Tás muito macho ó antonio fernando, perdão, ícaro pequerruchinho. Que é feito dos “garotinhos”, “tchâaaans”, “tontinhos” etc ? Achas que exageraste na caracterização de mais uma personagem de aldrabice ? Eu também acho.
Mas estavas então a dizer que o argumento é “pobrezinho”.
Suponho que aches então “riquíssimo” o vosso argumento de uma moral “absoluta e anti-relativista” baseada no absoluto relativismo de uma escritura divina que, conforme o capitulo, define a moral de forma completamente oposta.
Conforme o capítulo “deus” ora manda cometer actos de genocídio, tortura e assassínio, ora manda não matar e amar todos os homens, em especial os inimigos – os mesmos que tinha mandado assassinar no capítulo anterior.
Lá riquíssima é, a vossa concepção de moral. Riquíssima em irracionalidade, contradição, relativismo brutal, e IMORALIDADE pura e simples.
Irmao… Baal… a Igreja Catolica é unica verdadeira….
Stalin, Pol Pot e Mao foram ateus imundos anticristaos… mas Ante Pavelic, Degrelle, Franco e Torquemada foram Grandes Servos do Senhor.
Auschwitz e Jasenovac foi um a resposta de Deus aos hereges e assassinos de Nosso Senhor Jesus Cristo…
A SS Wallonie, A SS Division Azul e os Ustasha foram grandes Cruzados de Deus.
Na paz do Senhor, irmão.
(ironic mode)
mas em compensação os “pecados” de Pavelic chocaram até os nazistas
ÍCARO CRISTÃO
Só sai merda destes três gajos aqui em cima (do stéphanos, do wsp e,claro do antonio hamonbaal zzz fernado)
ÍCARO CRISTÃO
Errata: o wsp não faz parte do ramalhete a que me referi. Falava apenas do stéphanos e do antonio hamonbaal zzz fernado. Desculpa Wsp
Anónimo
É verdade.
O pior é que, aplicando o vosso sistema hiper-super-mega-relativista, os maoístas também podem dizer que, também eles estão a progredir. Aliás, também os nazis estão a progredir. E então não há problema nenhum. Nunca.
E a agravante de que vocês se dizerem inspirados por deus e, a ser verdade, terem a OBRIGAÇÂO MORAL de saltar etapas, ao contrário do que fizeram sempre, que foi compararem-se aos piores, passa-lhes completamente ao lado.
Se fosse verdade que a igreja é inspirada por deus, é suposto deus tê-la guiado pelo bom caminho e não deixá-la afundar-se nas perseguições e nas guerras.
Porque se não, se têm de percorrer exactamente o mesmo caminho do que todos, de que serve a inspiração divina ?
A inspiração divina não vos impediu de cometer as piores barbaridades, tal como se fossem inspirados pelo diabo ou por outra coisa qualquer. Então de que vale essa inspiração ?
Anónimo
Aliás, vocês começaram hà 3000 anos e ainda há 200 queimavam pessoas vivas em praça pública. O maoísmo tem apenas umas décadas.
Têm de lhe dar 3000 anos para “progredir”, se quando ainda faltarem 200 para os 3000 ainda matarem pessoas, como vocês fizeram, então sim, podemos dizer que são uns facínoras…
Stéphanos
Mao Tse Tung matava por que era um ateu desgraçado… Já Pavelic matava em nome da Santa Igreja… então tudo bem!!!! Tá liberado!!!
Anónimo
Pois.
O que temos de compreender é que eles estão a progredir. Os comunistas não podem progredir e vão-lhes atirar sempre à cara os seus crimes, e muito bem.
Mas eles estão em plena progressão, há três mil anos que estão a progredir imenso, embora alguns dos seus crimes mais bárbaros datem de apenas 200 anos atrás, mas nada lhes pode ser apontado, os crimes mais horrendos são simples etapas do progresso.
O que não percebo, com tanta progressão, é como ainda há umas décadas vimos a igreja apoiar as ditaduras mais sangrentas da américa latina e mesmo neste blog vemos católicos a defender a inquisição, a oferecer pancada e ameaçar de morte toda a gente, a querer roubar os filhos aos homosexuais etc etc etc.
em 1994… os padres cooperaram com o holocausto em Ruanda… nenhum deles foi excomungado….
e o mesmo Vaticano vem condenar os comunistas!
Stéphanos
A Inquisição foi uma maravilha… ao contrario de Pol Pot. Amém, irmão!
