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  • 5 de Novembro, 2014
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

O que será para o Vaticano uma morte digna?

O suicídio assistido nos Estados Unidos de uma jovem de 29 anos com cancro terminal, em um caso que reavivou o debate sobre a morte digna, foi condenado nesta terça-feira pelo Vaticano, que qualificou o gesto de “absurdo”.

Para o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, monsenhor Carrasco de Paula, “o suicídio assistido é um absurdo”, informou a imprensa italiana.

“Nós não julgamos as pessoas, mas o gesto em si é preciso condenar.

12 thoughts on “O que será para o Vaticano uma morte digna?”
  • Frei Bento

    Há um ditado, ali para os lados de Vila Real, que reza assim: “Matar, só Deus e os de Abaças – mas com licença dos de Guiães”. É sabido que nenhum dos intervenientes era nem de Abaças nem de Guiães pelo que, por exclusão de partes, só Deus poderia ter matado a jovem. O que não aconteceu, e é, aparentemente, abominação. Mas só aparentemente.
    Tudo o que se passa na Terra depende da vontade de Deus. O Senhor inspirou a Bíblia Sagrada e inspira os cardeais para eleger Sua Santidade. Deus inspira, mas também expira, naturalmente. Em suma: respira, como não podia deixar de ser. Mas isso é outra conversa. Nada nos diz que não foi Deus que inspirou a jovem para apressar o seu passamento e, consequentemente, o seu encontro com Ele. Sim, eu sei que Deus quer que sôframos, para Sua maior glória.Mas Deus tem todo o direito de abrir excepções, mais que não seja para confirmar a regra.

  • JoseMoreira

    Curiosamente, preparava-me para colocar um “post” mas verifico que o Carlos Esperança se antecipou. E bem!
    A única diferença que eu vejo entre este papa e os anteriores, é que enquanto os outros andavam para trás, tugindo ao progresso como dizem que o Diabo foge da cruz, este tem a suprema virtude de ir dando uns passos em frente. Mais exactamente, um para a frente e dois para trás. O que não deixa de ser positivo, para manter o obscurantismo aquecido, como os restaurantes nas refeições “buffet”.
    Para esta gente das religiões, a dignidade humana é um luxo a que só eles podem dar-se. A dignidade humana não é evitar o sofrimento: é, pelo contrário, provocar o sofrimento, e dirigi-lo a uma entidade de cuja existência não existe a menor prova. Foi isso que fez Madre Teresa, por isso foi tão bem aceite por essa cambada de energúmenos. Por isso, e pelo dinheiro que angariou, naturalmente.
    Mas vou responder ao Carlos Esperança: “Para o Vaticano, o que será uma morte digna?” Resposta: “A morte pela fogueira”. Serve?

    • que sono me dais

      Menos…

    • Epaminondas

      O bom certificado moral de um ateu ortodoxo passa por ser a favor do aborto e da
      eutanásia ? E os ateus que forem contra são obscurantistas e
      hereges ? Uma espécie de ateus de 2ª ordem ?

      • Molochbaal

        Caro epamififi aldraba-nicks.

        É caso para perguntar;

        O bom certificado moral de um crente ortodoxo passa por ser contra o aborto e a
        eutanásia ? E os crentes que forem a favor são obscurantistas e
        hereges ? Uma espécie de crentes de 2ª ordem ?

        É que, da maneira como as igrejas falam destes assuntos, parece que sim.

        • GriloFalante

          Quanto à eutanásia, não sei… Mas quanto ao aborto, se a memória não me atraiçoa, foram mais de 51% a dizer “SIM”. “Sim” à despenalização, entenda-se; não confundir, como alguns idiotas com o “sim ao aborto”.
          Mas é de aborto que se trata, no fim de contas.

          • Molochbaal

            Sim. Muitos desses 51% eram crentes, sem dúvida.

            O que significa que as igrejas não representam a maioria dos crentes.

            Não só praticam uma burla, ao pretender conhecer o tal incogniscível, como, concretamente, a esmagadora maioria dos crentes são tratados como crentes de segunda. Ou de terceira.

            As mulheres, os homos, os divorciados, os que praticam sexo fora do casamento, os que não pactuam com a aliança das igrejas com os partidos de direita, os que usam contraceptivos, etc etc etc. E, claro, os que votaram pela descriminalização do aborto.

            O próprio fifi, coitadinho, há 200 anos, seria torturado e queimado vivo se andasse por aí a dizer que ia deitar o AT fora.

            Eu teria muita pena.

          • João Pedro Moura

            GRILOFALANTE disse:

            «Mas quanto ao aborto, se a memória não me atraiçoa, foram mais de 51% a dizer “SIM”.»

            Foram 59,25% a dizer “sim”, o que, num país “católico”, denota bem o estado desse catolicismo… de pacotilha…
            É lamentável que esses religionários, ditos “católicos”, não só não tenham uma prática consonante com a sua igreja, como também nem saibam exatamente o que é o catolicismo…
            Aliás, isso viu-se bem na consulta que a Igreja portuguesa fez ao seu povo crédulo, aqui há tempos, sobre questões de conhecimento da doutrina e opiniões sobre família: responderam 13 000…
            E 25 000 na Suíça… 16 500 na Inglaterra…

          • Molochbaal

            Esse inquérito demonstra bem o interesse dos católicos pela sua própria igreja.

            Nem 1% dos supostos católicos responderam.

            Ou por se estarem nas tintas ou não perceberem patavina da doutrina que dizem seguir fielmente.

            Ou pelas duas coisas.

            O fifi é um bom exemplo.

            Nem sabe o que quer dizer omni, insistindo que omnisciência não quer dizer dizer saber tudo, embora seja isso que a palavra significa. Para o “provar”, coloca citações de dicionários que confirmam que ele está errado !

            E é um tipo destes, que não pesca nada de nada daquilo que vem aqui defender a igreja !

            É caso para perguntar, como serão os que não mexem um dedo pela sua igreja…

          • Helder

            Como? Se votaram sequer 50%!

  • Molochbaal

    Este é mais um caso em que se pode perguntar; se deus é incognoscível, como é que sabem que é contra a eutanásia ?

    E, já agora, qual é o seu interesse em que as pessoas sofram muito antes de morrer ?

    • João Pedro Moura

      MOLOCHBAAL perguntou:

      “E, já agora, qual é o seu interesse em que as pessoas sofram muito antes de morrer ?”

      Pode ser para a “finalidade dum bem superior”…

      … Ou para fazer parte duma “lei moral arquetípica”…

      … Ou será uma consequência da concessão de liberdade, por esse deus, em que as pessoas buscam o sofrimento e comprazem-se com o mesmo…

      …Ou não querem sofrimento nenhum, mas os micróbios e outras forças deletérias, criadas não sei por quem, também têm que viver…

      … Ou esse deus é perverso e monstruoso, pois sabe o que vai acontecer, já que assim determinou…

      Por todo esse acrisolado conhecimento de deus, é que os crédulos dizem que o mesmo é… incognoscível…

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