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  • 18 de Fevereiro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

Email do leitor L. M. B.

Tomo a liberdade de falar sobre este pequeno excerto dedicado à explicitação filosófica sobre “o que é um milagre”, por Olavo de Carvalho, aqui:
Diz o sujeito que através da comparação entre duas causas, uma (natural) que provoca uma cura de cancro, outra (sobrenatural) que provoca exactamente a mesma cura, em duas pessoas diferentes (suponho), entre estas duas causas não há comparação possível e a segunda não é do nosso conhecimento. O problema, parece-me, é que não se pode fazer filosofia sobre os fundamentos lógicos (ou sobre a falta deles) inerentes a duas causas que produzindo o mesmo resultado ocorreram, não obstante, em duas pessoas diferentes. Certamente que a primeira conclusão que não nos deixaria ir mais longe neste raciocínio, se formos intelectualmente honestos, é que se as duas pessoas são diferentes isso implicaria desde logo a abertura de outras causas possíveis que pudessem estar por detrás da cura do cancro no segundo caso, o caso dito sobrenatural. Então teríamos que investigar até que ponto a cura do segundo caso poderia ter sido causada por causas naturais e não sobrenaturais – é aqui que está a falácia do suposto “lógico” que analisa a “estrutura da possibilidade” (como ele diz) do suposto milagre. A experiência não seria replicável, ou seja, não seria repetível em condições diferentes porque as duas pessoas são diferentes!
Logo a seguir ele salta para a colocação de duas opções que, em princípio, esgotariam o universo de possibilidades de colocar a questão: ou uma causa natural ou uma causa sobrenatural teriam que explicar determinado resultado (a cura de uma doença, dada como exemplo) e logo a seguir salta para o caso das aparições de Fátima. Apenas há um problema: é que pula por cima da prova histórica, do testemunho humano (ocular, auditivo, etc). É que podemos sempre desconfiar que aquilo que é dado como milagre não o seja porque os testemunhos foram mal analisados, deturpados, ou simplesmente errados. E assim, através da exposição oral, supostamente lógica, engana-se o ouvinte que corre atrás do orador como cão atrás de uma carroça tentando adivinhar o caminho para onde se dirige e não reparando que pode durante o percurso ser desviado.
Durante a oratória eliminou-se subrepticiamente a possibilidade da confrontação testemunhal dos factos supostamente milagrosos para serem introduzidos na questão como factos incontestados. Aqui, repare que ele passa a Fátima (veja o minuto 00:09:25). E o argumento agora é o seguinte: o milagre tem uma inteligibilidade própria que os factos não miraculosos não têm. E que inteligibilidade é essa no exemplo de Fátima? As relações entre a dança do Sol, a primeira guerra mundial, as visões dos pastorinhos, as luzes no céu, a revolução bolchevique de 1917, entre outros, são descritas como “conexões internas que normalmente nós não vemos” plenas de segnificados simbólicos. O “símbolo” passa a ser depois considerado como conceito central para prosseguimento do discurso.
Portanto, este discurso só pode ser desmontado aplicando a mesma lógica de ferro que usam no diário de uns ateus sobre as incongruências e falta de sentido entre os referidos componentes tipicamente pertencentes ao milagre de Fátima. Mas para isto só as considerações históricas e o contexto no qual ocorreu o acontecimento poderão deitar luz e minar este tipo de discurso falsamente profundo e com pretensões pseudo-filosofantes para enganar jovenzinhos.
Proponho que alguém no «diario de uns ateus» ou na associação ateista se dedique à desmontagem metódica deste discurso e de discursos como este como forma pedagógica de exercitar o pensamento científico e crítico.
https://www.youtube.com/watch?v=kOOPb1RJu80&list=PLMy-mz_8wNfHoCRL93cXJYWQadgsUPIlY

What is a miracle? Lecture by Olavo de Carvalho. Part 4.
50 thoughts on “Email do leitor L. M. B.”
  • Oscar

    O que é um milagre ?

    Que tal a vida ter surgido do ” mero acaso” ?

    • Zeca Portuga

      Por exemplo…

    • Oscar

      As pedras aos saltinhos não são nada. Eu acredito que os mortos andam aos saltinhos e até curam as constipações, o que é muito melhor. Até o meu professor de moral já andou aos saltinhos em cima de mim.