Stéphanos
Jasenovac e Auschwitz foram obras de Deus…. As Gulags, obras dos ateus demoniacos;;;;
Stéphanos
nem falo da democracia católica croata…..chefiada pelo bondoso Pavelic… ou a democracia católica de Ngo Dinh Diedm (Saigon) ou a democracia católica do santissimo monsenhor Tiso….. Eles foram uma bela prova da progressão católica!!!
Ah… o silencio do papa em relação aos assassinos do cardeal Oscar Romero tambem foi um ato progressivo… afinal.. Romero tinha “se vendido ao diabo”….
Stéphanos
Mas Irmão… os genocidios ordenados por Deus são justos.. ao contrario dos genocidios comunistas…..
Impressionante o alheamento desta sua mente oh Hamonbaal Zê Zê Zê. Podia ser divertido, mas é triste.
ps: começo a desconfiar que você é que é o verdadeiro antonio fernando!!!! AHA catei-o, e fica sabendo, antonio hamonbaal fernando, essa tua personalidade automutilante trata-se, mas não com Benurons.
Lá tá este tontinho a falar do antonio fernando… o que é que o homem lhe terá feito? Olhe meu homofobozinho, o argumento do video é pobre, e sim, cá vai um clássico… tchanãaaaaa. Curto e grosso é uma forma inviesada de ler a Bíblia. Por isso Jesus confiou a Pedro, e depois aos seus sucessores, para nos ajudarem a ler com olhos de ler, oh meu grande hamonbaal, vulgo anormal. Ah, quanto ao resto que diz para ali, ou seja esterco, não me merece um minuto da atenção, são mais umas mentiras vulgares de uma pessoa que odeia a Igreja, tão vulgares como as do video…
“quanto ao resto que diz para ali, ou seja esterco, não me merece um minuto da atenção”
Mais uma vez a minúcia da tua argumentação me deita ao tapete. Ficámos todos convencidos…
Gostei da tua patética tentativa do ” tchanãaaaaa”, embora totalmente descabido, do género, “vêem ? Eu ainda digo “tchanãaaaaa”, não sou uma personagem totalmente inventada pelo antonio fernando, que ora diz ora não diz essas coisas conforme ache que aldraba melhor. Patético, mas é de apreciar o esforço.
Outra coisa meu aldrabão de merda. É mentira que a bíblia ordene o genocídio nuns capítulos e mande amar os inimigos, consoante o capítulo ? Mas tu alguma vez leste a bíblia meu anormal ?
Oh Hamonbaal, leio (oiço) a proclamação da Bíblia todos os Domingos e quando posso durante a semana. Quando a Bíblia te fala de genocídios não está apenas a relatar a história. Aliás grande parte da Bíblia são poemas, como é o caso do Genesis, que em vez de descrever literalmente o que se passou fala às nossas vidas de hoje através de uma excelente obra. Porquê? Porque vem da Eternidade, de Deus. Qt aos genocídios, lembra-te dos genocídios da sua vida (não estou a ser moralista, é uma metáfora, eu tb tenho os meus, como este tipo de conversas). A Bíblia ordena o Amor. Não ordena nem morte, nem genocídios, nem, se quiseres, tchanãs.
Quanto à argumentação… no fundo estes bate-bocas contigo não precisam de argumentação de-por-aí-e-além.
Ah, e já agora quem é o antonio fernando? O teu ex-namorado? É que começo a ficar preocupado com a tua “coisa” com essa pessoa…
“Oh Hamonbaal” “tchanãs”Estou a gostar do estilo, tal como um alec Guiness dos blogs (ou Laureen Bacall ?) estás-te a agarrar à personagem. Estavas a tornar-te muito bruto. Muito antonio fernando…
“Genesis, que em vez de descrever literalmente o que se passou fala às nossas vidas de hoje através de uma excelente obra. ”
Por acaso, como muito bem sabes, isso é mentira. O AT para além de poemas, tem uma parte histórica, tem leis etc. Mas como não tens argumentos acredito que não possas fazer outra coisa senão mentir.
