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  • 28 de Outubro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

Papa interfere na campanha brasileira

(…)

Para Bento XVI os líderes da Igreja têm o “dever moral” de se pronunciar sobre matérias políticas sempre que estão em causa “os direitos fundamentais da pessoa humana”.

As palavras do Papa serão inevitavelmente lidas como uma mensagem política, por terem sido proferidas na véspera das eleições no Brasil. A campanha presidencial, que opõe Dilma Rousseff a José Serra, tem sido marcada pelo tema do aborto e da sua eventual liberalização.

Pergunta: As mulheres violadas, em risco de vida ou com más formações fetais devem ser presas no caso de interromperem a gravidez?

27 thoughts on “Papa interfere na campanha brasileira”

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  • Antonioporto

    Referente a pergunta acima, também acho que o aborto
    deve ser decidido pelos médicos e pela família.
    Mas e quando o aborto for por causa da promiscuidade
    e do sexo sem camisinha?
    Abortar um bebê aos 3, 4 ou 6 meses, não seria um atentado á vida?
    A legislação sobre esse assunto tem que ser debatida sim, mas
    depois das eleições, e não durante.

  • JoaoC

    Resposta: O aborto NUNCA pode ser feito, porque NUNCA se pode matar uma vida, ainda que para salvar outra. Há “atenuantes” na culpa da mulher que aborta (nos casos que menciona) e aí as penas – inclusive as canónicas – devem cair sobre quem nele colabora.

    Agora as mulheres que abortam “por desporto”, só porque sim, a troco de um curso, uma viagem, uns anos de juventude e felicidade, como meio contraceptivo, etc etc etc… SIM, MERECEM E BEM A CADEIA, não pondo de parte PENA DE MORTE!

    • Anónimo

      O JoãoC deve conhecer muitas mulheres que abortam por desporto…

      • antoniofernando

        Caro José Moreira,

        É curioso, no entanto, verificar as posições concretas de Agostinho de Hipona e Tomás e Aquino, a propósito do aborto:

        «A grande interrogação sobre a alma não se decide apressadamente com juízos não discutidos e opiniões imprudentes; de acordo com a lei, o aborto não é considerado um homicídio, porque ainda não se pode dizer que exista uma alma viva em um corpo que carece de sensação uma vez que ainda não se formou a carne e não está dotada de sentidos» ( Agostinho de Hipona)

        Tomás de Aquino dizia que as fêmeas eram o produto de embriões machos que haviam sofrido algum acidente ocorrido no ventre materno e se tornavam fêmeas.

        Que o embrião era habitado primeiramente por uma alma vegetal, depois pela alma animal, e só quando estava suficientemente formado é que a alma espiritual humana habitava o corpo (Ver, p.e., São Tomás de Aquino, Summa Theologiae 1, q. 118,2 ad 2).

        É a teoria da “hominização tardia”, ou seja o momento em que a alma anima o corpo. Emprestada dos gregos, esta teoria afirma que a alma humana só animava o feto por volta do terceiro mês de gravidez. Antes disso, qualquer forma de vida existente não era considerada humana.

        Tomás de Aquino defendia que só haveria aborto pecaminoso quando o feto tivesse alma humana o que só aconteceria depois de o feto ter uma forma humana reconhecível.

        A posição de Aquino sobre o assunto foi oficialmente aceite pela igreja no Concílio de Viena, em 1312.

        Curioso ainda verificar que os ultramontanos católicos quando falam na Tradição da Igreja só referem o que lhes interessa. Se não aceitam o CVII,rapam do bolso as referências a Pio X e ao Concílio de Trento.

        Se não lhes interessa, fazem de conta que a Tradição é o que lhes apetece que seja…

        • JoaoC

          Vai apregoar assassínios para outro lado e lava as maozinhas antes de digitar o nome do glorioso e Santo, Doutor da Igreja que tanto desprezas, ó servidor do mal, e agora aqui vens usá-lo para destilar o teu veneno.

          És burro até para ti próprio, ó defensor de genocídios…

      • hh

        Encontrei no blog do Zeca a referencia a um aborto por desporto.

        Está aqui um exemplo : http://circoluso.blogspot.com/2010/04/o-meu-pais-ensandeceu-e-os-ateistas.html.

        Há la um post melhor, mas não encontrei.

    • Monsenhor Alois Hudal

      Concordo contigo irmão!!! Na Paz do Senhor!!!

  • Ricardodabo

    Se o aborto é o maior crime que um ser humano pode cometer, por que a mulher que fez um aborto nunca sofre o mesmo repúdio social que aquelas pessoas que matam seres humanos adultos?

