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  • 29 de Janeiro, 2012
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

USA – A ingerência política do Vaticano

Em plena campanha eleitoral, nos Estados Unidos, o Papa Bento XVI atacou os planos do presidente Barack Obama de reembolsar a contracepção e a pílula do dia seguinte, como parte do plano americano de assistência à saúde, fazendo um apelo aos católicos a se mobilizarem contra essa possibilidade.

9 thoughts on “USA – A ingerência política do Vaticano”
  • Anónimo

    e por que o papa não fez apelo a todos os catolicos do mundo pra combater toda forma de injustiça??

  • Anónimo

    Se o papa tiver dignidade… favor ele atacar essa medida de Obama
    https://pontodepauta.wordpress.com/2012/01/10/obama-assina-legislacao-de-estado-policial/
    3 de janeiro de 2012. O presidente Barack Obama assinou o National
    Defense Authorization Act – NDAA (Ato de Autorização de Defesa Nacional)
    como lei na véspera do Ano Novo. O projeto prevê um maciço de 662
    bilhões de dólares para a máquina de guerra dos Estados Unidos e faz
    incursões sem precedentes sobre os direitos democráticos, que autoriza
    os militares dos EUA a prender indivíduos em qualquer lugar do mundo e
    mantê-los em um centro de detenção militar por tempo indefinido, sem
    julgamento ou qualquer outro recurso legal.

    Democratas e republicanos do Congresso ratificaram a NDAA em uma
    série de votos da Câmara e do Senado em novembro e dezembro que derrotou
    quase todos os esforços para estabelecer limites ao poder presidencial
    para deter e prender sem julgamento ou acusação. Como a senadora
    republicana Lindsey Graham enfatizou durante o debate parlamentar, a
    legislação define o mundo inteiro para fazer parte do campo de batalha
    contra Al Qaeda, incluindo o território dos Estados Unidos em si,
    fazendo com que cada ser humano no planeta, incluindo cada cidadão
    norte-americano, um prisioneiro potencial das forças armadas americanas.

    O NDAA efetivamente revoga o mais antigo direito democrático, o
    habeas corpus, que proíbe prisões arbitrárias, exigindo que o governo
    apresente evidência a um juiz ou tribunal para justificar a tomada de
    uma pessoa em custódia. Este direito foi firmado na Inglaterra durante a
    Idade Média e, finalmente, estabelecida e codificada no curso da
    Revolução Inglesa no século XVII, a qual quebrou o poder arbitrário da
    monarquia e estabeleceu a supremacia do parlamento.

    Sob a nova lei, o presidente dos Estados Unidos pode designar
    qualquer indivíduo, seja um cidadão americano, estrangeiro residente ou
    cidadão de qualquer outro país, a serem presos e detidos por toda vida,
    pelos militares dos EUA. A lei define “uma pessoa oculta”, nos seguintes
    termos: “Uma pessoa que era uma parte ou substancialmente apoiava
    al-Qaeda, o Talibã, ou forças associadas que estão envolvidas em
    hostilidades contra os Estados Unidos ou seus parceiros de coalizão,
    incluindo qualquer pessoa que cometeu um ato beligerante ou apoiou
    diretamente tais hostilidades em ajuda de tais forças inimigas.”

    Isto vai muito além de terroristas ligados aos atentados de 11-S, o
    suposto alvo das administrações Bush e Obama, a “guerra ao terror”, para
    incluir qualquer pessoa definida pelo presidente como “envolvido em
    hostilidades contra os Estados Unidos ou seus parceiros de coalizão”.
    Isto poderia incluir separatistas curdos na Turquia (a OTAN, aliada dos
    EUA), os manifestantes palestinos em Israel, da Cisjordânia ou de Gaza, e
    qualquer um envolvido na resistência ao andamento das guerras dos EUA
    no Afeganistão, Paquistão, Iêmen e na Somália, ou quaisquer futuras
    guerras iniciadas por Obama ou seus sucessores.

    Isto poderia incluir os jovens na praça Tahrir que lutam contra a
    ditadura militar egípcia (o segundo maior receptor de ajuda militar dos
    EUA e um também um aliado-chave), os trabalhadores em greve contra os
    governos da Grécia, Espanha ou Itália (todos aliados da OTAN), ou
    aqueles que se opõem ao estacionamento de forças militares dos EUA em
    qualquer lugar do mundo, incluindo a mais recente implantação de Obama
    de 2.500 fuzileiros navais norte americanos na Austrália.

    Isto poderia muito bem incluir opositores internos de ação militar
    dos EUA, incluindo os opositores da ação repressiva do aparelho de
    inteligência militar em casa. Houve repetidas tentativas por porta-vozes
    da direita política a grupos antiguerra e os manifestantes do Occupy
    Wall Street como aliados de terroristas e, portanto, alvos potenciais
    para prisão militar.

