” Na verdade, parece evidente que uma aplicação errada da tortura nos
devia deixar muito menos preocupados do que os danos colaterais: afinal, não hánotícias de bébés encarcerados na Baía de Guantánamo, apenas alguns jovens degenerados, muitos dos quais foram flagrantemente apanhados a tentar matar os nossos soldados. A tortura nem sequer precisaria de submeter as suas vítimas a um risco de vida ou de invalidez significativo. Se a nossa intuição acerca do carácter errado da tortura resulta de uma aversão à forma como as pessoas normalmente se comportam quando são torturadas, deveríamos notar que esta infelicidade em particular poderia ser contornada farmacologicamente, já que as drogas paralisantes poderiam dispensar-nos de ouvir os gritos ou assistir às contorções das vítimas. Poderíamos facilmente engendrar métodos de tortura em
que o torturador seria tão cego aos suplícios das vítimas como um piloto a
trinta mil pés. Donde a nossa aversão natural às visões e sons do Inferno não fornecem qualquer argumento àqueles que pretendem opor-se ao uso da tortura.Para demonstrar até que ponto os tormentos das vítimas da tortura podem ser apresentados sob uma aparência abstracta, basta imaginarmos uma « pílula de tortura ideal» – uma droga que nos proporcionasse não só os instrumentos da tortura como também o instrumento do seu total encobrimento. A acção do comprimido seria produzir um estado transitório de paralisia e sofrimento de tal ordem que nenhum ser humano alguma vez se lhes poderia submeter uma segunda vez. Imagine como nós, torturadores, nos sentiríamos se, depois de ministrarmos este comprimido aos terroristas prisioneiros, todos se deitassem numa aparente sesta de meia hora para depois acordarem e confessarem imediatamente todos os pormenores do funcionamento da sua organização. Não acabaríamos enfim por ceder
à tentação de chamarmos a isto a « pílula da verdade»? Não, não há qualquer diferença ética na forma como o sofrimento dos torturados ou das vítimas colaterais se nos apresenta. Se estamos dispostos a lançar bombas, ou mesmocorrer o risco de que uma salva de tiros de pistola possa errar o alvo, deveríamos estar igualmente dispostos a torturar uma certa categoria de suspeitos de crimes e de prisioneiros militares. Julgo ter conseguido
argumentar a favor do uso da tortura em quaisquer circunstâncias em que
estivéssemos dispostos a causar danos colaterais. Tendo em conta aquilo que muitos de nós acreditam sobre as exigências da guerra ao terrorismo, a prática da tortura afigurar-se-ia, em certas cirunstâncias, não só admissível como necessária”.
Sam Harris, O Fim da Fé, páginas 214, 216, 217 a 219.
1- O ateu Richard Dawkins afirmou que a catequese católica é muito mais
danosa para as crianças do que estas serem sexualmente abusadas.
2- O ateu Sam Harris defende a tortura dos islâmicos, assim pondo ostensivamente em causa a Declaração Universal dos Direitos do Homem e a
Convenção Internacional contra a Tortura;
3-O ateu Peter Tatchell defende a possibilidade de sexo entre crianças e
adultos.
4- O ateu Peter Singer defende o infanticídio de crianças deficientes.
Tomo nota que tiveste tempo e paciência para fazer uma resposta a assinalar um erro meu.
Mas há três posts que não tens uma palavra para a perseguição que é feita contra os cristãos pelos fanáticos de outra religião.
Os teus correligionários valem assim tão pouco para ti ?
Já tinha notado isso com a questão da pedofilia no vaticano, em que vocês estão sempre, sempre, do lado dos interesses dos violadores e de quem os encobre.
Mas enfim, não achas que devias, pelo menos fingir alguma preocupação ?
Se não estou enganado , no Antigo Testamento , Jeová ou Iavé liquidou todos os primogênitos ,deficientes ou não , exceto os do povo escolhido.
É vero ? Deus é amor ?
Existe infanticídio que não seja de crianças ?
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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12 thoughts on “O Islão é pacífico”