Loading
  • 13 de Novembro, 2014
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

Stephen Hawking e a fé

As declarações de Stephen Hawking, um eminente físico mundial, estimularam o velho debate, que é permanente, sobre a relação entre ciência e religião. Ele limitou-se a dizer que «Deus já não é necessário» e que «no passado, antes de entendermos a ciência, era lógico acreditar que Deus criou o Universo. Mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente».

Crentes de todo o mundo, uni-vos. A debilidade dos argumentos teístas e a angústia que sentem pela eventual perda do deus em que acreditam porque se habituaram desde cedo, criou desassossego nas sacristias e templos e só não chegou aos claustros dos conventos porque a clausura os resguarda.

A necessidade de um ente imaginário é a explicação, por defeito, para o que se ignora e, sobretudo, para o pavor da morte. Descoroçoados, os clérigos, que viram perdidas a reputação e a utilidade, desafiam os descrentes a provarem que Deus não existe, quando argumentos mais musculados e persuasivos deixaram de estar ao alcance.

É evidente que ninguém pode provar a inexistência do que quer que seja, como exigem os que invertem o ónus da prova. Como se pode provar que um elefante invisível não faz ginástica sobre as nossas cabeças? É impossível provar a inexistência do monstro do Lago Ness, do Abominável Homem das Neves e das sereias, estas, aliás, afiançadas por milhares de marinheiros e testemunhos tão credíveis como o de Cristóvão Colombo, que deixou escrito tê-las avistado nas costas da América. Fez pior ao mito a descoberta das hormonas do que a máquina fotográfica e, sobretudo, a rapidez e boas companhias nas viagens modernas.

Não são as afirmações de sábios que abonam a exatidão dos factos. São estes que põem à prova os conhecimentos dos cientistas. Foi assim que a Terra inverteu o movimento de rotação, para desespero dos crentes e gáudio dos pirómanos da Inquisição.

16 thoughts on “Stephen Hawking e a fé”
  • Oscar

    ” Agora a ciência oferece uma explicação mais convicente”

    SH

    Que é ?…

    • Molochbaal

      Sim fifi. A tua “explicação” é muito mais convincente.

      Postular um ser com poderes mágicos e atribuir-lhe uma data de características e intenções ad hoc.

      Perante o facto dessas supostas intenções estarem em completa contradição com a realidade observável, basta dizer que é “insondável” – ou seja, inexplicável.

      Claro que isso não explica nada.

      Ou seja, a tua explicação é baseada em não conseguires explicar absolutamente nada.

      Mas que bem “explicado”.

  • Agnóstico

    Prontos, como já disse em comentário anterior, eu também admito perfeitamente a existência de Deus,com alguns poderes mágicos. Pelo menos o poder de estar na origem do universo.Se assim não fosse, não seria Deus, não é verdade? Se Deus existir, o que perfeitamente admito, é bem capaz de ser uma entidade omnipotente. Ou então não seria Deus, não é verdade ? Bom, agora, não me confundam com o molocho, que eu não venho aqui defender nenhuma forma de infantilismo teológico, não é verdade ?

    • Molochbaal

      Caro fifi.

      O facto de eu admitir que, sei lá, até talvez seja possível que deus exista, não me permite afirmar ARBIRTRARIAMENTE que existe mesmo, nem muito menos atribuir-lhe ARBIRTRARIAMENTE uma série de características, só porque me dá na gana.

      Não faço ideia se existe e tu estás a MENTIR, quando dizes que sabes que existe.

      Não faço ideia se é omnipotente. porquê ? Tu conhece-lo de algum lado, para afirmar que é ?

      Não faço ideia se criou o universo, se foi outra sua criatura que o criou, ou se o fez conscientemente ou intencionalmente, com algum objectivo.

      Entretanto, o que se pode observar do mundo natural, que funciona com a violência mais brutal, prova que, se existir, nunca poderá ser simultaneamente omnipotente e omnibenevolente. Sendo esta a única certeza que se poderia ter sobre essa personagem.

      Tudo o resto são aldrabices.

      Ou seja, o mistério acerca da possibilidade da existência de deus, não é desculpa que, á pála disso, se invente qualquer história disparatada e contrária aos factos que conhecemos do universo.