      • Oscar

        “As pedras aos saltinhos não são nada. Eu acredito que os mortos andam
        aos saltinhos e até curam as constipações, o que é muito melhor. Até o
        meu professor de moral já andou aos saltinhos em cima de mim”

        Não fui eu que fiz este comentário.

        • Oscar

          Não fiz este comentário porque não foi só o professor de Moral. O professor de Matemática, o de Geografia e todos os padres da minha aldeia também já andaram aos saltinhos em cima de mim. Bons tempos.

  • HAMONBAAL

    Ora.

    Os fifis não se incomodam com contradições, por mais absurdas que sejam.

    Dizem que se estão a cagar.

    É o que eles chamam de teologia sofisticada.

  • Deusão

    É bem simples desmascarar o “filósofo”: ele é um idiota e não devemos dar eco aos idiotas.
    Temos por aqui um seguidor do “filósofo”, o antolo. Não devemos dar eco ao idiota, deixem o asno zurrar.

  • Oscar

    Este vídeo é bem mais interessante

    http://youtu.be/GBqZH7735ME

  • Oscar

    Outro vídeo muito interessante.

    http://youtu.be/1euwJRTgIZk

    Queres mais ?…

    • Nelson

      Isto é um milagre?!
      Só se for para convencer parvos…

      • HAMONBAAL

        Não vez que este saloio acredita em qualquer superstição ?

        Estás a falar com um bronco que ainda vive na idade média.

        O gajo não acredita na ciência, mas acreidta piamente em qualquer história de milagre fajuto que se conte por aí.

        Mais um bocado e acredita na mula sem cabeça.

      • Oscar

        Os parvos são aqueles, como tu, que não acreditam nas evidências.

        • HAMONBAAL

          A evidência é que se trata de um quadro pintado por alguém.

          É preciso ser muito bronco para acreditar que foi um espirito que fez aquilo.

          Tu pareces aqueles tribais africanos do Séx XIX que tinham medo de tirar a fotografia, porque a máquina lhes ia roubar a alma.

          Ainda não me tinha apercebido compeltamente desta tua faceta e de facto, explica muita coisa.

          O que se passa é que tu és mesmo bronco.

          • Oscar

            “A evidência é que se trata de um quadro pintado por alguém. É preciso ser muito bronco para acreditar que foi um espirito que fez aquilo”

            Molocho

            Ó pateta:

            Contrariamente ao teu bitátá, que nem sequer fundamentas, a evidência é que não há nenhuma explicação científica para o aparecimento dessa imagem.

            E é preciso ser-me muito idiota, como tu, para conseguir ver uma pintura numa imagem em relação à qual não há nenhuma prova de ter sido humanamente pintada.

            O jornalista Paul Badde, correspondente em Roma do quotidiano alemão Die Welt, estudou durante vários meses o “segredo de Manoppello” e publicou suas conclusões no livro O outro Sudário (em francês L’autre suaire, Editions de l’Emmanuel – Editions du Jubilé; e em inglês The Face of God: A Rediscovery of The True Face of Jesus on The Holy Face of Manoppello, Ignatius Press, San Francisco, 2010, 350 pp.)

            Ele explicou à agência ZENIT que o Véu foi feito com um pano extremamente delicado, fabricado com bisso marítimo e no qual aparece o rosto de Cristo.

            “Ora, é tecnicamente impossível pintar neste tipo de pano semelhante à seda, mas feito com filamentos de Pinna nobilis. Não se encontra nenhum pigmento ou pintura no Véu. A aparição do rosto sobre o Véu continua até agora sendo um mistério que faz parte do inexplicável”.

            Chega ou queres mais ?

          • Anti-tolo

            E esse paninho serve para eu limpar a minha bunda ?

          • Nelson

            Deve ser como o sudário de turim.
            Que eles mantem fechado a 7 chaves para não se descobrir a verdade,

          • Oscar

            A 7 chaves ? Então os exames detalhados que constam dos vídeos que mais abaixo coloquei, do Discovery, foram inventados molocho ?