Éxodo
Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.E disse-lhes: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho.E os filhos de Levi fizeram conforme à palavra de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns três mil homens.Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai hoje as vossas mãos ao SENHOR; porquanto cada um será contra o seu filho e contra o seu irmão; e isto, para que ele vos conceda hoje uma bênção.Granda “poema”.Acredito que dê excelentes ideias a homens como Hitler ou ao templário norueguês. Entretanto mantem-se o facto de que é uma estupidez pretender que semelhantes apelos à matança sejam obra de inspiração de um deus absolutamente bom.Quanto aos “genocídios” da minha vida, eu não pretendo ser deus, nem absolutamente bom etc, por isso não venho à baila. O que está a ser discutido são as tropelias do teu deus. Como pode um deus absolutamente bom inspirar o mal absoluto ? Se não foi ele que inspirou em que se baseiam vocês a autoridade da bíblia e da tradição ? Em deus não é de certeza.Outra coisa, não abuses do perfume se não notam que és um travesti. Tens de manter a personagem natural. Eu depois arranjo-te uns fascículos do curso “Seja um actor em 500 lições” para dares mais corpo aos teus nicks falsos.
Hamonbaal ZZZ animação total!!!! Você não percebe mesmo nada disto… perde esse tempo a ler livros estúpidos de 500 lições e, pronto, estupidifica.
Anónimo
Os teus argumentos estão cada vez mais profundos.
Portanto, estavas a dizer que os livros históricos ou de leis da bíblia são só poesia.
Continua antonio fernandinho, estás cada vez mais igual a ti mesmo.
ÍCARO CRISTÃO
Malta, o Hamonbaal é que é o antonio fernando. O verdadeiro. Está a dar a volta e a fazer-se passar por ateu mas na verdade é o antonio fernando. Este antonio fernando é incansável!!! A fazer-se passar por ateu. Incrível!
ÍCARO CRISTÃO
Lá tá este tontinho a falar do antonio fernando… o que é que o homem lhe terá feito? Olhe meu homofobozinho, o argumento do video é pobre, e sim, cá vai um clássico… tchanãaaaaa. Curto e grosso é uma forma inviesada de ler a Bíblia. Por isso Jesus confiou a Pedro, e depois aos seus sucessores, para nos ajudarem a ler com olhos de ler, oh meu grande hamonbaal, vulgo anormal. Ah, quanto ao resto que diz para ali, ou seja esterco, não me merece um minuto da atenção, são mais umas mentiras vulgares de uma pessoa que odeia a Igreja, tão vulgares como as do video…
Um cristão considera que a bondade de Deus não é diferente da bondade que reconhecemos – afinal a primeira é suporte da segunda. Logo, um Deus bom não comandaria massacres ou quereria lapidações, como é óbvio.
A Bíblia não pode ser lida como um livro sem progressão, em que se espreito uma passagem fora do contexto consigo entendê-la. Isso não faz sentido quando lemos um romance de um autor, quanto mais quando lemos vários livros que comunicam entre si e traçam uma longa narrativa da procura de Deus pelo Homem e do Homem por Deus.
O autor do texto não diz que a Bíblia deve ser lida desta ou daquela forma.
Ele diz que é inconsistente considerar que existe uma moralidade objectiva que pode ser inferida da Bíblia, mas que esta deve ser devidamente interpretada para aferir essa moralidade. É que a interpretação não literal não pode ser, por definição, objectiva.Por isso, ou a moralidade pode ser inferida de uma interpretação não literal da Bíblia e não é objectiva; ou é objectiva e a Bíblia deve ser lida literalmente. Acreditar em ambas as possibilidades é inconsistente.
Uma interpretação não literal não pode ser objectiva, porquê? Basta para isso que dê razões objectivas para a interpretação. Um romance que utilize metáforas não pode ser objectivamente interpretado tendo em conta a estrutura e estilo da obra?
O problema aqui é que o autor do vídeo lê uma passagem do AT e esquece-se de a contextualizar no livro e na colecção de livros que é a Bíblia. O resultado é que ele não está, objectivamente, a falar da Bíblia, mas apenas de um verso.
Uma interpretação não literal não pode ser objectiva, porque uma interpretação é necessariamente subjectiva. Podemos alegar que uma interpretação literal não é, na verdade, uma interpretação, que o leitor não interpreta nada, limita-se ao texto sem ambiguidades. A mesma alegação não pode ser feita em relação a uma interpretação não literal.
«Um romance que utilize metáforas não pode ser objectivamente interpretado tendo em conta a estrutura e estilo da obra?»
Claro que não. Pode ser interpretado, mas subjectivamente, como é natureza do fenómeno de interpretação.
