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The Blair Witch Project

Segundo a BBC, Tony Blair quer que a fé tenha o papel principal na resolução dos problemas do mundo.

Mais de 1 milhão de mortos depois na guerra do Iraque, eis que um dos cruzados deixa cair a fachada política e emancipa a sua fé cristã, Tony Blair recém convertido ao Catolicismo por similaridades óbvias, assume-se como um dos mais importantes porta-vozes dos homens que usam saias e pêndulos ao pescoço. Blair decidiu fazer finalmente um discurso referente às suas convicções pessoais, às suas crenças cristãs de paz, acompanhado por uma harmoniosa vigila pela paz com Pax Christi, uma organização católica pacifista.

O discurso foi feito na catedral de Westminster, perante 1600 devotos, onde assumiu a razão das suas acções, explicando que “se és uma pessoa com fé, esta é o foco das tuas convicções na vida, é impossível que isso não afecte as tuas políticas.“, acrescentando que “a religião é fundamental para moldar valores que guiam o mundo moderno, pode e deve ser uma força no progresso.“.

Blair irá inaugurar uma fundação religiosa ainda este ano, seguindo o seu percurso religioso às claras, agora que não precisa de fachadas políticas.

Terry Sanderson, da National Secular Society, resumiu bastante bem a missa de Blair, “ter a religião a desempenhar o papel principal nos assuntos mundiais é como tentar apagar um fogo com gasolina.“.

A bem da paz, mais de 1 milhão de mortos recompensados com vigilias da Pax Christi, ou meros efeitos colaterais a bem da fé e da paz religiosa. As armas de destruição maciça aparecem mais tarde ou mais cedo, vulgarmente definidas por fé.

Links úteis:
Orb: More than 1,000,000 Iraqis murdered
Iraq Body Count
Just Foreign Policy: Iraquianos mortos devido à invasão Americana
BBC: Blair urges bigger role for faith
BBC: Tony Blair joins Catholic Church

44 thoughts on “The Blair Witch Project”
  • Alberto

    O esforço é grande e o homem é pequeno.
    Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
    Este padrão ao pé do areal moreno
    E para diante naveguei.
    A alma é divina e a obra é imperfeita.
    Este padrão sinala ao vento e aos céus
    Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
    O por-fazer é só com Deus.

  • Alberto

    O esforço é grande e o homem é pequeno.
    Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
    Este padrão ao pé do areal moreno
    E para diante naveguei.
    A alma é divina e a obra é imperfeita.
    Este padrão sinala ao vento e aos céus
    Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
    O por-fazer é só com Deus.

  • Ateu comunista bolivariano

    Blair e Nazinger… os porcos se entendem.

  • Ateu comunista bolivariano

    Blair e Nazinger… os porcos se entendem.

  • Alberto
  • Alberto
  • MolochBaal

    Têm razão em comparar o contraste entre o amor cristão e a violência demonstrada pelas potências ocidentais É óbvio que a guerra no Iraque teve em grande parte a ver com a segurança do acesso ao petróleo por parte do ocidente.

    No entanto, também escusam de diabolizar o ocidente e a sua guerra pelo acesso ao petróleo.

    É que, se podemos estar aqui hoje tranquilamente a teklar contra o Blair e as potências ocidentais é porque as potências ocidentais mantêm os canais do petróleo abertos, as petroliferas o extraem e os soldados do ocidente morrem para que o petróleo flua a preços acessíveis.

    Além disso é falso que o Sadam nada tivesse a ver com o terrorismo. Eu lembro-me de ver o Sadam a prometer um chorudo prémio monetário às famílias de todos os terroristas que morressem num ataque suicida contra Israel. Acho que só isso, para um ocidente acabado de sair do choque do 11 de Setembro, era suficiente para uma declaração de guerra.

  • MolochBaal

    Têm razão em comparar o contraste entre o amor cristão e a violência demonstrada pelas potências ocidentais É óbvio que a guerra no Iraque teve em grande parte a ver com a segurança do acesso ao petróleo por parte do ocidente.

    No entanto, também escusam de diabolizar o ocidente e a sua guerra pelo acesso ao petróleo.

    É que, se podemos estar aqui hoje tranquilamente a teklar contra o Blair e as potências ocidentais é porque as potências ocidentais mantêm os canais do petróleo abertos, as petroliferas o extraem e os soldados do ocidente morrem para que o petróleo flua a preços acessíveis.

    Além disso é falso que o Sadam nada tivesse a ver com o terrorismo. Eu lembro-me de ver o Sadam a prometer um chorudo prémio monetário às famílias de todos os terroristas que morressem num ataque suicida contra Israel. Acho que só isso, para um ocidente acabado de sair do choque do 11 de Setembro, era suficiente para uma declaração de guerra.

  • Ateu comunista bolivariano

    Qm fez Saddam? os EUA! QM o destruiu? Os EUA!!!
    Até 1990, Saddam era “friend” dos U$A, importante aliado etc., independente das atrocidades de seu governo. Bastou ele invadir o Kuwait, área de intere$$e yanki, pra ele virar inimigo e “ditador sanguinário”….
    Sabem pq os EUA não enforcaram Pinochet, Videla, Stroessner, família Somoza, Papa e Baby Doc, Mobutu e outros bastardos? Pq eles não pisaram nos interesses dos EUA…. simples…

  • Ateu comunista bolivariano

    Qm fez Saddam? os EUA! QM o destruiu? Os EUA!!!
    Até 1990, Saddam era “friend” dos U$A, importante aliado etc., independente das atrocidades de seu governo. Bastou ele invadir o Kuwait, área de intere$$e yanki, pra ele virar inimigo e “ditador sanguinário”….
    Sabem pq os EUA não enforcaram Pinochet, Videla, Stroessner, família Somoza, Papa e Baby Doc, Mobutu e outros bastardos? Pq eles não pisaram nos interesses dos EUA…. simples…

  • Alberto

    E você descobriu isso sozinho?

