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  • 27 de Novembro, 2014
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

O sermão, o sacristão e a ressurreição de Lázaro 

(Crónica pia para ímpios – 8215 carateres)

Estava chuvoso aquele domingo em que tinha lugar o sermão anual da Ressurreição de Lázaro, sempre renovado pelo padre Jerónimo, relatado na Bíblia Sagrada (João 11:1-46) e esperado pelos paroquianos, extasiados com o prodígio, sem precisar de recorrer aos capítulos e versículos de Mateus e Lucas, só para referir evangelhos canónicos.

Desfaziam-se em lágrimas os fregueses da aldeia, quando o pároco falava da doença de Lázaro que todos confundiam com o leproso homónimo, da parábola do Rico e Lázaro. Era como se lhes tivesse morrido um irmão ou o pai, tal a comoção, sempre prontos a desfazerem-se em pranto com as dores passadas dos diletos do seu Deus.

O padre Jerónimo explorava bem a amizade de Maria e Marta, irmãs de Lázaro, com o Mestre, sobretudo de Maria, que ungiu os pés do Senhor com perfume e lhos enxugou com os seus cabelos, sem malícia nem assepsia.

Jesus tinha já vasta experiência de milagres, apesar do ceticismo de outros judeus que tinham dos galileus os preconceitos que os americanos têm dos polacos e os portugueses dos alentejanos, mas a ressurreição, sendo prodígio insólito, valia mais pelo respeito que infundia nos outros judeus, para que cressem nele, do que pelo milagre em si, truque que resultara na ressurreição do filho da viúva de Naim e na da filha de Jairo. Com um milagre daqueles, muitos judeus, creram em Jesus o que levou a que «Naquele momento houve alegria nos céus em função dos pecadores arrependidos (Lc 15:10) num golpe de publicidade para consumo judaico.

E assim Jesus tentava convencer os outros judeus da missão que sonhava, uma tentativa frustrada, pois foram os romanos a crerem nele e a perseguirem-lhe os conterrâneos por não acreditarem que santos da terra fizessem milagres, como soe ainda hoje acontecer.

Estamo-nos a desviar da homilia que o padre Jerónimo, com paramentos arredondados sobre o abdómen, imaculados na brancura, sem as nódoas da batina, destinava a manter a fé, a clientela e a côngrua.

O padre lera no Evangelho de João, que as irmãs avisaram a Jesus que Lázaro estava doente e precisando de ajuda, mas, quando recebeu a notícia, ainda demorou dois dias no lugar onde estava. Só depois disse: «Vamos outra vez para a Judeia», apesar de os discípulos o tentarem dissuadir de regressar a Betânia, lugar onde já o tinham tentado apedrejar, naquela região pelam-se por lapidações, mas era aí que Lázaro jazia.

Com a demora, Lázaro estava há quatro dias sepultado quando chegaram e Jesus disse: «Lázaro morreu; e Eu, por amor de vós, estou contente por não ter estado lá, para assim poderdes crer. Mas vamos ter com ele.» Tomé, chamado Gémeo, disse aos outros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele», referindo-se a Jesus e não a Lázaro.

Maria, para evitar sorrisos ambíguos ou por razões que os evangelistas omitiram, ficou em casa e foi Marta que disse a Jesus que se ele estivesse ali não teria morrido o irmão, mas Jesus insiste que seu irmão irá retornar e afirma: «Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo o que vive e crê em mim, nunca jamais morrerá; crês isto»? (João 11:25-26).

Marta, aturdida pela dor e pela fé, disse logo: «Senhor, eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo». A seguir correu para casa a chamar Maria e disse-lhe em voz baixa – percebe-se –, «está cá o Mestre e chama por ti». Maria – diz João –, levantou-se rapidamente e foi ter com Ele, Jesus, que ainda não tinha entrado na aldeia e ficou no lugar onde Marta fora ao seu encontro. E disse ainda que os judeus que estavam com Maria, em casa, para lhe darem os pêsames, ao verem-na levantar-se e sair à pressa, seguiram-na, julgando que se dirigia ao túmulo para aí chorar. Quando Maria encontrou Jesus, mal o viu, caiu-lhe aos pés e disse-lhe: «Senhor, se Tu cá estivesses, o meu irmão não teria morrido». Ao vê-la chorar, e aos judeus que a acompanhavam, o choro e o riso são contagiosos, Jesus suspirou profundamente e comoveu-se. Depois, perguntou: «Onde o pusestes»? Responderam-lhe: «Senhor, vem e verás». Jesus fazia milagres mas não adivinhava o lugar da sepultura.

Então Jesus começou a chorar e os judeus diziam: «Vede como era seu amigo»! Mas alguns deles murmuravam: «Então, este que deu a vista ao cego não podia também ter feito com que Lázaro não morresse»? Já então havia quem preferisse a conservação da saúde ao milagre da cura.