«O problema aqui é que o autor do vídeo lê uma passagem do AT e esquece-se de a contextualizar no livro e na colecção de livros que é a Bíblia. »
Não é verdade. O autor do vídeo apresenta passagens da Bíblia que chocam a nosso sentido de moralidade moderno.
Posto isto, é possível alegar 1) que um Deus bom não poderia realizar os massacres ou injustiças descritos. E concluir 2) que uma interpretação adequada da Bíblia considerará que Deus não cometeu tais massacres. O autor considera essa possibilidade, e responde-lhe.
Responde lembrando que para afirmar 2) a partir da alegação 1) é preciso fazer as coisas pela ordem inversa: em vez de ser a Bíblia a definir a nossa moralidade, é a nossa moralidade a definir a interpretação correcta da Bíblia. E nesse caso, a afirmação de que a moralidade objectiva pode ser aferida através da «palavra do Senhor» perde-se por completo.
Se porventura a nossa moralidade moderna fosse equivocada, e realmente fossem objectivamente defensáveis e louváveis do ponto de vista moral os massacres perpetrados por Deus nas passagens mencionadas, o Cristão moderno nunca o saberia, pois estaria convencido que a sua interpretação actual da moralidade é que deveria ditar a sua interpretação da Bíblia.
No Novo Testamento está escrito o seguinte:
«A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.
Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.»1 Timóteo 2 (link aqui, para ler o texto por inteiro, no seu contexto: http://www.bibliaonline.com.br/acf/54/2 )Agora em que contexto é que isto não é uma moralidade sexista?
Podemos interpretar este texto de forma a que ele não reflita uma moralidade sexista? Com muitas cambalhotas e alguma desonestidade intelectual, traindo a intenção expressa do autor, acredito que sim.
Mas aí, em vez de confiar no texto como guia para uma moralidade objectiva lá plasmada, fizemos o contrário: impusemos ao texto os nossos próprios princípios morais (mais civilizados, diria), distorcendo-o por completo.Assim sendo, é inconsistente manter este tipo de interpretações subjectivas influenciadas pela nossa moralidade moderna, alegando que o texto é um guia para a moralidade objectiva.
Uma interpretação não literal não pode ser objectiva, porque uma interpretação é necessariamente subjectiva. Podemos alegar que uma interpretação literal não é, na verdade, uma interpretação, que o leitor não interpreta nada, limita-se ao texto sem ambiguidades. A mesma alegação não pode ser feita em relação a uma interpretação não literal.
«Um romance que utilize metáforas não pode ser objectivamente interpretado tendo em conta a estrutura e estilo da obra?»
Claro que não. Pode ser interpretado, mas subjectivamente, como é natureza do fenómeno de interpretação.
«O problema aqui é que o autor do vídeo lê uma passagem do AT e esquece-se de a contextualizar no livro e na colecção de livros que é a Bíblia. »
Não é verdade. O autor do vídeo apresenta passagens da Bíblia que chocam a nosso sentido de moralidade moderno.
Posto isto, é possível alegar 1) que um Deus bom não poderia realizar os massacres ou injustiças descritos. E concluir 2) que uma interpretação adequada da Bíblia considerará que Deus não cometeu tais massacres. O autor considera essa possibilidade, e responde-lhe.
Responde lembrando que para afirmar 2) a partir da alegação 1) é preciso fazer as coisas pela ordem inversa: em vez de ser a Bíblia a definir a nossa moralidade, é a nossa moralidade a definir a interpretação correcta da Bíblia. E nesse caso, a afirmação de que a moralidade objectiva pode ser aferida através da «palavra do Senhor» perde-se por completo.
Se porventura a nossa moralidade moderna fosse equivocada, e realmente fossem objectivamente defensáveis e louváveis do ponto de vista moral os massacres perpetrados por Deus nas passagens mencionadas, o Cristão moderno nunca o saberia, pois estaria convencido que a sua interpretação actual da moralidade é que deveria ditar a sua interpretação da Bíblia.
No Novo Testamento está escrito o seguinte:
«A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.
Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.»
1 Timóteo 2
(link aqui, para ler o texto por inteiro, no seu contexto: http://www.bibliaonline.com.br/acf/54/2 )
Agora em que contexto é que isto não é uma moralidade sexista?Podemos interpretar este texto de forma a que ele não reflita uma moralidade sexista? Com muitas cambalhotas e alguma desonestidade intelectual, traindo a intenção expressa do autor, acredito que sim. Mas aí, em vez de confiar no texto como guia para uma moralidade objectiva lá plasmada, fizemos o contrário: impusemos ao texto os nossos próprios princípios morais (mais civilizados, diria), distorcendo-o por completo. Assim sendo, é inconsistente manter este tipo de interpretações subjectivas influenciadas pela nossa moralidade moderna, alegando que o texto é um guia para a moralidade objectiva.
