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  • 23 de Março, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

Ateísmo e liberdade

Sou contra um Estado ateu da mesma forma que sou contra os Estados confessionais.

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«O Estado também não pode ser ateu, deísta, livre-pensador; e não pode ser, pelo mesmo motivo porque não tem o direito de ser católico, protestante, budista. O Estado tem de ser céptico, ou melhor dizendo indiferentista» Sampaio Bruno, in «A Questão religiosa» (1907).

«O Estado nada tem com o que cada um pensa acerca da religião. O Estado não pode ofender a liberdade de cada qual, violentando-o a pensar desta ou daquela maneira em matéria religiosa». Afonso Costa, in «A Igreja e a Questão Social» (1895) R & L

***

No Egito, com uma Constituição laica, um jovem ateu foi condenado a três anos de prisão, depois de ter estado preso preventivamente, pelo delito de ser… ateu, ou na linguagem de quem odeia a liberdade, por «insulto às religiões».

Imaginem a sorte que lhe reservaria o Irmão Muçulmano, deposto pelos militares. Se o Islão é incompatível com a liberdade, terá de ser combatido, respeitando as vítimas de tão celerada crença.

20 thoughts on “Ateísmo e liberdade”
  • João Pedro Moura

    Esta perseguição aos ateus e proibição do ateísmo, comum em países árabo-muçulmanos, mormente nos do Médio Oriente, demonstra à sociedade e à saciedade, a que distância esta perniciosa escumalha islâmica se encontra do conceito, teoria e prática, dos direitos humanos e das sociedades democráticas e liberais.

    Mais demonstra os malefícios da religião, erigida em consenso dominante e intocável, social e ideologicamente dogmática, que nem sequer pode ser questionada, de nenhuma maneira. Isto é, não pode aparecer ninguém, no mundo árabo-muçulmano, a investigar quem foi Maomé, o que fez, o que disse, qual a validade dos princípios islâmicos, a sua aceitabilidade ou não. Nada!!! Sobretudo se puser em causa alguma coisa…

    O islamismo é imposto, simplesmente! E quem o contestar vai preso, ou, pior, será morto, por um qualquer denodado facínora, mais abnegado e voluntarioso na defesa da barbárie…

    Como é que podemos tolerar a proliferação desta gentalha flagiciosa nos países liberais do ocidente?! Indivíduos que matam outros, por motivos religiosos…

    A religião, além da coisa mais estúpida do mundo e arredores, é altamente perigosa, pois dá aso ao aparecimento de todo o tipo de tarados, emocionais e intelectuais, capazes de provocarem crimes terríveis e guerras.

    O nível de mentalidade e de liberalismo do Egipto e da maior parte dos países árabo-muçulmanos, sobretudo os do Médio Oriente, é semelhante ao que havia na Europa na época pré-Revolução Francesa, a maior revolução de todos os tempos, e a nova estrutura política que, progressivamente, instaurou a laicidade e a liberdade política, bases da respeitabilidade cívica, incluindo a religiosa, sem que facínoras pudessem grassar, como outrora, a perseguir os diferentes de pensamento e, portanto, de religião.

    E mesmo assim, depois da RF, ainda apareceram ideologias políticas totalitárias a perseguirem, encarcerarem e matarem os diferentes. Só que o totalitarismo religioso, onde não triunfaram os princípios da RF, persegue, encarcera e mata com mais facilidade os indivíduos que, simplesmente, são diferentes e não pensam da mesma maneira, mesmo que não tenham feito nada contra o consenso totalitário religioso…

    Totalitarismo religioso e ignominioso esse bem patente nos princípios desta religião:
    http://www.diariodeunsateus.net/2013/09/06/jesus-cristo-o-exterminador-implacavel/

    • Carlos

      Acho que tu tens uma vista muito curta e não chegas à Coreia do Norte, onde poderás ver os malefícios do ateísmo.

      Aliás, o ateísmo instituído na pratica, ou seja o comunismo marxista, ” é altamente perigoso, pois dá aso ao aparecimento de todo o tipo de tarados, emocionais e intelectuais, capazes de provocarem crimes terríveis e guerras”.

