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  • 10 de Outubro, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

Malala Yousafzai e o Prémio Sakharov

Hoje empalidecem os avanços da ciência, por mais destacados e promissores que sejam; esmorece o entusiasmo pelo Nobel da Literatura a uma escritora seguramente notável; olvidam-se os mortos que a fome condena, os náufragos que a miséria devora e as tragédias que assolam o mundo.

A frágil adolescente, com a coragem de que só uma grande mulher é capaz, enfrentou séculos de fé e estupidez, tradições de violência e misoginia, hábitos tribais envoltos em direitos patriarcais. Uma jovem que nem a tiro renunciou ao direito à educação, para si e para todas as mulheres do mundo, não é apenas um exemplo de coragem, é a síntese de todas as mulheres sacrificadas pelos preconceitos, humilhadas pelo género e despertadas para a luta pela audácia que escondia.

Malala Yousafzai, de 16 anos, venceu o Prémio Sakharov, que o Parlamento Europeu (PE) atribui anualmente, em nome da defesa dos direitos humanos e da liberdade de pensamento. Ela fez mais pela libertação da mulher, pelo progresso da humanidade e pela condenação do fascismo islâmico do que os manifestos em defesa dos princípios pelos quais enfrentou a morte.

A igualdade de género não é um direito adquirido, é uma exigência ética e um dever que a civilização consagra, mas que precisa do corpo frágil de uma adolescente para receber as balas de quem se lhe opõe.

Para Malala, nossa irmã, filha e mulher, vai hoje o pensamento e a admiração de todos os que defendem uma sociedade liberta de dogmas, superstições e medos. Ela deu-nos, com o seu sacrifício, a mais bela das lições e o mais heroico dos exemplos.

Malala Yousafzai

18 thoughts on “Malala Yousafzai e o Prémio Sakharov”
  • Deusão

    Muito merecido !!!
    Admiro profundamente esta moça. Poucas pessoas tiveram a coragem que Malala mostrou ter.
    Parabéns, Malala.

  • Agnóstico Assumido

    Não sei não.Não sei se acredite na notícia ou se ache que a notícia tem hipótese de ser verdadeira. Ah já sei: não acredito em tão boa notícia, mas admito que seja verdadeira

    • Zeus

      • Molochbaal

        Engraçado.

        Eu também sei de uma verdadeira piada.

        Eraacerca de gajos que não sabiam nada acerca de um assunto, mas que pretendiam dar lições a toda a gente acerca desse assunto.

        Ora, deixa lá.

        De qualquer maneira não tinha graça nenhuma.

      • Agnóstico Assumido

        Não sei não. Não acredito que o Céu exista, mas admito perfeitamente a sua existência.

        • Molochbaal

          Já sabemos que és um génio a não compreender o sentido das palavras e a fazer trocadilhos baseados na tua própria ignorância.

          Estou impressionado.

          E agora?

          Vais responder às perguntas?

          Como é possível um deus bom ter planeado até ao minimo pormenor um mundo mau?

          Não te adiantas e só andas a fugir com trocadilhos imbecis?

          Então eu explico como é possível.

          Tu tens medo.

          Muito medo.

          Borras-te todo com a ideia de morrer e de nunca mais voltar a ver os teus entes queridos.

          Então agarras-te a uma ficção idiota, para enganar o teu medo da morte.

          O teu medo é tão grande, que não hesitas a vir aqui todos os dias, com um papel ridículo, a fugir a todas as perguntas perguntas, e a provocar com trocadilhos imbecis e o lançamento de calúnias, para provares a ti mesmo que, quando morreres, vais para o céu, com a família toda.

          Tu pensas, no teu desespero, que é por mentir muito que os teus sonhos se tornam realidade.

          De tanto mentir, ás tantas, esperas acreditar mesmo nas tuas mentiras.

          Sabes.

          Eu não tenho a certeza, mas tenho a impressão de que estás fudido.

          Nunca vais voltar a ver ninguém, nem ninguém te vai voltar a ver a ti.

          Por mais figura de palhaço que venhas aqui fazer, não é isso que te vai salvar.

