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  • 20 de Junho, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

Um livro perigoso

Foto de ARCA - Associação Racionalista de Céticos e Ateus.

2 thoughts on “Um livro perigoso”
  • Oscar

    Que cartaz tão foleiro, nem sequer tiveram a delicadeza de citar o título do livro em causa.

  • Deusão

    “Sobre as bobagens da gibibribria” ou “estranha moral essa, a cristã.”
    by Deusão
    Quando xeçuis nasceu, Herodes, o enciumado, ficou sabendo da novidade através de três carolas, os reis mágicos ou os fofoqueiros de dels, e resolver acabar com o guri, já que ele, o rei, imaginava ser o litle boy um futuro usurpador do seu trono. Visto que dels divulgou anotícia, qual o motivo de dels ter feito propaganda do rebento – que era o prórpio dels (que coisa mais ridícula ! Tem gente que acredita emcada besteira)? Contar para todo mundo que era sócio de josé na cama de maria piriguete ? Divulgar que tinha ao menos três seguidores ? Nesta parte da estória não fica claro o motivo de dels ter enviados os fofoqueiros até Herodes – mistérios da fé, diria um padréfilo; não queria pagar pensão alimentícia digo eu, já que dels sabia de antemão qual seria a ação do monarca.
    Herodes após se despedir dos três fofoqueiros matutou sobre como deveria agir naquela delicada situação. Hesitou entre mandar seguir os três velhotes para descobrir o paradeiro do guri e então sequestrar o pombinho para criá-lo como um filho de sangue – para ficar bem com dels ou exigir um grande resgate, Jupiter ou Saturno talvez – e quando o garoto chegasse a idade adulta decidir entre matá-lo ou torná-lo um rei marionete ( como bush fez com os primeiros-ministros de alguns países europeus) ou então deixar a vida seguir seu curso – afinal, era a vontade de dels – fazer o quê ? Tomou a decisão mais sábia, digna de um verdadeiro rei: matar toda uma geração de futuros trabalhadores e soldados do reino. Afinal, pensou, tenho que me preocupar com a superpopulação que o planeta terá em 2015 e quanto antes eu der o meu contributo para ajudar a resolver este problema, melhor.
    Mas dels estranhamente arrependido porque já sabia de tudo o que viria a ocorrer, resolveu fazer jogo duplo – uma no cravo, outra na ferradura. Coincidentemente esta mesma política é adotada até hoje na icar – e mandou avisar ao seu sócio, isto é, josé, o manso, que a barra ia pesar e que por isso ele, maria piriguete e o pombinho deveriam dar no pé. O sócio perguntou: “pesar como, dels ?”. É o seguinte, guy, Herodes tá a fim de liquidar nosso guri e como ele apenas ouviu falar da pequena ave confiando apenas na palavra de três velhos gagás, sem verificar a veracidade da informação, mandou uns cabras para fuzilarem qualquer criança nascida neste último ano, isto é, desde 01/01/-0001 e xeçuis tá na lista. “Vaza pro Egito já !”, ordenou dels ( com um linguajar pouco ortodoxo mas dels nesta época era bem mais antenado e jovial. Só depois que a icar se estabeleceu tornou-se mais sério, sisudo e sanguinário ) a josé, o chifrudo.
    Herodes mandou publicar no diário oficial do reino que todas as crianças nascidas no último ano deveriam ser entregues à guarda real para serem sacrificadas em homenagens ao sinhô – essa parte da homenagem foi crucial; os crentes adoram um ritual – e às expensas das respectivas famílias. Todas as mães correram a entregar suas crias para a grande fogueira do sinhô – desde aquela época os crentes já tinham inclinações piromaníacas. Esta é outra parte não muita clara da gibibribria. Por que as mães é que deveriam entregar os filhos ?. Esse ato não deveria ter sido realizado pelos pais ou os sócios compulsórios assim como josé, o conformado ?. Dúvidas à parte, o infanticídio está relatado na fonte de toda a moral cristã, o meu papel higiênico, o livro sacro, a fonte do saber crentóide ( deve ser por isso que são crentóides).
    E assim foi feito. Herodes para não perder a coroa resolveu perder ua geração da população. Genial.
    Escapando aos acontecimentos, xeçuis xisto e família se dirigiam tranquilamente ao Egito, pois Herodes Confiante na obediência de seus súditos, não fechara, Herodes, as fronteiras à fuga dos cidadãos mamíferos, aqueles que normalmente protegeriam as crias – e esta é outra parte obscura na gibibria o que é de ser estranhar pois dels sempre escreve claramente . Há a possibilidade de ter Herodes bloqueado a passagem, mas o pirralho passou literalmente acima das fronteiras? Quem sabe ? já que não fica claro se o garoto foi andando ou voando visto que no livro santo não consta a informação sobre se ele, o elo perdido entre aves e mamíferos, já havia saído da cloaca de maria piriguete com as penas definitivas ou com a penugem característica das aves, mas o que importa é que ele chegou ao Egito em poucos dias, coisa que moisés, o desorientado, levou 40 anos para fazer. Por omissão dels pouco se lixou se Herodes trucidou um , cem , mil ou dez mil crianças. O salvador (do que ?) salvou-se, e isso é o importante pois afinal o que seria da noite de são Bartolomeu sem xeçuis? E da inquisição ? Já pensou em toda aquela lenha disponível sem um herege para ser assado vivo ? E de Giordano Bruno ? E de Galileu ? E de tantas outras guerras e disputas por motivos religiosos ? Não, decididamente. Só a salvação do salvador – o garoto, não é a cidade baiana – era importante.
    A moral contida na gibibria é cativante e justa. Grande livro. Não é a toa que Hitler gostava tanto de o ler todas as noites procurando ideias sobre o que fazer com os judeus.
    A elevada moral cristã é tão real quanto o próprio xeçuis xisto.
    PS: não fiquem irados comigo, crentes. Está na gibibribria, só tornei a estorinha mais didática.

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