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  • 17 de Agosto, 2016
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Laicidade – O que esconde o Burkini?

Em França, os autarcas estão a proibir progressivamente o ‘burkini’ em praias e piscinas públicas, em nome da segurança, depois de conflitos violentos entre islamitas e não islamitas.

A religião tem um potencial de detonação de violência e ódio que não pode surpreender-nos, e adiar decisões que minimizem os conflitos não é a melhor solução.

O burkini, feito do mesmo tecido do biquíni, não pode ser proibido em nome da higiene, e o respeito pelas liberdades individuais devia admiti-lo pois, ao contrário da burka e do capacete das motos, não ocultam a identificação que as razões de segurança impõem.

A questão reside no confronto que o Islão procura e a extrema-direita europeia aplaude, uma exibição da pertença religiosa que faz parte do proselitismo e que o comunitarismo estimula para fazer prova de força e provocar o martírio que atrai indecisos para a jihad.

A Europa, que amoleceu a defesa da laicidade, encontra-se sem armas e sem razão para proibir no espaço público, que deixou confiscar por outras religiões, adornos que visam o confronto, e é obrigada, em nome da democracia, a defender os provocadores.

Todas as religiões têm uma agenda política, e os monoteísmos prosélitos não descuram o seu cumprimento. O cristianismo não deixa de impor nomes de santos a cidades, vilas, aldeias, bairros, ruas e aeroportos, e tenta colocar a parafernália pia, crucifixos, imagens de santos e da Senhora de Fátima, nos corredores das enfermarias dos hospitais públicos e nas paredes dos edifícios do Estado e das autarquias, em Portugal.

Quando tal acontece com o cristianismo, cuja repressão sobre o clero, levou à aceitação da laicidade, sabe-se o que acontece com o mais implacável dos monoteísmos, na fase atual, em obediência ao guerreiro a quem atribuem a cópia grosseira do judaísmo e do cristianismo, sem Renascimento, Reforma, Iluminismo e Revolução Francesa!
Não é por mera devoção que, aos fins de semana, hordas de muçulmanos de várias localidades invadem Paris e fecham ruas ao trânsito para rezarem virados para Meca.

As religiões são associações de crentes, que devem ser respeitadas e submetidas a todas as obrigações legais de qualquer outro tipo de associação. Sem imposição do laicismo, sem efetiva separação das Igrejas e do Estado, as medidas avulsas estão condenadas ao fracasso.

O burkini não esconde o corpo da mulher (direito que lhe assiste), exibe a submissão à religião e ao homem e indica a vontade de provocação a uma sociedade secularizada e cosmopolita que o Islão está apostado em destruir.

burkini_Islamo

3 thoughts on “Laicidade – O que esconde o Burkini?”
  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    1- «Em França, os autarcas estão a proibir progressivamente o ‘burkini’ em praias e piscinas públicas, em nome da segurança, depois de conflitos violentos entre islamitas e não islamitas.»

    Esta coisa da “segurança” parece dar para disparates…
    As pessoas, mesmo as muçulmanas asininas, devem ter o direito de andar, conforme quiserem, na via pública…

    Se podem andar com as suas vestes “islâmicas”, na rua, isto é, com roupas largonas, para disfarçar as formas femininas, e cabeça velada, por que é que não poderiam andar de corpo tapado na praia???!!!
    Alguém que me explique a incongruência francesa…

    O que me parece que está a emergir, na França, é um enorme ódio à cultura muçulmana, em geral, e aos tapamentos femininos, em particular, que chega ao ponto, desconcertante, de repudiarem a presença dessa gentalha velada nas praias, alegando motivos estúpidos como esse da segurança…

    Se querem reprimir as muçulmanas asininas, isto é, as que se comprazem com as vedações têxteis e se acham inferiores e subordinadas aos homens, então, coerentemente, terão que proibir tais vedações nas ruas e não só nas praias. Porquê nas praias e não nas ruas???!!!…

    2- «A questão reside no confronto que o Islão procura e a extrema-direita europeia aplaude, uma exibição da pertença religiosa que faz parte do proselitismo e que o comunitarismo estimula para fazer prova de força e provocar o martírio que atrai indecisos para a jihad.»

    a) A “pertença religiosa” é com cada um e cada um exibe conforme quiser, na via pública…

    b) “…indecisos para a jihad”???!!! Ó Carlos Esperança, ai só estão… “decisos”…

    3- «O cristianismo não deixa de impor nomes de santos a cidades, vilas, aldeias, bairros, ruas e aeroportos, e tenta colocar a parafernália pia, crucifixos, imagens de santos e da Senhora de Fátima, nos corredores das enfermarias dos hospitais públicos e nas paredes dos edifícios do Estado e das autarquias, em Portugal.»