      Como tu próprio és obrigado a concluir, a Revolução Francesa criou as bases da republica que originou as piores e mais sangrentas tiranias. Todas elas republicas, regimes saídos da Revolução Francesa. Aliás, a Revolução Francesa foi a Inquisição ateia da sua época.

      • João Pedro Moura

        CARLOS disse:

        1- “Acho que tu tens uma vista muito curta e não chegas à Coreia do Norte, onde poderás ver os malefícios do ateísmo.”

        É preciso ser muito deturpador e caluniador para confundir o ateísmo, simples ideário denegador das religiões, com o sistema político da Coreia do Norte, forma extrema de totalitarismo comunista, que aplica uma política ateísta…

        Só um deturpador e caluniador é que poderá afirmar que um ateu é necessariamente comunista e adepto de políticas ateístas…

        Por essa estouvada ordem de ideias, terias que te insurgir contra as armas, usadas por polícias e forças armadas e militares… porque as armas são perigosas e podem matar…
        …Ou insurgires-te contra os carros… porque podem matar, etc.

        2- “Aliás, o ateísmo instituído na pratica, ou seja o comunismo marxista,“

        Nem todo o “comunismo marxista” “instituiu o ateísmo”…
        Será que na URSS e seus satélites, incluindo Cuba, se decretou o fim da religião, acabando com a mesma?!

        3- “Como tu próprio és obrigado a concluir, a Revolução Francesa criou as bases da republica que originou as piores e mais sangrentas tiranias.”

        Que caluniador e deturpador! Então, “as piores e mais sangrentas tiranias” não são as da época da inquisição, dos Estados católicos, cujo totalitarismo se define pelo máximo possível: “ou alinhas connosco, ou morres”; “ou és católico, ou serás condenado à morte”.

        Ai isto não é regime “das piores e mais sangrentas tiranias”?!

        Ai a Revolução Francesa, matriz das sociedades democráticas e liberais, é que deu origem às piores tiranias???!!!

        Ai os regimes que precederam a RF é que eram modelos de boas sociedades, o teu modelo???!!!

        Nem vale a pena gastar mais palavras com religionários reacionários… do tempo da inquisição…

        • Carlos

          Não existe comunismo prático sem ateísmo.
          O único país onde o comunismo deixou espaço, embora com pouca liberdade, para as religiões, foi a Polónia. A Russia transformou a religião num instrumento manipulado pelo estado, tal como a China faz hoje, a Coreia é constitucionalmente ateia, pois o comunismo puro não pode tolerar religiões.

          A RF foi a mãe das republicas liberais que deram acesso ao poder aos facistas, aos nazis, aos comunistas.
          Não chegaram ao poder os nazis, pela via criada pela Revolução Francesa?
          Não eram republicas?
          Não tinham separação de poderes?

          Não foi a RF que criou o sistema multipartidário, percebes? Isso é uma questão posterior. A RF, portou-se como a Inquisição, talvez um pouco pior, mas foi menos temopo.

          • João Pedro Moura

            CARLOS disse:

            1- «Não existe comunismo prático sem ateísmo.»

            Já te disse que existia tal “comunismo prático”…sem ateísmo…
            Era o dos primitivos cristãos, com, por exemplo, o ágape, o das comunidades monásticas e o dos kibbutzim israelitas.

            2- «O único país onde o comunismo deixou espaço, embora com pouca liberdade, para as religiões, foi a Polónia. A Russia transformou a religião num instrumento manipulado pelo estado, tal como a China faz hoje, a Coreia é constitucionalmente ateia, pois o comunismo puro não pode tolerar religiões.»

