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  • 17 de Abril, 2016
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Laicidade

Se permitimos a colonização de edifícios públicos pela iconografia cristã, abdicamos da legitimidade de impedir que as escolas, hospitais, lares e creches do país fiquem à mercê da chantagem que o Islão está a fazer na Europa.

Os corredores dos serviços do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra (CHUC) já parecem caminhos para as sacristias onde Senhoras de Fátima e crucifixos ornam as paredes, quiçá a convidar os estropiados a viajar de joelhos.

Em vez de promoverem a religião, atraem bactérias e animosidade. A falta de senso dos devotos e a incúria das direções, transformam um hospital público numa sacristia.

Hoje, deixo aqui à reflexão dos leitores que são crentes, uma foto do átrio do Hospital da Guarda. Pensem os católicos se gostariam de ver ali a Estrela e o Crescente islâmicos ou a Estrela de Davi.

Hospital da Guarda_1

6 thoughts on “Laicidade”
  • Oscar

    Queria perguntar ao sr. Carlos se autoriza a minha avózinha a entrar no Hospital da Guarda com um crucifixo ao peito.

    E se não for muito incómodo, por favor envie um email a avozinhadooscar@gmail.com com a sua resposta.

    Obrigado.

    • Luis Valentim

      Na minha opinião pode. Idosos, idiotas e ignorantes têm sempre desculpa. Desde que não assumam nenhum cargo público. Sempre que vejo alguém com coisas penduradas ao pescoço é sempre um destes três tipos de pessoa. Curiosamente vêm-se cada vez menos idosos! Mas sim claro que pode pobre senhora não tem culpa de ter nascido no tempo em que a ignorância era um bênção.

      • Oscar

        Isso também se aplica àqueles cidadãos e cidadãs com os objectos da Ateia pendurados no pescoço, sr Luís ?

        • Luis Valentim

          Muito cristão da sua parte esse tom.

          • Oscar

            Eu só respondi no tipo de linguagem que vossemecê entende e aplica.

            Ainda por cima o sr. Luís é mal agradecido.

  • João Pedro Moura

    É um problema recorrente no suave clericalismo português…
    Cruzes afixadas nalgumas escolas… altares em hospitais… sustento da disciplina de Educação Moral e Religiosa, nas escolas públicas… bênçãos de ambulâncias e de edifícios públicos… subsídios autárquicos às comissões fabriqueiras, etc.

    Tudo em contradição com a laicidade da Constituição, que não defende a subsidiação de igreja alguma ou prática de atos religiosos por instituições públicas…

    São “artistas” portugueses, intérpretes, de longa data, da aliança, mais ou menos tácita, entre o Estado e a Igreja católica…

    O que é preciso é que a AAP denuncie, sempre, este clericalismo untuoso e ilegal…

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