          Mesmo deus existisse, e tivesse planeado tudo, como tu acreditas, o deus que inventou a lepra estava-se a cagar de alto para ti e para a tua família.

          Temos pena.

    • Molochbaal

      Sim fifi.

      Escusas de te esconder.

      Já sabemos que não consegues responder às perguntas que te são feitas.

    • Molochbaal

      Outra coisa fifi.

      Acreditar, significa ter a certeza em algo.

      Não acreditar, pode significar, consoante o grau, simplesmente não ter a certeza em algo.

      O facto de toda a oposição lógica e filosófica ao agnosticismo, vinda de crentes e ateus, se resuma a fingir que não percebem o sentido de uma palavra é bastante eloquente acerca validade das vossas próprias ideias.

  • Molochbaal

    Merecido.

    E é de admirar também os outros milhões de muçulmanos que lutam contra o fundamentalismo, como podemos ver na Turquia e no Egipto.

    • Carlos Esperança

      Provavelmente não são muçulmanos, são apenas defensores da laicidade.

      • Molochbaal

        Duvido muito que sejam ateus e agnósticos, quando vemos pelas eleições, que quase metade dessas populações defendem a laicidade.

        Estamos a falar de centenas de milhões de pessoas.

        A esmagadora maioria serão muçulmanos, moderados. Daquele tipo de religioso que este blog prefere ignorar.

        O que nos leva directamente às teorias de extermínio do Moura.

        Por essas ideias, na leva, iam milhões de Malalas Yousafzais para o galheiro.

        Porque Malala é muçulmana.

        É uma espécie de “Tuez-les tous Dieu reconnaitra les siens” ao contrário.

        Neste caso seria – Limpem-lhes o sebo a todos, que o puro acaso reconhecerá os seus.

        A merda é a mesma.

        Vimos os resultados no Cambodja.

  • stefano666

    esse premio sakharov é apenas teatrinho do parlamento europeu.

    esse mesmo parlamento que respalda os terroristas na Siria ou os infames petromonarcas do Golfo….

    • Molochbaal

      For god sake!

      Não te metas com os petromonarcas, que representam tudo o que há de mais $agrado para os neoliberais que governam o mundo ocidental.

      Ainda recentemente, em Angola, o nosso digníssimo ministro dos negócios estrangeiros, deu uma demonstração, de como se arrasta a bandeira tuga pela lama e se escarra na nação, tudo pelo que há de mais $agrado para um neoliberal.

      Se, em vez de Angola, fosse um regime talibã, ele arrastava-a na mesma. Porque um neoliberal é uma pessoa de valore$.

  • João Pedro Moura

    Grande Malala!

    É corajosa, mas não renegou o islamismo…
    E se vem falar de educação e de igualdade, entre homens e mulheres, deveria começar por retirar os panos da cabeça, autênticas vedações têxteis, símbolos da opressão feminina e da discriminação misógina…

    • Deusão

      Sabe bem que o processo de desintoxicação das asneiras imbecis religiosas não ocorre de imediato. Ela ainda chega lá.
      Os patifes nojentos começam a programação em crianças muito novas, e a religião torna-se, mais que uma crença, uma obsessão. Não é fácil livrar-se de lixo altamente tóxico.
      A programação é feita com brechas do tipo: não foi alá que te sacaneou, Malaia. Foram uns caras agindo por conta própria, pois, afinal, deus é justo e bom e te manteve viva.
      Tá vendo ? aí que está a merda da religião. Sempre dão um jeito de modificarem os fatos. E se a própria pessoa não perceber isto, de nada adianta provarmos por A + B que a coisa toda é um engodo.

      • Molochbaal

        Ora.
        Vale para os dois lados.
        Também há ateus que se convertem.
        Desde que seja uma crença “decente”, no sentido de não virem chatear terceiros, não vejo porque se há de estar a embirrar com as pessoas, só porque acreditam nisto ou naquilo.
        Se isso as faz felizes, já é útil.

        • Deusão

          Eu concordo. Religião deveria ser como times de futebol, cada um com a sua opção; mas a merda não se contenta com poucos, querem mais e mais e mais…

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