            Pois, mas, afora os regimes comunistas mais radicais, a religião não foi abolida, ao contrário do que pretendes que aconteceu.
            No tempo do totalitarismo inquisitorial e católico, é que as pessoas eram realmente perseguidas, encarceradas e assassinadas só por dizerem ou manifestarem ideias ou práticas diferentes dos regimes clericalistas dominantes, regimes estes absolutamente execráveis na sua sanha persecutória às pessoas que se diferenciavam…

            3- «A RF foi a mãe das republicas liberais que deram acesso ao poder aos facistas, aos nazis, aos comunistas.
            Não chegaram ao poder os nazis, pela via criada pela Revolução Francesa?
            Não eram republicas?
            Não tinham separação de poderes?»

            E então o que é que tu queres???!!! Queres regimes clericalistas, imensamente totalitários, e muito piores que os que citas, e que grassaram centenas e centenas de anos?! Enquanto os regimes nazi-fascistas e comunistas tiveram um tempo relativamente curto… devido às forças democráticas…

            A RF não criou nenhuma via para os regimes nazi-fascistas e comunistas, que, de republicanos, tinham vagamente o tipo…

            Estes regimes instauraram-se pela força, com maior ou menor colaboracionismo popular e da Igreja católica, e não praticavam o totalitarismo geral que praticavam os regimes clericalistas de antanho…

          • Carlos

            Tu não sabes o que era a Inquisição e julgas que as coisas funcionavam como tu imaginas.
            Isso não é Inquisição, são fantasmas.

          • Carlos

            1- Os primeiros cristãos e as comunidades monásticas não eram comunistas mas comunitaristas.

            Os Kibutz começaram por ser comunitários e terminaram ser comunas. Mas, também na primeira Aliá predominavam os crentes e na segunda Alia os livre-pensadores.

            Porém, em nenhum dos casos estamos a falar de “regimes”.

            Também em Portugal existiram aldeias comunitárias e nunca fomos um país comunista.

        • Carlos

          Tu não fazes a mínima ideia da palermices que dizes.

          A RF foi um período de tempo em que vigorou o “ou alinhas connosco, ou morres”. Na sua curta implementação foi mais mortífera do que a inquisição e não foi menos bárbara.
          Se os católicos desculpam a Inquisição, também nós desculpamos os excessos da RF e muitas outras revoluções, achando que tudo é compreensível se for em nome de algo que achamos bom ou bem.
          De igual forma fazem os católicos e estão tão certos e tão correctos como nós.

          Outra estupidez tua: antes da RF existiram muitos regimes, muitos monarcas, muitos estados que foram bem mais humanos, mais civilizados e mais defensores da liberdade e dos direitos das pessoas do que a própria RF e os anos que se lhe seguiram.

          Aliás, hoje mesmo, as democracias ocidentais estão-se nas tintas para as pessoas, pois o que interessa é a finança. hoje, cada vez mais uma pessoa é um número, uma unidade de trabalho, um consumidor e um pagador de impostos com muitos mais deveres do que direitos…

          Basta ver a Grécia, a Ucrânia ou os roubados pelo BES, pelo governo e pelo Carlos Costa do BP:

          • João Pedro Moura

            CARLOS disse:

            1- «A RF foi um período de tempo em que vigorou o “ou alinhas connosco, ou morres”. Na sua curta implementação foi mais mortífera do que a inquisição e não foi menos bárbara.»

            Tu não sabes o que dizes?!…

            A Revolução Francesa teve 5 fases, nos seus 26 anos, e só na fase do terror jacobino mais radical, entre meados de 1793 e meados de 1794, portanto, cerca de um ano, é que esse poder mais radical perseguiu mortalmente até membros do próprio jacobinismo. http://pt.wikipedia.org/wiki/Terror_%28Revolu%C3%A7%C3%A3o_Francesa%29).

            Quando se alude à RF, alude-se à mudança de estrutura desencadeada pela revolução, que lançou as bases das modernas sociedades oitocentistas, mais tolerantes com o diferente e menos persecutórias, pois, paulatinamente iriam instaurar sistemas democráticos e liberais, dos quais somos os herdeiros, exceto tu, que pareces ansiar pelo horrível totalitarismo católico de antanho…

            …O que não deixa de ser estranhíssimo para um indivíduo que afirma rejeitar o catolicismo…

            2- «Se os católicos desculpam a Inquisição, também nós desculpamos os excessos da RF e muitas outras revoluções, achando que tudo é compreensível se for em nome de algo que achamos bom ou bem.»

