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  • 15 de Fevereiro, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Onde está o laicismo?

Papa cumprimentou a delegação portuguesa

18 thoughts on “Onde está o laicismo?”
  • Oscar

    Onde é que está a falta de laicismo ? Os governantes portugueses não podem encontrar-se com o papa Francisco ? O Chefe do Estado do Vaticano não pode visitar Portugal nesse qualidade ? O Chefe da Igreja Católica não pode ir a Fátima ?

    Porque tudo isso, na cabecinha baralhada do esperança, é quebra de laicismo ?

    • moza

      Esta no facto de ser governante de Todo o Povo e nao so dos fanaticos catolicos,!

      • Oscar

        Então, na tua lógica, não pode haver relações institucionais entre o Estado Português e o Estado do Vaticano ? Ou só poderia haver se os nossos governantes e o próprio papa fossem ateus?

        E se o papa desejar visitar Portugal, isso também estaria contra o laicismo ? Não poderia igualmente haver procissões na semana da Páscoa ou presépios organizados pelas diversas autarquias ?

        É isso ?

        • Alexandre

          e agora pergunto eu, porque que as autarquias organizam procissões e presépios com o dinheiro de catolicos, mas tambem com o dinheiro de outros contribuintes não afectos a essa religião?

          • Oscar

            Porque o dinheiro dos impostos não deve ser gerido em função das características específicas de cada contribuinte. Se assim fosse, as autarquias também não deveriam organizar provas desportivas com o dinheiro daqueles que não não são afectos à actividade desportiva, ou eventos artísticos com o dinheiro daqueles que não são afectos às manifestações artísticas.Ou por aí fora, com o dinheiro de qualquer contribuinte, que não concordasse com a utilização autárquica dos seus impostos. Eu não gosto de rotundas, logo, opor-me-ia à utilização do meu dinheiro para a sua edificação. Também detesto o Afonso Costa, logo opor-me-ia a qualquer verba que fosse gasta em placas toponímicas com o nome desse gajo. Levada a tua lógica às últimas consequências, também me poderia opor a que as autarquias gastassem o meu dinheiro com nadadores-salvadores porque detesto ir à praia. Já viste como seria este mundo, se fosse organizado de acordo com a lógica ateísta ?

          • Zeca Portuga

            “Já viste como seria este mundo, se fosse organizado de acordo com a lógica ateísta ?”
            Em contrapartida, se fosse organizado segundo a RUA lógica, seria uma gargalhada pegada..
            Aliás, tu já és uma gargalhada pegada.

          • Oscar

            A ” RUA lógica” deve ser um bocado mais ao estilo da lógica ateísta.

            Ou será mais do patamar de BECO sem saída ?

          • Luis

            A práctica desportiva tem variadíssimas vantagens para a população, é uma práctica recomendada por médicos, psicólogos, sociólogos. A promoção e incentivo de manifestações artísticas e culturais promove a criatividade, o conhecimento, a imaginação, envolve as populações e dinamiza-as, facto reconhecido por todos os investigadores, sociólogos e pensadores. As rotundas são obras de engenharia com variadíssimas vantagens na prevenção de acidentes rodoviários e na gestão de tráfego. Tu não dizes porra nenhuma de jeito ó Óscar, pareces um puto…

          • Oscar

            E tu mostras até que ponto o ateísmo consegue ser tão estupidificante, que nem tens capacidade intelectual suficiente para entenderes o meu comentário irónico…

          • Ana

            Todas as vantagens que tu indicas no teu comentário, todas se aplicam às práticas religiosas cristãs, e todas, sem excepção são recomendadas por psicólogos, sociólogos, antropólogos, médicos e outros ramos do conhecimento.

            Além de tudo isso, até na área da economia e nos mais diferentes ramos, gera um volume de riquezas importantíssimo.

  • João Pedro Moura

    1- Começa-se por se ver uma senhora, certamente esposa católica do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, porque o Portas não parece interessar-se por mulheres (ao nível conjugal…), com a cabeça coberta por um véu, como diversas mulheres usavam na igreja, até aos anos 60.

    Com que propósito é que tal senhora, certamente submissa à igreja, à religião e ao papa Chico, em particular, usa véu?! Os homens não usam véu, perante o Chico papa. Porquê as mulheres?!
    Várias mulheres, que se apresentam ao papa, costumam usar véu. Porquê?!

    Não reparam, as burras, que isso é um sinal de submissão, da mulher ao homem, e, acrescidamente, numa igreja e perante o papa?!

    Não refletem, essas estúpidas, que isso não é nenhum direito humano, antes pelo contrário, constituindo uma manifesta desigualdade, comparativamente ao homem?!

