas…

  • elmano

    Cara Gaja
    Discordo completamente. A Constituição seria mais representativa da nossa identidade actual do que a dita bula, que só mostra a vassalagem que sempre prestámos ao Vaticano.
    E porque é que Cavaco Silva não levou uma peça de loiça das Caldas?

  • elmano

    Cara Gaja
    Discordo completamente. A Constituição seria mais representativa da nossa identidade actual do que a dita bula, que só mostra a vassalagem que sempre prestámos ao Vaticano.
    E porque é que Cavaco Silva não levou uma peça de loiça das Caldas?

  • reggie

    O chefe de estado português encontrou-se em visita oficial com outro chefe de estado, o do vaticano. Os presentes que trocaram é uma questão irrelevante. Agora, acho que é ser impertinente sugerir a oferta da constituição da república. O chefe de estado do vaticano deve ter já uma, pois é a que está em vigor. O chefe de estado português tem toda a liberdade para oferecer a bula manifestis probatum, pq é historicamente incontornável que foi este documento emitido pelo então chefe do estado do vaticano que deu a independência a Portugal. Foi ilegítimo? não foi, no meu ponto de vista! Só não entendo é o pq de alguma massa cinzenta andar por aí entretenida a vomitar ódio por tudo e por nada(principalmente contra a igreja católica, não respeitando a maioria dos cidadãos, afinal aceita-se que D. António Ferreira Gomes tivesse voz, pq não os actuais?, onde fica o direito à liberdade religiosa deste grupo?)

  • reggie

    O chefe de estado português encontrou-se em visita oficial com outro chefe de estado, o do vaticano. Os presentes que trocaram é uma questão irrelevante. Agora, acho que é ser impertinente sugerir a oferta da constituição da república. O chefe de estado do vaticano deve ter já uma, pois é a que está em vigor. O chefe de estado português tem toda a liberdade para oferecer a bula manifestis probatum, pq é historicamente incontornável que foi este documento emitido pelo então chefe do estado do vaticano que deu a independência a Portugal. Foi ilegítimo? não foi, no meu ponto de vista! Só não entendo é o pq de alguma massa cinzenta andar por aí entretenida a vomitar ódio por tudo e por nada(principalmente contra a igreja católica, não respeitando a maioria dos cidadãos, afinal aceita-se que D. António Ferreira Gomes tivesse voz, pq não os actuais?, onde fica o direito à liberdade religiosa deste grupo?)

  • Carlos Esperança

    Caros Leitores:

    O que está em causa é a importância da bula que não é seguramente o documento mais importante da nossa história.

    Algum dia os religiosos aceitam que a democracia é um bem maior do que o Papa?

  • Carlos Esperança

    Caros Leitores:

    O que está em causa é a importância da bula que não é seguramente o documento mais importante da nossa história.

    Algum dia os religiosos aceitam que a democracia é um bem maior do que o Papa?

  • Jose Moreira

    Não sei se, contrariamente ao que se diz acima, o Ratzinger tem algum exemplar da Constituição da República Portuguesa. Basta ser um livro que colide frontalmente com os princípios papais (igualdade entre homens e mulheres, democracia, direito ao casamento, etc). Acredito mais facilmente que esteja incluída no “index prohibitorum”.
    Uma outra coisa que está por esclarecer é se foi uma visita de um chefe de estado a outro chefe de estado, ou se foi uma visita do Chefe do Estado Português ao Papa.

  • Jose Moreira

    Não sei se, contrariamente ao que se diz acima, o Ratzinger tem algum exemplar da Constituição da República Portuguesa. Basta ser um livro que colide frontalmente com os princípios papais (igualdade entre homens e mulheres, democracia, direito ao casamento, etc). Acredito mais facilmente que esteja incluída no “index prohibitorum”.
    Uma outra coisa que está por esclarecer é se foi uma visita de um chefe de estado a outro chefe de estado, ou se foi uma visita do Chefe do Estado Português ao Papa.

  • Ateu comunista bolivariano

    Eurocopa: S. de Compostela 1×0 Lutero

    Santiago campeón!

  • Ateu comunista bolivariano

    Eurocopa: S. de Compostela 1×0 Lutero

    Santiago campeón!