            A Inquisição era uma imanência do totalitarismo católico, que era uma aliança entre o trono e o altar, totalitarismo esse extinto e/ou contrariado pelas revoluções liberais, como a RF, a americana, anterior à RF e primeiro foco irradiador da tolerância e do liberalismo religiosos, e demais revoluções oitocentistas, entre as quais a portuguesa.

            E esse totalitarismo católico era tributário da própria Bíblia e dos preceitos paradigmáticos que lá estão instituídos, como estes:
            http://www.diariodeunsateus.net/2013/09/06/jesus-cristo-o-exterminador-implacavel/

            Portanto, não é nada de desculpável nem compreensível nem algo que achamos “bom” ou “bem”, como tu disseste. São as diretivas do “Senhor”, intemporais e perpétuas…
            É totalmente execrável!!!

            Enquanto as revoluções liberais, que instituíram a contemporaneidade, desencadearam as declarações dos “direitos do homem e do cidadão”, que estão na base das atuais declarações adrede e da nossa cultura cívica, democrática e liberal.

            Como se pode ver na primeira declaração dos direitos do homem e do cidadão, aprovada em 26 de Agosto de 1789, pela Revolução Francesa, que tu, desatinado néscio e crédulo não sei de quê, afirmas repudiar… http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_dos_Direitos_do_Homem_e_do_Cidad%C3%A3o

            3- «Outra estupidez tua: antes da RF existiram muitos regimes, muitos monarcas, muitos estados que foram bem mais humanos, mais civilizados e mais defensores da liberdade e dos direitos das pessoas do que a própria RF e os anos que se lhe seguiram.»

            É…é! E nos tempos inquisitoriais… aquilo é que eram governos cuidadosos com as pessoas…
            Decididamente, tu não tens a mínima noção do disparate que proferiste… e coíbo-me de continuar a replicar a um sandeu com vocação facinorosa, como tu…

            É que nem tens piada…

          • Carlos

            i>O que não deixa de ser estranhíssimo para um indivíduo que afirma rejeitar o catolicismo…

            Em primeiro lugar, eu não rejeito nenhuma religião, rejeito o ateísmo e, porque o conheço por dentro, considero-o uma das piores calamidades da História.

            Não tentes passar a ideia de que a RF foi a transição de um regime onde exista barbárie para um paraíso. É mentira, é estupidez.

            A RF tem, com as devidas adaptações, as características do 25 de Abril. A diferença é que a RF foi muito mais sangrenta, bárbara mesmo. Não venhas com histórias, pois a guilhotina manteve-se sempre ensanguentada e, já no século XIX, ainda se enforcava, decepava, desmembrava e queimava gente em França. E não era a Igreja, de certeza.

            “A Inquisição era uma imanência do totalitarismo católico”, certo. Mas, “A guilhotina e era uma imanência do totalitarismo do Estado”, o despotismo era uma imanência do totalitarismo de Estado, os abusos incondicionais da justiça, que ceifaram muitas mais vidas do que uma centena de Inquisições, eram e ainda são “imanências do totalitarismo do Estado”.

            Não vejo que haja um pior mal entre existir uma ligação de uma religião ao estado do que resulta de existir uma ligação entre outra ideologia qualquer, seja o socialismo, o comunismo, o ateísmo, etc. etc. O Estado é um mecanismo ideológico. Num países está próximo das religiões, noutros está próximo de outras ideologias. A própria RF fez-se com o estado ideologizado de uma determinada forma. Resulta que tu achas que se for da forma que gostas, está correcto, se não for, então é que não pode ser.