  • Alberto

    E você descobriu isso sozinho?

  • Ateu comunista bolivariano

    Não , Beto.

  • Ateu comunista bolivariano

    Não , Beto.

  • MolochBaal

    Caro ateu comunista,

    Sim, os states fizeram muita merda no caso Sadam, assim como em muitos outros, principalmente no médio oriente. Entretanto, antes de diabolizares toda a situação, gostava de te lembrar algumas coisas.

    1º- Caro COMUNISTA, lembro-te que o partido Baas de sadam tem orientação SOCIALISTA e que antes de ser apoiado pelos states foi apoiado pela heróica RÚSSIA COMUNISTA, até que um volte face interno levou a que Sadam eliminou o partido comunista que se estava a tornar demasiado poderoso no regime – nomeadamente através da extensa ajuda militar e da verdadeira “invasão” de conselheiros soviéticos. Se reparares bem ainda hoje as forças armadas iraquianas exibem quase 90% de equipamento militar de origem soviética – pelo que te recomendo prudência quando dizes que foram os EUA que “fizeram” sadam.

    2º- Caro ATEU, a principal razão que levou os states a apoiarem o Iraque contra o Irão foi precisamente o medo da expansão do FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO iraniano que na época lhes parecia o mais perigoso e agressivo.

    Para todos os efeitos o regime de Sadam era um dos mais fortes representantes do LAICISMO árabe personificado na linha de Nasser, que se contrapunha a um regime fanático que se propunha regressar á idade média das guerras religiosas.
    Pelo que, na tua qualidade de ateu, devias ser mais prudente antes diabolizares toda a situação.

    3º- Sim, o ocidente fez e faz muita merda, mas nós comemos do seu prato, estamos gordos a anafados a falar de alto contra quem assegura que o petróleo chegue ás nossas indústrias que alimentam o nosso mundo, e nos alimenta a nós – pelo que devíamos ser mais prudentes antes de mordermos a mão que nos alimenta.

  • MolochBaal

    Caro ateu comunista,

    Sim, os states fizeram muita merda no caso Sadam, assim como em muitos outros, principalmente no médio oriente. Entretanto, antes de diabolizares toda a situação, gostava de te lembrar algumas coisas.

    1º- Caro COMUNISTA, lembro-te que o partido Baas de sadam tem orientação SOCIALISTA e que antes de ser apoiado pelos states foi apoiado pela heróica RÚSSIA COMUNISTA, até que um volte face interno levou a que Sadam eliminou o partido comunista que se estava a tornar demasiado poderoso no regime – nomeadamente através da extensa ajuda militar e da verdadeira “invasão” de conselheiros soviéticos. Se reparares bem ainda hoje as forças armadas iraquianas exibem quase 90% de equipamento militar de origem soviética – pelo que te recomendo prudência quando dizes que foram os EUA que “fizeram” sadam.

    2º- Caro ATEU, a principal razão que levou os states a apoiarem o Iraque contra o Irão foi precisamente o medo da expansão do FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO iraniano que na época lhes parecia o mais perigoso e agressivo.

    Para todos os efeitos o regime de Sadam era um dos mais fortes representantes do LAICISMO árabe personificado na linha de Nasser, que se contrapunha a um regime fanático que se propunha regressar á idade média das guerras religiosas.
    Pelo que, na tua qualidade de ateu, devias ser mais prudente antes diabolizares toda a situação.

    3º- Sim, o ocidente fez e faz muita merda, mas nós comemos do seu prato, estamos gordos a anafados a falar de alto contra quem assegura que o petróleo chegue ás nossas indústrias que alimentam o nosso mundo, e nos alimenta a nós – pelo que devíamos ser mais prudentes antes de mordermos a mão que nos alimenta.

  • Ateu comunista bolivariano

    Mas os EUA de Reagan vendia armas secretamente ao Iran. (Caso Iran-Contras).
    As relações dos EUA com o Iran são dúbias. Se os EUA não toleram regimes teocráticos fundamentalistas, então pq tolera o regime saudita? só pq ele “se comporta bem”?
    Bom… a URSS teve relações com alguns países árabes pq estes estavam ressentidos com o apoio dos EUA a Israel e aos cristãos do Líbano.Mas tbm havia alguns governos islâmicos ke secretamente se entendiam com Israel e EUA.

  • Ateu comunista bolivariano

    Mas os EUA de Reagan vendia armas secretamente ao Iran. (Caso Iran-Contras).
    As relações dos EUA com o Iran são dúbias. Se os EUA não toleram regimes teocráticos fundamentalistas, então pq tolera o regime saudita? só pq ele “se comporta bem”?
    Bom… a URSS teve relações com alguns países árabes pq estes estavam ressentidos com o apoio dos EUA a Israel e aos cristãos do Líbano.Mas tbm havia alguns governos islâmicos ke secretamente se entendiam com Israel e EUA.

  • MolochBaal

    4º- Por outro lado, sem diabolizar, sem morder mãos alimentadoras e compreendendo algumas das razões e mesmo denunciando as culpas de terceiros, como o extinto bloco soviético, temos de admitir, claro, que o ocidente tem feito burradas em cima de burradas no médio oriente.

  • MolochBaal

    4º- Por outro lado, sem diabolizar, sem morder mãos alimentadoras e compreendendo algumas das razões e mesmo denunciando as culpas de terceiros, como o extinto bloco soviético, temos de admitir, claro, que o ocidente tem feito burradas em cima de burradas no médio oriente.

  • MolochBaal

    Acabaste de chegar aonde quero. Não se trata aqui de desculpar o ocidente. Apenas de enquadrar as realidades, sem cair em propaganda da treta, neste caso anti-ocidental. O ocidente fez merda. Acho que já percebeste que a união soviética também. Todos andavam ao mesmo, tentando jogar com as animosidades locais em proveito próprio. Isto não é uma caracteristica específica da américa nem do ocidente, mas o comportamento habitual de potências em competição desde que o homem criou a civilização.

