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Um testemunho a favor do ateísmo

Nada pode ser mais demolidor para a fé do que saber como pensam os crentes:

VALORES & TESTEMUNHOS

Um poderoso remédio contra a doença de Alzheimer

O remédio não custa nada, é muito eficaz e pode ser usado também contra outras doenças
Um poderoso remédio contra a doença de Alzheimer

© Antoine Mekary / ALETEIA

«Pessoas com Alzheimer ou outras formas de demência frequentemente sofrem de algo chamado “sundowning”, que do inglês, poderia ser traduzido como “pôr do sol”. Este termo é usado para descrever um início acelerado de agitação e confusão que ocorre no fim da tarde ou à noite.

Outra noite, eu tive que ir à farmácia para pegar uma prescrição para Marty, minha esposa, que tem Alzheimer. Eu não a deixo sozinha mais, porém ela estava dormindo no sofá e eu pensei que só ficaria fora por cerca de 30 minutos. Eu tinha certeza que tudo ficaria bem. Eu estava errado.

Retornei assim que foi possível. Porém, um visitante indesejado tinha chegado antes de mim. O “sundowning” tinha aparecido; ele é um aliado próximo de seu chefe: o mal de Alzheimer.

Quando Marty começou a sofrer de Alzheimer, o pôr-do-sol era um visitante pouco frequente. Mas, agora, ele aparece quase todos os dias. Eu o odeio e queria, como um mágico, fazê-lo evaporar em um sopro de vapor branco. Infelizmente, eu não posso. Mas, há esperança. Descobrimos um antídoto. Agora, quando “sundowning” visita minha esposa, ele é atingido com a nossa nova arma secreta, a “Ave Maria”.»

Continua…

2 thoughts on “Um testemunho a favor do ateísmo”
  • Frei Bento

    Caríssimos irmãos em Cristo, posso garantir que pode ser verdade, mas nem sempre resulta. Nós temos um irmão que, infelizmente, também tem “alzheimer”. O nosso santo Abade também determinou que, um de cada vez, claro, rezássemos não uma avé.Maria, mas um terço completo, que isto de medicamentos às vezes não há como reforçar a dose. Só que o cabrão, em vez de acalmar ficava mais excitado e desatava a insultar toda a gente, começando no nosso Abade Faria e acabando no irmão porteiro. Até que, um dia, decidi mudar de medicação. Quando chegava o meu dia de “rezar”, abria o “portátil” e sacava um daqueles filmes que o sacan… o nosso santo Abade proíbe. O desgraçado começou logo a acalmar, foi remédio santo. De tal modo que os outros irmãos já me perguntaram como é que eu rezava, porque quando eu estava de serviço ao doente ele nem se ouvia, enquanto que com eles era só berros e insultos. A todos respondi: “Com fé, irmãos. Com muita fé”.
    Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

  • JoseMoreira

    Eu não me atrevo a chamar “perfeito idiota” ao autor do artigo, pela simples razão de que duvido da perfeição, isto quanto ao conceito que eu tenho de “perfeição”. Não é perfeito, portanto.
    Só quem não conhece minimamente o fenómeno “alzheimer” é capaz de escrever os dislates acima reproduzidos. Porque, e de uma forma algo redutora, pode-se dizer que o fenómeno Alzheimer se caracteriza por uma espécie de todo o conhecimento adquirido se desenrolar ao contrário, como quem pega numa cassete de vídeo e a põe a trabalhar em sentido inverso ao normal: do fim para o princípio. Posso dizer que, a certa altura, minha mãe já não sabia o que fazer com os talheres, à mesa; que perdeu, completamente, a noção do valor do dinheiro; e que morreu em posição fetal. Mas também sei que minha mãe, e deve ser comum a todos os doentes de Alzheimer, gostava que se falasse com ela. A avé-Maria acalma, sim, a agitação; uma anedota também. Mas, para o doente, uma avé-Maria ou uma anedota têm o mesmo valor: é alguém que fala com ele. Como se de um bebé se tratasse. Porque nada mais entende. Nem o bebé, nem o doente de Alzheimer.

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