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  • 6 de Junho, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Portugal é um país secularizado

Expresso, ontem

4 thoughts on “Portugal é um país secularizado”

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  • antoniofernando

    Januário Torgal Ferreira, sacerdote católico, é também uma das muitas vozes incómodas que se insurgem contra um dogmatismo exacerbado da Igreja Católica, em vários domínios da sua actuação. Defende o uso do preservativo, o sacerdócio feminino e a lei do divórcio. Em termos similares, também Frei Bento Domingues e o Padre Carreira das Neves apontam no mesmo sentido. Quanto ao divórcio, vale a pena recordar as palavras sábias e justas de Torgal Ferreira:

    “Eu sempre desejei que houvesse uma lei que, respeitando os direitos dos dois, evitasse martírios”, afirmou o bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança, aos microfones do Rádio Clube Português (RCP).
    Em seu entender, a Igreja devia inclusive reconhecer o fim do casamento. “Há rupturas afectivas que, enfim, nunca mais terão um reacender da fogueira. Para quê as pessoas estarem a martirizar-se? A Igreja devia dizer isso”, defendeu. “O estar a adensar uma forma prisional, um cárcere, eu acho isso horrível”, acrescentou, afirmando concordar “não com a ligeireza, mas com o aligeiramento das tensões entre um homem e uma mulher”.

  • Carlos Esperança

    António Fernando:

    Há tempos tive o catedrático Anselmo Borges, padre católico, a falar de religiões e laicidade durante 6 horas num «curso» organizado.

    Não fez uma única afirmação de que eu discordasse! Com gente dessa o ateísmo fechava as portas mas o catolicismo encerrava as igrejas.

    Sem ironia, é uma cabeça pensante e um humanista que defende a laicidade com o mesmo vigor com que eu o faço. Ele só não nega Deus nem ataca directamente a ICAR.

  • antoniofernando

    Carlos Esperança:

    Com a minha querida mulher ateia aprendi a repensar o conceito de Deus. Nada tem a ver com o execrável conceito inclemente que perpassa de tanto Deuterónimo e Levítico que por aí anda.Depois de ter estudado atentamente a temática religiosa encontrei homens tão iníquos como Tomás de Aquino e João Crisóstomo, que instigaram, respectivamente,a morte dos hereges e dos judeus, tudo em nome de Deus e de Cristo.Há homens lúcidos na ICAR, provavelmente muitos mais do que imagina, que desejam reconduzi-la a uma espiritualidade mais próxima da Doutrina de Cristo.É certo que a ICAR sempre esteve muito associada a uma hierarquia subserviente de posições políticas de extrema-direita, que hoje se encontram refugiadas, mas a querer levantar a cabeça, nos blogues católicos mais tradicionalistas e ultra-montanos.Tudo aquilo é demasiado mau e mesquinho para algo poder ter que ver com os ensinamentos benévolos de Cristo. Tem tudo do perseguidor Tomás de Aquino e nada do generoso Francisco de Assis. Lamentavelmente, os restantes católicos, que não se revêem nessas práticas obscurantistas, cometeram, a meu ver, um erro tremendo:permitiriam que o acantonamento ideológico da ICAR se fizesse no sector mais retrógrado da extrema-direita revanchista.Mas hoje as coisas estão a mudar e um dia a Doutrina de Cristo terá o lugar que merece na História da Humanidade, desempestada dessa colagem ideológico-política fascizante: a de um Homem generoso, que evocou os melhores valores do altruísmo,da cooperação e da partilha…

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