    Os states apoiavam regimes teocráticos mas nem todos, na época, pareciam agressivos. Os sauditas eram tranquilos aliados, o Irão dos anos 80 era um caldeirão em ebulição que parecia que ia varrer todo o médio oriente. Não sei se viveste essa época, mas a agressividade iraniana ocupava todas as atenções. Chegaram ao ponto de ocupar território americano (a embaixada) e fazer reféns todos os cidadãos americanos que apanharam. Ao passo que os outros extremistas pareciam extremamente colaborativos, como o Bin laden na época que combatia a rússia no Afeganistão. Hoje sabemos que foi um erro cretino. Mas a rússia cometeu o mesmo erro. Ao fim ao cabo colaborou na edificação de um regime como o de Sadam, que depois se virou contra eles e liquidou todos os comunistas locais. Grosso modo a américa fez o mesmo.

    Quanto ao caso Irão-contras apenas prova as contradições das grandes potências que no fundo transmitem uma coerência simples – estão ali para defender o deles. Se interessava enfraquecer o Irão, não interessava que o Iraque se tornasse uma potência hegemónica na região. O mesmo fizeram os soviéticos. Grandes apoiantes dos árabes contra israel, não se esqueceram entretanto de votar a favor da constituição do estado de israel – para depois poderem apoiar os árabes contra israel !

    Por outro lado, enquanto o ocidente fornecia o state of the art em armamento a Israel, os soviéticos raramente o fizeram em relação aos árabes. Com excepções o armamento mais moderno era reservado ao exército soviético.

    O exército Iraquiano foi obrigado a combater os americanos com T-75 quando já existia o T-90. Os americanos alinham o o Abrams que equivale ao T-90, duas gerações acima do T-75 – grande surpresa, o iraquianos são derrotados ! Esta é a história das grandes potências. Ajudam os seus aliados, mas não desejam que esses aliados se tornem tão poderosos que possam prescindir deles e voltar-se contra eles, porque os seus aliados são tão bonzinhos quanto eles. Bem vindos ao mundo da realidade. Agora não digam que o ocidente é que é isto ou aquilo. Somos todos iguais – o homem é o lobo do homem.

  • MolochBaal

    Acabaste de chegar aonde quero. Não se trata aqui de desculpar o ocidente. Apenas de enquadrar as realidades, sem cair em propaganda da treta, neste caso anti-ocidental. O ocidente fez merda. Acho que já percebeste que a união soviética também. Todos andavam ao mesmo, tentando jogar com as animosidades locais em proveito próprio. Isto não é uma caracteristica específica da américa nem do ocidente, mas o comportamento habitual de potências em competição desde que o homem criou a civilização.

    Os states apoiavam regimes teocráticos mas nem todos, na época, pareciam agressivos. Os sauditas eram tranquilos aliados, o Irão dos anos 80 era um caldeirão em ebulição que parecia que ia varrer todo o médio oriente. Não sei se viveste essa época, mas a agressividade iraniana ocupava todas as atenções. Chegaram ao ponto de ocupar território americano (a embaixada) e fazer reféns todos os cidadãos americanos que apanharam. Ao passo que os outros extremistas pareciam extremamente colaborativos, como o Bin laden na época que combatia a rússia no Afeganistão. Hoje sabemos que foi um erro cretino. Mas a rússia cometeu o mesmo erro. Ao fim ao cabo colaborou na edificação de um regime como o de Sadam, que depois se virou contra eles e liquidou todos os comunistas locais. Grosso modo a américa fez o mesmo.

    Quanto ao caso Irão-contras apenas prova as contradições das grandes potências que no fundo transmitem uma coerência simples – estão ali para defender o deles. Se interessava enfraquecer o Irão, não interessava que o Iraque se tornasse uma potência hegemónica na região. O mesmo fizeram os soviéticos. Grandes apoiantes dos árabes contra israel, não se esqueceram entretanto de votar a favor da constituição do estado de israel – para depois poderem apoiar os árabes contra israel !

    Por outro lado, enquanto o ocidente fornecia o state of the art em armamento a Israel, os soviéticos raramente o fizeram em relação aos árabes. Com excepções o armamento mais moderno era reservado ao exército soviético.

    O exército Iraquiano foi obrigado a combater os americanos com T-75 quando já existia o T-90. Os americanos alinham o o Abrams que equivale ao T-90, duas gerações acima do T-75 – grande surpresa, o iraquianos são derrotados ! Esta é a história das grandes potências. Ajudam os seus aliados, mas não desejam que esses aliados se tornem tão poderosos que possam prescindir deles e voltar-se contra eles, porque os seus aliados são tão bonzinhos quanto eles. Bem vindos ao mundo da realidade. Agora não digam que o ocidente é que é isto ou aquilo. Somos todos iguais – o homem é o lobo do homem.

  • Ateu comunista bolivariano

    o caso dos contras foi escandaloso…. boa parte dos contras eram da “PIDE” de Somoza, ke likidaram centenas de milhares de nicaragüenses em + de 40 anos de dinastia somozista.

  • Ateu comunista bolivariano

    o caso dos contras foi escandaloso…. boa parte dos contras eram da “PIDE” de Somoza, ke likidaram centenas de milhares de nicaragüenses em + de 40 anos de dinastia somozista.

  • MolochBaal

    O caso dos contras foi escandaloso. Assim como o apoio da união Soviética e do PCP às FARC, que até raptam crianças de 5 anos para fazer chantagem com o governo, para além de estarem metidas no tráfico de droga também foi e é escandaloso. Devemos denunciar tudo, mas tendo em atenção os contextos e as realidades. A demonização do ocidente e dos states cai no ridículo quando se pretende serem os únicos, ou os principais, a fazerem “escândalo”, quando na verdade a sua política escandalosa é comum a todas as potências na luta pelo poder nos ultimos 12000 anos.