O padre Jerónimo sabia de cor o que vou escrever. Jesus, suspirando, foi até ao túmulo, uma gruta fechada com uma pedra, e disse: «Tirai a pedra». Marta, a irmã do defunto, disse-lhe, «Senhor, já cheira mal, pois já é o quarto dia» e Jesus replicou-lhe: «Eu não te disse que, se creres, verás a glória de Deus»? Quando tiraram a pedra, Jesus, erguendo os olhos ao céu, disse: «Pai, dou-te graças por me teres atendido. Eu já sabia que sempre me atendes, mas Eu disse isto por causa da gente que me rodeia, para que venham a crer que Tu me enviaste». Sem publicidade não há milagres, Deus ou religião.

Depois de ter criado desassossego nos presentes, bradou com voz forte, que os mortos ouvem mal: «Lázaro, vem cá para fora»! e aquele que estava morto saiu de mãos e pés atados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Jesus disse-lhes: «Desligai-o e deixai-o andar». E ele andou, para que o milagre fosse obrado.

Os evangelistas não explicam como um morto sai, donde quer que seja, de mãos e pés atados mas isso são dúvidas de incréu, cogitações ateístas que conduzem às profundezas dos Infernos, abençoados os que creem sem ver.

O padre Jerónimo soia comover as lajes da igreja, isto é força de expressão do cronista, e posto os paroquianos a chorar baba e ranho com tão belo milagre, tamanho prodígio e tão convincente prova da bondade e presença divinas. Mas o padre Jerónimo soube que são insondáveis os desígnios do seu Deus. Acordou afónico nesse domingo, quiçá por ter sido fria a noite ou a afilhada, bela morena de 22 primaveras, ter esquecido a botija ou ainda, a fazer fé em boatos, por se ter destapado demasiado durante a noite.

Impossibilitado de fazer a homilia, de acrescentar à parenética mais uma peça pia, quis que o sacristão contasse a situação e dissesse ele as palavras sem as quais a missa perde sentido. Quis o devoto escusar-se, por não ter experiência, por vergonha, com medo de se enganar e, a cada desculpa, o padre, num sussurro mal humorado perguntava-lhe se não sabia de cor o sermão, que sim; se não confiava que, estando ele, padre, ao lado, lhe balbuciaria as palavras certas, à menor hesitação, que sim; se queria obedecer-lhe, que sim, sim; e lá convenceu o Serafim, mais habituado a estender a bandeja ao óbolo dos crentes do que a falar da virtude e dos milagres de Deus.

Dadas as explicações aos paroquianos, tartamudeando, com o padre Jerónimo a acenar, com um sorriso magoado, o Serafim, sacristão por propensão e pelas gorjetas, limpou a garganta e começou a substituir o pregador. Até nos ademanes se estreou bem, abrindo os braços num gesto largo, quais asas que o conduzissem ao céu, e começou: «Queridos irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo, naquele tempo estava Jesus em Jerusalém, a uma légua de Betânia onde Maria e Marta faziam luto, de quatro dias de defunção de Lázaro, e esperavam a chegada de Jesus, amigo da família.

Aí o padre franziu o sobrolho, porque o sermão se afastava do seu ou porque Jerusalém não fosse a cidade onde o Mestre se encontrava, mas a distância coincidia. Sussurrou-lhe algumas palavras e o sacristão continuou.

É inútil repetir a homilia que em todas as paróquias era recitada com ligeiras diferenças da encenação que os padres faziam no seminário. Os leitores recordarão a substância do milagre, já referido, e cabe ao cronista dar apenas testemunho da parte final do sermão que coube ao sacristão, por ser inédito.

Sacristão – Estavam as irmãs de Lázaro chorosas quando chegou o Mestre e lhe pediram para o fazer regressar à vida. Jesus disse para o levarem junto da sepultura e elas assim fizeram. O Mestre chegou e gritou: «Lázaro, anda cá para fora e anda. E ele andeu».

Padre – (voz quase inaudível) …andou, estúpido.

Sacristão – …andou estúpido algum tempo e, depois, curou-se.

Carlos Esperança – 27-11-2014
30 thoughts on “O sermão, o sacristão e a ressurreição de Lázaro ”
  • Frei Bento

    Caríssimo irmão em Cristo e estimado Carlos Esperança: noto, no seu artigo, extraordinários dotes de excelente plumitivo. Tal é inquestionável. Deploro, porém, a imensa ironia, a roçar o sarcasmo, imprópria de um ateu decente, tal é o conceito que faço do Carlos Esperança. Uma ironia própria de quem descrê, o que lamento, pois noto, em si, caro irmão em Cristo, uma cultura geral que era suposto levá-lo a acreditar em factos. Mas eu dou uma ajuda, já que estou, momentaneamente, sem grandes tarefas, visto o meu superior me ter, sem cacófato, proibido de exercer pastoral no hospital da Ordem. Algum filho da puta lhe disse que não havia doentes, e o meu superior perguntou-me “O que é que o irmão vai lá fazer?” A abadessa é que deve estar pior que estragada… Adiante.