    É como, de repente, a mentalidade feminina recuasse 50 anos…

    Décadas e décadas de “direitos humanos” e de pregações de igualdades… e estas estúpidas destas mulheres, cândidas e submissas, prostram-se, mentalmente, ante a majestade da clericalha tartufa, corporizada no sumo pontífice…

    … E se não pusesse o véu, como não pôs a presidente argentina Cristina Kirchner e outras?! Que é que acontecia?!

    Tristeza de mulheres, incapazes de se equipararem aos homens, quedando-se em manifestações de submissão, ultrapassadas e ridículas…

    …Tal como muitas costumam fazer, ao adotarem o apelido masculino, quando se casam…

    Décadas e décadas de feminismo ainda não chegaram para extinguir, por completo, esta grotesca sinalética de submissão e de inferioridade…

    Quiçá, elas gostam dessa submissão e inferioridade…

    • Nelson

      A postura dela diz tudo. Parece que nem pode estar de pé, de tão curvada que esta.

  • João Pedro Moura

    2- O que é que o MNE, Machete, e o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, foram fazer ao Vaticano?!

    Resposta: foram bajular o Chico, e assistir ao enfiamento do barrete cardinalício na cabeça do “nosso” patriarca Manuel Clemente.

    Pergunta: o que é que o Estado português, supostamente laico, tem a ver com isso???!!! Nada!!! É um assunto duma entidade privada, religiosa, com a qual um Estado laico nada tem que ver ou a haver.

    É uma entidade alcandorada à dignidade de Estado, por mercê do fascismo italiano e do Tratado de Latrão, em 1929, uma habitual conjugação do trono e do altar, para melhor submeter o povo crédulo de antanho, mas com consequências particularmente poderosas…

    O que é que um Estado, oficialmente laico, tem a ver ou a haver dum “Estado” artificial e religioso???!!! Rigorosamente nada!!! Tal como o embaixador português no Vaticano…

    Não serve para nada, a não ser para gastar dinheiro aos contribuintes…

    Já imaginastes para que servirá tal embaixador???!!! Para tratar dos “negócios” portugueses no Vaticano?! Quais e o quê???!!!

    A maior sinecura do Estado português: a embaixada portuguesa no Vaticano…

    Os próceres da política e da religião sabem conjugar-se… sabem o que é o poder… e sabem (re)inventá-lo e mantê-lo, mesmo que para nada sirva, em situações concretas e mutuamente vantajosas…

    Mas é o poder!…

    …E poder… é querer!…

  • Neves

    Em Portugal não há laicismo, mas sim um Estado laico.

    A Lei estabelece que há separação, o que é a não confessionalidade do Estado e a Cooperação entre o Estado e as religiões

    Artigo 3.º – Princípio da separação
    As igrejas e demais comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.

    Artigo 4.º – Princípio da não confessionalidade do Estado

    1 — O Estado não adopta qualquer religião nem se pronuncia sobre questões religiosas.
    2 — Nos actos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não confessionalidade.
    3 — O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes religiosas.
    4 — O ensino público não será confessional.

    Artigo 5.º – Princípio da cooperação

    O Estado cooperará com as igrejas e comunidades religiosas radicadas em Portugal, tendo em consideração a sua representatividade, com vista
    designadamente à promoção dos direitos humanos, do desenvolvimento integral de cada pessoa e dos valores da paz, da liberdade, da solidariedade e da tolerância.

    • Ana

      O Principio da Cooperação é que desagrada aos ateus.

    • João Pedro Moura

      LEI DA LIBERDADE RELIGIOSA determina:

      “Art. 5º
      O Estado cooperará com as igrejas e comunidades religiosas radicadas em Portugal, (…) com vista designadamente à promoção dos direitos humanos, do desenvolvimento integral de cada pessoa e dos valores da paz, da liberdade, da solidariedade e da tolerância.”

      1- Desde quando é que as igrejas e “comunidades religiosas” promoveram “direitos humanos, desenvolvimento integral de cada pessoa e valores da paz, da liberdade, da solidariedade e da tolerância.”???!!!

      2- A liberalização das sociedades e dos regimes, irrompida, sobretudo, com a revolução francesa e sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 26 de agosto de 1789, fortemente inspirada na Constituição dos EUA, de 1787, e culminada na Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 10 de dezembro de 1948, fez-se à revelia de igrejas e religiões e, muitas vezes, contra a própria Igreja católica…
      Os religionários militantes em nada contribuíram para tais liberalizações. Apenas se foram adaptando…

      3- Desde quando é que é preciso o Estado, liberal e democrático, “cooperar” com igrejas e religiões para alcançar e manter a liberdade???!!!

      4- A lei da liberdade religiosa (https://dre.pt/application/dir/pdf1s/2001/06/143A00/36663675.pdf) não passa duma atitude clericalista do Estado português, para estender as benesses da concordata às outras igrejas.

      5- E o clericalismo, contrário do laicismo, é a teoria e prática favorável ao apoio subsidiário e subserviente do Estado relativamente às igrejas…

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