    Eu corrijo que são os governos e as autarquias, e não o “cristianismo”, que impõem os nomes religiosos aos topónimos e, falta acrescentar, aos hospitais, numa cedência capitulacionista ao catolicismo, que nos eiva…

    4- «Não é por mera devoção que, aos fins de semana, hordas de muçulmanos de várias localidades invadem Paris e fecham ruas ao trânsito para rezarem virados para Meca.»

    Essas orações na via pública estão proibidas desde 16 de Setembro de 2011…
    http://www.lapresse.ca/international/europe/201109/16/01-4448408-la-france-interdit-les-prieres-dans-la-rue.php
    …Com poucas exceções…

    5- «O burkini não esconde o corpo da mulher (direito que lhe assiste), exibe a submissão à religião e ao homem e indica a vontade de provocação a uma sociedade secularizada e cosmopolita que o Islão está apostado em destruir.»

    “Não esconde o corpo da mulher”???!!! Então não esconde???!!!…
    Exibe a cretinice submissa dessas mulheres. Mas o problema é delas. Não da lei nem dos franceses…

    O problema da cultura, mentalidade e assunção do islamismo, em França ou noutro qualquer país, resolve-se, ou tenta-se resolver, pelo impedimento/estancamento do fluxo imigratório islâmico e pelo fim das subvenções estatais às mulheres que procriam esses “ovos da serpente” e que vivem desses subsídios, numa primeira atitude política; depois há que inquirir esses seres pestíferos acerca das suas opiniões político-sociais, nomeadamente:

    – Aceita que um(a) muçulmano(a) possa abandonar a sua religião, impunemente?
    Se não aceita, que pena deverá ser aplicada e por quem?

    – Aceita que um(a) muçulmano(a) possa ter relações sexuais, sem estar casado(a)?
    Se não aceita, qual deverá ser a punição e por quem?

    – Qual é mais importante para si: a lei do país ou a lei islâmica?
    Em caso de conflito entre as duas, qual deverá prevalecer e como?

    Estes 3 quesitos fundamentais deveriam reger a relação entre a comunidade genuína dum país e a comunidade islâmica imigrante.
    Se os islamitas enveredarem pelo confronto ideológico e pela oposição sistemática à lei do país de acolhimento, deverão ser expulsos, liminarmente.
    Claro que quem já tem nacionalidade do país de acolhimento não poderá expulsar, mas as autoridades têm que fazer um esforço educativo em tentar virar essa boçalidade religiosa para o lado laico…
    …Senão…é a guerra…

    O desenvolvimento de comunidades islamitas, na Europa, com as suas manias retrógradas, antiliberais, boçais, inflexíveis, antidemocráticas e misóginas, só levará a atentados, cada vez mais, e a uma guerra civil, de proporções e configuração inimagináveis…
    …E quanto mais tarde os países de acolhimento adiarem medidas, mais se afundarão numa decadência irreversível…

  • Oscar

    E se as muçulmanas forem para a praia, todas tapadas, mas com fatos de surfistas, o sr. Carlos já acha que isso fica a obedecer ao princípio da laicidade ?

  • Frei Bento

    Caríssimos irmãos em Cristo, Igualdade, por favor. De qualquer forma, estas queridas irmãs sempre vão mostrando as pernocas. E as da Madre Superiora até que nem são más de todo, embora eu, pessoalmente, as pernas as ponha para o lado.
    Seja como for, que não venha por aí algum deputado lembrar-se de proibir as pias irmãs de frequentar a praia assim vestidas. Cá para mim, as mulheres só deveriam andar de triquini, ou seja, fato de três peças: chapéu, óculos e sandálias.
    Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

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