    Todo o seu maldosamente deturpado escrito assenta em dois vectores: o facto de Jesus não ter curado Lázaro, e o facto de ter sido necessário deslocar-se a Betânia para obrar. Obrar a ressurreição, naturalmente. Vamos por partes, irmão, que precisa de ver a Luz. Estávamos logo nos primórdios do calendário. Aliás, o actual calendário nem sequer existia, e as mulheres sabiam da aproximação do período menstrual pelas fases da lua. A tele-medicina, e é isto que importa, a tele-medicina ainda não tinha sido inventada. Claro que o irmão sabe disso, mas a má-fé tem destas coisas. Como queria que Jesus curasse um doente à distância? Àquela distância, ainda para mais, quando hoje, mesmo com os avanços da ciência, um médico não passa um récipe sem ver o doente? Pensa, o irmão Carlos, que Jesus era um embusteiro? Naturalmente, como a doença era galopante, só podia, Lázaro entrou na defunção antes de Jesus ter chegado. Claro que se fosse hoje, as coisas seriam diferentes, e o médico seria alvo de um inquérito, nem que fosse um mísero inquérito parlamentar, para não conduzir a lado nenhum. Mas note, caríssimo irmão: Jesus não era médico. Nem enfermeiro, sequer, como se prova pelo facto de nunca ter emigrado.
    Acresce um outro pormenor: vamos supor, por hipótese meramente académica, que Jesus curava Lázaro à distância. Em teoria, podia fazê-lo, já que a Deus nada é impossível, embora Jesus ainda não fosse deus, pois só passou a sê-lo após o Concílio de Nicéia. Nessa hipótese, como é que se garantiria que a cura tinha sido feita por Jesus, e não por outro trapaceiro qualquer?
    E pronto, parece estar claro que aquela frase, ali no meio «Então, este que deu a vista ao cego não podia também ter feito com que Lázaro não morresse»? não tem a mínima razão de existir, graças à minha explicação. E só não lhe chamo “erudita explicação”, porque a minha imensa humildade o impede.

    Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo

  • Molochbaal

    «Onde o pusestes»?

    E então a omnipresença ?

    Os escritores dos evangelhos dão cada calinada…

    • Oscar

      Pões-te a mandar bitátás sobre questões de ordem lexical, que ignoras, e depois incorres sistematicamente nas tuas habituais calinadas.

      Ora, aprende, grande bronco:

      http://www.conjuga-me.net/verbo-p%C3%B4r

      • Molochbaal

        Como sempre dizes nada não é, palhacito ?

        Ninguém está aqui a falar de questões de ordem lexical, nem a tua resposta tem nada a ver com nada.

        Cada vez estou mais convencido de que és mesmo atrasado mental.

        Enquanto tentas descobrir o que terá a ver com alguma coisa a idiotice que acabaste de dizer, explica lá como é possível jesus não saber onde tinham posto o corpo da Lázaro ó atrasadinho mental.

        • Frei Bento

          Caríssimo irmão em Cristo, perdoe-me que lhe diga que não tem o menor vislumbre de razão. E pare de atazanar o irmão Oscar-o-sem-acento. Obviamente, o Mestre não sabia onde tinham sepultado Lázaro. Acaso Jesus era adivinho, deitava cartas de tarot ou consultava a bola de cristal? Está o irmão Molochbaal a cometer a heresia de comparar o Homem a uma qualquer Maya? Claro que não, e as suas palavras impensadas não são mais do que fruto da diatribe que mantém contra o amado irmão Oscar-o-sem-assento.
          Deixe-me que lhe faça luz, e acalme-se entretanto. Como expliquei acima, à época o Mestre ainda não era deus. Nem semi-deus, sequer. Era um pobre coitado que ganhava a vida com truques de ilusionismo aprendidos durante a Sua permanência na Índia. Lembre-se de que só foi considerado deus, passando a Deus, mais de 300 anos depois, graças a Constantino. O Árius, coitado, bem se desunhou a tentar demonstrar que estava tudo enganado, mas fodeu-se, Deus me perdoe.
          Portanto, a pergunta de Jesus teve toda a pertinência, e repare: se ler bem o Evangelho de João, concluirá que não foi Ele quem ressuscitou Lázaro, mas sim o Velhote, o Pai, ou lá o que é.
          Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

          • 123

            Saúde para mim e merda para ti, OK?

