João Pedro Moura escreveu: “Pois, e o véu católico-freirático?!” Só podes ter razão! Mas nós sabemos que não tardarão os fanáticos “deste lado” a vir berrar que aqui del-rei que a tradição cristã, etc. Naturalmente que há ligeiras “nuances”: A freiras usam um mero símbolo religioso, espécie de “uniforme” que varia de Ordem para Ordem, tal como os frades, por exemplo, ao passo que as muçulmanas usam as vestes somo sinal de, também, submissão. No fim de contas, a finalidade é a mesma: esconder-se, para que os homens não “pequem”. Aliás, posso dizer-te que nas cerimónias religiosas islâmicas (tal como ainda em algumas aldeias portuguesas, em cerimónias católicas), as mulheres se posicionam atrás dos homens. A desculpa, ou “justificação” dos islâmicos é a de não serem “perturbados” quando todos ficam de cu para o ar. Realmente, ver as apetitosas cagueiradas mesmo à frente, é bastante perturbador…Não sei, sinceramente, a justificação dos católicos, mas deve ser igualmente interessante…
1- «As freiras usam um mero símbolo religioso, espécie de “uniforme” que varia de Ordem para Ordem, tal como os frades, por exemplo,»
A vedação têxtil da cabeça freirática feminina não é «mero símbolo religioso», como tu dizes, José Moreira, mas sim um preceito de honra… bíblica…
As freiras tapam a cabeça por orientação bíblica, conforme segue:
1 Coríntios 11:4-10
«Todo o homem que ora ou profetiza, de cabelos longos, desonra a sua própria cabeça.
Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.
Portanto, se a mulher não se cobre com véu, mande cortar os cabelos. Mas, se para a mulher é coisa indecente ter os cabelos cortados ou rapados, que ponha o véu.
O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.
Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem.
Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.
Portanto, a mulher deve disciplinar o seu cabelo, por causa dos anjos.»
1 Coríntios 11:13-15
«Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?
Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido?
Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.»
Denota-se também aqui que ela deverá cobrir a cabeça, quando ora ou profetiza, como sinal de “glória do homem”, isto é, subordinação.
O maior volume capilar e capital é, biologicamente, mais próprio da mulher, dada a maior resistência dos seus cabelos, comparativamente ao homem.
Daí a tendência histórica para o uso de cabelos longos, pela mulher, e cabelos curtos, pelo homem.
Alguma inveja por parte do poder dominante masculino, em relação à cabeleira feminina, pode, também, ter contribuído para esta dualidade capilar macho/fêmea, forçando as mulheres a cobrirem o cabelo, para evitar esvoaçamentos notórios e a “liberdade” que daí decorreria…
De acordo com estas conceções ancestrais, a mulher deverá ser modesta, logo, controlar o cabelo…
…Que é o que as obedientes e submissas freiras fazem…
…E as não menos obedientes e submissas muçulmanas…
Islamismo e cristianismo não são tão diferentes como parecem…
Têm fontes semelhantes…
Por outro lado, os cabelos longos masculinos, naquela época, eram sinal de homossexualidade, daí a “desonra” bíblica aplicada a tal, pois que os homossexuais, naquele tempo, parecem que deixavam crescer os cabelos, assemelhando-se, na sua sensibilidade peculiar, às mulheres…
Veja-se sobre isto a nota “c”, como comentário a esta passagem bíblica, na Bíblia de Jerusalém, Editora Paulus (Brasil), 2002, 2ª reimpressão (2003), pág. 2006, que é a Bíblia de referência para os estudiosos da mesma.
2- «… ao passo que as muçulmanas usam as vestes somo sinal de, também, submissão. No fim de contas, a finalidade é a mesma: esconder-se, para que os homens não “pequem”.»
