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  • 26 de Setembro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

A coeducação e o Islão

Durante a ditadura salazarista a coeducação era a exceção onde os professores do sexo masculino não podiam dar aulas no ensino primário. Não era problema para os homens que, sendo escassos, tinham prioridade nas escolas masculinas, era mimetismo religioso a circular das igrejas para as escolas públicas e privadas, estas da Igreja.

A coeducação foi uma conquista civilizacional que juntou nas mesmas escolas crianças, adolescentes e adultos com a clara discordância do clero, por natureza misógino.

Foi com incómodo, pois, que me apercebi da programada integração de refugiados no concelho de Penela onde, “A coordenadora do projecto admite que o processo seja relativamente lento – por exemplo, no início, as aulas de português serão dadas aos homens e às mulheres em grupos separados. Ela diz esperar, no entanto, que “dentro de poucos meses” consiga juntá-los na mesma sala. Para isso, contribuirão, acredita, o exemplo de outros elementos da equipa, como a intérprete, tunisina e muçulmana, que também reside em Portugal.”

Não sei se os objetivos justificam o método intermédio mas a laicidade parece-me posta em causa e a cedência dispensável.

Ver página 1, penúltimo parágrafo.

4 thoughts on “A coeducação e o Islão”
  • Ateu Direito

    Deixa lá o Salazar em paz que o homem já nem ossos tem há mais de 4 décadas. Quanto ao resto tens razão. O que significa que os teus textos estão carregados d incoerência. Ou seja. Vamos deixar vir o problema por uma questão de liberdade humana e vamos criticar a solução para o problema que já sabíamos que ia acontecer… Anda tudo maluco é o que é.

  • Oscar

    Salazar não gostava da coeducação nem de mulheres em bikini.

    Os islamistas também são contrários à coeducação e às mulheres em bikini.

    Mas não obstante concordar com o acolhimento humanitário dos refugiados, em Portugal não existe qualquer obrigatoriedade de obediência às regras separatistas do Islão, que permita à coordenadora do concelho de Penela esquecer-se que Portugal não é uma colónia muçulmana.

  • João Pedro Moura

    1- Ceder na coeducação, a pretexto de que não se pode, supostamente, melindrar as famílias de muçulmanos que, previsivelmente, vão ser acolhidas em Portugal, é capitular perante a cultura sexista e misógina dessa gentalha.
    São eles que se têm que submeter, digo aceitar e colaborar com o nosso acolhimento, que é um grande favor que lhes fazemos, credor de gratidão perpétua e não de melindres pretensamente agastadiços…

    Enfim, numa Europa decadente e capitulacionista, onde não se pode falar e escrever à vontade, sem ser alvo dos pretensiosos cultores de “direitos humanos” e humanitarismos, que logo rotulam de “racista” e “fascista” e “extrema-direita” as iniciativas impeditivas e cerceadoras da liberdade de movimentos das hordas invasoras, numa Europa assim, dizia eu, é normal que apareçam estas “almas caridosas” que até inventam, imaginariamente, a possibilidade de haver homens que não podem ver mulheres na mesma sala de aula…

    Nem sabem se eles vão ter uma reação misógina e sexista, mas já se preparam para dar aulas separadas…

    Que apagada e vil tristeza, a destes humanitaristas de pacotilha, para quem o progresso, a liberdade, a inovação têm geometria variável e dependente da boa vontade dos acolhidos…

    2- Mas o que é isso de se ir buscar 21 pessoas, sírias e sudanesas, ao Egito, onde estão mais integradas, culturalmente, do que estariam em Portugal, e trazê-las para o nosso país???!!!

    Já nem se tem a noção do ridículo e do grotesco!…

    Andam centenas de milhar de invasores a cirandar pela Europa e a serem acolhidos, aqui e ali, em instalações precárias, porque massivas são as invasões. E em Portugal vai-se acolher 4 famílias, que ainda por cima já estão num país de acolhimento, árabe e muçulmano, obrigando-as a grande deslocação, cultural e física…

    Já não há mais palavras para caracterizar o fenómeno…mental…

  • GriloFalante

    Não tarda nada, vão querer que o país pare à 6ª feira, para que os refugiados possam celebrar o seu dia “santificado”.
    Mas quando é que Portugal deixa de se ajoelhar e de se deixar enrabar por tudo o que seja estrangeiro? Quando ganharemos um pouco de amor-próprio?

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