            Alguém comentou aqui que os Direitos Humanos são uma cópia fiel da teologia católica. Investiguei e pude confirmar que efectivamente assim é. A RF e as revoluções liberais do século XIX representam a institucionalização objectiva e oficial dos princípios da teologia cristã: a separação do poder temporal e espiritual, a igualdade, a liberdade, a fraternidade, os direitos individuais, as liberdades individuais, a própria separação de poderes… tudo é baseado na teologia cristã, buscado sobretudo nos evangelhos. Curiosamente, até a base de discussão do anticlericalismo (não a sua execução prática) tem um suporte no Novo Testamento.

            Antes da RF existiram e perduraram imensos regimes bem melhores do que aquele que a RF implementou a curto prazo. Aliás, hoje vivemos em regimes democráticos que nada tem a ver com a RF, a não ser o facto de aí se ter iniciado o processo de construção de regimes liberais. Se tomarmos a escala temporal de desenvolvimento humano, até no início da civilização, na Babilónia, encontramos avanços civilizacionais mais espectaculares (para o seu espaço-tempo) do que os que saíram da RF. O “código de Ur-Nammu” ou o “cilindro de Ciro” são bem mais avançados do que as ideias da RF.

            Por todo o lado tivemos regimes e reinados muito mais benéficos e humanos do que a RF.

          • João Pedro Moura

            CARLOS disse:

            1- “Em primeiro lugar, eu não rejeito nenhuma religião, rejeito o ateísmo e, porque o conheço por dentro, considero-o uma das piores calamidades da História.”

            Ainda não disseste que mal é que o ateísmo te fez ou porque foi uma calamidade…
            Que mal é que um ideário denegador de deuses e religiões pode fazer???!!!

            2- “A RF tem, com as devidas adaptações, as características do 25 de Abril.”

            ???!!! Sem comentários. O dislate a escrever por si próprio…

            3- “Não venhas com histórias, pois a guilhotina manteve-se sempre ensanguentada e, já no século XIX, ainda se enforcava, decepava, desmembrava e queimava gente em França.”

            O que é que as execuções por guilhotina, no séc. XIX ou mesmo XX, têm a ver com o assunto que estamos a tratar???!!!
            Agora, confundes execuções judiciais de criminosos com totalitarismo político?! Confundes execuções, decorrentes de eventuais lutas políticas, com regimes liberais e progressivamente democráticos???!!!
            Achas que isso era semelhante ao execrável e cruel regime totalitário dos católicos inquisitoriais???!!!

            4- “Alguém comentou aqui que os Direitos Humanos são uma cópia fiel da teologia católica. Investiguei e pude confirmar que efectivamente assim é. A RF e as revoluções liberais do século XIX representam a institucionalização objectiva e oficial dos princípios da teologia cristã: a separação do poder temporal e espiritual, a igualdade, a liberdade, a fraternidade, os direitos individuais, as liberdades individuais, a própria separação de poderes… tudo é baseado na teologia cristã, buscado sobretudo nos evangelhos. Curiosamente, até a base de discussão do anticlericalismo (não a sua execução prática) tem um suporte no Novo Testamento.”

            Monumental!!! Este Carlos arrisca-se a tornar a nova mascote deste diário, em versão tragicómica…

            Será que valerá a pena pedir-lhe a demonstração da consonância entre a Revolução Francesa e as outras revoluções liberais, que ele atrás increpava, com a ”teologia católica”???!!! Já deve ser tarde para isto…

            5- “Antes da RF existiram e perduraram imensos regimes bem melhores do que aquele que a RF implementou a curto prazo.”

            Tragicómico…

            6- “Se tomarmos a escala temporal de desenvolvimento humano, até no início da civilização, na Babilónia, encontramos avanços civilizacionais mais espectaculares (para o seu espaço-tempo) do que os que saíram da RF. O “código de Ur-Nammu” ou o “cilindro de Ciro” são bem mais avançados do que as ideias da RF.
            Por todo o lado tivemos regimes e reinados muito mais benéficos e humanos do que a RF.”

            O código de Ur-Mammu???!!! O Cilindro de Ciro???!!!
            Nem vale a pena continuar. Este sandeu é demencial!

