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  • 24 de Novembro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

AAP – Desabafo de um sócio

Sócio R. M. R.

É mais um episódio de sabotagem dessa organização terrorista designada por igreja católica apostólica romana (icar) às tentativas de apostasia.

Compreendo as motivações de quem solicita a apostasia, por parte de ateus e ateias, que foram batizados e que não querem ser integrados nas estatísticas da icar. Eu também estou nessa situação. Ou pior, estou a ser perseguido por fundamentalistas católicos e um dos impactos dessa perseguição, tem resultado numa situação (…), desde Abril de 2011.

Retransmito uma opinião que já manifestei há uns dois anos. Promover uma movimentação social, que envolva milhares de pessoas, no sentido de realizarem a apostasia, parece-me positivo. Contudo, tal implica uma desvantagem de que a icar se está a aproveitar e bem.

Se por consciência individual na qual assumimos publicamente, por palavras e atos, que somos ateus (ou ateias), é porque somos ateus. Em termos estatísticos a instituição que tem autoridade para contabilizar as pessoas segundo a sua posição religiosa, agnóstica ou ateísta, é o Instituto Nacional de Estatística (INE). A icar não tem essa legitimidade. A partir do momento em que nos consideramos ateus, o batismo a que fomos sujeitos, perdeu qualquer razão de ser.

Deste modo, a Apostasia só tem sentido como simbologia de rotura com o catolicismo. O seu lado negativo é o de que, mesmo que não o queiramos, estamos a pedir autorização à icar para que nos reconheça como não católicos e a icar sabe muito bem aproveitar esse poder que os/as apóstatas lhe estão a dar, negando a apostasia e submetendo-os a uma linguagem ultrajante.

Saudações ateístas. Viva o Ateísmo e a Liberdade!

4 thoughts on “AAP – Desabafo de um sócio”
  • João Pedro Moura

    SÓCIO R.M.R. disse:

    1- “É mais um episódio de sabotagem dessa organização terrorista designada por igreja católica apostólica romana (icar) às tentativas de apostasia.”

    Qual “sabotagem”?!

    2- “… estou a ser perseguido por fundamentalistas católicos e um dos impactos dessa perseguição, tem resultado numa situação (…), desde Abril de 2011.”

    Que “perseguição” e qual”situação”?!

    3- “Retransmito uma opinião que já manifestei há uns dois anos. Promover uma movimentação social, que envolva milhares de pessoas, no sentido de realizarem a apostasia, parece-me positivo.”

    “Positivo”, porquê?!

    Por que é “negativo” constar um nome no livro dos batismos, mesmo que essa pessoa tenha renegado a doutrina uns anos depois?!

    O batismo foi um ato “histórico”, logo registável, de acordo com a Igreja.

    Todavia, esse ato “histórico”, do ponto de vista dum ex-católico e ateu, batizado, carece de substância intelectual, que lhe dê consistência. Logo, o batismo é um ato nulificado por um ateu. Isto é, aconteceu enquanto cerimónia católica, mas, posteriormente e agora, tal ato religioso foi nulificado por quem renegou a doutrina.

    Imagina que um partido ou um clube desportivo ou outra entidade qualquer publicava os nomes de certos inscritos nessa associação, inscrição essa efetuada num ano qualquer, mesmo que alguns desses inscritos já tivessem abandonado a organização?…
    Ficava-se a saber, apenas, que certa gente se inscreveu nessa associação, naquele ano…

    4- “A partir do momento em que nos consideramos ateus, o batismo a que fomos sujeitos, perdeu qualquer razão de ser.”

    Evidente! Axiomático! Apodítico!

    5- “Deste modo, a Apostasia só tem sentido como simbologia de rotura com o catolicismo. O seu lado negativo é o de que, mesmo que não o queiramos, estamos a pedir autorização à icar para que nos reconheça como não católicos …”

    Logo, não vale a pena reclamar pelo expurgo do nome, no livro pio, pois que o ateu nulifica, intelectualmente, tal registo. Certo?
    E nulifica porque:

    a) Um bebé não tem consciência de pertencer a uma associação, logo é abusivo o ato de o inscrever na mesma.

    b) Mesmo que o batismo tenha sido feito em idade de consciência assumida, e posteriormente renegado, esta renegação assenta, certamente, em pressupostos denegadores do próprio ato batismal, que o nulificam, enquanto ato intelectual…

    c)…E enquanto, também, ato físico-químico, sem qualquer valor consistente com hipotéticas impregnações de religiosidade, mas apenas com cerimoniais religiosos bacocos e sumamente estúpidos…

    d)…Porque não há nada, na “água benta”, que impregne a “vítima” de quaisquer propriedades religiosas, que lhe ficassem, intrinseca ou extrinsecamente, adstritas…

    6- “Viva o Ateísmo e a Liberdade!”

    Viva!

  • Oscar

    Só faltou ao sr. João perguntar:

    ” Organização terrorista”, porquê ?

    Fora isso, até nem andou mal de todo.

  • carlos cardoso

    Os muçulmanos resolvem a questão de maneira simples: “queres abandonar o Islão? Então cortamos-te a cabeça e deixas logo de fazer parte da estatística!”

  • Ateu Direito

    Mais um idiota. Organização terrorista? Tiro na água. Essa é a religião do lado. Sempre em frente até ao abismo.

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