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A Espanha e a lei da memória histórica

O governo de Rodrigo Zapatero (PSOE) retirou 570 dos 705 símbolos catalogados, da ditadura. O Governo de Mariano Rajoy (PP), não retirou um único símbolo em 5 anos.

Em Alicante, o governo local foi obrigado a repor o nome de «Divião Azul» na Praça da Liberdade, uma decisão judicial a impedir a democratização e a restaurar a homenagem ao fascismo.

Franco continua sepultado no Vale dos Caídos, ofensa só comparável a uma impensável glorificação de Hitler na Alemanha ou de Mussolini em Itália.

O Supremo Tribunal, que suspendeu o impoluto juiz Baltasar Garzón, o mais destacado juiz na luta contra o terrorismo, narcotráfico, crimes contra a Humanidade e corrupção económica e política, parece manter-se como órgão franquista onde os juízes sentem a nostalgia do maior genocida ibérico de todos os tempos.

No país onde a monarquia é a herança imposta por Franco e o PP não se diferencia da Falange, a democracia está em permanente perigo e o regresso da ditadura à espera do colapso da UE.

Em valas comuns jazem por identificar, à espera de justiça, os corpos dos assassinados pela ditadura. Os fantasmas não atingem apenas o poder judicial, aparecem no Governo.

Curiosamente não é tanto a política que se opõe á reparação histórica, é a Igreja católica que foi cúmplice do genocídio (sem esquecer que a ferocidade existiu dos dois lados) e que colaborou, depois de solidificada a ditadura clerical fascista, a abençoar a repressão e a propagandear as virtudes do fascismo.

2 thoughts on “A Espanha e a lei da memória histórica”
  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    «No país onde a monarquia é a herança imposta por Franco e o PP não se diferencia da Falange, a democracia está em permanente perigo e o regresso da ditadura à espera do colapso da UE.»

    1- «O PP “não se diferencia da Falange»???!!!…

    Comparar o Partido Popular, democrático, com a Falange, franquista e fascista, é ser muito desonesto, intelectual e politicamente…

    2- Admitir que a Espanha “regressa à ditadura”, se houver colapso da UE, é admitir, também, que Portugal sofrerá a mesma sorte, nas mesmas circunstâncias…

    Mais uma vez cais no despautério do teu comentário político, hiperbólico, desconexo com a realidade, provocador e desonesto, eivado de emotividade primária e epifonemas desatinados…

  • carlos cardoso

    Acho este post bastante tendencioso. Longe de mim vir defender Franco ou a sua ideologia, mas a honestidade intelectual exige alguma precisão.

    Em primeiro lugar, se Zapatero deixou 135 dos símbolos da ditadura, decerto tinha as suas razões e do facto de Rajoy também não ter retirado nenhum desses símbolos não se pode tirar nenhuma conclusão e muito menos que “o PP não se diferencia da Falange”.

    Não sei quem é que se ofende por Franco (o pouco que resta dele) continuar sepultado, ao lado dos restos de milhares de outros fascistas, no Vale dos Caídos, um monumento construído para homenagear a memória dos fascistas mortos na guerra de Espanha. Quando muito podia perceber que as famílias dos republicanos (mas só os católicos) que também lá foram sepultados não gostassem da companhia. Não concordo que se possa comparar a situação com hipotéticas glorificações de Hitler na Alemanha ou de Mussolini em Itália.

    Por último não acredito de maneira nenhuma que a democracia esteja em permanente perigo em Espanha e, mesmo que alguns saudosistas sonhem com o regresso da ditadura, este não aconteceria simplesmente com o colapso da UE. Aliás a monarquia, apesar de herança imposta por Franco, já mostrou que está do lado da democracia, não da ditadura.

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