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  • 20 de Agosto, 2016
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

França – O burkini e a contestação da democracia

À primeira vista, a proibição do burkini parece a limitação administrativa da liberdade da mulher quanto à escolha do vestuário, tanto mais surpreendente por se tratar de uma sociedade que aceita pacificamente o topless, o nudismo e a diversidade cultural.

Quando 12 municípios franceses tomam uma medida repressiva, aparentemente contra a pudicícia, não é um apelo ao naturismo, é uma medida contra o desafio à democracia e à discriminação de género que o Wahhabismo florescente estimula.

O burkini está para a hidrosfera como a burka para a litosfera, na esfera islâmica radical.

O burkini não é uma nova linha estilística de fatos de banho femininos, é a aplicação de uma medida de confronto com a sociedade francesa, laica e secularizada. Não é um ato de rebeldia feminina, é uma provocação para obrigar à repressão, para manter a mulher submissa em relação ao homem e a Alá, e a obediência cega ao clero sunita que vocifera nas madraças e mesquitas contra os infiéis. Não marca o início de uma linha islâmica de fatos de banho, é a continuação de uma agenda política de confronto civilizacional.

Paradoxalmente, os ideólogos (os, não as) do burkini já ganharam a primeira batalha, a da proibição que os vitimiza, o da publicidade que empolga outros radicais para a causa islâmica, a do ódio ao outro, que estimula a reciprocidade.

O burkini não é o adereço têxtil para ‘banhos de mar’, é um instrumento de ação política para ‘banhos de sangue’.

7 thoughts on “França – O burkini e a contestação da democracia”
  • Luiz Antonio Amorim

    Perfeito

  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    1- “Quando 12 municípios franceses tomam uma medida repressiva, aparentemente contra a pudicícia, não é um apelo ao naturismo, é uma medida contra o desafio à democracia e à discriminação de género que o Wahhabismo florescente estimula.”

    a) «Desafio à democracia”?! Mas que desafio é esse a partir dalgumas mulheres asininas-islâmicas, que vão à praia?! Que mal é que elas podem fazer à “democracia”?!…

    b) Mas se elas gostam e se comprazem na discriminação de género, que direito é que as autoridades democráticas e liberais têm de impor a “libertação” a quem não a quer?!
    É totalitarismo impor uma conceção de vida e de práticas a quem não quer e que, ao não querer, não prejudicam ninguém…

    2- “O burkini está para a hidrosfera como a burka para a litosfera, na esfera islâmica radical.”

    Eu diria melhor: o burkini está para as praias como a burka/nikab/tchador/demais vedações têxteis estão para as ruas.
    Então, se querem ser coerentes, as autoridades deverão proibir as vedações têxteis de rua, com os mesmos argumentos aplicados à proibição do burkini…

    3- “O burkini não é uma nova linha estilística de fatos de banho femininos, é a aplicação de uma medida de confronto com a sociedade francesa, laica e secularizada.“

    E as vedações têxteis e islâmicas de rua são o quê???!!! Também não é «uma medida de confronto com a sociedade francesa, laica e secularizada.»???!!!…

    • Oscar

      Terei enlouquecido ou desta vez concordo mesmo com o sr. João ?

    • JoseMoreira

      João Pedro Moura disse: “Eu diria melhor: o burkini está para as praias como a burka/nikab/tchador/demais vedações têxteis estão para as ruas.”.
      Com uma diferença: no burquini não é fácil esconder uma bomba, e a cara, leia-se identidade, está à vista. Nada disto acontece, por exemplo na burca ou no nicab. Muito mais perigosas, estas vestes. Ou não?

      • João Pedro Moura

        JOSÉ MOREIRA

        Sem dúvida que mais perigosas, mas em caso de guerra…
        …E por falar em guerra, lembro-me duma foto qualquer, durante a segunda guerra do Iraque (2003-2011), em que, em certa circunstância, mulheres de vestes islâmicas, ao passarem por soldados americanos, tiveram que levantar as saias, para lhes mostrar que estavam “limpas” de bombas…
        …E viam-se as coxas até cá em cima…

        • Frei Bento

          Caríssimo irmão em Cristo, era uma boa ideia começarem a fazer isso nos países mais ameaçados pelo terrorismo. Só que não haveria necessidade de ocupar os soldados nessas árduas tarefas. Nós, frades neo-Goliardos, até estamos vocacionados para esse tipo de missões.
          Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

  • JoseMoreira

    Francamente, esta estória dos “burkinis, seja isso lá o que for, já começa a meter nojo. Gostaria de saber se estas senhoras também seriam multadas, em certas praias de França. Vou mais longe: será que eu não posso ir completamente vestido a uma praia dessas? Quem garante que TODAS as mulheres que vestem burquinis, burcas, chadors, chailas, etc o fazem por opressão masculina? Já alguém pensou no fenómeno da “imitação”, em que as crianças tendem a imitar as vestes e os costumes dos adultos? E que depois, ao longo da vida, assumem essas vestes como de uso “normal”? Alguém se lembra de que há anos os homens usavam “chapéu de ir ao banco”? Alguém já reparou que, ainda hoje em dia, as “nossas” “beatas” usam saia abaixo do joelho, normalmente de cor neutra e ombros criteriosamente cobertos? Não podem ir à praia assim vestidas?

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