          • Carlos

            1 – Se tu tivesses a infelicidade de viver num país ateu-comunista, saberias a dimensão da tragédia. Assim, continuas fantasiar, pois não consegues perceber as asneiras que dizes.

            2 – A RF eclodiu exactamente com o 25 Abril e não teve efeitos mais benéficos. O capitalismo selvagem que nos explora e destrói a sociedade, é um dos efeitos dessa RF… bem pior do que os efeitos do catolicismo.

            3- A guilhotina e as execuções da RF foram dirigidas contra os indesejáveis, os que não alinhavam com a demência selvática do regime. Nesse sentido foi muito mais bárbara do que a Inquisição e os seus métodos não foram melhores ou mais desculpáveis, pois não visavam criminosos de delito comum, visavam inimigos ideológicos.

            Se achas que julgar um individuo por ofender (blasfemar) a religião católica é menos desculpável do que julgar quem manifesta opinião contrária à revolução, à república ou multipartidarismo, podes explicar a tua lógica.

            Pior ainda…

            A barbárie da RF foi tal que a guilhotina era considerada uma forma muito piedosa e benéfica de executar condenados… gente que era executada por pensar diferente.

            4- Exemplifica com um dos “valores” saído da RF que não está de acordo com os princípios básicos do cristianismo.

            Não são os princípios básicos da RF: liberdade, igualdade e fraternidade, pois são princípios básicos do cristianismo;

            Não são os direitos do cidadão, pois estão todos plasmados no cristianismo

            Não foi a separação Igreja-Estado, pois é um princípio básico do cristianismo;

            Não foi a filosofia relativa à imanência do poder, pois o cristianismo defende o mesmo para o poder temporal

            5- Eu dira, inclusive, que se trata de um cópia absurda de “regimes” nascidos da Grécia, que por sua vez são copiados de estados Neo-Luvitas.

            6- Ciro e Ur-Nammu, por exemplo, estavam efectivamente preocupados em construir um mundo onde o Ser Humano fosse a finalidade. Nunca teriam a infeliz ideia de dizer que o poder reside no povo, mas o povo não faz mais do que alternar os algozes que os escravizam, num duelo entre formigas e elefantes.

  • Carlos

    O Sampaio Bruno e o Afonso Costa faziam (e fizeram publicamente) exactamente o contrário daquilo que escreveram.
    Usaram o Estado para perseguir, maltratar, roubar, violar e assassinar pessoas, única e exclusivamente por serem religiosas ou crentes.

    O que aconteceu no Egipto também aconteceu em Portugal, exactamente por ordem de Afonso Costa e Sampaio Bruno, que eram ateus.

    • João Pedro Moura

      CARLOS disse:

      1- “O Sampaio Bruno e o Afonso Costa faziam (e fizeram publicamente) exactamente o contrário daquilo que escreveram.
      Usaram o Estado para perseguir, maltratar, roubar, violar e assassinar pessoas, única e exclusivamente por serem religiosas ou crentes.”

      Sampaio Bruno e Afonso Costa “a perseguir, maltratar, roubar, violar e assassinar pessoas, única e exclusivamente por serem religiosas ou crentes”???!!!

      Então, devem ter posto quase todos os portugueses na cadeia…violando-os, assassinando-os, roubando-os…

      Ao que chega a crença tresloucada! Caluniar e mentir descaradamente, quando não dispõem de argumentos válidos…

      2- “O que aconteceu no Egipto também aconteceu em Portugal, exactamente por ordem de Afonso Costa e Sampaio Bruno, que eram ateus.”

      Muito bem, Carlinhos!
      O Costa e o Bruno prenderam pessoas… porque eram católicas…
      Carolus dixit!

      Valha-te S. Roque, que é o padroeiro dos cachorros sem coleira!…

      • Carlos

        Não esteja a aldrabar, porque os factos históricos são perfeitamente claros.

        O que foi feito aos padres, às freiras, ao frades, e sobretudo aos jesuitas, tudo sob saído da cabeça dos dementes da 1ª Republica, a mando de Afonso Costa e sob as opiniões de Sampaio Bruno.