    Ás tantas o que resulta mais escandaloso e hipócrita é transformar justas denúncias em provas da “exclusividade” do mal, contrapondo o resto do mundo como muito bonzinho. Afinal houve potências muito mais “escandalosas” do que os states. Se Hitler, Estaline, ou Sadam detivessem o poder de primeira potência mundial, já vias escandalos muito maiores.

  • MolochBaal

    O caso dos contras foi escandaloso. Assim como o apoio da união Soviética e do PCP às FARC, que até raptam crianças de 5 anos para fazer chantagem com o governo, para além de estarem metidas no tráfico de droga também foi e é escandaloso. Devemos denunciar tudo, mas tendo em atenção os contextos e as realidades. A demonização do ocidente e dos states cai no ridículo quando se pretende serem os únicos, ou os principais, a fazerem “escândalo”, quando na verdade a sua política escandalosa é comum a todas as potências na luta pelo poder nos ultimos 12000 anos.

    Ás tantas o que resulta mais escandaloso e hipócrita é transformar justas denúncias em provas da “exclusividade” do mal, contrapondo o resto do mundo como muito bonzinho. Afinal houve potências muito mais “escandalosas” do que os states. Se Hitler, Estaline, ou Sadam detivessem o poder de primeira potência mundial, já vias escandalos muito maiores.

  • Bruno Miguel Resende

    MolochBaal, penso que tiraste deduções erradas do meu texto. Eu não defini nenhuma postura de diabolização do ocidente, como penso ser facilmente perceptível, diabolizei a guerra ao Iraque (não ao oriente) promovida por governos de 4 países, apenas e só, 4 países que não representam de forma alguma a totalidade do ocidente, muito pelo contrário. Pode ser deduzido que também diabolizo Aznar, Barroso e Bush, mas nada mais para além disso. E também não falei de qualquer crítica a Sadam, aliás, nem me parece pertinente pois o artigo apenas focava as crenças religiosas de Blair e dos seus aliados na cruzada ao Iraque. Isto não faz deduzir nenhuma postura de defesa de Sadam, nem de defesa de qualquer outra coisa, é apenas e só uma crítica às convicções religiosas que estiveram no cerne da guerra declarada por 4 governos. Se considero a guerra ao Iraque terrorismo? Claro que sim, terrorismo com fachada de libertação, terrorismo hipócrita com comunicações sociais falsas, número de vítimas falsos, chacinas muito mais atrozes que vários 11 de Setembro. Foram cerca de 3000 vítimas que foram “vingadas” com 1 milhão de mortos. Isto é sadismo reles, e tendências de lavagem cerebral mediática, as 3000 vítimas foram tratadas como estrelas de Holywood, ficando gravado uma calamidade absurda quando morrem várias vezes mais pessoas com SIDA por dia, ou outros exemplos. O espectáculo mediático foi realmente muito chocante, mas não vejo choques com o 1 milhão de vítimas da guerra, e vejo pessoas como o Durão Barroso de consciência tranquila e aplaudidos pelas façanhas que fizeram.

    Sam Harris coloca a situação numa perspectiva interessante, definindo estádios morais, ou seja, colocando a perspectiva moral e a consciência das racionalidades num patamar muito mais elevado que o dos mundos islâmicos, uma perspectiva de superioridade moral, que de facto faz sentido e é bastante sólido, mas nessa perspectiva entrasse por questões bastante complexas e delicadas, que se afiguram como correctas, a introduzir a questão de pessoas mais importantes que outras, questões de danos colaterais, primazia de pacifismo a troco de mortes necessárias, e mortes de inocentes que são justificáveis pela suposta organização social de mentalidades moralmente mais elavadas. Os pontos são muito válidos, mas na perspectiva de moral naturalista, anarquista, primitivista, ou outro nome que se lhe queira chamar, as coisas são simplificadas por não incluirem jogos de poder, jogos económicos e religiosos, qualquer morte é quase sempre injustificável, especialmente a de pessoas inocentes, ou seja, o terrorismo é assim avaliado pelos danos causados, pelas mortes, pelas directas formas de atrocidade feitas aos Seres Humanos, considerando os mesmos como igualitários, pelo menos sobre o prisma de valor da sua vida, uma criança iraquiana morta no Iraque terá o mesmo valor de um Americano morto no 11 de Setembro, e isto é a sedução absoluta de moral ao conceito mais básico e mais facilmente aceite por todos. Assim sendo, o terrorismo Americano é incrivelmente superior ao Islâmico, e nestas questões coloco-me mais em concordância com Noam Chomsky, defensor desta moral anarquista, moral essa que pode ser chamada de “contagem de corpos”, quem mais mata é mais terrorista. Por questões de perspecivas pessoais sou mais defensor dessa moral anarquista, mas teorias como a de Sam Harris sobre estádios diferentes de moral, e de enorme superioridade moral ocidental são completamente válidos e completamente baseados na mais pura razão e honestidade, mas neste caso são opiniões divergentes sobre uma realidade.

    Mas a questão de posições ateístas relativamente à guerra ao Iraque é bastante heterogénea, e parecem-me divergir nessas perspectivas morais. Por exemplo, acho qualquer morte humana repudiável, salvo raras excepções, senão entraria em dogma, mas achei completamente bárbaro a morte de Sadam, e mais bárbaro ainda ser por enforcamento e ser uma espécie de orgulho nacional Americano essa proeza. No seguimento das lógicas de guerra desses seres poderosos, acho que faria imenso sentido enforcarem o Bush, seria completamente coerente. E acho muito estranho muitas pessoas não perspectivarem as coisas desta forma. Parece-me uma atitude muito etnocêntrica.

    P.S.: Peço desculpa pelo tempo de demora a responder.

