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  • 16 de Outubro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Opus Dei

Namoro cristão segundo o Opus Dei

A fé aos 20: Viver um namoro cristão

Há algo mais elevado do que arriscar tudo por amor? Federico e a Isabella contam como a sua fé ajuda-os a prepararem-se para algo que durará sempre.

9 thoughts on “Namoro cristão segundo o Opus Dei”
  • Oscar

    Alguma objecção ?

  • Frei Bento

    Caríssimos irmãos em Cristo, haverá algo mais belo que um amor eterno? Aqui, no nosso convento, quando celebramos um matrimónio dizemos sempre “até que o divórcio vos separe”. Há quem não concorde com este passo em frente na modernidade, mas a nossa experiência diz-nos que um amor só é eterno enquanto durar, e o matrimónio (nós recusamos dizer “casamento”, por uma questão de higiene mental, principalmente quando se casam duas pessoas do mesmo sexo), dizia eu que o matrimónio segue as pisadas do amor.
    Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

  • João Pedro Moura

    A maior objeção que se poderá fazer às conceções do casalinho que aparece no filme propagandístico da Opus Dei, é esta:

    – Qual o problema de fornicarem antes do casamento ou sem casamento???!!!

    Que ideia maluca é essa de conviverem… conversarem… estarem juntos o mais tempo possível, como é próprio de pessoas que se amam, mas sem… “fazerem amor”???!!!…
    …Mas imaginemos que faziam…
    Qual o problema que acham que adviria daí?!

    Um ser normal, emocionalmente equilibrado e sem taras sexuais estranhas, acharia que fornicar é normal entre pessoas que se amam…

    Pois, um ser normal!…

    O problema é que a Igreja foi tomada por tarados homossexuais, desde o início, desde Pedro & Paulo, que desenvolveram a aberrante conceção de castidade, que foi a fórmula encontrada por esses tarados do espírito e do sexo, para se esconderem e viverem sem serem molestados pelo vulgo, nos tempos em que a homossexualidade era altamente reprovada e passível de cominação mortal.
    Assim, os homossexuais eclesiais passariam mais discretos e puniriam os mais indiscretos.
    Ninguém teria que incomodar o estado civil dos padres, pois que estaria justificado pela castidade institucional e doutrinária, componente essencial do mistério…
    …E o mistério religioso é um aspeto muito respeitável pelas populações néscias e crédulas…

    • Oscar

      Senhor João

      Apesar da minha provecta idade, ainda tenho vigor suficiente para me deliciar com as minhas fornicações sexuais.

      Mas se o casalinho da notícia possui entendimento diverso, o que é que o sr. João tem a ver com o fato de eles não quererem fornicar antes do casamento ?

      Isso até lhes pode dar mais tusa, não acha ?

    • carlos cardoso

      Antes do mais quero deixar claro que nada tenho contra a fornicação antes (ou fora) do casamento.

      Diz que a Igreja foi “tomada por tarados homossexuais, desde o início, desde Pedro & Paulo”, mas de um ponto de vista histórico o celibato dos membros do clero só apareceu por volta do século IV. A castidade foi muito depois…

      Reconheço que o Paulo é duvidoso mas o Pedro até era casado.

      • João Pedro Moura

        CARLOS CARDOSO disse:

        1- «…mas de um ponto de vista histórico o celibato dos membros do clero só apareceu por volta do século IV. A castidade foi muito depois…»

        Mas a tendência para o celibato e para a castidade já era dos tempos neotestamentários…
        Os eremitas e cenobitas já praticavam tais privações…

        A Igreja é que manifestou sempre, e teve de manifestar, para não levantar desconfiança, uma dualidade de pensamento em relação ao sexo: ora intentando condicioná-lo ou reprimi-lo, o que seria típico da facção homossexual, para esconder o seu “desvio”, ora dissertando sobre o casamento monogâmico, para o povo, e sua ratificação pela instituição.

        Mas, por mais que reprimissem e banissem a sexualidade nas suas hostes profissionais, tal energia irrompia sistematicamente, sendo inúmeros os padres concubinários.

        Por isso, periodicamente e durante séculos, mas com determinação maior no 3º Concílio de Latrão, em 1179, os padres foram proibidos de terem mulheres em casa e destituídos e penitenciados, em caso de homossexualidade…

        …Porque os casos eram inúmeros, senão não se exarava tal determinação no cânone 11, em tal concílio…

        É a única igreja monoteísta do mundo que defende o celibato eclesial, isto é, preconizam a castidade para os clérigos.

