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  • 12 de Setembro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

A FRASE

«E, por favor – perdoe-se-me o atrevimento –, não venham com o exemplo idealizado da Sagrada Família de Nazaré, com um pai putativo, uma mãe virgem e um filho único».

(Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, hoje, no DN, “Teólogos e recasados”)

6 thoughts on “A FRASE”
  • Oscar

    Aqueles que são coerentes com a indissolubilidade do casamento católico são os católicos fundamentalistas.

    Aqueles que são coerentes com o princípio máximo das suas consciências, não acreditam na indissolubilidade de um casamento já destruído e de mera fachada institucional.

    • Deusão

      o casamento abençoado por dels que se faz presente na figura do padréfilo, é claro. O que deuz uniu , os homens não podem desunir, jamais. Seu pecador, blasfemo.

      • Deusão

        Irmão oscar e eu continuaremos a lutar pelos dogmas catolecos:
        1- maria, a puta virgem
        2- xeçuis, o deus todo poderoso e suicida
        3- o espirito santo de porco é deuz e é xeçuis e é ele mesmo !!! HÃ ?
        4- pela criminalização dos dizimistas inadimplentes !!!
        5- só xeçuis andou sobre as águas. A foto abaixo é uma heresia !

  • João Pedro Moura

    Este Anselmo Borges faz a figura do “bom rapaz”, compreensível, misericordioso e adepto de maiores liberdades, dentro da prática e teoria da Igreja. É como o frei Bento Domingues, articulista do Público…

    Dizem umas coisas vagamente interessantes, dentro da pesada instituição, e puxam mais para o lado da liberdade, mas não têm uma trela muito comprida…
    Há cachorros que a têm mais…

    No fundo, isto faz-me lembrar o movimento dissidente de quaisquer organizações ideológicas político-sociais: começam a dissentir e a puxar a causa para fora do seu núcleo essencial. Às vezes puxam tanto, que tais dissidentes acabam por abandonar a instituição; outras vezes, fazem o papel de “consciência crítica” e acomodam-se a fazer tais críticas suaves e razoavelmente anódinas e inconsequentes.

    Foi como a dissidência do movimento comunista internacional, em geral, e do Partido Comunista Português, após o esbarrondamento da URSS e seus satélites, em finais da década de 80, princípios de 90, no século passado.

    Começaram por se reclamar da pureza comunista doutrinária, ao mesmo tempo que dissentiam da doutrina oficial, publicamente. Diziam que eram comunistas, mas que queriam renovar o partido e sua ideologia…
    Depois, abandonaram o partido ou foram expulsos, reclamando ainda por cima, e tornando-se vulgares sociais-democratas, mesmo com laivos esquerdistas, mas deixando de falar em socialismo e, ainda menos, de comunismo, de que, aliás, já nem falavam. E o “socialismo” desse partido, aliás, também é bruxuleante… para não falar do “comunismo”, de mera pacotilha onomástica… sem quaisquer estudos de divulgação ou reflexão…

    O sínodo de outubro, da clericalha tartufa católica, vai servir para verificar melhor a eventual existência de duas linhas opostas, mesmo que em versão suave, porque a Igreja não é uma organização política de debate livre e consequente, mas sim um coágulo temporal e demencial, pesado e imobilista, cujos estranhos adeptos, se dizem adeptos, mas nada praticam, no essencial, da sua doutrina.
    Pior: a maioria até se diz “não-praticante”, como se ser adepto duma doutrina não implicasse praticá-la…

    Continuaremos a ter, por um lado, a tal pesada e imobilista instituição que, de longe a longe (a última vez foi em 1962-65…), sacode um pouco o langor tórpido que a tolhe e faz umas mudanças ténues que, provindas do paquidérmico organismo, parecem mudanças da pesada, mas realmente não são…

    E, pelo outro lado, continuaremos a ter a massa de néscios e crédulos, batedores de palmas e de alegria pasmada, ante as perambulações e ditérios mexeriqueiros, mais ou menos buliçosos, do Chico-desperto do Bergoglio, massa essa pouco frequentadiça de missas e ainda muito menos de sexo catequético ou doutras afetividades canónicas, mas antes ávida de liturgias oculares, como as “majestosas procissões”, com andores enormes e pesados, pejados de floreiras caras, frequentemente oriundas do estrangeiro, festividades processionárias essas em honra do santinho(a) da terra, humilde estatuária, de madeira ou porcelana, feita por um santeiro qualquer, mas a que alguns crendeiros atribuem atos taumatúrgicos, de alto impacto ambiental e baixo consumo de energia…
    …Mais uns “comes-e-bebes-e-sede-felizes”, encharcados de musiquetas do Tony Cagueira ou doutros arremedos do nacional-cançonetismo pacóvio… e aí temos a religião popular… e sua liturgia peculiar…
    …Enquanto se reúnem sínodos e outros ajuntamentos de insuspeita seriedade e cerimónia…
    …Sínodos esses, para cujos temas se pediram as opiniões dos católicos, tendo em Portugal respondido cerca de… 13 000…católicos…

    Valha-lhes S. Roque, que é o padroeiro dos cachorros sem coleira…

    • Oscar

      Vossemecê deve ser uma pessoa muito infeliz, a avaliar pelo nível mesquinho das suas intervenções.

      Se isso é que é o ateísmo militante, então assim vossemecês não vão longe.

      Por alguma razão, este blogue está quase deserto de ateus.

    • GriloFalante

      Um excelente retrato da realidade folclórico-católica.

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