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  • 18 de Agosto, 2016
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

Laicidade – O que esconde o burkini? _ 2

Refletindo sobre perigos religiosos, convém referir que o Wahhabismo é um movimento muçulmano ortodoxo e ultraconservador, referido como ‘seita’ do islamismo sunita.

Ligado à formação da Arábia Saudita, está na vanguarda do fundamentalismo islâmico e é a raiz ideológica do Estado Islâmico, que pratica uma interpretação literal do Corão.

Aliás, a Arábia Saudita, é o berço e o patrocinador do terrorismo islâmico a nível global, e o exportador do Wahhabismo. As suas enormes reservas de petróleo e baixo custo de exploração sustentam uma família real corrupta e corruptora e a uma teocracia cruel que financia, com biliões de petrodólares, partidos políticos nos EUA e na Europa, enquanto submete as mulheres a condições impiedosas, mesmo para padrões islâmicos.

Um dia saber-se-á por que motivo os quatro execráveis Cruzados (Bush, Blair, Aznar e Barroso), face ao crime financiado, organizado e cometido por sauditas contra as Torres Gémeas de Nova Iorque, decidiram, perante o clamor público, retaliar contra o Iraque.

Ontem, no jornal Libération, o editor egípcio Aalam Wassef previne contra a influência do Wahhabismo, também conhecido por salafismo, hoje indiferenciável (embora tenha origem e passado diferente), cujo burkini é um dos símbolos femininos, quer as mulheres que o usam tenham consciência disso ou não.

Wassef, num artigo bem documentado e ponderado, defende a interdição do burkini por autarcas da Córsega e de Cannes, afirmando que fizeram o que deviam. Denuncia, aliás, o ‘Coletivo Contra a Islamofobia em França’ (CCIF), que acusou os referidos autarcas de islamofobia, de ter o direito, por opção ou ignorância, de se associar ao Wahhabismo, e ao Estado francês o direito e dever de defender o conjunto dos seus cidadãos.

O Wahhabismo é uma seita que apela ao martírio, ao terrorismo cego e ao proselitismo demente, baseada no Corão e na Suna. Quer impor a sharia e submeter ou matar todos os que rejeitam a sua interpretação. Sendo o mais jovem e rico ramo do Islão, nascido na Arábia Saudita e com metástases no Qatar e no Kuwait, tem o poder e projeção para semear o terror a nível global.

Não podemos andar distraídos. O burkini esconde o Wahhabismo.

2 thoughts on “Laicidade – O que esconde o burkini? _ 2”
  • Oscar

    O sr. Carlos diz que o burkini esconde a submissão da mulher ao homem. E depois, o que é que vossemecê tem a ver com isso ? Nunca ouviu falar em práticas SM ? Também vai exigir que as mulheres não se submetam a condutas eróticas submissas ?

  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    1- «Aliás, a Arábia Saudita, é o berço e o patrocinador do terrorismo islâmico a nível global, e o exportador do Wahhabismo.»

    Ó Carlos Esperança, hiperbólico e dramático!
    Conheces algum relatório, alguma investigação, que nos demonstre que a Arábia Saudita é “patrocinador do terrorismo islâmico a nível global”???!!!
    Não tens conhecimento dos inúmeros atentados ocorridos na A.S., causados por terroristas… islâmicos?!

    Não sabes que há uma fração ultrarreacionária de islamitas, incluindo sauditas e bem corporizada no “Estado Islâmico”, que detesta, mortalmente, o regime saudita?! E detesta-o porque o regime saudita tem relações cordiais com os americanos e europeus e permitiu que aqueles mantivessem bases militares na A.S., durante as duas guerras contra o Iraque de Saddam Hussuíno…

    E também o detestam porque ainda são mais reacionários do que o já ultrarreacionário regime saudita…
    A hedionda boçalidade arabesco-muçulmana não tem limites no seu reacionarismo e conservadorismo.
    O “Estado Islâmico” ainda consegue ser mais reacionário e tresloucado do que o regime saudita…
    Vê o filme “O Reino”, um dos melhores filmes de sempre, que retrata um enorme atentado ocorrido há uns anos na A.S..

    2- “ As suas enormes reservas de petróleo e baixo custo de exploração sustentam uma família real corrupta e corruptora e a uma teocracia cruel que financia, com biliões de petrodólares, partidos políticos nos EUA e na Europa,”

    “Biliões de petrodólares” a financiar partidos políticos europeus e americanos???!!!
    Ó Carlos Esperança, tu continuas a enlouquecer e a disparatar…
    …E a arruinar a credibilidade deste diário…

    3- “Um dia saber-se-á por que motivo os quatro execráveis Cruzados (Bush, Blair, Aznar e Barroso), face ao crime financiado, organizado e cometido por sauditas contra as Torres Gémeas de Nova Iorque, decidiram, perante o clamor público, retaliar contra o Iraque.”

    a) Lá vem o disparate hiperbólico de classificar de “cruzados”, políticos que, sinceramente, achavam que o Iraque tinha ou preparava-se para ter bombas nucleares, levando à invasão e destruição do regime político iraquiano…

    Uma invasão que facilitaria o estabelecimento dum regime democrático, só que aqueles doidos iraquianos pegaram-se em guerra civil e em atentados às forças libertadoras ocidentais…
    …E continuam em guerra civil… a ver quem tem mais força para governar e impor os seus ditames…
    Que é que os “cruzados” têm a ver com isto?!…

    Se não houvesse automóveis, também não haveria acidentes de viação e centenas de milhar de mortos, anualmente, em todo o mundo. Que é que as marcas de automóveis têm a ver com isto?!…
    …Ou as marcas de armas, com as guerras?!…

    b) A “retaliação” contra o Iraque não tem nada a ver com o atentado de 11 de setembro de 2001, mas sim com a convicção, errada, de que o Iraque era foco de preparação de armas nucleares.
    A retaliação contra aquele atentado foi o ataque ao Afeganistão, em busca e destruição da Al-Qaeda.
    Já confundes o Iraque com o Afeganistão?! O ataque a este país foi logo em outubro daquele ano (retaliação…); o ataque ao Iraque foi só em 2003…

    4- “Ontem, no jornal Libération, o editor egípcio Aalam Wassef previne contra a influência do Wahhabismo, também conhecido por salafismo, hoje indiferenciável (embora tenha origem e passado diferente), cujo burkini é um dos símbolos femininos, quer as mulheres que o usam tenham consciência disso ou não.”

    Mais um disparate para a tua cada vez maior coleção de inépcias e despautérios…
    O “burkini” não concerne ao “wahabismo”, mas sim à mentalidade “modernaça” dalgumas muçulmanas que, querendo mostrar que até conseguem frequentar praias e mares, como as mulheres normais, enveredam por um traje “islâmico” de banhista, que consiga conjugar as vedações corporais com alguma desenvoltura aquática…
    As mulheres sauditas, “wahabitas”, as que vão à praia, apresentam-se com os mesmos trajes com que andam na rua, e não com burkinis. Estes ainda são demasiado evoluídos para elas, deixando ver as formas femininas…

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