Loading
  • 28 de Outubro, 2014
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

A tortura das mulheres e a fé

A mutilação genital feminina não é apenas uma crueldade inqualificável, é uma mistura de religião e tribalismo, um ato de demência religiosa que vê no prazer da mulher uma fonte de imoralidade.

No cristianismo a sexualidade feminina é uma abominação que Agostinho condenou quando a idade e o múnus o fizeram o casto. No islão é uma ofensa ao profeta, que os mullahs vigiam, e um perigo que as madraças e mesquitas se encarregam de erradicar.

No mundo muçulmano, onde a Idade Média floresce nas teocracias que embrutecem e constrangem socialmente, todas as sevícias e atos de crueldade contra as mulheres são formas de perpetuação do poder clerical e do carácter misógino do Corão.

Nos países cristãos a mesma demência, contida pela secularização, é uma herança da cultura judaico-cristã, a obsessão do clero e o desatino retrógrado dos dignitários.

Nos EUA o presidente Bush, em demência homofóbica, quis a revisão da Constituição para que os casamentos homossexuais fossem interditos.

No Vaticano, ínica teocracia europeia, o ditador resignatário ordenou aos sicários que lhe serviam de correia de transmissão, que defendessem a ortodoxia, que se opusessem à emancipação da mulher e lhe reprimissem a sexualidade, numa cruzada pela castidade e por aquilo que designava de bons costumes.

A ICAR levou o preconceito e a chantagem a qualquer lugar onde os direitos humanos fossem interpretados de igual forma para ambos os sexos. Nem o passado obsceno que guardam os muros do Vaticano morigeram os Papas.

O atual, conformado com a modernidade, pretende resgatar um passado que pode servir de mortalha à Igreja que dirige. Tem contra ele a máquina do Santo Ofício e o peso das mitras e sotainas, mas vai ser preciso mudar alguma coisa para que sobreviva a Igreja e ele próprio.

2 thoughts on “A tortura das mulheres e a fé”
  • Oscar

    Para o molocho não ficar triste e com o seu complexo de inferioridade, ainda mais acentuado, por não ser capaz de entender o idealismo transcendental de Kant, dou-lhe a primazia de ser o primeiro a comentar este texto. Mas agora espero que ele não cometa a injustiça de dizer que eu ando a gozar com a sua cara.

    • Molochbaal

      Pelo amor dos teus deuses fifi.
      Comenta tu primeiro.
      Podes comentar como Oscar, Ateu verdadeiro, Antonio Fernando, Pedro numerado, Carlos, Pedro sem números, Moloch falsificado, Luisag, zeus, etc etc etc etc etc.
      Comenta com todos ou mesmo tempo, ou com um de cada vez.
      Por quem sois.

You must be logged in to post a comment.