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  • 26 de Novembro, 2014
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

O que esperavam?

Turquia: Erdogan defende desigualde entre homens e mulheres

Declarações polémicas do presidente turco sobre a condição da mulher na Turquia choca as feministas. Em Istambul, num Fórum sobre a justiça e as mulheres, Recep Tayp Erdogan afirmou, sem rodeios, que “as mulheres não poderiam ser naturalmente iguais aos homens” e acusa as feministas de se oporem à maternidade. ” A nossa religião estabeleceu um lugar para as mulheres na sociedade: a maternidade. Algumas pessoas podem compreendê-lo, outras não”.

6 thoughts on “O que esperavam?”
  • Carlos

    Andam por aí a comentar por mim, mas neste lugar, como favela da nossa sociedade que é, tudo é possível.

    O Sr. Erdogan disse uma verdade incontestável, seja com argumentos sociológicos, seja com argumentos científicos: UMA MULHER NÃO É IGUAL A UM HOMEM. Eu até acrescento, nunca foi nem nunca será.
    A questão que se coloca é se “A MULHER TEM OS MESMOS DIREITOS, AS MESMAS LIBERDADES, AS MESMAS OBRIGAÇÕES E É TRATADA COMO TODOS OS SERES HUMANOS, SEJA HOMENS OU MULHERES. É isso que eu defendo e espero que o sr. Erdogan também.

    Têm, perante a lei e a sociedade, todas as mesmas regalias e deveres do homem, mas as mulheres são diferentes dos homens. Nada de eufemismos nem de estupidez.

    As feministas têm demonstrado sempre que são dementes. O feminismo já devia ter sido catalogado como uma tara a ser tratada. Até nisso o Erdegan tem razão.

    • Frei Bento

      Caríssimo irmão em Cristo, deixe-me que lo o felicite por tão brilhante como refulgente comentário. Mas deixe-me, também, que lhe confesse que foi o irmão Carlos que fez desvanecer as dúvidas que, no meu espírito, pairavam.
      EU NÃO SABIA!
      Desde sempre me perguntei por que razão as freiras se vestiam de modo diferente dos frades. Será que haveria alguma diferença para lá da igualdade de todos e todas adorarmos o mesmo Deus? Eis, pois que um dia coloquei as minhas dúvidas à Madre Superiora das Clarinhas Descalças, numa das minhas visitas pastorais. E eis que a Madre, com a bondade que lhe é reconhecida e gabada, até por mim, que pertenço ao grupo de pessoas que nunca gabam nada, eis que a Madre, dizia eu, levanta o hábito e indica-me, claramente, a diferença entre homens e mulheres. EU VI! Ali, logo abaixo dos pentelhos do Catroga, não havia rigorosamente NADA!
      Se dúvidas me restassem, o irmão, que já sei que não é cristão nem católico, mas um simples ex-ateu (o que já é bom!) dizia eu que o irmão teriasias tirado. Ou trelharialas tirado, que nunca me dei bem com estes tempos verbais.
      Obrigado, irmão.
      Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.

    • Molochbaal

      Sim fifi.

      Tá-se mesmo a ver k o Erdogan está a falar no sentido literal, que todos sabemos, k as mulheres não têm colhões e isso tudo, mas não no sentido da intenção religiosa de lhes retirar direitos.

      Tá-se mesmo a ver.

      De qualquer maneira, tu próprio já aqui disseste que o salazarismo era um paraíso. Salazarismo que declarava o homem automaticamente como chefe de família e obrigava a mulher a depender de autorização do marido para trabalhar ou viajar para o estrangeiro.

      E agora tentas desculpar os muçulmanos radicais.

      És mesmo muito democrata fifi.

  • João Pedro Moura

    O que esperava?
    Bem, talvez não esperasse que o sr. Erdogan fosse tão cru e tão suspeito de minimizar a mulher…
    …Porque, se a maternidade é uma inerência feminina, não a ocupa inteiramente, nem tem que ocupar…
    Aparentemente, depreende-se da elocução do turco muçulmano que sim, que a maternidade é um “lugar” para as mulheres, ratificado pela religião…

    Todavia, é na Turquia muçulmana que há mais gente laica e menos fanática da religião. E as mulheres, como está a acontecer por, suponho, grande parte ou quase todos os países, seja em Portugal, na Arábia Saudita ou no Irão, são 2 terços dos diplomados universitários…
    Não sei, perante isto, o que é que o sr. Erdogan pensará como o melhor lugar para a mulher…

    • GriloFalante

      O sr. Erdogan é muçulmano. Ponto. Perante isto, não se pode esperar dele mais do que remeter a mulher para o lugar que lhe é destinado pelo islão. A exemplo, aliás do que fazem (ou tentam fazer) as outras religiões. Embora não seja especialista, não me consta haver uma religião que coloque as mulheres em pé de igualdade com os homens.
      Erdogan tem uma missão: destruir o que foi construído por Mustafá Kebal. E vai levá-la a preceito, a menos que os turcos entendam o contrário.

      • Molochbaal

        É um facto que as religiões do livro são iguais na discriminação da mulher.

        O fifi, que já rasgou o AT, também tem muito que rasgar no NT.

        Da escritura, já quase só fica com a capa. Coitadinho.

        “Que as mulheres fiquem caladas nas assembléias. Não lhes é permitido falar. Devem permanecer submissas como determina a lei. Se desejarem aprender alguma coisa pergunte a seus esposos em suas casas. Porque não fica bem que a mulher fale nas assembléias” (I Cor. 14,34-35)

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