        Isto é altamente estranho!…

        A facção mais heterossexual, chamemos assim, separou-se definitivamente, em 1517, com a Reforma Protestante.

        2- “Reconheço que o Paulo é duvidoso mas o Pedro até era casado.”

        És capaz de citar alguma referência que mostre que Pedro era casado?

        É muito duvidoso que um grupo de militantes, os apóstolos, abandonasse trabalho e família para deambularem num território, acompanhando um suposto profeta…

        Viviam de quê?!

        “In Illo tempore”, as famílias estavam muito dependentes do seu chefe e do trabalho do mesmo, para se sustentarem…

        Biblicamente falando, aquilo parecia mais um agrupamento homossexual, que disfarçava o seu pendor com doutrinas religiosas, para mais facilmente esconderem as suas inclinações sexuais…

        Mas como tal religião atraía toda a gente, tivesse a orientação sexual que tivesse, deve ter havido uma espécie de luta ideológica, entre facções sexualmente divergentes, para assumir o comando da igreja e traçar um preceituário sexual favorável, que acolhesse todos, mas reservando o celibato, nominalmente, para os clérigos.

        Acresce que a falta de descendência fazia reverter sistematicamente o legado hereditário dos clérigos para a Igreja, permitindo que esta acumulasse riquezas colossais… até hoje…

        O celibato também era e é um bom negócio para a ICAR…

        • carlos cardoso

          No geral estou de acordo.

          Eremitas e cenobitas já os houve muito antes do cristianismo e também existem em outras religiões.

          A proibição de 1179 de os clérigos terem mulheres foi precisamente para que revertesse sistematicamente para a Igreja o seu legado hereditário. A ICAR teve sempre jeito para o negócio!

          Se os apóstolos tivessem existido, como relata o novo testamento, não teriam deixado todos as suas ocupações anteriores (pesca, etc.). Poderiam continuar a viver disso, assim como dos amigos em casa de quem passavam temporadas. Não é por isso que seriam todos homosexuais.

          A cura da sogra de Pedro por Jesus é um milagre citado nos evangelhos: Marcos 1:29-31, Lucas 4:38-41 e Mateus 8:14-15 (se Pedro tinha uma sogra, logicamente era casado).

          • João Pedro Moura

            CARLOS CARDOSO disse:

            1- “Eremitas e cenobitas já os houve muito antes do cristianismo e também existem em outras religiões.”

            Pois, mas emergiram, revigoradamente, com o cristianismo. Não se pode dizer que eram homossexuais, mas que lá haveria uma perturbação mental qualquer, com eventuais conotações sexuais, é muito provável que houvesse…

            Isto da castidade fanática e do “castigo” da concupiscência, como forma de combater a “impureza” e os pensamentos “impuros”, não indicia uma sexualidade normalizada…

            2- “Se os apóstolos tivessem existido, como relata o novo testamento, não teriam deixado todos as suas ocupações anteriores (pesca, etc.). Poderiam continuar a viver disso, assim como dos amigos em casa de quem passavam temporadas. Não é por isso que seriam todos homosexuais.”

            Por isso, não tinham que ser necessariamente homossexuais…

            Mas se se dedicavam a diversas profissões, nas suas terras, seria difícil andar de terra em terra, em apostolado com o seu ídolo, e continuando a exercer profissões ou vivendo à custa de outrem…

            3- “A cura da sogra de Pedro…”

            Pois, presumivelmente era casado, mas não se sabe nada sobre a sua mulher ou filhos. Os homossexuais, até mais naquele tempo, poderiam casar para disfarçar a sua real condição…

            Seja como for, não foi Pedro que defendia a castidade, tanto quanto sei, mas sim o Paulo, que a admitia e compreendia, aliás, no seguimento da personagem Jesus.

            A mim, parece-me que houve uma luta ideológica entre duas facções, a homossexual e a heterossexual, com supremacia para a “homo”…

  • GriloFalante

    De fato… Fornicar antes do casamento, poderia atrasar a cerimónia e alguém sujar o facto.

    Acho que fiz, ali em cima um trocadalho do carilho…

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