só eles fizerem passeatas a favor da monarquia e exigirem uma data, um feriado, para comemor o dia do rei ausente. è claro que isso é absurdo, mas algo que vocês conhecem bem pois comemoram o dia da santa nunca vista, o dia do deus superpoderoso, mas que morre por causa de uns preguinhos, o dia do santo assassino. Sugestão: lanças uma petição pública exigindo o dia de Torquemada, é justo, não acha ?
O amigo Oscar escreveu:
”
Vossemecê também deve admitir que essas passagens bíblicas, tão
estúpidas, possam ter sido concebidas por ateus para desacreditarem a
religião.
Naquele tempo ainda não havia Internet e facebook, mas já havia engenho suficiente para esse tipo de manobras engenhosas.”
Vocẽ
está certo!!! Eu não queria contar-lhe a verdade mas já que vocẽ a
descobriu, eu confesso: sim nós, ateus, escrevemos a biblia em tempos
antigos – a escrevemos como uma história para ninar crianças – e algum
ladrão a roubou de nós. Esse ladrão safado vendeu a história para vocês
como se fosse verdadeira. Eu confesso! Tudo, absolutamente tudo o que
está no livro é MENTIRA. Nós inventamos tudo.
E agora que vocẽ já
sabe a verdade poderá agir como um humano, não precisa mais praticar o
ajoelhódromo e pode queimar o livro ou usá-lo de acordo com o motivo da
sua concepção: um livro para entreter crianças ( só não se esqueça de
contar aos ninos que é tudo mentira, hein !?!)
Artigo 41º n.º 4 da CRP: “As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.”
Artigo 4.º n.º 1 da Lei da Liberdade Religiosa:
1 – “O Estado não adopta qualquer religião nem se pronuncia sobre questões religiosas.”
Portanto, que sentido faz a existência de feriados religiosos? Qual o significado, por exemplo, do feriado de 15 de agosto, a assunção de Nossa Senhora, para ateus, agnósticos ou crentes de outras confissões religiosas? Trata-se ou não se trata de uma violação clara da Constituição e da Lei portuguesas?
Há uns anos quando veio cá o Papa, o Governo (Sócrates) deu tolerância de ponto, o que constituiu mais uma aberração. Os católicos que o quisessem ver que gozassem 1 dia de férias, bem como nas comemorações religiosas em que estão instituídos os feriados.
Nesse 13 de maio, já não sei de que ano, não aceitei a tolerância e fui trabalhar.
Olha lá, pá, e então o povo que é católico na sua maioria não tem direito a ter os seus momentos de religiosidade que fazem parte da sua cultura ancestral? E o povo, pá? Agora já não interessa?…
Citadino
Claro que tem, mas isso não implica que o Estado imponha que os dias em que esses momentos de religiosidade se celebram sejam feriados nacionais. Trata-se de assunto privado que só diz respeito aos crentes.
É o que está consagrado na Constituição e na Lei da Liberdade Religiosa.
Ateu Direito
Brilhante conclusão. Digna de uma alta inteligência acéfala. Portugal é tal e qual um país muçulmano… Isso tudo ainda é da azia de ontem? Toma um Rennie que isso passa. Andas com o espírito muito morto.
Deixa ver se eu percebi…
O autor, ou publicista do panfleto, Carlos Esperança, no seu toledo persistente, pretende fazer crer que, ao abolir o feriado do “5 de outubro” e ao manter diversos feriados religiosos tradicionais, estaríamos ao nível dos muçulmanos, em matéria de fanatismo religioso…
Tão tolo!…
Sonega que houve abolição de 2 feriados civis e 2 religiosos, por parte deste governo e por motivos disparatados, e que lá por haver mais feriados religiosos, coisa decorrente da tradição religiosa do país e da excessiva reverência para com tal religião, tal não significa que “a religião é o que mais importa”… mas sim que a inércia e reverência políticas, em matéria religiosa de feriados, são excessivas e antilaicas…
Os feriados religiosos são, sobretudo, uma tradição, decorrente duma capa de respeitabilidade cívica, a religião, a que, por inércia, os sucessivos governos se eximem de interferir.
Os feriados religiosos não têm razão de existir num Estado (oficialmente…) laico.
A religião é matéria privada e não matéria “nacional” vinculativa de todos os cidadãos.
O que obriga todos os cidadãos é a política, portanto, os factos que significam mudança de regime, ou eventos importantes, que, consequentemente, vinculam toda a gente, isto é, a nação.
E factos assumidos como momentos, conjunturas ou estruturas progressistas.
A religião não! Jamais poderá ser comparada aos factos políticos, portanto obrigatórios e vinculativos do corpo nacional.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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14 thoughts on “Viva a República!”