Tal e qual! É esse o preceito: as mulheres devem recatar-se e evitar sinais muito notórios da sua feminilidade…
Por um lado, dominar as mulheres era desiderato do poder machista; por outro lado, os homossexuais que tomaram conta da Igreja, no seu início, e mais ou menos a mantiveram até à atualidade, baseando-se nisso, também as reprimiram, em variante sacerdotal, denotando a dualidade perversa, própria da aberração homossexual, entre atração e repulsão que as mulheres lhes parecem causar…
3- «Aliás, posso dizer-te que nas cerimónias religiosas islâmicas (tal como ainda em algumas aldeias portuguesas, em cerimónias católicas), as mulheres se posicionam atrás dos homens. A desculpa, ou “justificação” dos islâmicos é a de não serem “perturbados” quando todos ficam de cu para o ar. Realmente, ver as apetitosas cagueiradas mesmo à frente, é bastante perturbador…Não sei, sinceramente, a justificação dos católicos, mas deve ser igualmente interessante…»
a) Atualmente, são as mulheres católicas que se posicionam à frente dos homens, em termos de assistência litúrgica, até porque elas são em muito maior número do que eles…
É uma igreja muito efeminada, mas comandada por homens… adamados…
b) No cerimonial islâmico, dada a pouca presença feminina, devido à forte discriminação sexual vigente, são eles que se impõem nas melhores posições…
Daí a desculpa esfarrapada de elas não se posicionarem atrás, pois podiam ficar muito excitadas com o ajoelhamento masculino…
…Ou a “excitação” masculina de retaguarda, se elas estivessem à frente, em pose genufletida…
…Mesmo com tanto enroupamento pudico, de uns e outras…
A religião é a coisa mais estúpida do mundo… e arredores…José Moreira!
Acredita nisto…
Pois só posso concordar contigo; no fim de contas, a única “nuance” é que as freiras não se vestem por imposição do marido, ao contrário das muçulmanas. Facto curioso, que eu já conhecia mas que trouxeste, e ainda bem, à colação, é a “cena” dos cabelos curtos/cabelos compridos. Não sei de quem foi a ideia de representas Jesus com aquela farta cabeleira; mas o que é facto é que nem a Igreja nem a cristandade repudiaram tal representação. Seria Jesus homossexual? Já agora: quem inventou aquela representação? Porque julgo saber que nenhum dos Evangelhos descreve a figura de Jesus.
1- Jesus Cristo nunca existiu, pois não é atestado por nenhuma fonte histórica coeva. As referências a Jesus são, fundamentalmente, bíblicas, mas a Bíblia não é um livro de História, mas de historietas, mais ou menos incoerentes e fantasiosas.
Qualquer pessoa, naquele tempo, a começar pelos judeus, sobre que versa a Bíblia, principalmente, teria 2 grandes objetivos na vida: casar e ter filhos. Quem não atingisse estes objetivos seria mal visto na sociedade.
Por isso, é estranho que a Bíblia apresente a personagem Jesus como solteiro e sem filhos…
Aliás, em 1 Timóteo, 3, 2, diz-se isto: «É preciso, porém, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma única mulher, sóbrio, cheio de bom senso, simples no vestir, hospitaleiro, competente no ensino, nem dado ao vinho, nem briguento, mas indulgente, pacífico, desinteresseiro. Que ele saiba governar bem a própria casa, mantendo os filhos na submissão, com toda a dignidade»
(“Bispo” deriva de “episcopoï”, do grego, e “episcopu”, do latim. Literalmente, “aquele que vê por cima”. Era um inspetor dos mercados, no império romano, supervisando uma circunscrição territorial chamada “diocese”, digamos um distrito do império romano. A futura igreja decalcou a sua organização a partir dos moldes imperiais, adotando as designações “bispo” e “diocese”.)
Como vês, José Moreira, se a própria Bíblia defende o casamento e procriação dos seus primeiros sacerdotes, como é que a ICAR dá a volta a isto, passando a instituir o celibato dos padres, em época posterior???!!!
