Esta aldrabice da Natividade de Hórus já está mais do que desmontada, mas há quem não consiga ser intelectualmente honesto e deixar de ter uma incorrigível tendência para a invencionice e a cretinice. Quando alguém chega a esse ponto tão baixo de aldrabice e mesquinhez, só se pode mesmo dizer que o ateísmo é a maior idiotia.
Existem, de facto, provas de que a religião cristã é em grande parte inspirada por mitos anteriores. Nomeadamente o de Hórus. Mas nada tão directo como este post indica. Trata-se um exagero enorme. Simplesmente não é verdade que existam todas essas corespondências e o mito de Hórus não corresponde ao que é descrito na imagem. Existem alguns escritores ateus polemistas, que não consultam as fontes e aceitam todas as teorias, incluse as de conspiração, para atacar a relçigião. Este tipo de exageros só dão razão aos fifis.
Peço perdão Molochbaal, este post não é um exagero, é uma aldrabice. A imagem não existe no templo de Luxor, sequer. Isso posso eu garantir-lhe, pois já estive no templo, em viagens com a ACAPE (Associação Cultural de Amizade Portugal-Egipto) e, já este ano, e após esta imagem e post ter sido publicada anteriormente por Grave Rodrigues, inquiri o guia nativo que me assegurou não estar esta imagem gravada no templo.
Este post é de uma desonistade mental e científica gritante.
Quanto ao facto de o cristianismo beber de mitos anteriores, nada a dizer. Embora o mito de Hórus não se espelhe de modo tão óbvio no cristianismo, embora dele derive a chamada Divina Trindade, mas de maneira pouco óbvia. Osíris (pai), Ísis (mãe) e Hórus (filho), embora este não seja o herdeiro do espírito santo, a não ser que tomemos a reposição da Maet como essa figura.
Pois. E Hórus também teria nascido a 25 Dezembro, como Mitra e muitas outras divindades solares. Aí é evidente que houve colagem cristã à celebração do solstício de inverno celebrado desde o neolítico. Existem muitas outras correspondências bíblicas com mitos anteriores, como Moisés lançado ao rio num cesto, que replica o mito de Sargão o grande. Mas num nenhum mito replica exactamente, toda a história bíblica ou cristã, como o post afirma.
Trata-se apenas de correspondências pontuais, que, juntas provam, sem dúvida nenhuma que houve fortes influências anteriores. Mas de forma alguma alguma foi o mito cristão uma simples fotocópia. Tratou-se, como todos os mitos, de uma elaboração, que misturou originalidades com elementos anteriores de diversas proveniências. esse é, aliás, o processo normal no aparecimento de novas religiões.
Se você ler o papel higiênico e ler a história de josé (na parte velha ) e troca-lo por xeçuis verá que o que inspira o nt é o vt. Como o vt é uma cópia grosseira das lendas sumérias e egípcias fica claro que a afirmativa de serem xeçuis e horus os mesmos deuses tem todo o sentido.
Pois. Sem dúvida interessante. Ainda não tive oportunidade d o ler todo, mas tudo indica que se trata de mais um da teoria da conspiração.
Este tipo de livros são bons para ler, muitas vezes levantam temas interessantes e debitam algumas verdades incómodas.
O problema é que não sabem quando parar. para justificar as suas teorias, simplesmente prescindem de provas ou interpretam-nas à maneira.
No campo católico vemos isso nos milagres da treta. Neste campo, vemos estes livros que deturpam os dados históricos acerca das antigas religiões para atacar as actuais.
Isto é, sou o primeiro a afirmar que não existe qualquer dúvida acerca do facto de a religião cristã ser inspirada em outras mais antigas. Mas é uma inspiração relativa, não é uma fotocópia.
Eu não sou egiptólogo e posso estar enganado. Mas pela versão que conheço, o mito de Hórus NÂO contém todas aquelas correspondências. Pelo amor de deus, Ísis era irmã e mulher de osíris. Já era deusa antes de engravidar e engravidou através de um falo de ouro ou do póprio falo de revivido e Osíris, consoante as versões – isto é, NÃO EXISTE CONCEPÇÃO VIRGINAL nada disso corresponde ao mito cristão. E a autora do livro omite esses factos e inventa outros.
Em muitos outros pontos da sua teoria encontro afirmações desse género que NÂO aparecem em trabalhos de egiptólogos sérios. Palavra de honra que parece que a autora simplesmente inventou, ou foi beber acriticamente, a quem inventou um falso mito de Hórus.
Tudo isto contribui para desacreditar o facto, verídico, da inspiração do cristianismo nos cultos solares. No caso de Hórus, essa correspondência confirma-se no típico culto solar do deus menino, que nasce, morre e volta a viver – revivendo como o Sol que nasce e “morre” todos os dias. A colagem no calendário do nascimento mitológico de jesus ao dos deuses solares, ligando-o ás festas do solstício de inverno etc etc etc. Tudo isto é mais k suficiente, não é preciso inventar.