    Primeiro sob o governo Bush e, agora sob Obama, o governo dos EUA tem
    avançado, com a sanção integral dos tribunais federais, uma leitura
    extremamente ampla do que constitui “apoio material” para incluir
    qualquer pessoa que se engaje na atividade política que é de alguma
    forma alinhada com as ações de uma suposta organização “terrorista”. Em
    vários casos, o governo dos EUA ainda trouxe “material de apoio”,
    processos contra ativistas de direitos humanos que têm aconselhado
    movimentos nacionalistas lutando contra governos apoiados pelos EUA
    sobre a forma de mudança de guerrilha para a política eleitoral.

    A American Civil Liberties Union denunciou a assinatura de Obama da
    legislação. Obama “será para sempre conhecido como o presidente que
    assinou a detenção indefinida sem acusações nem julgamento
    transformando-a em lei”, disse o Diretor Executivo ACLU, Anthony Romero,
    em um comunicado. “Qualquer esperança de que a administração Obama
    possa reverter os excessos constitucionais de George W. Bush na guerra
    contra o terror foi extinto hoje”, acrescentou.

    Obama procurou esconder as implicações desse ataque maciço aos
    direitos democráticos, alegando opor-se às disposições aplicáveis da lei
    mesmo quando ele estava assinando-os. O comunicado redigido por uma
    doninha e divulgado pela Casa Branca, apenas ressalta a duplicidade da
    campanha de reeleição de Obama, em que o presidente democrata buscará a
    apelar aos jovens, minorias e sentimento antiguerra popular, enquanto em
    exercício promove políticas ainda mais militaristas e antidemocráticas
    que as de Bush, republicano.

    Na declaração de assinatura, Obama alega ter “sérias reservas com
    certas disposições que regulam a detenção, interrogatório e julgamento
    de suspeitos de terrorismo”. Continua: “Eu quero esclarecer que a minha
    administração não vai autorizar a detenção militar indefinida sem
    julgamento de cidadãos norte-americanos. De fato, creio que isso iria
    romper com as nossas tradições mais importantes e nossos valores como
    uma nação”.

    A linguagem é cuidadosamente trabalhada. Obama admite que a NDAA
    representa um repúdio das tradições democráticas associada com a
    Revolução Americana e a Guerra Civil. Ele faz uma promessa extremamente
    limitada, nenhuma detenção militar sem julgamento de um cidadão norte
    americano – o que não vincula qualquer sucessor e que ele pode quebrar
    tão facilmente como ele quebrou sua promessa de fechar o campo de
    concentração de Guantanamo Bay.

    A promessa é fácil de fazer, uma vez que mesmo a administração Bush
    abandonou sua tentativa solitária de realizar “detenção militar
    indefinida sem julgamento dos cidadãos americanos”, no caso de Jose
    Padilla, entregá-lo aos tribunais federais, em vez de riscar uma decisão
    da Suprema Corte sobre o assunto.

    Mas, ao assinar a lei, Obama afirmou seu direito de realizar a
    detenção indefinida de um cidadão norte-americano no futuro, e,
    portanto, o direito de qualquer futuro presidente a fazê-lo. Isso
    equivale a dar uma luz verde para a revogação do habeas corpus, com as
    dimensões da violação dos direitos democráticos dependendo apenas do
    capricho arbitrário do poder executivo.

    Ainda mais preocupante, Obama já afirmou um poder ainda mais drástico
    – o “direito” para assassinar qualquer cidadão norte-americano
    designado pelo presidente como um “combatente inimigo”, sem julgamento
    ou acusação. A Casa Branca autorizou o lançamento de mísseis no
    assassinato de Anwar al-Awlaki quatro meses atrás, alegando que o
    pregador islâmico nascido nos EUA foi um líder da Al Qaeda na Península
    Árabe. Algumas semanas mais tarde, a CIA assassinou o filho Awlaki de 16
    anos de idade, também um cidadão dos EUA, com a mesma arma.

    Grande parte da declaração da Casa Branca criticou as disposições da
    assinatura do NDAA de detenção como demasiado restritiva do Poder
    Executivo, essencialmente declarando que Obama queria a flexibilidade
    para decidir sobre instalações de detenção militar ou civil e processos
    judiciais, numa base caso a caso. Um assessor, falando à imprensa no
    Havaí, onde Obama está de férias, disse que o presidente seria “garantir
    que nenhuma destas disposições do Congresso impeça a capacidade de
    aplicação de combate ao terrorismo e do direito e profissionais de
    militares que estão mantendo este país seguro”.

    O comunicado da Casa Branca criticou especificamente as “restrições
    injustificadas à autoridade do Poder Executivo de transferir os detentos
    para um país estrangeiro”. A administração Obama tem continuado a
    prática de “rendição extraordinária”, na qual os indivíduos são
    apreendidos pelos militares dos EUA ou serviços de inteligência no
    exterior e transferidos para países terceiros para a tortura e o
    interrogatório.

