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Não gosto de ser atropelado por fanáticos

Depois de Nice e Berlim (2010), Estocolmo e Londres (2017), onde veículos movidos a ódio e conduzidos por crentes tresloucados pelos versículos do Corão, assassinaram 108 transeuntes e estropiaram centenas de outros, juntam-se agora 13 mortos (para já) e uma centena de feridos na cidade de Barcelona.

‘Las Ramblas’, que recordo como espaço cosmopolita onde pessoas de todas as idades e das mais diversas proveniências vagueavam durante a noite, gozando a tranquilidade de uma cidade imensa onde a beleza e a cultura as atraíam, ficaram agora manchadas pelo sangue inocente que facínoras de Alá provocaram.

Os 687 jihadistas detidos em Espanha, desde 2010, não foram prevenção bastante para a macabra sucessão de crimes religiosos que o fascismo islâmico prossegue com metódica e implacável regularidade.

Aos 191 mortos da estação ferroviária de Atocha, juntam-se agora os de Barcelona, e já há notícias de mais crimes da mesma inspiração.

Dizer que o Corão é mal interpretado, e reafirmar que o Islão, de que as maiores vítimas são os próprios muçulmanos, é uma religião de paz é como dizer que o Mein Kampf foi mal compreendido e que o nazismo é uma ideologia patriótica e pacífica.

É tão grave incluir todos os muçulmanos na responsabilidade dos crimes como ingénuo absolver o livro que os intoxica e os clérigos que os acirram.

Não há pachorra!

3 thoughts on “Não gosto de ser atropelado por fanáticos”
  • Democrata

    Antes de mais, solidariedade às famílias das vítimas deste nojento e cobarde atentado, cheio de cinismo, ocorrido em Barcelona a 17 de Outubro de 2017.

    O regime de Espanha deve reflectir quanto à venda de armas ao Reino da Arábia Saudita, principal apoiante e financiador do terrorismo na região do Médio-Oriente, com o objectivo de desestabilizar a zona como acontece na República do Iémen e anteriormente na República Árabe da Síria.

    Juan Carlos, monárquico e ex-governante do regime de Espanha, foi o responsável no primeiro semestre de 2015 pelo fortalecimento dos laços comerciais entre os dois regimes, por forma a concretizar nesse período a venda de material bélico no valor de 447 Milhões de euros à Arábia Saudita responsável pelo financiamento e apoio a grupos terroristas.

    O regime de Espanha considera a venda de armamento um sector estratégico, e serve-se do Estado para efectuar o tráfico das armas.

    • JoseMoreira

      Caro Democrata, quem nunca vendeu armas que dispare a primeira bala. Exceptua-se, talvez, Portugal, mas nem armas temos par vender. Agora. Porque na 2ª GG, apareceram pistolas-metralhadoras FBP nas mãos dos alemães. De qualquer modo, nada há que justifique os actos cobardes a que temos assistido. Depois, e embora eu nada perceba de política internacional, “vale tudo” em nome do petróleo. Incluindo vender armamento.
      Finalmente, não me parece que o “post” seja apropriado num portal ateísta. Porque se é verdade que o veículo foi conduzido por fanáticos islâmicos, também não é mentira que muitos dos incendiários estão ligados a uma qualquer religião. Se não estão, são ateus. Vamos começar a escrever artigos sobre incêndios aqui no DduA?

      • Arnaldo Martins

        Até 1989 Portugal exportava armamento, inclusive para o Iraque. A Portugal, como a outros países, não lhes interessa as verdadeiras intenções de quem compra mas a verdadeira validade do dinheiro que recebe, isto é, desde que as “notas” não sejam falsas venha de lá o pilim…
        A diferença relativamente aos incendiários é que não lhes vemos motivações religiosas para a sua triste atuação. Ninguém em nome de Deus está a incendiar as matas.
        Os posts são sempre discutíveis, mas este não me parece ser uma vez que aborda atos praticados em nome de uma religião cuja doutrina infeta seres tão jovens e alimenta seres tão adultos em proporções iguais, infelizmente.

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