  • Bruno Miguel Resende

    MolochBaal, penso que tiraste deduções erradas do meu texto. Eu não defini nenhuma postura de diabolização do ocidente, como penso ser facilmente perceptível, diabolizei a guerra ao Iraque (não ao oriente) promovida por governos de 4 países, apenas e só, 4 países que não representam de forma alguma a totalidade do ocidente, muito pelo contrário. Pode ser deduzido que também diabolizo Aznar, Barroso e Bush, mas nada mais para além disso. E também não falei de qualquer crítica a Sadam, aliás, nem me parece pertinente pois o artigo apenas focava as crenças religiosas de Blair e dos seus aliados na cruzada ao Iraque. Isto não faz deduzir nenhuma postura de defesa de Sadam, nem de defesa de qualquer outra coisa, é apenas e só uma crítica às convicções religiosas que estiveram no cerne da guerra declarada por 4 governos. Se considero a guerra ao Iraque terrorismo? Claro que sim, terrorismo com fachada de libertação, terrorismo hipócrita com comunicações sociais falsas, número de vítimas falsos, chacinas muito mais atrozes que vários 11 de Setembro. Foram cerca de 3000 vítimas que foram “vingadas” com 1 milhão de mortos. Isto é sadismo reles, e tendências de lavagem cerebral mediática, as 3000 vítimas foram tratadas como estrelas de Holywood, ficando gravado uma calamidade absurda quando morrem várias vezes mais pessoas com SIDA por dia, ou outros exemplos. O espectáculo mediático foi realmente muito chocante, mas não vejo choques com o 1 milhão de vítimas da guerra, e vejo pessoas como o Durão Barroso de consciência tranquila e aplaudidos pelas façanhas que fizeram.

    Sam Harris coloca a situação numa perspectiva interessante, definindo estádios morais, ou seja, colocando a perspectiva moral e a consciência das racionalidades num patamar muito mais elevado que o dos mundos islâmicos, uma perspectiva de superioridade moral, que de facto faz sentido e é bastante sólido, mas nessa perspectiva entrasse por questões bastante complexas e delicadas, que se afiguram como correctas, a introduzir a questão de pessoas mais importantes que outras, questões de danos colaterais, primazia de pacifismo a troco de mortes necessárias, e mortes de inocentes que são justificáveis pela suposta organização social de mentalidades moralmente mais elavadas. Os pontos são muito válidos, mas na perspectiva de moral naturalista, anarquista, primitivista, ou outro nome que se lhe queira chamar, as coisas são simplificadas por não incluirem jogos de poder, jogos económicos e religiosos, qualquer morte é quase sempre injustificável, especialmente a de pessoas inocentes, ou seja, o terrorismo é assim avaliado pelos danos causados, pelas mortes, pelas directas formas de atrocidade feitas aos Seres Humanos, considerando os mesmos como igualitários, pelo menos sobre o prisma de valor da sua vida, uma criança iraquiana morta no Iraque terá o mesmo valor de um Americano morto no 11 de Setembro, e isto é a sedução absoluta de moral ao conceito mais básico e mais facilmente aceite por todos. Assim sendo, o terrorismo Americano é incrivelmente superior ao Islâmico, e nestas questões coloco-me mais em concordância com Noam Chomsky, defensor desta moral anarquista, moral essa que pode ser chamada de “contagem de corpos”, quem mais mata é mais terrorista. Por questões de perspecivas pessoais sou mais defensor dessa moral anarquista, mas teorias como a de Sam Harris sobre estádios diferentes de moral, e de enorme superioridade moral ocidental são completamente válidos e completamente baseados na mais pura razão e honestidade, mas neste caso são opiniões divergentes sobre uma realidade.

    Mas a questão de posições ateístas relativamente à guerra ao Iraque é bastante heterogénea, e parecem-me divergir nessas perspectivas morais. Por exemplo, acho qualquer morte humana repudiável, salvo raras excepções, senão entraria em dogma, mas achei completamente bárbaro a morte de Sadam, e mais bárbaro ainda ser por enforcamento e ser uma espécie de orgulho nacional Americano essa proeza. No seguimento das lógicas de guerra desses seres poderosos, acho que faria imenso sentido enforcarem o Bush, seria completamente coerente. E acho muito estranho muitas pessoas não perspectivarem as coisas desta forma. Parece-me uma atitude muito etnocêntrica.

    P.S.: Peço desculpa pelo tempo de demora a responder.

  • Alberto

    Israel.

  • Alberto

    Israel.

  • Alberto

    Gog (Rússia) vai tentar uma aventura contra o País mais importante do mundo. Israel não vai precisar de lenha por um bom tempo. Os restos das armas de Gog servirão de combustível para queimar como lenha.

  • Alberto

    Gog (Rússia) vai tentar uma aventura contra o País mais importante do mundo. Israel não vai precisar de lenha por um bom tempo. Os restos das armas de Gog servirão de combustível para queimar como lenha.

  • Ateu comunista bolivariano

    Bruno… soube ke o partido de Mandela ainda é considerado a org. terrorista nos EUA!!

  • Ateu comunista bolivariano

    Bruno… soube ke o partido de Mandela ainda é considerado a org. terrorista nos EUA!!

  • MolochBaal

    Bruno,

    A conversa “evoluiu” para o sadam por o ateu comunista ter referido esse assunto. Quanto à questão das tipologias morais que defendes pode ser perfeitamente válida. Mas para o ser mesmo tem de ser mesmo coerente.

    Assim, por exemplo, na II GM os bombardeamentos aliados contra alvos civis com bombas incendiárias e atómicas fez tantas vitímas inocentes quanto o holocausto de Hitler. Assim sendo, segundo a tua lógica moral, os aliados foram tão terroristas quanto os nazis – Churchil e Roosevelt são equivalentes a Hitler. Para compararmos Bush a Bin Laden também temos de aceitar isso.