          • Nelson

            Sabes que existem dois lenços de st verónica, não sabes?
            Um deles(senao os dois) deve ser falso 🙂

          • Oscar

            Sim ? O meu rabo também ficou todo escalavrado, depois do professor de moral ter andado aos saltinhos nas minhas costas e ninguém descobriu a verdade, porque eu não contei a ninguém.

          • Oscar

            “Sim ? O meu rabo também ficou todo escalavrado, depois do professor de
            moral ter andado aos saltinhos nas minhas costas e ninguém descobriu a
            verdade, porque eu não contei a ninguém”

            Não fui eu que fiz este comentário.

        • Nelson

          Em evidencias eu não preciso de acreditar.
          Elas são evidentes!

    • HAMONBAAL

      Este vídeo é tão interessante como o teu.

      Trata-se, exactamente, do mesmo fenómeno, mas de uma “igreja” diferente.

      https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=gtksNpUEo0w

      Queres mais ?

      Queres ?

      Queres mais ?

    • Diabo

      Pode me emprestar esse paninho para eu limpar o meu rabo ?
      Acabaram-se as páginas da gibibribria que tinha por aqui.
      Se não puder emprestar-me o paninho, poderia enviar uma bribra de papel macio e folha dupla ?

      • Oscar

        Limpa antes à fronha da tua mãe. A avaliar pela “educação” que ela te deu…

        • Deusão

          toninho, ficou chateado ?
          só porque estou cagando e andando para as suas relíquias religiosas ? relíquias comprovadamente falsas e ainda que fossem relativas ao teu xeçuis, que diferença faz ? tais coisas trouxeram a paz ao mundo ? curam doenças, eliminam a fome ? ou servem apenas para a tua querida icar manter cativos os pobres crentes ?
          Se o pano não estiver podre, usá-lo para limpar a bunda é a sua melhor serventia.

          • Oscar

            Ok, tens razão, aquela treta do sudário é para eu me meter com esta malta mal educada dos ateus. Bem sei que o sudário já levou com a datação por carbono-14, e a bota não bate com a perdigota. Mas é sempre bom atirar com poeira, para ver se algum incauto acredita no que eu digo.

          • AntontoFernando

            Mas ando a perder tempo; otários só os encontro nos sites da minha adorada icar.

          • Oscar

            Este comentario não é meu.

          • Oscar

            “Ok, tens razão, aquela treta do sudário é para eu me meter com esta
            malta mal educada dos ateus. Bem sei que o sudário já levou com a
            datação por carbono-14, e a bota não bate com a perdigota. Mas é sempre
            bom atirar com poeira, para ver se algum incauto acredita no que eu
            digo”

            Este comentário não é meu.

          • Oscar

            Esse comentário é que não é meu.

          • Oscar

            “Esse comentário é que não é meu”

            Não fui eu que fiz esse comentário.

          • Oscar

            Não sejas mentiroso molocho. Sabes muito bem que o Oscar sou eu.

          • Oscar

            “Não sejas mentiroso molocho. Sabes muito bem que o Oscar sou eu.”

            Não fui eu que fiz esse comentário.

          • Oscar

            “Não fui eu que fiz esse comentário”

            Não fui eu que fiz esse comentário

  • Zeca Portuga

    Como eu não acredito no “acaso” que se repete vezes sem conta, e como eu acho que “acaso” é a pastilha elástica dos imbecis e dos ignorantes, vejo os milagres como algo que vai além daquilo que aqui se comenta e inventa.

    Ao longo da vida, um pouco em todos os quatro cantos do mundo, onde tenho ido negociar as minhas hortaliças e frutícolas, vi e/ou tomei conhecimento de inúmeros sucessos cujos desfechos só podem ser entendidos por intervenção divina, ou seja – milagre.

    A questão não está na explicação do que aconteceu, pois a maior parte das vezes são coisas fáceis de perceber, o milagre reside no facto de terem acontecido exactamente naquelas circunstâncias. Para mim não existe acaso, logo passou-se algo mais do que uma mera coincidência.