Emanuel
Caro João:
O entendimento do texto literário deve ser mais sofisticado. E estes são textos literários tidos por uma comunidade como textos sagrados.
Um exemplo simples. Escrevo: “O António já tinha dívidas, mas contraiu outro empréstimo para abrir outro restauarante. Deu ao passo maior que a perna.” A última expressão é figurativa. Acha que objectivamente podemos entender o que significa? Claro que sim. Mas um texto literário tem expressões não comuns ou populares (como esta é), poéticas. Em semiótica, diz-se que é poliplanar, tem diversos planos de significado. Não é como um sinal de STOP que só quer dizer “parar”, porque é um signo monoplanar.
Mas não se pode inventar um significado, porque a ética diz-nos que temos de lidar com o texto tal como ele é e de levar o contexto em conta.
A Bíblia não é um manual. Nela surgem coisas que parecem contraditórias. Não nos dá a papinha feita, alerta-nos contra as respostas simplistas, definitivas, directas. É preciso trabalhar para a entender. Há aqui um padrão, porque Jesus usou parábolas quando aparentemente podia ter dado mensagens. Exactamente porque esse acto de entender, esse caminho de interpretação é o da sabedoria espiritual.
Esta questão não é moderna. Se a interpretação literal de que Deus comanda massacres choca com o que Jesus diz, a interpretação dessas passagens do AT é inaceitável. Há pelo menos 18 séculos de trabalho teológico cristão sobre isto – tal como o trabalho de conciliar as duas histórias da criação do Génesis, ou as genealogias de José, p.ex.
Quanto ao trecho de S. Paulo, se percebesse o contexto saberia que ele não se refere às mulheres por serem mulheres – mas a um grupo particular de mulheres que não respeitavam os encontros sagrados e exerciam poder sobre os maridos.
Cumprimentos
João Vasco Gama
Caro Emanuel:
O exemplo simples que deu não colhe.
Alega que nesse caso a interpretação a dar ao texto é «objectiva». Isso contraria o próprio sentido da palavra «interpretação», mas imaginemos que existe uma interpretação objectiva desse texto – nesse caso, ela será única e inequívoca.
Ou não existe uma interpretação objectiva, e diferentes leitores poderão perceber o texto de forma diferente; ou existe uma interpretação objectiva, e a generalidade dos leitores extrairá do texto a mesma mensagem.
Supondo que no exemplo que deu todos compreendem que o António tinha dívidas, contraiu outro empréstimo para abrir outros restaurante, e que cometeu um erro ao fazê-lo, então essa seria a interpretação «objectiva», visto que depende do objecto e não da sensibilidade do leitor. Por oposição a esse exemplo temos a generalidade da poesia ou das narrativas onde é suposto que leitores diferentes extraiam leituras diferentes quando fruem da obra literária.
O problema é que ou o Emanuel alega que a Bíblia, ao contrário do seu exemplo, está na categoria da poesia e da generalidade das narrativas, nas quais não existe uma interpretação objectiva; ou alega que Bíblia tal como o seu exemplo tem uma leitura inequívoca e esbarra com a evidência dos factos: os cismas, as diferentes interpretações de Igreja para Igreja, de corrente para corrente, de cristão para cristão.
Sobre a sua interpretação da citação que fiz de S. Paulo, creio que foi Emanuel quem não a considerou no contexto, o contexto do pensamento de S. Paulo sobre a mulher. Ora vejamos o que pensa S. Paulo sobre a mulher:
«Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a
cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.
[…]
O homem, pois, não deve
cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do
homem.
Porque o homem não
provém da mulher, mas a mulher do homem.
Porque também o homem
não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.»
1 Coríntios 11
(texto integral
aqui: http://www.bibliaonline.com.br/acf/46/11 )
Cumprimentos,João Vasco
Emanuel
Caro João:
O João equivale objectividade a unicidade. O sentido objectivo é o único (se existir mais do que um já não é objectivo). A semiótica e a teoria literária tratam destas coisas e como já escrevi a interpretação tem as suas regras (e um texto literário tem necessariamente de ser interpretado) – que o autor do vídeo não cumpre, ao extrair um ou dois versos como se transmitissem a moral cristão, quando esta moral (como qualquer aspecto de uma obra) só pode ser entendida se se ler a totalidade da Bíblia, portanto tendo o todo em mente quando se interpreta uma parte.