          • Molochbaal

            Santo frei.

            Se uns séculos depois foi nomeado deus pela igreja, é porque teria alguma vocação para o emprego. Ou pelo menos terá estudado para isso.

            Ou fez o exame para deus num domingo e tirou o curso por equivalências ?

            Por acaso é disso que sempre desconfiei.

        • Oscar

          ” Cada vez estou mais convencido de que” ??

          E eu cada vez estou mais convencido que és um grande ignorante e o maior dos imbecis.

          Vê se aprendes o que é o dequeísmo, grande bronco.

          http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=19018

          Não acertas uma para a caixa, tótó.

          • Molochbaal

            Caro fifi.

            Não tenho problema nenhum em deixar-te fazer a revisão dos meus textos todos.

            Como passas aqui grande parte da tua vida, acredito que tenhas tempo para esses pormenores.

            Entretanto, precisamente por não ter tanto tempo para aqui passar, tenho de insistir que expliques de vez as absurdas contradições da tua ideologia.

            Neste caso, como é possível que cristo, segunda pessoa da santíssima trindade, não soubesse onde tinham sepultado Lázaro ?

            Será que frei bento tem razão e Jesus ainda não era deus ?

            Só depois da nomeação oficial tomou posse dos seus atributos divinos ?

  • Portugal_Cristao

    Mas que grande confusão que aqui vai. É simples:

    1. Porque Jesus não curou Lázaro, antes que ele morresse? E porque precisou Jesus de ir a Betânia?

    O problema desta questão é que ela assume que o grande beneficiário deste milagre foi Lázaro. Mas o propósito de toda esta cena não era meramente salvar a vida de Lázaro, pois Lázaro estava vivo mesmo estando morto, porque ele (e as suas irmãs) acreditavam em Jesus. Isto faz de Lázaro um discípulo, um pequeno Cristo, e portanto a partir deste momento o objectivo da existência de Lázaro deve ser glorificar Deus, e já como Santo Irineu dizia, “A glória de Deus é o Homem plenamente vivo”, então Lázaro (e todo o Cristão) tem como missão converter os não crentes (tal como Jesus comanda em Mt 28:19). Se Jesus tivesse decidido curar Lázaro antes da sua morte, ou curá-lo à distância, ninguém ia crer na Sua mensagem, e Deus não seria glorificado nem mostraria a sua Glória. É por isso que lemos no Evangelho: “E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.” – Jo 11:4, e também “Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.” – Jo 11:42

    2. Jesus é Deus ou não?

    A razão não foi obviamente por Jesus não ter tido poder suficiente ou não ser Deus, nem se tornou Jesus Deus no Concílio de Niceia, isto é o que os Muçulmanos ou as Testemunhas de Jeová acreditam. O Evangelho segundo São João foi escrito pelo menos 200 anos antes do Concílio de Niceia e já lá se lia: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” – João 1:1; “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.” – Jo 1:14 e mesmo no final do Evangelho: “Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. E Tomé respondeu, e disse-lhe: Meu Senhor e meu Deus! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” Jo 20:27-31.
    Podia ainda facultar mais provas por outros Evangelhos ou Epistolas ou até mesmo textos do Antigo Testamento para provar que Jesus é Deus.

    Que Deus vos abençoe!

    • Molochbaal

      Continuo a não perceber como é que jesus, que dizes ser deus, omnipresente, não sabia onde estava sepultado Lázaro.

      Se não estivesse lá a família do defunto, ia ter de passar pela verginha de andar a ler as inscrições das tumbas todas, até encontrar o defunto que precisava para demonstrar a sua omnipotência.

      Mas qual omnipotência, se nem a tumba conseguiu encontrar sozinho ?

      E depois, se o objectivo de toda essa canseira, era apenas propaganda, para convencer o pessoal, porque razão ia escolher um ilustre desconhecido, do qaul nem a tumba era capaz de encontrar ?

      Porque não ressuscitar um imperador, Augusto, por exemplo, ou, melhor ainda, pura e simplesmente abolir a morte e a doença ?

      Aí, com certeza que toda a humanidade ficaria imediatamente convencida, para sempre.

      Aí só os ímpios poderiam duvidar.

      Porque raio um deus omnipotente, para convencer a humanidade, vai ressuscitar um desconhecido, numa aldeola obscura de uma província remota do império ?

      Até parece que queria manter toda a gente na dúvida, de propósito, e dar azo a acusações de charlatanice.

      Como deu, logo na sua época…

      • Frei Bento

        Caríssimo irmão em Cristo Molochbaal: o problema é que se confunde “ressuscitar” com “renascer”.