        Linchamentos públicos, violação de freiras, tortura de frades e outros religiosos… além da famosa “formiga branca”.

        Sim, Afonso Costa mandou prender pessoas só por eles serem católicas, e Sampaio Bruno ia mais longe, queria que fosse criado um campo de concentração e extermínio. Tudo isto é público e conhecido.
        Houve gente a ser detida por exercer actos de culto. desde funerais a procissões… por serem católicos, e não por serem ateus

        • João Pedro Moura

          CARLOS disse:

          1- «Linchamentos públicos, violação de freiras, tortura de frades e outros religiosos… além da famosa “formiga branca”.»

          Cita-me livros e jornais onde se evidenciem tais disparates…
          Se o regime republicano andasse a perseguir, encarcerar, violar (???!!!…) e matar religionários, Portugal ter-se-ia transformado num campo de morte, semelhante aos dos kmeres vermelhos…

          2- «Sim, Afonso Costa mandou prender pessoas só por eles serem católicas, e Sampaio Bruno ia mais longe, queria que fosse criado um campo de concentração e extermínio. Tudo isto é público e conhecido.»

          Se é público e conhecido…mostra-o!

          3-«Houve gente a ser detida por exercer actos de culto. desde funerais a procissões… por serem católicos, e não por serem ateus»

          Demonstra lá que os religionários eram assim perseguidos…

          Que tenha havido alguns exageros, por parte do anticlericalismo do regime da 1ª república, houve. Mas isso até se compreende no quadro intelectual e político daquele tempo, saído do regime clericalista e monárquico, vigente até 1910, no qual os portugueses tinham de ser católicos, porque era a religião de Estado, e onde os funcionários públicos tinham de fazer uma declaração católica, para acederem aos empregos do Estado, além das demais mancomunações entre o trono e o altar, em vigor durante 800 anos…

          Sobretudo, após a 1ª guerra mundial, as relações, em Portugal, entre Estado e Igreja foram muito mais pacíficas e normalizadas.

          O teu estranho ódio a ateus e ateísmo é tão desatinado que até distorces a verdade histórica, tirando conclusões ou revelando factos que só existem na tua cabeça…

          • Carlos

            Ou não conheces nada da História de Portugal, ou és um “negacionista” doentio.

            Vou citar-se, apenas, alguns parágrafos da “Historia de Portugal” –coordenação se J. H. Saraiva.

            “Afonso Costa dirige pessoalmente esse ataque às instituições religiosas. No dia seguinte à revolução começaram os assaltos a conventos. O ministro da justiça [Afonso Costa] promete que todos os frades serão presos. Ele próprio interroga, num quartel onde o mandou lavar, o cardeal Neto.
            (…) Em Arroios, onde dois padres que não puderam fugir foram assassinados- Em muitos outros lugares as residências das congregações foram assaltadas e os padres conduzidos debaixo de escoltas militares às cadeias .
            (…)
            De uma penada o Estado declara-se o único proprietários de todos templos, passais e de todos os edifícios religiosos, extingue as verbas para o culto manda entregar às juntas os recheios mobiliários, e aos museus os objectos de valor histórico ou artístico”

            História de Portugal, volume VIII, pág.64

            Podia citar-me muitas mais atrocidades, muitas cometidas com pessoas do povo que, por força do uso ou por ignorância, eram apanhadas nas teias da ditadura do início da 1ª república.

          • João Pedro Moura

            CARLOS disse

            1- “Vou citar-se, apenas, alguns parágrafos da “Historia de Portugal” –coordenação se J. H. Saraiva.
            “Afonso Costa dirige pessoalmente esse ataque às instituições religiosas. No dia seguinte à revolução começaram os assaltos a conventos. O ministro da justiça[Afonso Costa] promete que todos os frades serão presos. Ele próprio interroga, num quartel onde o mandou lavar, o cardeal Neto.
            (…) Em Arroios, onde dois padres que não puderam fugir foram assassinados- Em muitos outros lugares as residências das congregações foram assaltadas e os padres conduzidos debaixo de escoltas militares às cadeias”

            O que é muito diferente de afirmar, como afirmaste, que os republicanos andaram a “perseguir, maltratar, roubar, violar e assassinar pessoas, única e exclusivamente por serem religiosas ou crentes”…

            Dá a impressão que os republicanos instituíram uma política ateísta e de extermínio…

            Que tenha havido alguns exageros, houve, mas isso é próprio de todas as revoluções. Não é uma regra nas revoluções progressistas, que instauraram regimes mais liberais.

