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  • 18 de Março, 2016
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Marcelo R. Sousa e o papa

O católico Marcelo pode oscular o anelão de um bispo, ajeitar-lhe a sotaina, polir-lhe o báculo ou ajoelhar-se-lhe aos pés. O devoto, para salvar a alma, pode dobrar a espinha dorsal, salivar de volúpia nos pés de um ícone do seu deus, empanturrar-se em hóstias e demorar-se a rezar o terço enquanto nada no mar ou aguarda o sono.

O que o Presidente da República não pode fazer é lamber a mão de um clérigo, inclinar-se subservientemente, deixar-se fotografar num ato humilhante para a República laica que representa e portar-se como se a CRP, que jurou, permitisse o aviltamento do seu guardião.

Portugal não é protetorado do Vaticano e o PR sacristão. Ao bajular o Papa não cumpriu uma visita de Estado, levou a cabo uma promessa pia, denegriu a imagem do País e comprometeu a laicidade.

Este não foi o mau começo da primeira saída do país, foi o fim do respeito que merecia a todos, passou a ser o presidente dos católicos portugueses.

Marcelo e o Papa

5 thoughts on “Marcelo R. Sousa e o papa”
  • JoseMoreira

    Foi uma peninha nenhum dos jornalistas ter pergunytado se Sua Excelência não estaria a pontapear a Constituição que, dias antes, jurara defender e respeitar. Provavelmente, porque as respectivas hierarquias os instruíram para não passarem de pés-de-microfone.

  • João Pedro Moura

    De facto, é inadmissível esta atitude do novo presidente da república portuguesa.
    Se é o cidadão Marcelo Sousa que se desloca ao Vaticano para se encontrar com o papa, é uma coisa; se é o presidente da república, é outra coisa…
    E é outra coisa, porque Portugal é um país laico, neutral, portanto, em matéria religiosa, logo o presidente de todos os portugueses não tem que, nem deve, adotar uma atitude reverencial, típica dos católicos devotos e submissos…
    Mas nada, de resto, a que não estejamos habituados…
    É a eterna bajulação e reverência pela Igreja, típica dos políticos, para se darem ares de pessoas “respeitáveis” e abrangentes, e porque sempre fica bem esta cordialidade com a igreja dominante em Portugal, mesmo que haja cada vez menos católicos e, dentro destes, cada vez menos seguidores do preceituário ridículo e grotesco de tal entidade…

  • Alexandre Carvalho

    Não me venham falar que devemos respeitar e aclamar este senhor como presidente de todos os portugueses. Para mim, este senhor não é nem nunca será o meu presidente. País laico uma ova

  • Oscar

    Não é preciso ser-se ateu para reconhecer que, neste caso, o sr. Carlos tem razão.

  • Fulano Minasge

    Que absurdo !!!! um presidente lamber a mão do papa em publico !!! o que não lamberá no particular com o chiquinho I ??? A nossa dilmANTA é uma besta, mas pelo menos não se prestou a isso.
    Sinto a indignação de todos os irmão portugueses não-rastejantes.
    A evolução é uma farsa para milhares de pessoas…e pelo menos um chefe de Estado !
    Ei, antolo, Vou Tei….rs

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