        O irmão que se assina “Portugal Cristao com “underscore” acabou por, usando outras palavras, confirmar as minhas explicações. Lázaro não ressuscitou, Lázaro RENASCEU, na boa e velha tradição gnóstica. E renasceu porquê? Ora, porque atingiu um estádio superior dos Mistérios de Cristo. Aliás, o preclaríssimo irmão Portugal etc acaba por explicar tudo bem explicadinho, o irmão Molochbaal é que não quis compreender, para não se comprometer. Porque, em termos religiosos, o irmão professa o NIM. Mas repare: “O problema desta questão é que ela assume que o grande beneficiário deste milagre foi Lázaro. Mas o propósito de toda esta cena não era meramente salvar a vida de Lázaro, pois Lázaro estava vivo mesmo estando morto, porque ele (e as suas irmãs) acreditavam em Jesus.” Ou seja, e tal como o JC dizia, “O que crê em mim viverá”. Por isso, e numa outra versão do Evangelho de João, Jesus aparece a dizer “Ide, porque o vosso irmão está vivo, pois o que crê em mim viverá”. Por outras palavras, e contrariamente ao que se propala, e infelizmente, também, os cemitérios estão cheios de ateus. Os filhos da puta, Deus me perdoe, são mais que as mães. Porque em verdade lhe digo, caro irmão Molochbaal, o que crê em Cristo não morre, nem que se foda! Veja bem: eu ainda não morri, prova provada do que acima expendo. Porque eu creio.

        Só lamento que o irmão Portugal-underscore-Cristão não tenha explicado devidamente como é que Jesus, sendo Deus, chamou “pai” a outro. Ora, se chamou “pai”, é porque é filho; se é filho, nasceu; se nasceu, não é eterno; se não é eterno, não é Deus. Claro que eu sei a resposta, e dá-la-ei em tempo oportuno. Mas entretanto, porém, todavia contudo, bom seria que o irmão Portugal etc falasse agora, ou se calasse para sempre.
        Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

        • Portugal_Cristao

          Caro Frei Bento,

          Eu penso que a divindade de Jesus é clara em muitos textos da Bíblia como os que citei e outros, e é por isso que acredito nela.

          Dizer que Jesus é Deus é dizer que Jesus não é divino, não que Jesus é o Pai. Pois há 3 pessoas (Deus Filho Senhor Jesus, Deus Pai e (Deus) Espírito Santo) num só ser que é Deus como trindade.

          Eu acho que isto é muito importante, mas penso que também é uma tangente ao tópico inicial, e especialmente neste blogue onde o problema mais essencial é saber se Deus existe ou não. Depois disso decidido então vamos então saber quem é Deus e a sua natureza (ou seja vamos fazer Teologia).

          • GriloFalante

            Portugal_Cristão disse:

            “e especialmente neste blogue onde o problema mais essencial é saber se Deus existe ou não.”

            Errado. Deus não existe, ponto final.
            O que se discute neste portal é por que carga de água há quem acredite num ser que nunca deu provas de existir.

      • Portugal_Cristao

        Caro Molochbaal,

        Jesus é Deus, no sentido em que é divino, mas pelo menos na minha leitura dos Evangelhos, Jesus não é apresentado como tendo o pleno das suas capacidades divinas na sua posse durante a sua vida na Terra. Não é que as tenha perdido, mas é como se as tenha adormecido para experienciar o que é não saber, o que é temer, o que é chorar, o que é ser fraco, o que é ser Humano! Esta é a grande Glória da Incarnação: “que, embora sendo da forma de Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte,e morte de cruz!” (Fil 2:6-8) por NÓS!

        Gostaria de restringir a discussão ao episódio de Lázaro, que é o tema do artigo original. A resposta à questão de porque Deus não se revela completamente ao mundo é bastante complexa e eu admito que ainda estou a encontrar certas respostas (a Teologia é uma ciência que se desenvolve também, não se aprende tudo num dia), mas penso que se prende com vários factores como: será que mesmo que Deus fizesse isto, estas pessoas iriam responder positivamente? Será que Deus quer apenas que acreditemos ou que tenhamos uma verdadeira relação? Não tem toda a gente uma certa revelação de Deus? etc. Há muitas perguntas que se podem fazer neste sentido.

        • Molochbaal

          A tua resposta à minha pergunta é… que se podem fazer muitas perguntas !

          Ora obrigadinho, mas isso já eu sabia, se não, não as estava a fazer…

          O assunto do tópico acaba por voltar sempre ao mesmo – basicamente vocês não conseguem responder a nada.

          Se não conseguem responder a nada é porque não sabem nada.

          A principal pergunta, neste caso, é de facto, se o seu objectivo é revelar-se, porque raio não se revela ?

          É ridículo andar a “revelar-se” à humanidade a ressuscitar um ou dois mortos desconhecidos em aldeolas perdidas de que ninguém ouviu falar.

