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Citações

«Não há salvação em nenhum outro [para além de Jesus], porque, sob o céu, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos». (Actos4:12).

«O Evangelho segundo São Marcos tem cerca de 40 versículos explicitamente anti-semitas. Incluem a cena teatral fictícia de Pôncio Pilatos, que foi o verdadeiro assassino de Jesus, perguntando-se inocentemente o que fez Jesus para merecer a ira dos sacerdotes e da multidão de judeus, enquanto os Judeus gritam mais de uma vez a Pilatos «crucifica-o»». (S. Marcos 15:6-15).

«O Evangelho segundo S. Lucas tem cerca de 60 versículos explicitamente anti-semitas. Apresenta João Baptista a chamar aos judeus que acreditavam que ser judeus era o caminho para Deus «raça de víboras» que iriam sofrer «com a ira que os ameaçava»». (S. Lucas 3:7-9).

«O Evangelho segundo S. Mateus tem cerca de 80 versículos explicitamente anti-semitas. Neles, São Mateus conta como João Baptista chamava aos Judeus, os chamados fariseus e saduceus, «raça de víboras», epíteto que pôs também na boca do próprio Jesus quando se dirige aos judeus que são fariseus como «raça de víboras», como podeis dizer coisas boas, vós que sois maus?». (São Mateus 3:7 e 12:34).

«Os Actos dos Apóstolos têm cerca de 140 versículos explicitamente anti-semitas. Apenas 8 dos seus 28 capítulos estão isentos de anti-semitismo».

«O Evangelho segundo S. João contém cerca de 130 versículos anti-semitas. (…). O Jesus de S. João acusa os Judeus de o tentarem matar. (…) O Jesus de S. João conclui que aqueles que o rejeitam, os Judeus, «pertencem ao (seu) pai, o Demónio»». (S. João 7:28 e 8:37-47).

«Só estes cinco livros contêm versículos explicitamente anti-semitas suficientes, num total de 450, para haver em média mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia».

Fonte: A Igreja Católica e o Holocausto – Uma dívida moral, de Daniel Jonah Goldhagen.

Nota: Que fazer com um livro que prega o ódio e cujos crentes estão convencidos de conter a palavra do seu Deus?

Com estas citações espero responder aos crentes de boa fé me chamaram mentiroso pois não há na Bíblia (Novo Testamento) qualquer manifestação de anti-semitismo.

«Bem-aventurados os ignorantes porque deles é o reino do Céu».

4 thoughts on “Citações”
  • Luís Nunes

    “Com estas citações espero responder aos crentes de boa fé me chamaram mentiroso pois não há na Bíblia (Novo Testamento) qualquer manifestação de anti-semitismo.”

    Não, não respondeste nada a não ser mentir.

    Dizer que os «os judeus gritavam “crucifica-o!”», é uma manifestação de anti-semitismo, porquê?

    Dizer que os judeus, sobretudo os Escribas os Zelotas e as Fariseus eram inimigos de Cristo e todos os seus seguidores, é anti-semitismo?

    Dizer que João Baptista foi degolado por ser defensor de Cristo, tal como quase todos os apóstolos, e que foram executados por judeus, é anti-semitismo, porquê?

    Dizer que as praticas sociais dos judeus estavam erradas e deviam ser abandonadas (por exemplo, a lapidação de mulheres), é anti-semitismo?

    Condenar a forma falsa como os judeus vivam, demonstrando o seus erros e uma alternativa muito mais racional e moderna de viver, é anti-semitismo, porquê?

    Se isto é anti-semitismo, hoje todo o mundo é anti-semita, incluindo as nações unidas e todas as organizações internacionais, incluindo algumas Israelitas.

    A estupidez não paga imposto, por isso é licito justificar a estupidez com base em escritos mais estúpidos ainda, completamente absurdos e sem um mínimo de fundamento racional ou teórico.

    • Molochbaal

      Em parte tens razão, mas como de costume, fazes vista grossa á outra face da moeda.

      Sem dúvida que é, não só possível e provável, mas quase inevitável que as seitas judaicas dominantes tentassem eliminar a “nova concorrência”, se necessário recorrendo à violência.

      Mas isso não implica que nos possamos fazer de esquecidos a passagens abertamente antisemitas.