Eu acho, em tese, que foi um grupo organizado de homossexuais que conseguiu tomar conta da Igreja e determinar o celibato, como forma de esses homossexuais passarem mais despercebidos e sem o labéu social marcante e discriminador, em nome da “pureza” espiritual, ascética, de quem se apresentava em comunhão com a divindade…
Era também uma forma de esses homossexuais acumularem riqueza, através das heranças desses solteiros, legadas à Igreja…
Organizaram-se como instituição religiosa, atraindo também outras pessoas, mas heterossexuais, piedosas, devotas, criando um equilíbrio delicado, mas eficaz, entre “homos” e “heteros”, explorando sabiamente a credulidade popular, mas em que o povo aparece mais devotado à religiosidade idolátrica e taumatúrgica, de festas e romarias, e não propriamente ao preceituário rigorista e moralista do clero soturno…
Não deixa de ser estranho, mas compreensível segundo essa minha tese, que um grande número de padres católicos sejam homossexuais e pedófilos, em percentagem muito acima do comum das pessoas.
O padre Krzysztof Charamsa, que recentemente editou um livro (“A primeira Pedra – Eu, Padre Gay, e a minha revolta contra a hipocrisia da Igreja») afirma isto, na pág. 90, da edição portuguesa:
«Seja qual for a percentagem real de homossexuais na sociedade em geral, na Igreja é manifestamente superior. Com base na minha experiência direta, posso dizer que os padres homossexuais são cerca de metade do total.
Cinquenta por cento, claramente…»
Como se explica a defesa do celibato eclesiástico contra as determinações bíblicas???!!!
A não ser que os cristãos, ou certo tipo de cristãos mais ascéticos e de pendor homossexual, triunfantes e totalitários, após o Édito de Salónica, no ano de 380, pelo qual o imperador Teodósio determinou o cristianismo como religião oficial do império romano, a não ser, dizia eu, que essa gente tivesse expurgado o texto canónico de elementos que normalizassem Jesus, como pessoa casada e com filhos…
…Como há protoevangelhos que o dizem:
Aliás, se JC tivesse existido, os judeus seriam os primeiros a revelar tal, pois eram eles que viviam na Palestina, é deles que trata a Bíblia, a própria personagem Jesus é judia, mas os judeus nada revelam sobre a historicidade de Jesus, o que teriam de fazê-lo, pois Jesus é referido, no Novo Testamento como “filho de Deus” e taumaturgo, portanto, alguém sobrenatural que, segundo a Bíblia, deixou inúmeras marcas milagrosas e que, a ser verdade, faria logo com que toda a gente o seguisse, tornando-se, rapidamente, um foco irradiador de grande religiosidade e congregador de multidões…
…Mas continuou a haver judeus naquelas terras…
…Que ignoraram tal personagem…
…Assim como historiadores, no séc. I, como Flávio Josefo, ou Fílon, de Alexandria, que nada disseram sobre Jesus, coerentemente…
2- A representação pictórica de Jesus, barbudo e cabeludo, irrompe, sobretudo, no séc. VI, no oriente, e muito depois no ocidente, denotando, quiçá, a moda capilar medieval…
…Mas não há, na Bíblia, quaisquer alusões à morfologia de Jesus…
– Por que é que um grande número de homossexuais são atraídos, ainda atualmente, pela Igreja católica e outras igrejas cristãs?!
Mistério…
São pessoas de forte pendor… “espiritual”…
… Artístico…
Aliás, vê-se nas suas manifestações, como o “gay pride”, a inclinação para o espavento de vestes e pose teatral…
… Ou o notório número de homossexuais, nas locuções televisivas, artísticas e teatrais…
…Ou como cantores e músicos…
Parece que a condição de homossexual lhes favorece o pendor “artístico” e “espiritual”…
JoseMoreira
Provavelmente, não me expressei como devia. Eu nunca pus em causa a não-existência de Cristo; o que eu ponho em causa, embora não me espante é a desvergonha da ICAR em manter-se na incongruência e no paradoxo. Por um lado, não desmentem o que se diz em “Coríntios”, como tu, e muito bem, assinalaste; por outro lado, aceitam, veneram e fazem venerar uma imagem que contradiz o que se estabelece nos tais “Coríntios”. Podiam, ao menos, ter a dignidade de fazer “delete” nas cenas do cabelo.
João Pedro Moura
JOSÉ MOREIRA disse:
«…é que as freiras não se vestem por imposição do marido, ao contrário das muçulmanas.»
Por que dizes que as muçulmanas se vestem por «imposição do marido»?!