    Um exemplo:
    Cidade do México, anos 90 – uma perseguição policial que termina por adentrar-se num silo auto (parque de estacionamento com 3 andares) leva dois meliantes a precipitarem-se, de carro, do primeiro andar para uma rua contigua ao edifício.
    Na rua, a escassos centímetros do local de impacto, está uma senhora a retirar alguns objectos de uma viatura. Por sobre o local onde o veiculo em queda atinge o solo, está um carinho de bebé com um bebé de meses de idade. O carro precipitado do primeiro andar bate no asfalto, de frente e com um ângulo de uns 45 graus, sobre o carrinho do bebé, mas impacta com a frente cerca de um metro à frente do bebé, imobiliza-se e cai toda a carroçaria em cima do carrinho da criança. Ouvem-se gritos de todos os lados. A mãe da criança cai de joelhos no chão a gritar.
    A carroçaria do automóvel está pousada no chão. Por certo o bebé teria sucumbido.

    O milagre – Quando se dá o impacto do carro no asfalto, uma conduta subterrânea mal construída abateu, o carrinho da criança caiu dentro da “cratera”, de onde saiu ilesa e sem um beliscão.
    Assisti no local e ajudei os populares que, como eu, acorreram de imediato alertados pelos gritos, a levantar e remover o carro.

    No local e ante as circunstâncias, ninguém duvidou de um milagre.

    Só um demente extremo ou um imbecil recalcado e incurável é que pode imaginar um encadeamento de “acasos” para dar como resultado um “acaso”.

    N.B.: Vejo que alguém anda a comentar com o meu nome… não sabia que a minha ausência deixava saudades.

    • Oscar

      É verdade. Claro que a mesma explicação existe para todas os acontecimentos. Por exemplo, os acidentes de aviação e os acontecimentos históricos, devem-se sempre a um encadeamento de “acasos” para dar como resultado um “acaso”. Mas como nós estamos aqui para os provocar, fingimos que não sabemos isso e dizemos estas parvoíces para os provocar. Olha, gente que não acredita que os mortos andam aos saltinhos não merece mais.

      • Oscar

        “É verdade. Claro que a mesma explicação existe para todas os
        acontecimentos. Por exemplo, os acidentes de aviação e os acontecimentos
        históricos, devem-se sempre a um encadeamento de “acasos” para dar como
        resultado um “acaso”. Mas como nós estamos aqui para os provocar,
        fingimos que não sabemos isso e dizemos estas parvoíces para os
        provocar. Olha, gente que não acredita que os mortos andam aos saltinhos
        não merece mais”

        Não fui eu que fiz esse comentário.

    • Deusão

      Segunda, 16 de fevereiro de 2015
      Uma criança de 9 meses brinca no colo do pai. Enquanto isso um tiroteio entre marginais acontece próximo da casa onde divertem-se pai e filha. Detalhe: o pai é um pastuto evanjegue e há diversas casas separando o pastuto e os marginais. Ouve-se um disparo e a criança recebe o impacto bem na nuca. Morte imediata.
      Pela tua asneira, isto que descrevi também é um milagre. O pastuto deveria dar graças ao sinhô porque um evento altamente improvável ocorreu ?
      Milagre seria um eclipse solar durante a lua cheia.
      Para cada evento em que a alguém escapa ileso “por milagre”, há milhares de outros nos quais a pessoa morre “por milagre”, isto é,tinha tudo para não acontecer,mas aconteceu. E o sinhô nunca deu as caras.
      As tuas patetices só iludem os parvos da tua capela, antolo.

      • Zeca Portuga

        Não tiozinho, vossemecê falou de um acidente, que é um sucesso banal e comum; eu falei de um milagre que é um acontecimento excepcional, algo que ocorre contra todas as probabilidades.

        Deixe que lhe confesse uma coisa – nesta prosa entre nós, o único antolo, o único meio-humano e manco dos miolos é vossemecê, tiozinho. Vossemecê não vai além da atitude irracional do meu gato – os dois são ateístas.

      • Zeca Portuga

        Já agora, e ainda que eu mal pergunte, onde aconteceu tal sucesso?

    • Zeca Portuga

      Não fui eu que fiz esse comentário

    • Fulano

      Pois claro sr. Zeca Portuga, está visto que foi um milagre divino, e se por azar a criança tivesse morrido, como certamente em qualquer parte do mundo numa outra situação parecida e menos afortunada morreu, só um demente, um imbecil, ou recalcado incurável duvidaria que havia sido obra do demónio, não é verdade?

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