      “O Jesus de S. João conclui que aqueles que o rejeitam, os Judeus, «pertencem ao (seu) pai, o Demónio»». (S. João 7:28 e 8:37-47).”

      Afirmar que, quem o regeite pertence ao demónio, implicar os judeus nessa pertença, obviamente que é antisemitismo e obviamente que justifica todas as perseguições posteriores antisemitas. Visto que, obviamente, que “quem pertence ao demónio” deve ser combatido.

      E nós sabemos como as seitas religiosas do livro combatem os seus inimigos.

      Visto que acreditas e eu acho perfeitamente plausível, na versão evangélica do julgamento de jesus, relê essas passagens e pensa nas consequências de afirmar que uma comunidade inteira “pertence ao demónio” quando a seita de quem o afirma acaba por deter o poder absoluto.

      As consequências até nem são especulativas. São históricas e todas as conhecemos. As perseguições cristãs aos judeus são pura e simplesmente a inspirição das perseguições nazis.

  • José Gonçalves Cravinho

    Mas se a Igreja ensina que Jesus veio ao Mundo para sofrer e morrer para nos salvar,remindo assim o pecado original e os pecados da humanidade,então o culpado dos seu sofrimento e morte é o Padre Eterno.Então eu pergunto:
    -Que Deus é êsse assim tão mau,
    tão tirano,cruel e sanguinário,
    que se porta pior que um marau,
    e mata o «filho»no Calvário?!

  • Molochbaal

    Sem dúvida que os evangelhos são antisemitas, na qualidade de propaganda de uma seita acabada de se separar do judaísmo e se afirmava pela negação agressiva dos seus “pais” judeus.

    Mas hoje em dia assiste-se ao excesso contrário em certos círculos. Ou se é antisemita, como os nazis os islãmicos, ou certos comunistas, devido à aliança de israel com o ocidente, ou se é ingenuamente filosemita.

    A morte de jesus é um exemplo deste ultimo caso.

    Decreta-se, contra os evangelhos, único testemunho próximo da época, que apenas Pilatos teve responsabilidades na morte de Jesus.

    Porquê?

    Mistério.

    Esta afirmação é baseada apenas no antisemitismo evangélico, esquecendo que, lá por um denunciante ser anti qualquer coisa, não quer necessariamente dizer que a denúncia seja falsa.

    Se assim fosse fosse seria necessário não aceitar os relatos dos judeus vitímas do holocausto, devido ao facto obvio de serem antinazis.

    Ora, se é verdade que os evangelhos são antisemitas, é igualmente verdade que as seitas judaicas passavam o tempo em guerra umas contra as outras, e nesse aspecto, o cristianismo, que inicialmente não passa de uma seita judaica, é simplesmente um alvo natural para as seitas instaladas mais poderosas.

    Ou seja, os judeus “ortodoxos” exigirem a morte de jesus, é não só possível, mas natural. É exactamente o que seria de esperar naquele contexto.

    Os filo-ingénuo-judaicos não têm qualquer razão em negar que os evangelhos possam estar certos quando descrevem o julgamento de jesus, porque isso era o NORMAL numa situação daquelas. As seitas judaicas tentavam exterminar-se umas às outras.

    Basta ver, entre milhares de outros exemplos, o episódio da conquista de Jerusalém por Tito, umas décadas depois.

    Perante o olhar atónito dos romanos, que cercavam a cidade com um exército muito mais poderoso, os judeus, em tremenda inferioridade, ao mesmo tempo que os combatiam, combatiam-se também entre si.

    Não encontraram nada melhor, como estratégia, do que começar uma guerra civil enquanto eram cercados por um exército inimigo de poder esmagador.

    Em frenesim sectário, massacravam-se uns aos outros, enquanto os romanos avançavam para o interior da cidade, para os matar a todos.

    Por estas e por outras, as tretas de que, sabe-se lá porquê, os judeus nunca pediriam a morte de um líder de uma seita que, segundo eles, negava a sua lei divina – o que ERA MESMO EXIGIDO por essa mesma lei divina – não passam disso mesmo, tretas para dar boa imagem aos judeus.

    Não sei se o julgamento de cristo se passou mesmo assim, mas a versão dos evangelhos é perfeitamente plausível.

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