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O fanatismo é hereditário?

Confesso que acabei por ouvir a notícia um tanto na diagonal. A catadupa de informação (quiçá alguma contra-informação) acerca dos acontecimentos de Paris fez-me, provavelmente, adormecer um pouco. porém ainda consegui apreender que a mãe de um dos suicidas era (é) portuguesa. Nada de especial, já que nunca se sabe para que uma mãe cria um filho. Mas consegui tomar alguma atenção aos antecedentes. A lusa senhora chama-se Lúcia de Fátima. Tem um irmão e uma irmã chamados, respectivamente, Francisco e Jacinta. A D. Lúcia de Fátima ( Fátima é, curiosamente, nome árabe) casou-se com um islamita, e fez uma visita a Póvoa de Lanhoso, terra da sua origem, envergando um véu islâmico. Do casamento nasceu o futuro islâmico radical, que partiu em busca das prometidas virgens.

Coincidência, ou hereditariedade?

Ou teoria da conspiração?

3 thoughts on “O fanatismo é hereditário?”
  • João Pedro Moura

    Ora bem, José Moreira, isto da genética… tem que se lhe diga…

    1- Sabemos, por informação médica decorrente de estatística, que a possibilidade de um descendente contrair certas doenças é maior se os ascendentes já as tiverem apanhado.
    É o caso de cancro, da mama, intestino e outros.
    Também há relação conhecida, através de certos genes identificados como fautores de doença.

    2- Também sabemos, frequentemente, por mero empirismo, que tal filho(a) “sai ao pai ou à mãe”.
    Se já não fizeste, experimenta fazer um breve exame, na tua família, para apurar a quem sai este ou aquela, comparados com os progenitores…
    Naturalmente iríamos convir uma relação de semelhantes, quanto ao caráter: pessoas mais conflituosas e mais pacíficas, ou mais ou menos determinadas, ou mais ou menos curiosas, ou estúpidas ou inteligentes, ou maníacas disto ou daquilo, ou viciadas ou viciáveis neste ou naquele uso/consumo…
    Enfim, é a hederitariedade!…
    Nós recebemos genes dos nossos pais, que nos condicionam para isto ou para aquilo.

    3- Todavia, a carga genética não nos poderá jamais transformar em meras cópias paternas/maternas, senão a evolução não seria possível e limitar-nos-íamos a continuar a cultura dos antepassados…

    4- A interação que os indivíduos estabelecem com o meio, juntamente com a carga genética herdada, genótipos e fenótipos, irá influenciar a geração seguinte.
    Portanto, quanto mais rica e variada for a interação com o meio, mais propensos ficam os indivíduos para a mudança e acionarem o progresso, que é necessariamente, material e imaterial, isto é, a parte física da civilização material e a parte das ideias/conceções (o Richard Dawkins diria “memes”…).

    5- Em civilizações, povos e nichos demográficos estáveis, com pouco câmbio demográfico e miscigenação, a população afigura-se mais conservadora e pouco dinâmica, como é o caso das comunidades piscatórias, agrícolas e outras.
    A endogamia, normal dessas gentes, faz concentrar os genes, tornando-os muito semelhantes e propendendo tais povos para as práticas tradicionais e menos progressivas.
    Eu digo-te que o meio piscatório, que eu conheço, é bastante boçal e conservador, redundando logo em religiosidade mais viva, mas aquela religiosidade de culto de imagem e de sumptuosidade, que faz “encher o olho” pelo espetáculo processionário e colorido, “herdado” dos pais e tanto mais herdado quanto mais endogâmica e imobilista, demograficamente, for tal comunidade…
    Os agricultores também são menos dinâmicos, sobretudo em certas áreas, e tendem a ser, também, fieis depositários das tradições religiosas populares, mas não da doutrina moral e do preceituário mais “intelectual” e oficial da Igreja, frequentemente desconforme com a boçalidade e ignorância das gentes…

    6- Ora, por motivos ignotos, mas previsíveis, acontece que os povos arabescos e médio-orientais são dum conservadorismo espantoso, em matéria religiosa, e ainda mais espantoso quando a maioria deles, como imigrantes, perseveram nas tradições, mesmo depois de terem nascido em terras liberais e democráticas e de sofrerem a inevitável aculturação…
    Parece que são imunes ao progresso, à democracia e liberdade…
    Sofrem duma carga hereditária atávica, de que poucos parecem escapar.

    7- Como levar-lhes a liberdade?
    Em princípio, pela persistência normal da aculturação imigrante e da “água mole em pedra dura…”.
    Todavia, já passaram muitos anos de imigração arabesca, e tal gentalha abjeta persiste nos seus comportamentos e atitudes dissonantes com a cultura dominante.
    Holanda, França, Itália, Espanha, Reino Unido, gente nova, com cara e modos de quem já nasceu nos países democráticos e liberais, persiste nos véus humilhantes e machistas, como se a cultura ocidental não lhes dissesse nada…
    … E tenho reparado em cada vez mais gente dessa… em Portugal…

    • carlos cardoso

      Como escrevi noutro post, o principal problema é que o Islão, mais do que uma religião, é um modo de vida e que esse modo de vida é incompatível com os chamados “valores ocidentais”, que são a democracia, o estado de direito e o respeito pelos direitos do homem. Não estou a ver o mundo civilizado a atacar a religião muçulmana como um todo, mas devíamos começar a fazer a distinção entre o que é religioso e que é civil. Como o que é civil é incompatível com os nossos valores – que deviam ser também os dos muçulmanos que se instalam na Europa – deveríamos convencer os muçulmanos a descartarem essa parte do Alcorão. Tarefa difícil e a longo prazo mas essencial se quisermos resolver o problema.

  • Oscar

    Teoria da conspiração.

    Muitos dos jihadistas provêm de famílias ateístas.

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