Existem muitas outras provas DO GÉNERO, mas os mitos não são fotocópias. Existem também muitas diferenças. O livro não as refere e parece inventar, inventar muito para tapar os buracos. Isto é MAU, muito mau para as teses ateístas. Pode vender livros a pessoal curioso, mal informado ou amante da polémica, mas presta um mauy serviço à verdadeira análise histórica das religiões.
Entretanto, até as colagens CONFIRMADAS do cristianismo a cultos anteriores não invalidam a existência histórica de Cristo.
Em minha opinião a figura de cristo é perfeitamente credível e perfeitamente natural naquele contexto histórico. Devem ter existido milhares de figuras parecidas. Reformadores religiosos que pregavam os seus ensinamentos, no contexto mediterrânico e judaico em particular, existiam ás pazadas.
Nada mais natural que tenha mesmo existido um jesus de nazaré. Simplesmente, os seus seguidores, para “optimizar” a capacidade de recrutamento da seita, devem ter juntado paletes de “efeitos especiais”, milagres e “acontecimentos divinos”, uns inventados, outros inspirados nas religiões concorrentes, a que assim roubavam “armas” de propaganda.
Citei o livro da Acharia S. mas podia citar mais de duas dezenas de autores, historiadores conceituados que, desde Dupuis no século XVIII (http://en.wikipedia.org/wiki/Charles-François_Dupuis), confirmam a mitologia transposta na imagem.
Continuo a preferi-los para fundamentar a minha convicção histórica.
E prefiro mais ainda do que a esparsos comentadores de blogues que se sentem insultados nas suas irracionalidades e na sua incapacidade de parar para pensar.
E mais: nas suas teses históricas nunca os vi a insultar ninguém em razão das suas opiniões cientificamente fundamentadas…
És um crasso ignorante. E o facto de citares outros ignorantes, não determina que as tuas patacoadas passem a ter conteúdo de verdade. Qualquer pessoa minimamente instruída, que conheça a mitologia de Hórus, sabe que ela nada tem a ver com a mentira reles que tu aqui tentas passar como sendo verdadeira.
Não conheço ao pormenor a obra de Dupuis, mas continuo a dizer que, para fundamentar a origem das religiões na observação dos fenómenos cósmicos não é preciso adulterar os mitos. Basta a verdade.
Se for esse o caso de Dupuis, provavelmente até estarei de acordo com ele, pois também suponho uma explicação desse tipo para a origem da religião.
O que estou a dizer é que, a reboque de teorias sérias, há muita gente que, por razões de propaganda, ignorância ou interesses financeiros, exagera até ao ridículo. O que prejudica as próprias teses originais.
O que estou a dizer é que aquele não é o mito de Osíris que conheço. Existem egiptólogos que fundamentam o mito como a autora apresenta ? Onde estão as referências ou os links para esses trabalhos ?
Porque, independentemente de a ideia geral ser muito boa, eu próprio me identifico com ela, se querem criar uma “subdoutrina” ao nível de pormenor, precisará sempre de um egiptólogo para confirmar uma história de Hórus que não é a comum, que todos conhecemos.
E volto a afirmar, uma possível colagem mitológica do culto cristão a uma cultura religiosa cosmológica anterior não impede em nada a existência de cristo como reformador religioso. Simplesmente o cristo histórico pode não ter nada a ver com a imagem mitológica que lhe colaram.
Quanto aos insultos, espero que isso não seja para mim, porque não insultei ninguém. Quem está a insultar é o católico residente do blog.
O que se sabe sobre Horus e o que os ateus escrevem, nada tem a ver.
1 – a mãe de Horus não era virgem. Ela era casada com Osiris e não há razão para se supor que ela se absteve depois de casada.
Seth tinha morto e desmembrado Osiris, mas Isis voltou a reconstruir o corpo dele, e seguidamente teve relações com ele. Em algumas versões, ela usou um órgão sexual masculino feito à mão porque não conseguiu encontrar essa parte do corpo do marido. Portanto, embora tenha sido uma concepção milagrosa, não foi uma concepção análoga à Incarnação do Senhor Jesus.
2 – São assinaladas 3 datas de nascimento na mitologia de Horus.
Não há nenhum paralelo com o nascimento de Jesus, nem a Bíblia não diz que o Jesus nasceu a 25 de Dezembro.
3- Horus nasceu num pântano e não numa caverna com manjedoura.
4 – o nascimento de Horus não foi anunciado por nenhuma estrela no Oriente. Não havia “três sábios” aquando do nascimento de Horus, e nem aquando do nascimento do Senhor Jesus. A Bíblia não diz o número de sábios, e nem diz que eles estavam presentes na altura do Seu Nascimento. Além disso, eles só viram o Senhor quando Ele estava na Sua casa e não na manjedoura (e isto quando Ele já tinha cerca de 2 anos).
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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15 thoughts on “A Natividade de Hórus”