          É praticamente o mesmo que nada. Na grande massa da humanidade tal serviria apenas para lançar boatos e dúvidas, nunca para revelar coisissíma nenhuma.

          Como não revelou.

          Quanto a pretender que cristo era uma versão limitada de deus, não é aceite pelas principais igrejas cristãs.

          É afirmado que cristo é e sempre foi omnipotente. Simplesmente escolheria não usar a força para contrariar os homens, o que não é a mesma coisa que ignorar o que quer que fosse acerca deles.

          Logo, se até ia em missão para ressuscitar aquele morto específico, é ridículo ter de andar a pedir informações para poder encontrar a campa.

          Só falta dizer que andou perdido pela cidade até encontrar a casa da família. Tudo porque estava momentaneamente com a omnipotência desligada…

          • Portugal_Cristao

            Caro Molochbaal,

            “Quanto a pretender que cristo era uma versão limitada de deus, não é aceite pelas principais igrejas cristãs.” – Eu nunca disse isto. Eu disse que durante a sua vida na Terra, certas habilidades não são manifestadas porque caso contrário Ele não é verdadeiro Homem. Por exemplo: “Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.” (Lc 2:52), porque Jesus embora seja omnisciente enquanto Deus, na sua vida na Terra, se esvaziou, mas isso não quer dizer que tenha perdido as suas capacidades… E esta a perspectiva de por exemplo William Lane Craig, o maior apologista Cristão vivo no mundo… portanto não estou aqui a defender nenhuma heresia. Mas se preferires podes pensar que embora Jesus tenha as capacidades Divinas ao máximo, Ele age desta forma (perguntar coisas) para facilitar a vida entre Humanos.

            É irónico que acuses os Cristãos de não saberem responder a nada, já que uma das constantes acusações contra os Cristãos é que nós pensamos que temos respostas para tudo! Eu respondi-te à questão de Lázaro, a pergunta que me fazes a seguir é semelhante a perguntar: “como começou a vida na Terra?”. Ninguém hoje sabe isto, apenas há teorias, porque é uma pergunta difícil no ramo da Biologia e da Química. Acho que a Teologia também tem direito a ter perguntas difíceis ou não?

            Posso apresentar-te teorias, por exemplo:

            O que Deus quer não é simplesmente que acredites, mas que tenhas Fé. Se Deus fizesse milagres a toda a hora, todos poderiam acreditar que Ele existe, mas quantos iam realmente confiar n’Ele? Satanás estava com Deus no início e acreditava plenamente na sua existência e estava consciente da Sua bondade e revoltou-se (Ez 28:12-16), o mesmo com Adão (Gen 3:6), e com o povo de Israel na época de Moisés (Ez 20), e Judas, que viveu com Jesus e viu todos os seus milagres, traiu-o. Nós humanos somos uma raça bem pior do que imaginas. A suposição de que se Deus se revelasse a todos plenamente todos seriam Cristãos não tem bases fortes. Para além disso, se recebêssemos mais Revelação, mais nos seria pedido (Lc 12:48). Por isso mesmo Deus revela-se exactamente nas alturas óptimas e que darão mais frutos, tal como diz São Paulo, numa das minhas passagens favoritas da Bíblia:

            “O Deus que criou o mundo e tudo quanto nele se encontra, Ele, que é o Senhor do Céu e da Terra, não habita em santuários construídos pela mão do homem, nem é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, Ele, que a todos dá a vida, a respiração e tudo mais. Fez, a partir de um só homem, todo o género humano, para habitar em toda a face da Terra; e fixou a sequência dos tempos e os limites para a sua habitação, a fim de que os homens procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo, mesmo tacteando, embora não se encontre longe de cada um de nós. É nele, realmente, que vivemos, nos movemos e existimos, como também o disseram alguns dos vossos poetas: ‘Pois nós somos também da sua estirpe.'”. – Act 17:24-28

          • Frei Bento

            Caríssimo irmão em Cristo Portugal-underscore-Cristão, mais uma vez teve a suprema virtude de me tirar as
            palavras da boca. O que não é fácil, diga-se de passagem. Só por isso, vou passar a recomendá-lo nas minhas orações. No fim, tudo se resume numa palavra:
            FÉ. Vou dar-lhe um exemplo, que me emocionou: há dias, em mais uma reportagem acerca dos padres de Canelas, uma virtuosa e opulenta beata garantia: “Eu
            não conheço o padre Albino, mas dizem-me que os valores dele não são os valores de Cristo. Ora, se não são os valores de Cristo, também não são os meus”
            (sic/TVI. NOTA: sic não quer dizer Sociedade Independente de Comunicação, mas “assim mesmo”). Ora diga-me: haverá maior e mais profunda manifestação de fé? E repare que estou à vontade para dizer o que digo, já que sou um professional, ou seja, profissional da fé (proFEssional, está a ver?).