            É preciso ter em conta que, em Portugal, vigorava um regime clericalista, que sustentava o clero, parcialmente, e em que a religião de Estado era o catolicismo. Para aceder aos empregos do Estado era preciso fazer uma declaração católica e os casamentos eram na igreja, assim como os registos de nascimento e óbito. Tudo isso a igreja perdeu com a revolução republicana, revolução essa que foi afrontada pelos padres, nas paróquias, e pelo episcopado, que se mostrou hostil a tais perdas de privilégios…

            …E os privilegiados costumam reagir mal à perda de privilégios…

            Aliás, o que aconteceu de mais anticlericalista foi até 1914. Depois, a Igreja foi-se adaptando e os republicanos foram amolecendo o seu anticlericalismo, e até o ensino da religião regressou à escola…

            2- “E mais: O Estado Português não era confessional desde, ou seja, nada tem a ver com a Igreja, desde a Constituição de 1822.”

            Como tu não sabes o que dizes e tens uma perspetiva distorcida da realidade histórica… disseste mais um disparate, para a tua vasta coleção de inépcias, mais ou menos sofísticas…

            O Estado português continuou a ser confessional, com a Constituição de 1822, nos termos seguintes:

            a) Os bispos continuaram a exercer censura aos escritos sobre “dogma e moral”, conforme o artº 8º da Constituição…

            b) No artº 19º, determina-se que os portugueses têm como dever venerar a religião…

            c) Artº 25º: “A Religião da Nação Portuguesa é a Católica Apostólica Romana”…

            http://debates.parlamento.pt/Constituicoes_PDF/CRP-1822.pdf

          • Carlos

            1 – Não foram casos isolados, mas sim uma constante.

            A vontade de Afonso Costa era mesmo impor o ateísmo, chegando a pensar e dizer que acabaria com a religião em duas ou três gerações.
            Sampaio Bruno defendia mesmo o extermínio dos clérigos, começando pelos jesuítas (a “raça jesuítica”, como eles diziam).
            Foram bastantes as vitimas- Afonso Costa, ao arrepio da lei, fazia ele próprio os interrogatórios e ditava sentenças.

            A Igreja não se insurgiu contra nenhuma perda de privilégios, mas sim contra os assaltos ordenados pelo governo e as imbecilidades da ditadura: desterros, proibição de usar vestes de clerigo, etc, etc.

            2 – Portugal NÃO TINHA UM ESTADO CONFESSIONAL.
            a) Havia censura. No que respeitava a questões ligadas à religião, essa tarefa cabia à Igreja… normal. Ou querias um ateu analfabeto no assunto a fazê-lo?

            b) A religião faz parte da cultura. nesse tempo, tal como hoje, defender a cultura é uma missão dos portugueses.
            Dos portugueses e não do estado.

            c) A Nação Portuguesa era, é e será Católica.
            Não vejo onde pode estar a querela.

  • Oscar

    Afonso Costa não é propriamente o melhor modelo ético de referência democrática.

    Dizia o que lhe apetecia, mas gostava pouco de receber críticas.

    Por isso, entre outros, agrediu Sampaio Bruno, quando este já era idoso.

    Alguns autores até afirmam que Afonso Costa chegou a agredir a própria mãe.

    (cf. RAMOS, JÚLIA LEITÃO, in Afonso Costa, ed. Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, p.9)

    http://centenario-republica.blogspot.pt/2010/02/afonso-costa-referencia-da-republica.html

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