Leia o novo livro do Pe. Carreira das Neves sobre S. Paulo, em que ele analisa em detalhe essas e outras passagens. Isto é, se não quiser ficar satisfeito com o que pensa saber, com “aquilo que parece óbvio”. Se noutras áreas do conhecimento agíssemos assim…
Cumprimentos
João Vasco Gama
Emanuel:
Objectividade e unicidade não é unicidade, mas tem como implicação a unicidade. Se um texto tem várias interpretações, então ele é necessariamente subjectivo pois a mensagem não decorre apenas do texto (objecto), mas também do leitor (sujeito) em questão. É precisamente essa a diferença entre objectivo (depende apenas do objecto) e subjectivo (depende também do sujeito).
Posto isto, o autor faz precisamente aquilo que qualquer agente que interpreta uma parcela de um texto faz quando a interpreta – olha para essa parcela. Isto faz-se nas aulas de português, no domínio académico, e até na missa, com leituras seleccionadas da Bíblia (no mínimo três, se não estou em erro). O Emanuel diz que o autor não tem em conta a totalidade do livro, mas essa é uma acusação sem fundamento. Diz que a interpretação é errada, que falta contexto, mas como acontece SEMPRE que oiço essa crítica, não explica nesse caso concreto em que medida é que o contexto torna a interpretação efectuada errada. Geralmente aquilo que se alude é a outras possíveis más interpretações que poderiam ter sido feitas, tais como considerar que em relação ao Rico que encontra uma passagem estreita para o céu Jesus se refere a uma agulha de uma muralha e não a uma agulha de fiar, etc.. Ou ao António que deu um passo maior que a perna. Mas para o caso concreto, aquilo que ocorre é que o autor descreve Deus a exterminar povos inteiros, louvando a sua glória e o seu poder.
Podemos interpretar as passagens num contexto mais amplo, o contexto histórico que mostra que o Deus do AT nasce num contexto politeísta e corresponde ao Deus da Guerra. Mas se assumirmos que existe uma interpretação objectiva, então é pouco razoável assumir que existem várias interpretações possíveis. E se ao longo da história da Igreja Católica, bem como hoje em várias Igrejas cristãs, vários interpretaram/interpretam essas passagens no seu sentido bélico, é absurdo dizer que só existe uma interpretação objectiva e é diversa dessa.
Pior, é fazê-lo sem apresentar argumentos, alegando descontextualização sem qualquer preocupação de mostrar em que medida é que o contexto desautoriza tal interpretação – o que é agravado pelo facto do conhecimento do contexto tender a reforçar essa interpretação, como demonstrei no caso de S. Paulo e as mulheres.
Quanto ao livro de Carreira das Neves sobre S. Paulo não o li, mas conheço a posição de Carreira das Neves em relação à interpretação da Bíblia, que está descrita linhas acima. Carreira das Neves tem uma moralidade moderna e sofisticada, e é essa moralidade que ele coloca como ponto de partida para interpretar a Bíblia. Ora essa forma de interpretar é o reconhecimento mais cabal de que a Bíblia não tem interpretação objectiva – pelo contrário tem uma interpretação que varia consoante a sensibilidade ética do interpretador e da sociedade em que este se insere.
Carreira das Neves não parte para a leitura com a mente aberta e sem pressupostos morais. Ele assume certos valores que eu abraço, e destes molda a sua interpretação do texto. Ora isto não é uma forma adequada de procurar uma interpretação objectiva, e ele próprio parece alegar que nenhuma interpretação pode ser verdadeiramente objectiva.
Reforçando portanto o argumento do autor do vídeo.
Anónimo
Podias explicar o “contexto” que torna justo assassinar uma rapariga à pedrada porque teve sexo antes do casamento ?
É que fico sempre curioso pelo malabarismos incríveis que vocês fazem para justificar o vosso monstruoso relativismo moral.
“Logo, um Deus bom não comandaria massacres ou quereria lapidações, como é óbvio.”
Evidentemente que não.
Logo, ou deus existe e não é bom, ou pelo menos metade da bíblia foi escrita segundo os interesses materiais da casta religiosa sem qualquer tipo de inspiração divina.