            Ora bem, e é aí que eu pretendo chegar, tal
            como a beata acima referida, também nós, os professionais, não temos a menor prova da existência de Deus, Cristo ou, enfim, toda aquela catrefada de anjos, arcanjos, serafins e querubins. Não temos, mas temos fé. Aqui, no nosso convento, existe uma enorme inscrição, logo ao lado esquerdo de quem entra: “Credo
            Quia Absurdum!” Tertuliano, o nosso patrono e mentor.

            Pois também o caríssimo irmão Portugal etc não
            sabe se Deus existe, se Jesus era Deus, se…Não sabe, porque não tem provas, mas tem fé. E isso é bom. Reparemos nesta sublime frase: “Jesus não é apresentado como tendo o pleno das suas capacidades
            divinas na sua posse durante a sua vida na Terra.” Exactamente! Esta frase é de uma eloquência divinal. Primeiro aprende-se a andar de bicicleta, depois de motorizada e, finalmente, nas motos GT. Pôr um puto inexperiente a tripular uma moto de 77cc, ou mais, por muito Jesus que fosse, dava direito a bater com as trombas numa árvore qualquer, e lá ficavam os romanos sem ter quem crucificar e, o que é pior, como é que haveriam de ser escritos os evangelhos?

            Além disso, ainda não havia motos naquele tempo.

            Continue, preclaríssimo irmão, a iluminar estes pobres ateus. Ajude-me a trazê-los ao redil.

            Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

          • Frei Bento

            “porque Jesus embora seja omnisciente enquanto Deus, na sua vida na Terra, se esvaziou, mas isso não quer dizer que tenha perdido as suas capacidades… ”
            Soberbo! Brutal! Divino! Ajudem-me, por favor, que tenho poucos adjectivos.
            E andam uns palermas, aqui neste portal, a garantir que a mente de Deus é incognoscível… Pobres idiotas! O que vale, é que eu nunca disse tal besteira. E se, por acaso, o disse, foi a mão do Demónio que me fez escrever tal enormidade. A mente de Deus só é incognoscível para quem não tem fé; para nós, os “fenáticos”, ou seja os fãs da fé, a mente de Deus é perfeitamente alcançável, compreensível, accessível, etc.
            Saúde e merda, irmão. Que Deus não pode dar tudo.

        • Molochbaal

          “A resposta à questão de porque Deus não se revela completamente ao mundo é bastante complexa”

          E a pergunta premium:

          Se reconhecem que não se revelou, porque é que acreditam cegamente, não só que existe, mas até que é assim e assado, que faz frito ou que pensa cozido ?

          • Portugal_Cristao

            Eu acredito que Ele se Revelou suficientemente, e que ser Cristão é a posição mais racional. Digo-te assim: podes não acreditar em milagres, mas se fores procurar seriamente, não só na história, como hoje em dia, vais ver muitas pessoas a viverem milagres, e talvez um dia Deus te dê um a ti.

          • Deusão

            E nestes tempos bicudos está cada vez mais difícil produzir-se um mísero milagre. Parece que deus anda com problemas de credibilidade e optou por fechar a fabriqueta miraculosa, e o Molochbaal precisará de uma cadeira bem macia até que o milagre chegue.
            Culpa da ciência atual e mania dos esclarecidos – todos os que não são asnos crentódes – de buscar explicações lógicas.

          • Molochbaal

            “Eu acredito que Ele se Revelou suficientemente, e que ser Cristão é a posição mais racional. ”

            Nem a esmagadora maioria do povo dele acreditou nele…

            Quanto aos milagres, com certeza que sim.

            Por exemplo, a igreja universal faz milagres todos os dias. Ao kilo.

            Entretanto, quase toda a gente acha aquilo tudo uma aldrabice.

            A não ser, claro, tipos como tu, que acreditam, ou dizem acreditar em tudo o que lhes convém.

            Claro que deus, se quisesse mesmo que acreditassemos nele, fazia milagres que convencessem mesmo, como os que eu referi.

            Como não faz, é porque não quer que se acredite nele, ou está-se nas tintas, ou não existe.

            Seja como for, a tua posição é um bocado precária, porque, se ele se está nas tintas para que acreditem, o que fazes tu num blog ateu a tentar convencer os outros ?

          • Portugal_Cristao

            Caro Molochbaal,

            Eu não acredito em tudo o que me convém. Aliás, acredito em muitas coisas que gostava que não fossem verdade.