    Por outro lado, se tens uma optica de absoluta igualdade na classificação dos actos terroristas, não vejo porque “diabolizes” a guerra no iraque. O regime de sadam já era responsável por milhões de mortos, tanto na repressão interna como nas constantes aventuras militares, no favorecimento do terrorismo contra Israel etc. Na óptica de quem invadiu o Iraque, a questão foi levar a guerra para o interior das fronteiras desse país. Assim, o Irão prefere que a questão entre xiitas e sunitas se resolva nas ruas de Bagdag ao invés de ver um exército sunita a invadir as suas fronteiras, Israel gostou de ver um apoiante do terrorismo palestiniano a afundar-se, os emirados suspiraram de alivío ao verem o poderoso exército iraquiano a desaparecer em fumo, os curdos suspiraram quando a máquina militar do governo central faliu. Podia citar dezenas de casos destes.

    Onde quero chegar é que, atendendo aos antecedentes o regime Iraquiano era um regime terrorista, não sabemos onde podia levar o expansionismo de sadam, mas atendendo ás invasões do irão e do Kuweit podemos ter a certeza que podia ser bera.

    Para a tua escala de valores Bush também é um terrorista. Mas então temos dois regimes terroristas em luta, perfeitamente equivalentes em termos morais e o resultado é exactamente o mesmo – mortes de inocentes.

    Então pergunto eu, porquê diabolizar a guerra do golfo ? Na pior das hipóteses simplesmente não alterou nada, não fez qualquer diferença, em termos dos níveis de violência na região. Está bem, há mais mortos em Bagda, mas há menos mortos no curdistão, nas aldeias xiitas e no kuweit por exemplo. Então em que é que o mundo foi tão prejudicado ?

    Entretanto, não vejo em que é que a religião tenha estado no cerne da decisão de atacar o Iraque. Comparativamente o Iraque era um dos regimes mais laicos do médio oriente e a decisão prende-se essencialmente com assegurar o petróleo ocidental, aliviar a pressão sobre israel, eliminar uma potência local que punha em xeque os interesses anglo-saxões na zona etc.

    Não estou a ver que tenha sido uma cruzada religiosa. Para isso os alvos seriam o Irão ou a aliada Arábia saudita ou os emirados que na generalidade eram e são muito mais fundamentalistas do que o regime de Sadam.

    A terminar, nas comparações numéricas que fazes ás vitímas do terrorismo islâmico com as da guerra no iraque, lembro-te que essa guerra não está a ser travada só pelos teus “demónios” ocidentais contra um povo muito inocente e pacífico. O que se passa é que esse “povo” sé na verdade um conjunto de povos que se estão a estraçalhar uns aos outros. A maior parte das vitímas no Iraque é causada por outros iraquianos e esta situação não é de agora. A guerra apenas desencadeou uma das fases critícas da luta pelo poder dentro da região. A diferença é que agora vês todos os dias as bombas e os seus efeitos na televisão. Muito mediático. Mas nas outras fases crtícas, que eram resolvidas pela guarda republicana com métodos expeditos, as imagans eram raras e regra geral não havia imagens. Populações inteiras eram exterminadas sem que isso desse origem a mais do que umas notas de rodapé nos noticiários. Foi a presença de um invasor “democrático”, que permite o trabalho da imprensa, que nos faz sobressaltar tanto. Aliás, no tempo de sadam a situação não se arrastaria por uma razão muito simples. A gurada republicana limpava um milhão ou dois de xiitas e de curdos numa ou duas semanas, sem grandes alardes televisivos, e o assunto ficava arrumado por mais uma década. No meio disto tudo os americanos, com todo o seu arsenal, parecem umas virgens imaculadas.

    Ao fim e ao cabo eles têm muito mais poder do que Sadam alguma vez teve e nada os impedia, a não ser a moral ocidental que tu comparas aos terroristas, nada os impedia de fazer o mesmo e varrer tudo, pacificar à la Sadam limpando uns milhões numas semanas, afastando a imprensa do caso. Não só não o fazem como permitem a presença da imprensa. Ainda por cima ainda levam com as culpas de os povos do Iraque se estarem a “limpar” etnicamente uns aos ouros.

    O mal das “diabolizações” é que se tornam em propaganda fácil e acabam por distorcer a relidade…

  • MolochBaal

    Bruno,

    A conversa “evoluiu” para o sadam por o ateu comunista ter referido esse assunto. Quanto à questão das tipologias morais que defendes pode ser perfeitamente válida. Mas para o ser mesmo tem de ser mesmo coerente.

    Assim, por exemplo, na II GM os bombardeamentos aliados contra alvos civis com bombas incendiárias e atómicas fez tantas vitímas inocentes quanto o holocausto de Hitler. Assim sendo, segundo a tua lógica moral, os aliados foram tão terroristas quanto os nazis – Churchil e Roosevelt são equivalentes a Hitler. Para compararmos Bush a Bin Laden também temos de aceitar isso.

    Por outro lado, se tens uma optica de absoluta igualdade na classificação dos actos terroristas, não vejo porque “diabolizes” a guerra no iraque. O regime de sadam já era responsável por milhões de mortos, tanto na repressão interna como nas constantes aventuras militares, no favorecimento do terrorismo contra Israel etc. Na óptica de quem invadiu o Iraque, a questão foi levar a guerra para o interior das fronteiras desse país. Assim, o Irão prefere que a questão entre xiitas e sunitas se resolva nas ruas de Bagdag ao invés de ver um exército sunita a invadir as suas fronteiras, Israel gostou de ver um apoiante do terrorismo palestiniano a afundar-se, os emirados suspiraram de alivío ao verem o poderoso exército iraquiano a desaparecer em fumo, os curdos suspiraram quando a máquina militar do governo central faliu. Podia citar dezenas de casos destes.