“A Bíblia não pode ser lida como um livro sem progressão,”
Então, ou deus “evolui”, ou seja, não é perfeito, ou quem evolui são os homens que escreveram a bíblia, o que mais uma vez confirma que esta não foi divinamente inspirada mas apenas reflecte a mentalidade dos homens que a escreveram e que vão seguindo as modas e os interesses do seu tempo.
Sendo assim qual é a autoridade da bíblia ?
Ficamos a saber que não há problema em a bíblia dizer ora uma coisa, ora o seu exacto contrário, porque não foi escrita por deus, mas por homens (grande novidade) e os homens erram – outra grande novidade.
A questão é, se os homens erram, o que todos estamos fartos de saber, quem nos garante que não começaram a errar logo no início na premissa de que deus existe, ou na de que é bom, ou único, ou omnisapiente etc etc etc ?
Se reconhecemos que a bíblia está cheia de erros numas coisas, porque os homens erram, também pode estar cheia de erros noutras, precisamente pela mesma razão.
Nesse caso a bíblia não tem qualquer autoridade.
Quanto ás leituras feitas pelas igrejas, que consistem simplesmente em ignorar as partes que não interessam aos seus departamentos de propaganda, não respondem a nada, antes pelo contrário, apenas tentam tapar o Sol com uma peneira.
Pode explicar em que contexto deve ser entendido o massacre de toda a humanidade (exceptuando a família de Noé) ou o massacre de duas cidades inteiras, homens, mulheres e crianças (Sodoma e Gomorra), que, segundo a bíblia, não foram passivamente permitidos por deus mas activamente executados por esse deus que diz ser bom.
Como cristão só posso ler essas passagens com Cristo em mente – como o Papa Bento XVI diz. A sobrevivência da família do fiel Noé é a permanência da ligação a Deus depois da morte de tudo – pode ser tomada como uma imagem da vida eterna que Jesus anuncia.
Quanto ao resto, trata-se de uma visão de um Deus castigador, vingativo, à qual Jesus veio pôr fim, nomeadamente ao demonstrar o amor de Deus pela humanidade (Deus deixa de ser apenas criador) e a propor um entendimento diferente na relação com a Lei: a Lei é feita para o Homem, não o Homem para a Lei, como os judeus defendiam.
Permitam-me uma intromissão. Os muitos livros devem ser lidos à luz das nossas próprias histórias de vida. Fala-se de genocídios, massacres, batalhas bárbaras, etc, etc. Pois é precisamente o que se passa na minha vida, e em dimensões Bíblicas, mas das quais irrompe uma Luz. Essa Luz é Jesus, que Vence a Morte do meu Pecado e me Garante (Fé é Garantia) a Vida Eterna. É isto (e muito mais) que ensina a Igreja e o seu Papa. A Bíblia e a Eucaristia são as formas que Deus preferiu permanecer entre nós, através do Espírito Santo, guiando a Sua Igreja. Na Bíblia Deus quer encontrar-Se connosco e iluminar-nos a nossa própria história.
Abr
Obrigado pela sua resposta que confirma a tese do vídeo: a falta de objectividade da bíblia no que se refere a padrões morais.
Não deixa de ser curiosa essa dupla personalidade (o pai e o filho) do mesmo deus, admitida hoje por muitos católicos mas ainda rejeitado por muitos outros cristãos.
Não vejo onde confirmei isso. Essa objectividade só pode ser reconhecida se se ler a Bíblia como narrativa e diálogo de livros que culmina em Jesus. Pode-me perguntar então: porquê essas “falsas pistas” no AT? Boa pergunta. Porque aquilo que a Bíblia regista é uma procura e procurar é já estar próximo de Deus, mesmo que por vezes distante da sua vontade.
Para “focar” o que vocês dizem, isto é, que um deus absolutamente bom mandou exterminar populações inteiras, é preciso já ter consumido uma quantidade assombrosa de bebidas brancas e snifos de coca.
3:6 E nós os destruímos completamente, como fizemos com Sihon rei de Heshbon, destruímos completamente os homens, as mulheres e as crianças de todas as cidades.Toma lá “poesia” meu assassino.O simples facto de vocês fingirem que desconhecem estes relatos são a melhor prova que não “evoluiram” nada. Vocês estão simplesmente a ENCOBRIR os vossos crimes, como qualquer criminoso de delito comum.
