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  • 17 de Novembro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

França – Nicolas Sarkozy e a pena de morte

Sarkozy propõe o restabelecimento da pena de morte para os suicidas terroristas.

É esta cobardia que os terroristas exigem, o retrocesso civilizacional por que a demência islâmica luta, a capitulação de políticos populistas, perante as exigências mais primárias, por um punhado de votos.

É tão grave a ameaça do recuo civilizacional face à chantagem do terror, que arriscamos perder o que levou séculos a conseguir, contra a vontade dos clérigos. Há quem renuncie à razão para responder à demência da fé, quem recorra à pena de Talião, quem julgue que um problema se resolve criando outro.

Sendo duvidoso julgar um suicida que não falha é incompreensível que o Estado ajude a consumar o desejo a quem o falhou.

Perante um ato que aturdiu o mundo civilizado, só a demagogia justifica desvarios em troca de votos.

8 thoughts on “França – Nicolas Sarkozy e a pena de morte”
  • JoseMoreira

    Se outras razões não houvesse – que as há! – bastaria esta: um terrorista morto é um terrorista glorificado pelos seus pares.

  • João Pedro Moura

    Olha lá, ó Carlos Esperança!

    1- O que é que o ateísmo, ou um blogue sobre o mesmo, tem a ver, de perto ou de longe, com a pena de morte???!!!

    Tu misturas as tuas opiniões políticas, cívicas, judiciais, com a temática ateísta, fazendo desta e deste blogue um vazadouro das tuas conceções gerais.

    Isso é um abuso! Mas compreende-se, vindo de quem provém, pois há muito que te portas como um proprietário do blogue, fazendo do mesmo uma extensão do teu esquerdismo bacoco e desatinado…

    2- Em que é que a defesa e preconização da pena capital denota “cobardia” e “retrocesso civilizacional”???!!!

    Pelo contrário, quem está mais próximo da “cobardia” é quem tem aversão da pena mortal, porque parece ter medo do exercício consequente e de impacto duma pena, que visa punir os indivíduos mais cruéis, agressivos e malvados…

    Em que é que a pena capital fez retroceder os EUA, o Japão e outros países evoluídos???!!!

    É certo que são muito poucos os países onde vigora a pena de morte, mas isso não significa “retrocesso civilizacional”, mas sim maior complacência judicial e comiseração, por parte dos abolicionistas…

    3- Um biltre assassino invade um restaurante, uma casa de espetáculos ou outro sítio; dispara rajadas de metralhadora e mata a tua mulher e os teus filhos; junta mais outros familiares teus, como irmãos, cunhados, sobrinhos, etc.; no fim da mortandade crudelíssima, tu afirmas que o assassino não deve morrer, mas sim apanhar 25 anos de cadeia, o que, com os posteriores e habituais descontos de cliente antigo, converte-se em menos de 20 anos…

    Ao fim desse tempo, sai o biltre da cadeia e refaz a sua vida, ante as vidas, definitiva e cruelmente, desfeitas dos teus familiares; e tu deverás encarar isso com naturalidade, pois segundo a tua conceção, e dos outros parvos que pensam como tu, não se deverá condenar à morte o ou os assassinos que cometeram crimes terroristas ou outros, como os ocorridos em França há dias…

    É preciso ser muito parvo e eivado de conceções tão comiseradoras e contemporizadoras perante criminosos tão hediondos, para se querer poupar a vida de tais energúmenos e achar que estes deverão ser alimentados e alojados numa prisão, mesmo que toda a vida…

    Para que interessam as vidas de seres hediondos???!!! Assassinos crudelíssimos, vermes dos mais ascorosos!!!

    4- Dzhokhar Tsarnaev, um dos bombistas assassinos que, em 15 de abril de 2013, fez explodir uma bomba, durante a maratona de Boston, foi condenado à morte, por ter matado 3 pessoas e ferido 264, entre os quais vários estropiados, isto é, pessoas condenadas à invalidez perpétua e à tristeza duma vida, em cadeira de rodas ou noutras penosidades.

    Quem é o parvo, chame-se Carlos Esperança ou outro, que vai insurgir-se contra a cominação mortal do hediondo Tsarnaev???!!!

    Os propugnadores do abolicionismo capital que me deem um bom motivo para se poupar a vida do assassino Tsarnaev…

    Para que interessa a vida de assassinos crudelíssimos, seres hediondos que não só não têm comiseração nenhuma pela vida dos outros, como não têm nem pela sua vida???!!!

    Quem vai insurgir-se contra a futura execução do execrável Tsarnaev ou quejandos???!!!

    Será que o Carlos Esperança, ou outro qualquer comiserado pela vida de assassinos, se vai insurgir contra a execução daquele nefando terrorista???!!!

    Em nome de quê???

