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  • 23 de Maio, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Os feriados, a laicidade e a propaganda católica (2)

Comentário

Por

E – Pá

A recuperação do chavão ‘Portugal – um País tradicionalmente católico‘, durante o Estado Novo, é bem visível na evolução (mais recente do que supomos) dos feriados, mas tinha outro âmbito: acorrentar a sociedade portuguesa a grilhetas tradicionais e seculares (algumas delas medievas) que múltiplos movimentos cívicos vinham contestando por todo o Mundo (desde os meados do séc. XIX).

Em certa medida o ‘efeito submerso’ desta concepção, cozinhada pela dupla Salazar/Cerejeira, resultou. Assentamos arraiais como um dos Países mais atrasados da Europa, apesar da lufada de ar fresco que foi a implantação da República. É, também, curioso verificar que foi neste caldo de cultura político-religioso que cresceu e se apoiou a mais longa ditadura europeia no século XX.

Mais tarde, uma outra manobra de dimensão mais vasta, alimentada por concepções políticas conservadoras, mas com propósitos idênticos, foi tentada – sem sucesso – na elaboração de uma Constituição europeia.

Hoje, a ‘religião’ é um vector político e económico multifacetado e o calvinismo dominante na Europa Central e do Norte em nome de uma outra divindade – a produtividade – impôs novas mudanças, desta vez restritivas que, para disfarçar, foram distribuídas pelas aldeias, isto é, atingiram numa saloia paridade justificativa feriados civis e (os ditos) ‘religiosos’…

2 thoughts on “Os feriados, a laicidade e a propaganda católica (2)”
  • Oscar

    Outra vez ? Não chega uma hóstia ateísta ?

    Têm que ser duas ?

    Mas vocês acham que alguém vos liga por repetirem a mesma liturgia ?

  • João Pedro Moura

    E-PA disse:

    1- “Mais tarde, uma outra manobra de dimensão mais vasta, alimentada por concepções políticas conservadoras, mas com propósitos idênticos, foi tentada – sem sucesso – na elaboração de uma Constituição europeia.”

    Qual “manobra de dimensão mais vasta”?! A formação duma Constituição europeia era lógica e coerente e necessária, com a evolução da União Europeia. Redundaria, em última instância, na formação dos Estados Unidos da Europa, preconizado pelos “pais fundadores” da Europa unida, pós-1945, como Jean Monnet, Winston Churchill e outros… como eu…

    2- “Hoje, a ‘religião’ é um vector político e económico multifacetado e o calvinismo dominante na Europa Central e do Norte em nome de uma outra divindade – a produtividade – impôs novas mudanças, desta vez restritivas que, para disfarçar, foram distribuídas pelas aldeias, isto é, atingiram numa saloia paridade justificativa feriados civis e (os ditos) ‘religiosos’…”

    a) Não sabes o que dizes!
    O calvinismo nunca dominou a “Europa Central e do Norte”. Foi o luteranismo, ou, mais geral, o protestantismo.
    O calvinismo dominou a Suíça, os Países Baixos e a Escócia.

    b) A “produtividade” não é nenhuma “divindade”, nem nada parecido…
    Deves ser um esquerdista qualquer, que pensa que os países se desenvolvem, alheios à produtividade, e que esta não concerne ao nível de prosperidade que os países modernos gozam…

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