    Onde quero chegar é que, atendendo aos antecedentes o regime Iraquiano era um regime terrorista, não sabemos onde podia levar o expansionismo de sadam, mas atendendo ás invasões do irão e do Kuweit podemos ter a certeza que podia ser bera.

    Para a tua escala de valores Bush também é um terrorista. Mas então temos dois regimes terroristas em luta, perfeitamente equivalentes em termos morais e o resultado é exactamente o mesmo – mortes de inocentes.

    Então pergunto eu, porquê diabolizar a guerra do golfo ? Na pior das hipóteses simplesmente não alterou nada, não fez qualquer diferença, em termos dos níveis de violência na região. Está bem, há mais mortos em Bagda, mas há menos mortos no curdistão, nas aldeias xiitas e no kuweit por exemplo. Então em que é que o mundo foi tão prejudicado ?

    Entretanto, não vejo em que é que a religião tenha estado no cerne da decisão de atacar o Iraque. Comparativamente o Iraque era um dos regimes mais laicos do médio oriente e a decisão prende-se essencialmente com assegurar o petróleo ocidental, aliviar a pressão sobre israel, eliminar uma potência local que punha em xeque os interesses anglo-saxões na zona etc.

    Não estou a ver que tenha sido uma cruzada religiosa. Para isso os alvos seriam o Irão ou a aliada Arábia saudita ou os emirados que na generalidade eram e são muito mais fundamentalistas do que o regime de Sadam.

    A terminar, nas comparações numéricas que fazes ás vitímas do terrorismo islâmico com as da guerra no iraque, lembro-te que essa guerra não está a ser travada só pelos teus “demónios” ocidentais contra um povo muito inocente e pacífico. O que se passa é que esse “povo” sé na verdade um conjunto de povos que se estão a estraçalhar uns aos outros. A maior parte das vitímas no Iraque é causada por outros iraquianos e esta situação não é de agora. A guerra apenas desencadeou uma das fases critícas da luta pelo poder dentro da região. A diferença é que agora vês todos os dias as bombas e os seus efeitos na televisão. Muito mediático. Mas nas outras fases crtícas, que eram resolvidas pela guarda republicana com métodos expeditos, as imagans eram raras e regra geral não havia imagens. Populações inteiras eram exterminadas sem que isso desse origem a mais do que umas notas de rodapé nos noticiários. Foi a presença de um invasor “democrático”, que permite o trabalho da imprensa, que nos faz sobressaltar tanto. Aliás, no tempo de sadam a situação não se arrastaria por uma razão muito simples. A gurada republicana limpava um milhão ou dois de xiitas e de curdos numa ou duas semanas, sem grandes alardes televisivos, e o assunto ficava arrumado por mais uma década. No meio disto tudo os americanos, com todo o seu arsenal, parecem umas virgens imaculadas.

    Ao fim e ao cabo eles têm muito mais poder do que Sadam alguma vez teve e nada os impedia, a não ser a moral ocidental que tu comparas aos terroristas, nada os impedia de fazer o mesmo e varrer tudo, pacificar à la Sadam limpando uns milhões numas semanas, afastando a imprensa do caso. Não só não o fazem como permitem a presença da imprensa. Ainda por cima ainda levam com as culpas de os povos do Iraque se estarem a “limpar” etnicamente uns aos ouros.

    O mal das “diabolizações” é que se tornam em propaganda fácil e acabam por distorcer a relidade…

  • MolochBaal

    Porque embora os americanos não sejam os “bonzinhos” também não são mais maus do que os outros e até há muito pior do que eles. Se o regime de Sadam dispusesse do potencial militar dos estados unidos, como o arsenal nuclear americano, acho que o mundo seria um lugar bem mais violento.

  • MolochBaal

    Porque embora os americanos não sejam os “bonzinhos” também não são mais maus do que os outros e até há muito pior do que eles. Se o regime de Sadam dispusesse do potencial militar dos estados unidos, como o arsenal nuclear americano, acho que o mundo seria um lugar bem mais violento.

  • Alberto

    Se os Estados Unidos não tivessem entrado na guerra, Hitler teria conseguido dominar o mundo.

  • Alberto

    Se os Estados Unidos não tivessem entrado na guerra, Hitler teria conseguido dominar o mundo.

  • MolochBaal

    Alberto,

    Pois. A questão é a comparação que se faz de Bush, Bin Laden, Durão barroso, Aznar, como se fossem equivalentes. isto porque todos causaram mortos inocentes. Ora, os aliados, na II GM causaram tantas mortes inocentes como as do holocausto de hitler. Desencadearam uma guerra de terror contra a população civil, com o objectivo de, pelo terror, quebrar o moral da população dos países do eixo.

    O método foi o CARPET BOMBING – formações de mil bombardeiros, carregados com bombas incendiárias, varriam as grandes metrópoles, onde se concentrava a maior parte da população civil desses países, como Tóquio, Berlin, Hamburgo, exterminando grande parte da população num inferno de fogo. Mais tarde o método foi aperfeiçoado com apenas um bombardeiro equipado com uma bomba atómica.

    Existiam alternativas mais humanas a estes métodos de terror – o bombardeamento selectivo de alvos militares e industriais – essas alternativas de uma guerra mais humana foram defendidas por militares aliados que consideraram que desperdiçar bombas em bairros civis apenas era um desperdicío de armamento e até ia aumentar a vontade de combater das populações civis, devido ao ódio que tais métodos inspiravam nas vitímas.

    Não foi essa a decisão do comando aliado e das altas hierarquias militares. Optou-se por deliberadamente seguir uma política de terror que causou dezenas de vezes mais mortos civis do que uma política de bombardeamentos selectivos. Milhões de civis morreram por causa dessa opção.

