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  • 26 de Julho, 2016
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

O terrorismo, o medo e as liberdades

É impossível viver em permanente sobressalto, fugir dos espaços públicos e condicionar a autonomia, numa espiral de medo, que deixa vazias as cidades e restringe a liberdade.

A monótona, e cada vez menos espaçada repetição de atos terroristas, provoca o pânico coletivo e amolece a exigência de respeito pelos direitos individuais.

Progressivamente vamos pactuando com a vigilância generalizada no que devia ser a reserva de intimidade, a troco de precária segurança. O ambiente propício à xenofobia e ao racismo está criado, e a democracia não resiste a estados de sítio ou de exceção, que se tornam regra, nem à vigilância musculada de toda uma sociedade.

Sendo notória a origem do terrorismo urge responsabilizar as comunidades onde nasce e obrigá-las a aceitar os costumes e a cultura que as acolhe.

Não podemos ceder a iniciativa à extrema-direita, religiosa ou laica, e à demagogia do populismo. As democracias têm legitimidade para exercer particular vigilância sobre as comunidades de risco e responsabilizá-las pelas suas cumplicidades. É preciso impedir o perigo de quem é fanatizado desde a infância e constrangido nos guetos que habita.

O nacionalismo e a religião não podem justificar os crimes e atenuar as penas. Tal como sucedeu com o álcool e outras drogas, devem deixar de ser atenuantes e passarem a ser motivo de agravamento das penas, por incitamento à violência e aos crimes sectários.

Não gosto de ver degolar padres católicos, a dizer missa, e abomino os repetidos ataques a quem ouve música, passeia ou vai para o trabalho, na demente espiral de violência por um Deus tão estúpido como os seus crentes.

 

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3 thoughts on “O terrorismo, o medo e as liberdades”
  • João Pedro Moura

    CARLOS ESPERANÇA disse:

    1- «Sendo notória a origem do terrorismo urge responsabilizar as comunidades onde nasce e obrigá-las a aceitar os costumes e a cultura que as acolhe.»

    Como???!!!
    Mas isso não é o que preconiza a tua fantasmagórica “extrema-direita”?!
    Talvez a diferença entre tu e ela seja que tu só mandas sugestões inconsequentes, proclamações ocas sem quaisquer instruções de aplicação, enquanto aquilo a que tu chamas, injuriosa e provocatoriamente, “extrema-direita” vai, certamente, aplicar uma política consequente de contenção da hedionda escumalha islâmica.

    A função histórica de gente como tu e do teu quadrante político é a incapacidade e incompetência em lidar com situações prementes, políticas, sociais, militares e de segurança; enquanto os nacionalistas, a que tu e os permissivos como tu chamam, errónea e estupidamente, de “extrema-direita”, têm cada vez mais adeptos, porque a massa das pessoas comuns começam a entrever que só soluções de ataque à escumalha, com prisão efetiva e não com pulseiras eletrónicas, como a do assassino do padre francês, e deportações massivas, com prévio inquérito a quem repudia a democracia e o liberalismo geral e as ameaçam, só com soluções dessas é que se poderá começar a resolver o problema da peste islâmica.

    Bastavam umas perguntas como as que seguem, a interpelar os ditos muçulmanos:

    – Deve aplicar-se um castigo ao muçulmano que abandonar a sua religião?
    Se sim, qual o castigo e quem deverá aplicá-lo: o tribunal ou a família?

    – Deve aplicar-se um castigo ao muçulmano que tiver relações sexuais sem estar casado? Se sim, qual o castigo e quem deverá aplicá-lo: o tribunal ou a família?

    – A que leis obedecer primeiro: às da religião ou do Estado?

    – Em que casos é que um muçulmano poderá matar?

    Aplicava-se este questionário a todos os muçulmanos possíveis e apurar-se-ia toda a dimensão do problema…
    …Ou o problema ficaria encapotado…
    Mas, um qualquer inquérito tem de ser aplicado a essa gentalha, para se antever os possíveis inimigos da civilização… e tratar deles…
    A não ser assim, continuaremos a assistir às nefandas facécias dessa corja abominável, cada vez mais mortíferas e diversas, como se fosse um cancro instalado na sociedade, sem se desenvolverem meios de combate ao mesmo e só fazendo proclamações anódinas…

    2- »Não gosto de ver degolar padres católicos, a dizer missa»

    E se não estiverem a “dizer missa”, já gostas de os ver degolados?!…
    Quando é que gostas de ver degolações de pessoas, à moda islâmica?…

  • No+Name

    “Sendo notória a origem do terrorismo urge responsabilizar as comunidades onde nasce e obrigá-las a aceitar os costumes e a cultura que as acolhe.”

    Bem, deve-se então, culpar os próprios franceses por terroristas nascidos na França.

  • No+Name

    Você escreveu : “….na demente espiral de violência por um Deus tão estúpido como os seus crentes.”

    O proclamado “deus” destes “crentes” é um ser humano chamado de Maomé, um homem imperfeito e mortal como todos nós….logo…. não é um Deus pois se o fosse, todos nós também o seríamos.

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