  • João Pedro Moura

    Para vocês, meus caros ateus, terem consciência da demora em o papa Alexandre III ter reconhecido Portugal independente, em 1179, atentai no seguinte:
    1- Em 1128, na batalha de S. Mamede, as tropas de Afonso Henriques, defensoras, pelo menos, de maior autonomia do Condado Portucalense em relação ao reino de Leão e Castela, ao qual aquele condado pertencia, derrotaram as tropas da sua mãe, Teresa, defensora da continuação da ligação do condado a Castela.
    Na prática, começa aí a independência de Portugal.
    Seguiram-se diversas batalhas para justificar essa independência, mas só em 1139, depois da batalha de Ourique, contra a mourama, é que Afonso Henriques se intitulou rei.

    2- Em 1143, com o Tratado de Zamora, Portugal torna-se independente, oficialmente, com o reconhecimento de Afonso VII, imperador de Espanha e primo de A. Henriques.
    Neste tratado, esteve presente um legado do Vaticano, o cardeal Guido de Vico, que, apesar de Afonso Henriques se declarar vassalo do Vaticano, este não reconheceu tal independência portuguesa.

    3- Foi preciso esperar por 1179 e pela bula Manifestis Probatum, em 1179, isto é, 36 anos depois da independência oficial portuguesa, para a Igreja reconhecer Portugal…
    Até lá, o papado preferiu, obviamente a Espanha imperial e fidelíssima, não se preocupando com as veleidades independentistas duma parcela chamada Portugal…

    4- Estar ao lado de libertações e independências não é propriamente uma vocação do Vaticano, que sempre preferiu a companhia de impérios e outros potentados políticos, totalitários, espoliadores e opressores…

  • João Pedro Moura

    Para vocês, meus caros ateus, terem consciência da demora em o papa Alexandre III ter reconhecido Portugal independente, em 1179, atentai no seguinte:
    1- Em 1128, na batalha de S. Mamede, as tropas de Afonso Henriques, defensoras, pelo menos, de maior autonomia do Condado Portucalense em relação ao reino de Leão e Castela, ao qual aquele condado pertencia, derrotaram as tropas da sua mãe, Teresa, defensora da continuação da ligação do condado a Castela.
    Na prática, começa aí a independência de Portugal.
    Seguiram-se diversas batalhas para justificar essa independência, mas só em 1139, depois da batalha de Ourique, contra a mourama, é que Afonso Henriques se intitulou rei.

    2- Em 1143, com o Tratado de Zamora, Portugal torna-se independente, oficialmente, com o reconhecimento de Afonso VII, imperador de Espanha e primo de A. Henriques.
    Neste tratado, esteve presente um legado do Vaticano, o cardeal Guido de Vico, que, apesar de Afonso Henriques se declarar vassalo do Vaticano, este não reconheceu tal independência portuguesa.

    3- Foi preciso esperar por 1179 e pela bula Manifestis Probatum, em 1179, isto é, 36 anos depois da independência oficial portuguesa, para a Igreja reconhecer Portugal…
    Até lá, o papado preferiu, obviamente a Espanha imperial e fidelíssima, não se preocupando com as veleidades independentistas duma parcela chamada Portugal…

    4- Estar ao lado de libertações e independências não é propriamente uma vocação do Vaticano, que sempre preferiu a companhia de impérios e outros potentados políticos, totalitários, espoliadores e opressores…

  • gaja

    respeito o senhor elmano.
    são opiniões k devem ser respeitadas de ambas as partes.
    asim Cristo pede.

    abraço,
    olga

  • gaja

    respeito o senhor elmano.
    são opiniões k devem ser respeitadas de ambas as partes.
    asim Cristo pede.

    abraço,
    olga

  • Fantasma Ateu

    Estou completamente desiludido com os representantes deste estado que se diz laico…

  • Fantasma Ateu

    Estou completamente desiludido com os representantes deste estado que se diz laico…

  • Fantasma Ateu

    Espero que agora visitem os representantes de outros credos, que mais não seja do que para “salvar a honra do convento”

  • Fantasma Ateu

    Espero que agora visitem os representantes de outros credos, que mais não seja do que para “salvar a honra do convento”

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