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O clerical-fascismo existiu na Península Ibérica

O fascismo e o nazismo foram fenómenos de natureza secular, mas foi o antissemitismo cristão que os tornou possíveis. Sem a cumplicidade dos bispos protestantes e católicos, nunca a tragédia se poderia ter consumado.

O fascismo sob a forma de genocídio, gratuito e sinistro, em Espanha, e na versão mais regrada, em Portugal, com apenas alguns assassinatos, muitas torturas, discriminações e prisões, foi a lepra que resistiu à derrota do nazi/fascismo em 8 de maio de 1945.

Os regimes opressivos resistiram porque a guerra fria os alimentou na cruzada contra o comunismo, qual muro que o clero reacionário e as polícias políticas ergueram com a bênção das democracias europeias e do percurso hegemónico dos EUA.

O fascismo teve em Espanha um grotesco general, inculto e soez, que deixou à solta os bandos de assassinos franquistas e se permitiu legar a Espanha a forma de regime e um sucessor educado na Falange, a que a Constituição possível retirou o poder absoluto.

Em Portugal um professor inteligente e reacionário, sem mundo e sem modos, um ex-seminarista amoral, foi o protagonista da ditadura fascista. Do lado de lá da fronteira, esteve um cabo de guerra que preservou até ao fim a pena de morte legal numa das suas formas mais cruéis. Do lado de cá, o mesmo medo, atraso e insegurança dominavam o País, mas, em vez das Forças Armadas, a violência foi entregue às polícias e não houve fuzilamentos em massa nem valas comuns.

Os dois biltres foram algozes, nenhum deles deixou saudades, mas ambos mantêm ainda cúmplices de segunda e terceira geração que precisam de vigilância cívica.

Em comum tiveram a estreiteza de vistas, o conservadorismo do catolicismo de Trento e a presunção de eternizarem as ditaduras.

Se na política se distinguiram pela violência, foi nos costumes que se identificaram num mesmo espírito misógino, na violência contra as mulheres, na fiscalização do vestuário e na subordinação que lhe impuseram em relação ao homem.
Portugal e Espanha tiveram um ignóbil passado comum dentro do fascismo.

Deixo aqui amostras do pensamento ibérico, em castelhano, sobre o papel da mulher, tal como o viam os dois patifes, Franco e Salazar, amigos do peito e da hóstia.

Foto de Carlos Esperança.

3 thoughts on “O clerical-fascismo existiu na Península Ibérica”
  • José Pedro
    • Carlos Henrique Batista da Cos

      Apreciei a iniciativa, embora o tema deste artigo não versasse sobre o Criacionismo ou sobre o Evolucionismo. Vou deixar aqui o meu contributo para que todos tenham algo mais para pensar. https://uploads.disquscdn.com/images/739160167a30abf587f7e7ccda41937c2b1223dcdc123527d2097b697b5485a3.jpg

      • José Pedro

        Estás muito enganado irmão és um ignorante sobre religião no que toca
        a Jesus Cristo, provavelmente deves estar com uma lavagem cerebral
        feita por essas ideologias ateistas que se põe a imaginar falsamente
        doutrinas que não existe no catolicismo.

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        João 2 [13-25]
        Purificação
        do templo (Mt 21,12-17; Mc 11,15-19; Lc 19,45-48) – 13Estava próxima a
        Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14Encontrou no templo os
        vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos.
        15Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com
        as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e
        derrubou-lhes as mesas; 16e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai
        isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.»

        17Os seus
        discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me
        devora. 18Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos
        dás de poderes fazer isto?» 19Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí
        este templo, e em três dias Eu o levantarei!» 20Replicaram então os
        judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais
        levantá-lo em três dias?» 21Ele, porém, falava do templo que é o seu
        corpo. 22Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus
        discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e
        nas palavras que tinha proferido.

        23Enquanto Ele estava em
        Jerusalém, durante as festas da Páscoa, muitos creram nele ao verem os
        sinais miraculosos que realizava. 24Mas Jesus não se fiava deles, porque
        os conhecia a todos 25e não precisava de que ninguém o elucidasse
        acerca das pessoas, pois sabia o que havia dentro delas.

        #########

        «Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.»

        Ou seja o Catolicismo segue Jesus Cristo e Jesus Cristo não quer que se faça da casa do Pai uma casa de comercio…

        Sim
        é lamentavél e contra a doutrina de Cristo usar o nome de Deus para
        enriquecer e fazer comercio e muitas que se dizem Igrejas fazem isso
        tipo o Reino de Deus, etc… etc… etc… na Católica usamos a partilha
        entre irmãos cada um oferece o que entender na Santa Missa mas tudo
        para o bem comum de todos os fieis.

        E sim é lamentavél também já se encontrou alguns abusos na própria Igreja Católica por parte de alguns elementos.

        Caso
        não saibas tem muitos religiososos que vivem em pobreza, vivem daquilo
        que se chama a divina providencia, ou do que as pessoas lhe dão.

        Santa
        Teresa de Avila, Carmelita ela no convento em que estava era tão pobre,
        tão pobrezinhas que quando não tinham que comer aproveitavam e diziam
        que era dia de fazer jejum, ou seja aproveitavam par afazer jejum nos
        dias em que não tinham nada para comer.

        E não é necessário ir
        muito para tempos antigos eu próprio já vi religiosos a darem a pessoas e
        a irem para casa sem terem comida no frigorifico.

        Sim muitos religiosos vivem da providencia divina, não penses que é tudo museu de Vaticano e que andam todos cheios de ouro.

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