      Quanto ao facto de, quando confrontados com o facto de serem disparates, apresentarem como “explicação” o facto de não conseguirem explicar nada, apenas prova o vosso grau de demência.

    • Oscar

      O molocho tem uma capacidade de contorcionista extraordinária. Tens dúvidas ? Então repara…

      • Agnóstico

        O molocho admite que Deus exista, mas não faz a mínima ideia do que está a admitir.Ele admite a existência de uma ficção divina. Porque sim.Mas não sabe do que está a falar.

        • Molochbaal

          Tu sabes exactamente o que é deus ?

          Mas então e aquela conversa toda de que é incognoscível ?

          Ah, tinha-me esquecido que estou a falar com um aldrabão de feira.

          Só falta venderes autobiografias do deus “incognoscível”, com fotografias autografadas e tudo.

          E daí, é PRECISAMENTE ISSO que vocês fazem.

          Cambada de aldrabões.

          • Molochbaal

            E com esta ficamos exactamente com a fotografia do que eles fazem.

            Perante um conceito indefinido e completamente impossível de se provar, não só fazem afirmações asbsolutas, como ainda lhe acrescentam um milhão de pormenores completamente à vontade do freguês.

            Quando se coloca toda essa salada em dúvida e se pergunta onde foram buscar aquilo tudo, ainda se dão ares superiores, como se eles soubessem alguma coisa acerca do que estão a falar.

            Parecem gajos do canal das televendas.

      • Molochbaal

        E com esta provocação infantil, ficamos todos a saber que não tens explicação para nada.

  • Oscar

    O molocho, quando tem um feeling sobre a existência de Deus…

    • Molochbaal

      É verdade fifi.

      Só gajos como tu conhecem perfeitamente o incognoscível.

      Eu confesso que não sei.

      Pelo menos não sou mentiroso…

      • Oscar

        Então no sabes, tótó ? Depende dos dias. Há dias em que acordas mais para definires o conteúdo ontológico de Deus. Há outros em que apenas sabes que Deus existe, sem lhe atribuires qualquer predicado.

        Se isso não é ser um pateta mentiroso, vou ali e já venho.

        • Molochbaal

          Mas onde é que eu atribuí algum predicado a deus ó mentiroso de merda ?

          Onde é que fui eu que inventei que deus será omnipotente etc etc ?

          Ei limito-me a analisar o que seriam as consequências dos multiplos e pormenorizados predicados que os montes de merda como tu lhe atribuem – como se o conhecessem lá do bairro.

          E sim, são tantos e tão estupidamente contraditórios, que, a ser verdade, deus teria de ser um monstro.

          Mas eu nunca disse que acredito que um eventual deus será assim.

          Porque sei perfeitamente que vocês são uns mentirosos de merda e simplesmente inventaram um deus para sacar dinheiro e controlar os tótós.

          Tu simplesmente dizes que são os agnósticos e ateus que têm deuses, para fugires ao facto de que os predicados que os crentes mentirosos de merda, como tu lhe atribuem são ridículos, contraditórios e logicamente impossíveis.

          Essa fuga prova que tens consciência de que é tudo aldrabice.

  • Franco

    Qualquer pessoa teria compaixão do pobre Hawking e aceitaria estas palermices dele, não pela sua capacidade, mas sim pela sua incapacidade.

    Claro que dizer isto: “«no passado, antes de entendermos a ciência, era lógico acreditar que Deus criou o Universo. Mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente»”, é um disparate infantil.

    A ciência vai percebendo como as coisas funcionam, embora a ciência esteja ainda em estado embrionário e os nossos cientistas sejam, ainda, cavernículas aprendizes de feiticeiro. Sobre a causa da criação de todo o universo, a ciência sabe zero. Não sabe nada, a não ser histórias que vai inventando.

    • Molochbaal

      Isso é verdade.

      Mas as vossas histórias também são todas inventadas.

      Pelo menos é o que os crentes dizem das histórias uns dos outros.

    • carlos cardoso

      “Sobre a causa da criação de todo o universo, a ciência sabe zero.” Correcto, mas a ciência nunca pretendeu saber isso, contrariamente às religiões, que também sabem zero mas que pretendem o contrário. Esta é uma das grandes diferenças entre ciência e religião.

You must be logged in to post a comment.