Numa das minhas viagens a Marrocos, em conversa com o guia local, fiquei com essa ideia. Isto porque o homem argumentou que a sua mulher não era para ser vista pelos outros homens.
A dom, 11/12/2016, 10:43, Disqus escreveu:
Frei Bento
Oh! Meus caral… caríssimos irmãos em Cristo, José e João, logo dois nomes bíblicos (se eu encontro o FdP que me roubou a tecla “backspace, arranco-lhe os túbaros sem anestesia)! Não vou entrar em delongas: Jesus Cristo, Nosso Senhor, existiu, existe e existirá per omnia saecula saeculorum. Amén. Pelo menos, nos nossos corações e nas nossas imaginações. Ou vice-versa, que a ordem dos factores é arbitrária.
Mas o que me traz aqui é a vossa diatribe contra as mulheres que se escondem sob um hábito religioso, e refiro-me às freiras, que não quero nada com essa gente sarracena. Pois sabei que, ao contrário do que arengais e pretendeis fazer passar, sob um religioso hábito pode esconder-se uma inteligência fora do vulgar. Sabei que a Madre Superiora do Convento das Clarinhas Calçadas, aqui ao lado, tendo os cofres da instituição quase a esvair-se, teve uma epifania e, em pouco tempo, o saldo era tão positivo que ainda sobrou dinheiro para emprestar à nossa Abadia. Mas é melhor contar na terceira pessoa.
Abílio, sacristão, conduzia pela estrada quando viu um enorme letreiro num campo marginal: “A 20 Kms. Sexo no Convento das Clarinhas Calçadas”. Abílio creu ter tido uma conspecção, mas o letreiro repetiu-se por vários quilómetros, até que, finalmente, “Na próxima saída, SEXO no Convento das Clarinhas Calçadas”. Claro que Abílio, o sacristão, saiu e dirigiu-se ao convento. Foi atendido por uma freira já entradota: “Diga, irmão…” “Pois… eu vinha por causa de uns letreiros…” “Ah, sim, – aquietou a religiosa – Faz favor de entrar. São quinhentos euros, faz favor”. “Porra! – berrou, silenciosamente, o sacristão – quinhentas mocas! Bom, mas com uma freira, é capaz de valer a pena”. Abílio logo esportulou a nota, após o que a freira lhe apontou uma irmã, visivelmente mais nova: “Siga esta irmã, se faz favor.” Abílio assim fez, antevendo uma queca sagrada, mas eis que a jovem freira lhe diz: “Irmão, siga por este corredor. Ao fundo, encontrará uma porta. Abra-a, e terá o que procura. Que Deus o abençoe”. Abílio seguiu as instruções. Abriu a porta, e encontrou-se no exterior do Convento. À sua frente, um enorme letreiro: “Obrigada, irmão. Acabou de ser fdd pelas irmãs Clarinhas Calçadas.
Caríssimo irmão em Cristo, peço perdão pela delonga na resposta, mas a verdade é que estive em retiro espiritual… precisamente no Convento das Clarinhas Calçadas, aliás também conhecidas por Carmelinhas Calçadas, vá lá saber-se porquê. Estive devidamente acompanhado pela Superiora, como calculará, a qual, não obstante o facto de ser Superiora não a impede de “romper meias-solas”.
Relativamente à observação, aliás pertinente e oportuna que elaborou, mas em cujas entrelinhas vislumbro um misto de ironia e cinismo, deixe-me que lhe diga que o nosso intercâmbio nunca excedeu, não excede nem excederá, os limites impostos pela nobre tradição dos Frades Goliardos que, como sabe, remonta à Idade Média, e refiro-me à tradição. Os tempos mudaram, e as tradições fizeram-lhe companhia. Hoje não somos mais errantes, tornámo-nos sedentários.
Quanto ao resto, continuamos na senda antiga de “putas e vinho verde”.
Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.
Jesus nunca existiu ? Então os apóstolos também nunca existiram ? As descrições das suas vidas e mortes foram todas inventadas ? Pilatos também nunca existiu ? Nem ao menos Tibério ou Julius Cesar ?
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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13 thoughts on “Merkel é reeleita presidente da CDU e quer proibir o uso de véu islâmico”