Loading

Informação de um advogado amigo

De: Jorge Antunes

«Carlos, vamos ter uma situação, aqui em Coimbra, em que a igreja mais uma vez vai tentar locupletar-se, com património do Estado, desta feita trata-se do histórico Café de Santa Cruz.

A União de Freguesias de Coimbra, como é sua obrigação legal está a registar todo o património, que era das reunidas Juntas, de Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e S. Bartolomeu, nesta conformidade, legalizou também o Café de Santa Cruz, porém a comissão da Fabrica da Igreja, entra com uma acção a reivindicar a propriedade, pois no seu entender foi esbulhada em 1910, com a implantação da República, pelo que pretender reaver essa propriedade.

E está…!?»

DduA – Vamos consentir este atropelo pio?

1 thoughts on “Informação de um advogado amigo”
  • João Pedro Moura

    JORGE ANTUNES disse:

    «…porém a comissão da Fabrica da Igreja, entra com uma acção a reivindicar a propriedade, pois no seu entender foi esbulhada em 1910, com a implantação da República, pelo que pretender reaver essa propriedade.»

    A esse problema da nacionalização abusiva, feita em 1910 pelo regime republicano, replica-se, afirmando que a Igreja teve 48 anos, do regime da Ditadura Militar e do salazarismo, para reivindicar a recuperação de propriedades indevidamente nacionalizadas. Se não as reivindicou é porque não esteve interessada. Por isso, não faz sentido estar a tratar de propriedades retiradas em 1910.
    Aliás, não esteve interessada, porque, no fundo, esteve e está a beneficiar duma enorme regalia: a Igreja põe e dispõe dos seus edifícios, mas é o Estado que paga o custo de manutenção…
    …É como se eu dispusesse da minha casa à vontade, em termos de utilização, mas depois era o Estado que pagava os custos de manutenção…

    Mesmo assim, se eu mandasse, devolveria à ICAR todas as igrejas, cuja reparação e manutenção custam muito dinheiro ao Estado.
    Este não tem nada que possuir igrejas. E ainda menos repará-las ou subsidiar a sua construção.
    Este status quo, em que a Igreja usufrui, a seu bel-prazer, de edifícios custeados pelo Estado, é mais uma benesse clericalista do Estado à Igreja.
    Esta faz o que quer das suas igrejas, mas é aquele que paga…

You must be logged in to post a comment.