Ai ai, bem que o cristianismo poderia ter criado uma deusa gostosona. Assim do tipo sofia lorem quando jovem ou uma brigite bardot na idade que esteve no brasil. Aí sim eu iria rezar todos dias para ela e sonhar…
A virgem Maria é apresentada como uma gaja boa, embora demasiado tapada. Muita da fé que incute nos homens tem a ver com essa encarnação em gostosuda.
E de facto, embora oficialmente o cristianismo só tenha um deus, na prática as chusmas de santos e santas funcionam como os multiplos deuses e deusas e semideuses antigos.
Amantíssimo irmão em Cristo e estimado Carlos Esperança: bem sei que os ateus reivindicam o “direito à blasfémia”. No meu modesto entender, nem se trata de um “direito”, mas antes de um acto de desespero: sabem que o Inferno os aguarda, e acham que “perdido por cem, perdido por mil”, à boa maneira da lei penal portuguesa, que tanto dá 25 anos a quem matar um indivíduo como a quem matar dez ou vinte. Ora, como Inferno é Inferno, e já não conseguem evitá-lo, os ateus desatam a desbundar em pecados e blasfémias, passe a redundância.
Quero, antes de mais, que saiba o seguinte: no caso do seu artigo, a blasfémia não consiste, contrariamente ao que possa pensar, na forma como Jesus está representado. A iconografia de Nosso Senhor é vasta e variada; tem sido representado com cabelos louros e olhos azuis, já o vi representado com olhos verdes ou castanhos. Em Miranda do Douro, aparece representado com uma cartola a cobri-lhe o cocuruto, e em Vilar de Maçada, terra do nosso mais que saudoso e nunca suficientemente chorado José Sócrates, aparece deitado, como se Jesus alguma vez tivesse podido descansar, ocupado que estava em tirar os pecados do Mundo,. Pelos vistos, falhou com os ateus… Adiante. Jesus foi, no seu tempo, um Homem com ideias avançadas para a época. Só quem ignora ou não se lembra, por exemplo, do episódio da mulher adúltera poderá dizer o contrário. Por isso, a representação de Jesus com saias, mais não é do que a confirmação do que atrás escrevi: Jesus demonstra, inequivocamente, que não condena “travestis” nem homossexuais. É mais uma mensagem de grandeza divina.
Mas não posso deixar de manifestar o meu repúdio pela expressão ” Jesus na Nazaré”. Ignorância inadjectivável, blasfémia pura e dura! Como é possível ultrapassar, de maneira tão obscena, os limites, que devem existir, mesmo para a blasfémia??? Não é “Jesus na Nazaré”, é Jesus DE Nazaré”. É sabido que Jesus nasceu em Belém, mas adoptou Nazaré como sua cidade natal, julga-se que em homenagem a D. Fuas Roupinho que, como se sabe, perseguiu um veado etc. etc. Elevada dimensão ética, como diria um prezado comentador.
Arrependa-se, irmão. Ainda vai a tempo. Vou passar a recomendá-lo nas minhas ladaínhas, principalmente naquela do Kirye eleison, Clister eison.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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3 thoughts on “Jesus existiu”