    Obama também se opôs a qualquer flexibilização na limitação dos
    militares norte-americanos na transferência de prisioneiros no
    Afeganistão para a custódia do governo afegão, outro caso em que o
    interrogatório de prisioneiros e tortura foram “terceirizados”.

    Há uma ligação intrínseca entre o principal objetivo do NDDA – para
    autorizar e financiar as operações do Pentágono para o ano fiscal de
    2012 – e as seções de detenção militar de prisioneiros, dentro e fora
    dos Estados Unidos. A legislação inclui novas sanções dos EUA contra o
    Irã, destinadas a sufocar as exportações de petróleo do país, um ato de
    guerra econômica, enquanto promove o financiamento das operações em todo
    o mundo do imperialismo norte-americano. Isso demonstra que o
    militarismo e a guerra agressiva no exterior andam de mãos dadas com o
    autoritarismo e ditadura em casa.

    Tradução de Pamela Penha para Diário Liberdade

  • Lindinha

    Que haja sempre na humanidade os que se arrojam em vigor audaz, para fazer as “correntezas” e “marés” sucumbir aos surfistas da Liberdade e da Consciência. Que os americanos se livrem dos parasitas, que Portugal se livre dos parasitas, que a humanidade se livre dos PARASITAS.
    Aqui fica um link para que vejam quanta beleza há para nos extasiarmos, usufruindo uma mentalidade livre, uma vida romântica; sem a praga do parasitismo imposto pelas crenças, pelos feitores de grades, pelos que sugam nosso dinheiro, nossos esforços, que degeneram nossa saúde psicológica e física.
    http://universityprimer.blogspot.com/2012/01/extasiante-beleza-o-eletron-isolado.html

  • HAMONBAAL

    É o costume.

    Na prática a igreja está sempre, sempre, do lado dos corruptos e dos poderosos.

    Com a desculpa de um tabu qualquer, de preferência sexual, a igreja acaba sempre do lado do poder do dinheiro, a boicotar qualquer esforço para construir uma sociedade mais justa.

    • Anónimo

      Obama aprovou o estado policial nos EUA… isso não parece molestar o papa

      • HAMONBAAL

        Ora, o santinho João Paulo II também era amiguinho de Pinochet e também nesse tempo a política de extermínio do ditador não pareceu molestar o papa.

    • Ateu sim, e daí ?

      Mas aposto que já comprou ações dos laboratórios americanos que produzem as medicações ( isso , se já não for proprietária ) já que a notícia fala em reembolso por parte do governo; na prática, dinheiro líquido e certo. Onde tem dinheiro tem gzui$, pa$tuto$ e padrare$ta$

    • Anónimo

      Uma lista de autores censurados pelo Index librorum prohibitorum, 1557-1966 da Igreja.
      Rabelais (CW) 

      Montaigne (Essais) 

      Descartes (Méditations Métaphysiques et 6 autres livres, 1948)

      La Fontaine (Contes et Nouvelles)

      Pascal (Pensées)

      Montesquieu (Lettres Persanes, 1948)

      Voltaire (Lettres philosophiques; Histoire des croisades; Cantiques des Cantiques),

      Jean-Jacques Rousseau (Du Contrat Social; La Nouvelle Héloïse)

      Denis Diderot (CW, Encyclopédie)

      Helvétius (De l’Esprit; De l’homme, de ses facultés intellectuelles et de son
      éducation )

      Casanova (Mémoires)

      Sade (Justine, Juliette)

      Mme De Stael (Corinne ou l’Italie)

      Stendhal (Le Rouge et le noir, 1948),

      Balzac (CW)

      Victor Hugo (Notre Dame de Paris; Les misérables jusqu’en 1959)

      Gustave Flaubert (Mme Bovary; Salammbô)

      Alexandre Dumas (divers romans)

      Emile Zola (CW)

      Maeterlinck (CW)

      Pierre Larousse (Grand Dictionnaire Universel),

      Anatole France (prix Nobel en 1921, CW à l’Index en 1922),

      Andre Gide (prix Nobel, CW à l’Index en 1952)

      Jean Paul Sartre (Prix Nobel (refusé), CW à l’Index en 1959).

      OBS: Hitler não foi censurado pelo Index. Parece que o “Mein Kampf” está de acordo com os preceitos da igreja

  • Maria

    E Obama? Tem então o direito de se ingerir na politica de outros países exigindo por exemplo a aprovação do casamento gay. Aliás basta ler o memorandum de Obama no passado dia 6 de Dezembro sobre o tema onde o estado americano, com o dinheiro dos contribuintes americanos cede milhões de dólares de apoio aos países para legalizarem o casamento gay e criarem politicas anti-descriminação. Isso já pode? Já não é interferência? Só para perceber o seu ponto de vista sobre opinião do Papa.
    http://jesus-logos.blogspot.com/2011/12/obama-lanza-una-campana-mundial-contra.html

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