    5- É preciso ser duma insensibilidade atroz para ser contra a pena de morte!!!

    É preciso manifestar um desprezo suspeito e insolente pelas vítimas, para se comiserar com atos crueis e mortais dos carrascos, denotativos de total desprezo pela vida humana e foventes de inflições infinitamente infelizes a seres pacíficos que se viram privados de seus familiares e amigos, num sofrimento indizível e inesquecível.

    6- A pena de morte, pela sua natureza, é o maior dissuasor de crimes mortais.

    É mais difícil um indivíduo tornar-se assassino, se souber que o seu ato hediondo será cominado com a pena capital.

    Evidente! Axiomático! Apodítico!

    É a pena máxima! Logicamente, maximamente dissuasiva!…

    Só mesmo indivíduos hediondos é que são capazes de matar, depois de saberem que estão sujeitos à pena capital.

    Então, se o fizerem e se forem apanhados, condenem-nos à morte e executem-nos implacavelmente.

    • GriloFalante

      Ponto 1: As infelizes declarações de Sarkozy são perfeitamente descabidas neste espaço.
      Ponto 2: A morte é o fim de tudo. Quem morre não terá, depois do passamento, consciência de que morreu. Nem do que morreu. Nem por que morreu. Não sofre. Não tem como saber o que lhe aconteceu. Matar quem matou limita-se a ser um acto de eliminação. Nem se pode dizer “vai pagar com a morte”, porque não paga rigorosamente nada. Nem sequer é castigo. Com a agravante de, quem mata o assassino, ter de descer ao nível dele.
      Por outro lado, e pegando nas palavras do José Moreira, no caso dos terroristas islâmicos, eles serão considerados “mártires”, o que acaba por ser uma “recompensa”. Claro que para quem é ateu nunca será isso – mas também não será um castigo.
      Não tenho elementos estatísticos; mas seria interessante saber se, nos EUA, há menos crime nos estados com pena de morte do que nos outros.
      Então não se castiga?
      Eu não disse isso. Há que os castigar, mas sempre de maneira a que eles SINTAM o castigo até que a morte os leve. Como será isso? Bom, a imaginação dos homens é fértil, e é o seu próprio limite. Que sofram, como fizeram sofrer não só os familiares dos assassinados, mas também os que foram parar ao hospital. Que sejam tratados abaixo de cão.
      Mas vivos. Para que sintam.

      • João Pedro Moura

        Ó GRILOFALANTE!

        Mantê-los numa prisão perpétua, ou não, é alojá-los e alimentá-los…
        Isto é, tais facínoras ainda iriam consumir milhares de $$$, além da depredação assassina que cometeram.
        Ora, para que interessa despender tanto dinheiro com tal lixo ascoroso?!
        O maior castigo é saberem que vão ser executados…e serem-no…
        É também o maior dissuasivo para os potenciais assassinos…

    • carlos cardoso

      Segundo o que tenho lido a pena de morte não actua como dissuasivo: nos estados que a praticam nos EUA não há menos crimes passiveis de pena de morte do que nos estados que não a praticam.

      Mas a razão por que sou contra a pena de morte são os erros judiciários que levaram (e continuam a levar) à execução de inocentes. Quando se descobre que afinal o executado estava inocente é tarde demais!

      • João Pedro Moura

        Ó CARLOS CARDOSO!

        1- Convenhamos que a pena de morte é o melhor dissuasivo dos homicídios…
        Então, se um potencial assassino souber que poderá ser cominado com pena capital, mais se poderá coibir de o fazer…
        Teoricamente é assim…

        2- Ignoro a eventual ligação dissuasiva, nos EUA, entre Estados com pena mortal e menor criminalidade assassina.
        Seja como for, é sempre o melhor dissuasivo…
        …E não interessa alimentar e alojar, numa prisão perpétua ou não, uns criminosos que mataram pessoas, como no atentado de Paris…
        Para que interessam as vidas desses criminosos assassinos???!!!

        3- Houve erros judiciais, como continua a haver, de vez em quando, mas isso não deslustra o peso das penas.
        Senão, estaríamos sempre a aplicar penas leves, porque o arguido poderia estar inocente…
        Há homicídios particularmente graves e há arguidos, julgados e condenados por esses crimes. É o que interessa!

  • Oscar

    A pena de morte é um retrocesso civilizacional, concordo.

    E funciona exactamente nos mesmos termos da Sharia dos terroristas islâmicos.

    Ou seja, como Pena de Talião.

  • Ateu Direito

    A pena de morte para casos como este não é um retrocesso civilizacional. Só uma mente deturpada pode pensar assim. É um ato de justiça e uma limpeza que se impõe. Na realidade nem deveriam a aplicar-lhes pena. Era exterminá-los de uma vez. A humanidade agradece. Com excepção de alguns tristes cobardolas.

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