            Pensas que Deus não se importa, isto é o que Ele tem a dizer:

            “Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” – Ez 18:23

            e ainda:

            “Portanto, eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Tornai-vos, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço.Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei.” Ez 18:30-32

            E Jesus diz:

            “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis reunir os teus filhos como a galinha reúne os seus pintainhos sob as asas, e tu não quiseste! Pois bem, a vossa casa ficará deserta.” Mt 37-38

            Porque é que eu estou aqui? Por várias razões, primeiro porque desejo o bem estar de toda a gente, e penso que tal consiste em viver com Deus. Se eu estivesse nas tintas não estava aqui. Pretendo quem lê este blogue saiba que existem pessoas que podem defender o Cristianismo racionalmente que há respostas para muitas das perguntas que fazem. Querias que estivesse a falar só com Cristãos? Não disse Jesus:

            “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” – Lc 15:7

            e também quando os fariseus o acusaram:

            “E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;
            Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.” – Lc 5:30-32

            Para que não seja mal interpretado quero assinar por baixo de São Paulo:

            “Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.” – 1 Tim 1:15

          • João Pedro Moura

            MOLOCHBAAL perguntou:

            “Se reconhecem que não se revelou, porque é que acreditam cegamente, não só que existe, mas até que é assim e assado, que faz frito ou que pensa cozido ?”

            Porque, meu caro Molochbaal, quando se lhes questiona o toledo mais contraditório, defendem-se, dizendo que o pseudocandidato a coisa, deus, é incognoscível…
            Mas quando se sentem mais folgados para necearem, até porque têm que dizer qualquer coisa para convencer alguém, é… cognoscível…

            Valha-lhes S. Roque, que é o padroeiro dos cachorros sem coleira!…

          • Carlos

            Continuas com as tuas burrices,próprias de quem tem o teu reduzido grau de inteligência e educação. Por isso mesmo és ateu. Ou melhor, és um ateu envergonhado, pois sabes que ser ateu é uma imbecilidade incompatível com o grau de razão e inteligência que se exige a um Humano normal.

            Fiquemos pelos factos.
            Se Jesus disse quem era e demonstrou-o pelos seus feitos, que mais querias?

            Quando vais ao teu médico, por exemplo, para acreditares nele exiges que ele te conte tudo sobre a sua vida, de onde vem, quais os sues pensamentos ideológicos, etc,.. ?
            Estás cada vez mais perdido!

        • João Pedro Moura

          PORTUGAL_CRISTAO disse:

          “Jesus não é apresentado como tendo o pleno das suas capacidades divinas na sua posse durante a sua vida na Terra. Não é que as tenha perdido, mas é como se as tenha adormecido para experienciar o que é não saber, o que é temer, o que é chorar, o que é ser fraco, o que é ser Humano!”

          Há cada tolo!…
          O que os crédulos inventam para justificar o… injustificável…

          Vale tudo!…
          As manipulações ideológicas e teológicas e semânticas que se quiserem… para justificar como é que um deus, em deambulação terráquea, era apenas um semi… ou como é que uma omnisciência, omnipotência ou omnipresença tem, afinal, uma geometria variável…
          …Conforme as dificuldades de justificar… o injustificável…

          • Portugal_Cristao

            Vários pontos:

            Para os que dizem que cremos sem evidência: isto e falso e basta abrir um site como http://www.reasonablefaith.org/, ou ler um livro como “The Blackwell Companion to Natural Theology” para ver que isso não é verdade.

            Para os que dizem que somos incoerentes na Cristologia: dizer que Jesus se esvazia das suas capacidades divinas, no sentido de não as usar nem as ter disponíveis, mas sem as perder, não é incoerente.

            Para o Frei Bento: Por acaso não sou grande fá de Tertuliano, e até acho que nós não temos só Fé, acho que há no Universo ferramentas suficientes para chegar à existência de Deus, mas não para confiar n’Ele ou o conhecer, para isso é preciso Fé. porque isso é a Fé.

            “Só por isso, vou passar a recomendá-lo nas minhas orações” – Obrigado, eu farei o mesmo por si!

          • Deusão, phd

            Sou o ganhador da loteria americana. Quero dar-lhe um milhão de dólares, quer ?
            Claro que você não acreditou nisso. E por que não ? por que se trata de algo extremamente improvável embora possível, e é o que pensamos em relação à deuses: extremamente improvável, certamente impossível. Qual a razão para alguém ter crença em um livro de autoria incerta e contendo fatos impossíveis de terem ocorrido ?
            sósendoumasnoscrentoides para ler isso

          • Portugal_Cristao

            Caro Deusão, pdh

            Supor que os factos retratados pela Bíblia são impossíveis para provar que a Bíblia não é verdadeira é argumentação circular.

            A grande questão é saber até que ponto a Bíblia é confiável e utilizar o método histórico para isso. O que acontece é que os Evangelhos são dos documentos mais fiáveis que temos, com milhares de manuscritos e tendo sido escritos entre 30 e 70 anos depois dos eventos…

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