    Onde quero chegar é que, se para uma certa esquerda Bush é igual a Laden, Então, pelos mesmos critérios, os aliados são iguais a hitler. Só que, as lógicas bem oleadas dos bonitos sistemas filosóficos costumam emperrar subitamente quando se chega à parte das conclusões difíceis e o efeito boomerang nos atira à cara a mesma lama que lançamos à cara dos outros – é preferível “diabolizar” demagogicamente apenas os inimigos políticos e meter a filosofia no saco e olhar para o lado quando a utilização desses mesmos mecanismos lógicos leva a efeitos de retorno indesejáveis.

    Ora, há uma coisa que separa os actuais aliados de Bin Laden. É que hoje em dia a moral ocidental evoluiu para o condenamento dos métodos expeditos de outrora. O carpet bombing caiu em desuso. Esta é a era da guerra selectiva – dita cirúrgica. Esta guerra, claro não deixa de ter o seu cortejo de “baixas colaterais” por vezes em grande número. Mas geralmente essas baixas devem-se ou a erros militares ou a que os objectivos militares atacados se encontrem em locais onde é totalmente impossível uma completa “seleção” das vitímas. Ora isto é totalmente diferente de atacar deliberadamente a população civil com o objectivo de causar o máximo número de baixas civis, como foi o caso dos aliados na II GM ou é o caso do terrorismo árabe mederno. A diferença são alguns milhões de mortos a menos. Os states têm os meios para exterminar 100 vezes toda a população do Iraque. Se fossem realmente equivalentes a Bin Laden e pretendessem mesmo causar o máximo número de baixas civis, simplesmente já não existia Iraque – apenas camelos e lagartos.

  • MolochBaal

    Alberto,

    Pois. A questão é a comparação que se faz de Bush, Bin Laden, Durão barroso, Aznar, como se fossem equivalentes. isto porque todos causaram mortos inocentes. Ora, os aliados, na II GM causaram tantas mortes inocentes como as do holocausto de hitler. Desencadearam uma guerra de terror contra a população civil, com o objectivo de, pelo terror, quebrar o moral da população dos países do eixo.

    O método foi o CARPET BOMBING – formações de mil bombardeiros, carregados com bombas incendiárias, varriam as grandes metrópoles, onde se concentrava a maior parte da população civil desses países, como Tóquio, Berlin, Hamburgo, exterminando grande parte da população num inferno de fogo. Mais tarde o método foi aperfeiçoado com apenas um bombardeiro equipado com uma bomba atómica.

    Existiam alternativas mais humanas a estes métodos de terror – o bombardeamento selectivo de alvos militares e industriais – essas alternativas de uma guerra mais humana foram defendidas por militares aliados que consideraram que desperdiçar bombas em bairros civis apenas era um desperdicío de armamento e até ia aumentar a vontade de combater das populações civis, devido ao ódio que tais métodos inspiravam nas vitímas.

    Não foi essa a decisão do comando aliado e das altas hierarquias militares. Optou-se por deliberadamente seguir uma política de terror que causou dezenas de vezes mais mortos civis do que uma política de bombardeamentos selectivos. Milhões de civis morreram por causa dessa opção.

    Onde quero chegar é que, se para uma certa esquerda Bush é igual a Laden, Então, pelos mesmos critérios, os aliados são iguais a hitler. Só que, as lógicas bem oleadas dos bonitos sistemas filosóficos costumam emperrar subitamente quando se chega à parte das conclusões difíceis e o efeito boomerang nos atira à cara a mesma lama que lançamos à cara dos outros – é preferível “diabolizar” demagogicamente apenas os inimigos políticos e meter a filosofia no saco e olhar para o lado quando a utilização desses mesmos mecanismos lógicos leva a efeitos de retorno indesejáveis.

    Ora, há uma coisa que separa os actuais aliados de Bin Laden. É que hoje em dia a moral ocidental evoluiu para o condenamento dos métodos expeditos de outrora. O carpet bombing caiu em desuso. Esta é a era da guerra selectiva – dita cirúrgica. Esta guerra, claro não deixa de ter o seu cortejo de “baixas colaterais” por vezes em grande número. Mas geralmente essas baixas devem-se ou a erros militares ou a que os objectivos militares atacados se encontrem em locais onde é totalmente impossível uma completa “seleção” das vitímas. Ora isto é totalmente diferente de atacar deliberadamente a população civil com o objectivo de causar o máximo número de baixas civis, como foi o caso dos aliados na II GM ou é o caso do terrorismo árabe mederno. A diferença são alguns milhões de mortos a menos. Os states têm os meios para exterminar 100 vezes toda a população do Iraque. Se fossem realmente equivalentes a Bin Laden e pretendessem mesmo causar o máximo número de baixas civis, simplesmente já não existia Iraque – apenas camelos e lagartos.

  • MolochBaal

    PS

    E se os states fossem mesmo, mas mesmo mesmo iguaizinhos, então, em vez de haver acérrimas discussões acerca dos presos em Guantánamo sofrerem maus tratos – embora a maior parte deles tenha melhores condições de vida que grande parte dos pobres dos países ocidentais – as discussões seriam que talvez, depois de degolar em directo na televisão todos os prisioneiros, tavez já fosse demasiado os states andarem a raptar e degolar em directo todo e qualquer muçulmano que apanhassem.
    Este seria o tópico das nossas discussões. Se os states fossem realmente equivalentes a Bin Laden…

  • MolochBaal

    PS

    E se os states fossem mesmo, mas mesmo mesmo iguaizinhos, então, em vez de haver acérrimas discussões acerca dos presos em Guantánamo sofrerem maus tratos – embora a maior parte deles tenha melhores condições de vida que grande parte dos pobres dos países ocidentais – as discussões seriam que talvez, depois de degolar em directo na televisão todos os prisioneiros, tavez já fosse demasiado os states andarem a raptar e degolar em directo todo e qualquer muçulmano que apanhassem.
    Este seria o tópico das nossas discussões. Se os states fossem realmente equivalentes a Bin Laden…

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