    Depois que o Guilherme de Pádua matou a atriz Daniela Perez, ele nunca mais recebeu convite para participar de uma novela. A atriz Cássia Kiss já fez um aborto e nunca reclamou da falta de convites…

    Susana Von Hichtoffen é uma assassina por ter planejado a morte dos pais. Hebe Camargo já reconheceu ter feito um aborto, mas é apresentadora de um programa de televisão muito conhecido aqui no Brasil. Programa de televisão, aliás, que costuma ser frequentado pelo padre Marcelo Rossi…

    O casal Nardoni é monstruoso por ter matada a menina Nardoni, mas Luiza Brunet, que fez um aborto na adolescencia, é estrela de campanha publicitária. Alguém conhece um empresário que contrataria o Alexandre Nardoni para anunciar seus produtos?

    A questão sobre o aborto é simples. Quando começa a discussão sobre o aborto, ele é o crime mais abominável que um ser humano pode cometer. Quanto termina, ele é um segredinho sujo. O equivalente moral do aborto não é o assassinato, mas o caso extraconjugal que a mulher tem com o cunhado, ou o flagra que o marido levou entrando num motel com uma travesti.

    • Realista

      Guilherme foi linchado moralmente porque matou uma pessoa de nome… Se a vítima fosse pobre…. ele nem taria preso!

  • antoniofernando

    É minha amiga há muitos anos. Uma jóia de pessoa, Ás vezes dizia-lhe a brincar que ela era alguém que tinha vindo a esta vida para fluir alegremente. Simpática, sempre sorridente e disponível para ajudar os outros.Um dia disse-me: ” estás enganado, passei muitos maus bocados com a agressividade da minha mãe e com o enclausuramento que a minha família me impôs. Nunca me permitiram ter uma vida autónoma. Estavam sempre a querer controlar a minha vida”. Um dia engravidou. Mas temeu que os pais a expulsassem de casa. Era ainda adolescente e sem emprego. Fez o aborto que no fundo não desejava, mas as circunstâncias condicionantes e opressivas do seu círculo familiar assim o impuseram. Quando a mãe entrou em estado de coma,os vários filhos foram visitá-los ao hospital. Quando essa minha amiga se aproximou do leito de morte da mãe e disse-lhe quem era, a mãe respondeu: ” Filha ? mas eu não tenho nenhuma filha…” Posso asseverar que essa minha amiga é um belíssimo ser humano, incapaz de fazer mal seja a quem for.Mas porque é que teve que sofrer estes dramas ? Não sei. Disse-me amargamente que muitas vezes imagina como seria esse filho ou essa filha que não teve, porque a tirania de uma família constrangedora assim, indirectamente, ditou. Fiquei a pensar em tudo o que ela me disse e como se escondem tantos tiranos por detrás das históricas dramáticas de muitos abortos. Esses ou essas que constrangem e manipulam, esses que abandonam as mulheres que engravidaram, nunca se sentam no banco dos réus. Mas que mereciam um par de estalos bem enfiados nas caras, mereciam…

    • Carlos Esperança

      Um depoimento comovedor.

    • Anónimo

      O seu depoimento torna ainda mais abjecto o comentário do JoãoC, segundo o qual há mulheres que praticam o aborto “por desporto”. Aliás, eu nem devia estar a gastar cera com um defunto daquela espécie. Mas sei, porque na minha profissão tive de lidar, de perto, com situações dessas, que o facto de haver algo que obrigue uma mulher a abortar é um drama indescritível. Nenhuma mulher aborta por prazer.

  • Anónimo

    Se em Portugal a laicidade do Estado é uma farsa; no Brasil, então, é uma vigarice!
    Os evangélicos estão infiltrados em todo o aparelho do Estado Brasileiro.
    A IURD tem mais poder que qualquer partido político. Até na justiça, o poder do dinheiro, consegue branquear fraudes monumentais.
    Considerando a situação, até se compreende que a ICAR se sinta no direito de intervir. Ou há moralidade…!

  • Monsenhor Jozef Tiso

    A Igreja sempre defendeu a vida!!! Eu sou testemunha disso!

  • Jasenovac

    Viva a Santa Igreja!!! Defensora da vida!!!

  • Realista
    • Anónimo

      Que coisa mais ridícula. O cepticismo faz muita falta a esta gente. A não ser que a ideia seja mesmo ser desonesto.

    • JoaoC

      Queres verdade mais pura que essa?

      Defensores do aborto conseguem ser PIORES que Hitler e que todos os pedófilos juntos.

  • Carlos

    “Referente a pergunta acima, também acho que o aborto
    deve ser decidido pelos médicos e pela família.”

    Não, não deve.

    A decisão cabe única e exclusivamente à mulher. Se ela quiser consultar a família ou quem quer que seja, é com ela. Se não quiser, também.

    E quanto à opinião sobre o assunto dos senhores Agostinho de Hipona e Tomás e Aquino, valem tanto como a de qualquer outro homem: rigorosamente nada.

