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Modernices…

O progresso não pára, e quando falo em progresso refiro-me às suas diversas vertentes, onde se inclui, naturalmente, a informática. Na verdade,  a informática evoluiu de tal forma, que a palavra impossível faz, a cada dia que passa, menos e menos sentido. Longe vai o tempo em que, por exemplo, os colaboradores da IURD, eu até julgo que têm um nome mais apropriado, mas colaboradores confunde-se facilmente com cobradores, dizia eu que longe vai o tempo em que os cobradores, perdão, colaboradores da IURD andavam de irmão em irmão, sacando o dízimo e outras oferendas, monetárias, naturalmente, que Deus não se satisfaz com menos. A IURD deu o grande passo, maior que o do falecido Armstrong, e passou a cobrar o dízimo e outras dádivas através do Facebook.

Nada contra, que eu até sou entusiasta das novas tecnologias; mas deixo aqui um sério aviso à ICAR, porque aquela coisa de andar, pelas igrejas, a sacar o óbolo, é mais do que troglodita. Eu proponho que a ICAR comece a usar terminais de pagamento automático para a malta dar o que entender. Claro que se levanta um problema, é que não há lugar a exibicionismos, isto é, se agora o crente pode exibir a nota que vai depositar na bandeja, e fazer, com isso, um certo floreado e, até, provocar aquele pecado mortal que se chama Inveja, com o terminal multibanco ninguém vê o que se dá. Mas paciência, o progresso tem um preço, não é verdade?

Importante e relevante é, contudo, a justificação que é apresentada e, principalmente, os cinco projectos destinatários da massa. A ler com muita atenção.

2 thoughts on “Modernices…”
  • kavkaz

    Será sempre bom alertar os crentes que a cobrança do dizimo, o equivalente a dez por cento dos rendimentos das pessoas, é uma roubalheira por parte dos responsáveis religiosos. Estes enriquecem descaradamente e multiplicam o seu poder com imóveis e luxos com que vivem e usufruem.

    Os deuses não precisam de dinheiro, não o pedem, nem na Bíblia, mas os chefes religiosos querem viver à custa do trabalho e do esforço dos crentes e fazem-se passar por representantes dos deuses. E pedem sempre dinheiro, o seu principal interesse nas pessoas.

    É conhecida a história do Sr. Calouste Gulbenkian, de origem armeniana, que enriqueceu a cobrar 5 % nas participações dos negócios que fazia. O “dízimo” é o dobro do que o Sr. Gulbenkian cobrava nos seus negócios e ele morreu milionário!

    Os chefes religiosos gostam de cobrar…

  • Citadino

    A religião serve para tudo. Qualquer um pode fundar a sua Igreja e depois interpretar a Bíblia conforme dê mais jeito ($). Essa dos 10% é genial. Nem a Igreja Católica de tal se lembrou! E tudo em nome do “Senhor Jesus”…

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