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  • 14 de Junho, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

Cristo e Maomé

Naquele tempo o anjo Gabriel era o alcoviteiro de serviço. Foi ele que anunciou a Maria a gravidez que já sabia. Foi ele também que, seis séculos depois, comunicou a Maomé a sua missão.

Os anjos viviam muito tempo embora poucos conhecessem a notoriedade, levando uma existência discreta e anódina. Gabriel distinguiu-se. Fora criado por judeus, que criavam anjos como o João Paulo II criava santos, que acreditavam em milagres com a mesma fé com que alguns padres rurais acreditam na existência de Deus.

Maomé nasceu em Meca durante o ano de 571 e viria a morrer em Medina em 632. O Corão e as agências de turismo fizeram santas as duas cidades e há períodos do ano em que uma chusma de fanáticos aí acorre, apesar dos perigos que os espreitam.

Muito parecidas com as largadas de touros, um espetáculo ainda em uso no concelho do Sabugal e noutras localidades portuguesas, as peregrinações têm perigos idênticos. O apedrejamento ao Diabo, um ódio transmitido de geração em geração, salda-se sempre por várias mortes enquanto o Diabo fica incólume, à espera do próximo apedrejamento.

Maomé teve uma vida pouco recomendável, um casamento com uma menina de seis anos, coisa que a Igreja católica também não via com maus olhos, e um casamento com a rica viúva Cadija cuja fortuna lhe permitiu dedicar-se à guerra, à religião e ao plágio grosseiro do cristianismo mesclado com judaísmo rudimentar.

Depois aconteceu-lhe o mesmo que a Cristo. Começou a ser adorado, correu o boato de que tinha nascido circuncidado, de que tinha ouvido Deus, de que foi para o Paraíso em corpo e alma, enfim, aquele conjunto de coisas idiotas que se atribuem aos profetas.

Hoje já ninguém pergunta se tomavam banho, sofriam prisão de ventre ou eram vítimas das salmonelas, se urinavam virados para Meca ou para o Vaticano, que hábitos sexuais ou manifestações de lascívia tinham.

Cristo e Maomé são hoje cadáveres adorados e os incréus cadáveres desejados pela fé.

6 thoughts on “Cristo e Maomé”
  • Oscar

    O sr. Carlos é capaz de fundamentar onde é que a Igreja Católica defendeu o casamento com uma menina de 6 anos ?

    Ou todo o tipo de invenção lhe serve como arma de arremesso ?

    • Deusão

      qual era mesmo a idade das filhas de Ló quando elas – as jovens piranhas virgens – embebedaram o coitado e mantiveram relações espúrias ?

    • Deusão

      casar não pode, estuprar, pode ?

  • João Pedro Moura

    Ora, estás a ver, Carlos, é neste tipo de artigos que mais te distingues: crítica irónica da religião.
    E tens bastante graça…
    Agora, quando te pões a objurgar o “teu” Erdogan e a fazer análises (?!…) políticas contra os “cruzados”… os “neoliberais”… e outras tretas politiqueiras, desconformes com a temática deste blogue e desconformes com a realidade, é que és desastroso…

  • Deusão

    maomerda parece que efetivamente existiu já não há relatos indicando que ele tenha transformado areia em água ou que tenha realizado muitos “milagres”. Quanto a xeçuis xisto …

  • Oscar

    Vossemecês não se terão esquecido de Francisco de Assis ?

    Eis como o ateu Sigmund Freud o qualificou:

    “Talvez São Francisco de Assis tenha sido quem mais longe foi na utilização do amor para beneficiar um sentimento interno de felicidade…o amor universal pela humanidade e pelo mundo representa o ponto mais alto que o homem pode alcançar” (S. Freud. S. O mal-estar na civilização, in Obras Completas, Vol XXI [1927-1931], Rio de Janeiro: Imago, 1974, 122).

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