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  • 20 de Novembro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

O ambiente concentracionário dos conventos

Não me permito com títulos de caixa alta dos jornais fazer julgamentos que cabem aos tribunais e, mesmo que venha a provar-se a prática de esclavagismo, no ambiente pio de conventos, não generalizarei.

O que sempre me incomodou foi a displicência com que o Estado permite à Igrejas uma impunidade e privilégios que nega a outras organizações. Se um padre e algumas freiras são capazes de exercer sevícias sobre noviças é um crime hediondo mas igual ao que em outros locais e com outras gentes pode ser cometido.

O que não pode deixar de merecer séria reflexão é a sanidade mental de quem se isola da vida e do mundo, os motivos e, sobretudo, a liberdade de opção. Aliás, a liberdade individual é um direito irrenunciável e a clausura, ainda que voluntária, um atentado.

Os antecedentes dos conventos da Irlanda que os tribunais encerraram deviam fazer-nos pensar em Portugal, onde a Concordata transformou em protetorado o País, concedendo privilégios intoleráveis e isenções fiscais intoleráveis.

As heranças deixadas a instituições pias jamais são objeto de investigação judicial e não saberemos quando foram transmitidas de livre vontade ou extorquidas.

Não pode haver um Estado dentro de outro.

20151119_JornalNoticias

3 thoughts on “O ambiente concentracionário dos conventos”
  • João Pedro Moura

    Pois… e o que é que tu pretendes, Carlos Esperança, com esse direito “irrenunciável” à liberdade individual?!

    Queres pôr o Estado a fiscalizar se um(a) doido(a) noviço(a) está no pleno uso das suas faculdades mentais, como em certos julgamentos?!

    Mais uma vez, num único artigo, disparas em várias direções:

    1- Liberdade individual de adesão a um convento, em que tu insinuas o dever estatal de fiscalizar…

    2- o “esclavagismo” pio…

    3- “Os antecedentes de conventos na Irlanda”, que tu não esclareces, não se sabendo a que te referes ou contra o que tu insurges…

    4- “Privilégios e isenções fiscais” das igrejas…

    5- Legados pios…que tu insinuas que não são feitos de livre vontade…

    Lançar atoardas… eis a tua verdadeira e desatinada especialidade…
    5 alusões, muito diferentes umas das outras, e um título sobre os doidos conventuais…
    …E fica-se à espera, sentado, sobre o que é que tu pretendes exatamente que se faça…

  • Oscar

    Qualquer testamento ou doação, em teoria, pode ser objecto de coacção ou manipulação moral, é um facto.

    Mas o que quer o sr. Carlos ? Que o estado português passe a pente fino todos os testamentos ?

    Quanto à sanidade mental, de quem se isola da vida e do mundo, o sr. Carlos quer impor a sua visão da vida e do mundo a todos quantos possuem outras diferentes da sua ?

    E quem é que lhe diz que a sua visão é melhor que as outras ?

    Vossemecê ? O seu psiquiatra ? Ou o sr. Carlos julga-se Deus ?

  • João Sousa

    Arbeit macht frei (ironic mode)

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