    • Trol

      é evidente…! finalmente uma OPINIÃO.

      legalizar…(?) despenalizar…(?)
      tudo tretas para manter o controlo do estado e das seitas religiosas.
      a mulher é que deve decidir o que fazer.
      o resto é treta…
      as opiniões dos outros e das instituições é treta!

      a liberdade é a palavra chave. tudo o resto é treta.

      se quero abortar… aborto
      se me quero suicidar… suicido

      o problema é meu. não do estado patrão, não dos moralistas de serviço.

    • Zyn

      «A decisão cabe única e exclusivamente à mulher.» – Carlos.

      Portanto, a opinião do pai, marido ou equivalente, não é importante.

      Vejamos então:
      A Joana é casada e acaba de ser despedida. A vida está má e não tem dinheiro. É o marido, que ainda trabalha, que consegue algum dinheiro para casa.
      A Joana necessita de fazer alguns exames médicos urgentes. Falou com o marido sobre os gastos em deslocações e exames.
      O marido respondeu-lhe: “A decisão cabe única e exclusivamente à mulher. Portanto não tenho que te apoiar ou financiar seja o que for… Eu não sou parte interessada até que o bebé nasça!”

      A Joana recorre a uma associação e apoio e recebe a informação de que o marido tem as suas “obrigações como pai”.
      Pergunta o marido: “Obrigações!… Se eu não tenho opinião a dar!…”
      A novela segue na justiça. Há até quem defenda tratar-se de violência conjugal e maus-tratos!
      Não costumo, mas apetece-me dizer: “Foda-se!”

      Nesta história só o nome Joana é inventado. A questão é verdadeira e corre em Portugal.

      Mas, há o aborto desportivo e o aborto de oportunismo.
      Uma elevada percentagem das mulheres que abortam fazem-no duas ou três vezes por ano. Umas praticam esse desporto mórbido, outras descobriram uma fonte de receitas e uma forma de ter férias prolongadas.

      Valham-nos os valores de quem defende a vida, sejam crentes ou não. Como os ateus defendem exactamente o contrário, vivam os crentes que defendem a vida!

      • Carlos

        Ehh…

        Em que parte do que escrevi está escrito que defendo o aborto?

        Ah, é, esqueci-me que as mulheres são todas umas abortadoras compulsivas — fazem-no por desporto! — e quem defende que são elas e só elas que decidem sobre o seu corpo é um apoiante entusiasta do aborto.

        É isso, não é?

        Isso é que é uma boa linha de raciocínio. Lógica. Coerente. Bem ponderada…

        Quanto ao pai, quem sabe se pede lhe pede a opinião e o valor que lhe dá é a mulher. É simples.

        De resto continuo à espera de ver UM caso de aborto por desporto…

      • Anónimo

        Não me parece que tenha visto algum ateu a defender o aborto. Mas admito que possa estar distraído. Quanto à questão que coloca, não tem pés nem cabeça, nem tem a ver com a decisão da mulher. O que se disse foi que abortar ou não abortar é uma decisão exclusivamente da mulher. Mas isso não significa que se concorde com o aborto. Um bocadinho de honestidade intelectual só lhe fica bem. Nem que seja só uma amostra.

        • hh

          Eu também gostava de entender porquê “exclusivamente da mulher”.

          Se os filhos não são um assunto do casal, então o que são assuntos do casal. Serão as prestações do carro?

          Não sei a percentagem de mulher casadas (ou em situação equivalente) que abortam, mas sei que são a maioria
          Concordas. portanto, que o conjuge não é parte no assunto?

          Porquê?
          Será porque a mulher é, biologicamente, o conjuge que carrega com o filho dos dois?

  • Andreia_i_s

    O papa esta a meter num assunto que é delicado, e que na qual não tem nada haver com o assunto. Ele não sei se sabe ou finge fingir que as mulheres muitas deles não abortam porque assim o querem. Muitas vezes o fazem porque foram violadas e não querem dar a luz um filho de um homem desconhecido, chegam a saber que têm, problemas no feto e veêm-se obrigadas a abortar. Como já algumas pessoas aqui disseram e muito bem a decisão está com cada um, neste caso da mulher. É ela que decide se quer abortar ou não, se querer pedir conselhos aos próximos dela ou não.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Obviamente que a Santa Igreja Católica é a favor da vida e não sobre prática do aborto, logo consecutivamente não a favor de partidos politicos que apoiem leis contrárias a mesma.
    A Dilma diz que a sua crença está fora de questão que é crente mas também não dá a sua palavra que não irá ser a favor do aborto e tudo o resto aponta justamente o oposto que depois de ela ser eleita vai ser favoravel e o apioar isto inclusive em documentos publicados por ela e seu partido.
    O unico e não controverso apelo é a que os membros da Santa Igreja Católica não sejam favoraveis a partidos politicos que apoiem leis contrárias a mesma obviamente.

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