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  • 26 de Outubro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

Notas soltas sobre religiões

Estado Islâmico – A crueldade é a sua arma mais eficaz na sedução do mundo islâmico e até de jovens europeus. A demolição do milenar Arco do Triunfo de Palmira mostra o horror que a arte, a cultura e a arqueologia lhe merecem.

Turquia – A repressão policial e as restrições à liberdade antecederam as eleições com que Erdogan pretende alterar a Constituição e prosseguir o processo de reislamização de que nunca desistiu. Mais uma tragédia a cercar a Europa.

Vaticano – O sínodo sobre a família expôs as fraturas no seio da Igreja católica, entre o Papa aberto ao mundo e o mundo fechado do clero, quando as igrejas concorrentes se mantêm obstinadas a perpetuar os valores morais da Idade do Bronze.

2 thoughts on “Notas soltas sobre religiões”
  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    “Turquia”…
    Lá tinha que vir o teu fantasma de estimação, o Erdogan, mais a tua inventona de “reislamização” da Turquia, com supostas “repressão policial e as restrições à liberdade”, que achas que lá vislumbras…
    Só faltou a tua “pérola”, de excecional poder criativo, sobre o “califado”, que, segundo tu, o Erdogan não desdenharia de fomentar e comandar, um dia…

    “Vaticano”…
    Com que então, achas que o papa Chico está “aberto ao mundo” e os outros distintos corifeus da clericalha tartufa estão “fechados”…

    O que tu descobres, Carlos Esperança!…
    Vamos a ver, brevemente, com a sua “exortação apostólica”, que determinará as decisões sinodais mais o que o Chico entender, em que é que consiste essa “abertura”…

  • carlos cardoso

    A re-islamização da Turquia é um facto. Desde há muito que o partido de Erdogan (e os que o precederam na mesma linha) vinham tentando acabar com a laicidade imposta por Mustafa Kemal há quase cem anos. Quem sempre se opôs a essas tentativas foi o exército, mesmo se para isso teve que “suspender” a democracia por algumas vezes. Erdogan está hoje a ter mais sucesso que os seus predecessores porque teve o cuidado de antes neutralizar o exército.

    A repressão policial e as restrições à liberdade ainda não põem em causa a democracia. Vamos ver o resultado das eleições.

    Quanto ao califado, não é segredo para ninguém que o Erdogan tem estado a
    “brincar” ao neo-otomanismo na região, conseguindo indispor, entre outros, os egípcios, os jordanianos e os iranianos.

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