ÍCARO CRISTÃO
Aha, apanhei-te, isso é como fala o antonio fernando, mas ao contrário. Eu sabia!!!
Emanuel
Caro Carlos:
Com que católicos tem falado? A ideia de que Deus é apenas uma pessoa com diversas “personalidades”, ou modos de ser, é uma heresia chamada Sabelianismo.
Falei de dupla personalidade não por ter esquecido a pombinha (que às vezes se transforma em línguas de fogo) mas por não estar a ver conflitos entre esta “personalidade” e qualquer das outras duas (ponho personalidade entre aspas para não pensarem que é mais uma heresia).
Quanto à acusação de sabelianismo: eu não pretendi de maneira nenhuma fazer o diagnóstico psiquiátrico de deus. Baseei-me na ideia que tinha do cristianismo ser uma religião monoteísta (julgo que ainda é) conjugada com as duas visões antagónicas de deus referidas pelo Emanuel.
A propósito das três pessoas apetecia-me perguntar por onde andavam o Filho e o Espírito enquanto o Pai fazia todas aquelas malandrices no antigo testamento mas presumo que me vão dizer que a bíblia é uma procura e talvez eu a deva considerar como mais outro “Onde está o Wally
Os Católicos não identificam o “Deus” do AT com o Pai da Santíssima Trindade. Isso não faz sentido.
O resto é uma discussão teológica que não sei se lhe interessa… O Sabelianismo defendia que Deus é um ser constituído por apenas uma pessoa com três facetas ou personalidades. A posição católica, ortodoxa, é outra: é a de que no ser divino de Deus, que é um, há três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.
Então toda aquela história do génesis é tudo treta ?
Então dois terços da bíblia não servem para nada ?
Anónimo
Dupla personalidade têm eles todos. Vêm para aqui falar de amor e de “procura” de deus, mas só sabem encobrir os crimes da igreja.
Graças a deus que não existem só católicos destes. Existem muitos conscientes e éticos, que são os primeiros a criticar os aspectos negativos da igreja. Infelizmente os que aparecem por aqui são uma cambada de anormais.
É dupla personalidade é. Malta, este é o antonio fernando, o verdadeiro, converteu-se ao ateísmo, ah, está é um bocado mais estúpido. Isto de se converter à coisa que não acredita em nada deixa qualquer um um bocado assim. Meu antonio fernandinhozinho.
HAMOMBAAL
Então já conseguista passar do título do AT ó ignorante ?
Tantas citações de Nitzsche e nem da capa do AT consegues passar.
Já contei ao pessoal a tua teoria de que o antigo testamento é um livro de poesia e toda a gente riu muito. Acho que vou escrever um livro de anedotas à tua pála.
De qualquer maneira, se aquilo é um livro de poesia e não histórico então está tudo bem, não passa de ficção. Ainda bem que admites ó fernandinho.
ÍCARO CRISTÃO
Oh antonio fernando isso de tu contares o que eu digo já é um primeiro passo. Vê-se que lá vai passando qualquer coisinha. Um poema pode falar de Verdade. Da Verdade. E então aqueles da Bíblia falam e de que maneira. O Genesis é um poema. Outros são históricos, como os que falam de Moisés. Outros são até professias. São vários livros, de várias épocas que te dizem a Verdade. Imagino que o “toda a gente” não seja “muita gente” porque, antonio fernando, desde que te converteste ao ateísmo já ninguém te leva a sério, é muito poucoxinho. Já agora, por falar em ficção, Deus Existe, dizer o contrário é pura… ficção.
Anónimo
Caro antónio fernando,
Então as leis sanitárias do Levítico ou a carta aos romanos são “poemas ?
Sempre foste um imbecil e sempre o hás-de ser.
Faço notar que nesta resposta já te esqueceste outra vez dos ademanes apaneleirados do teu novo falso nick. Tens de acrescentar uns “Oh’s” porque senão fica muito à antonio fernando. Assim não dá queperrucho.
Anónimo
Então deus tem apenas uma personalidade.
O mesmo deus que mandou exterminar populações inteiras ao mesmo tempo manda amar o próximo como a si mesmo.
Então, não tendo duas personalidades, não é um deus esquizofrénico, é simplesmente um deus MENTIROSO e sem escrúpulos que manipula a humanidade ora dizendo uma coisa ora o seu contrário.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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63 thoughts on “Mais um vídeo sobre cristianismo e moralidade”