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  • 27 de Outubro, 2014
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

DA INCOGNOSCIBILIDADE… DOS TEÍSTAS (2 de 3)

Por

João Pedro Moura

SEGUNDA TESE TEÍSTA – Deus é absoluto, logo a Razão não consegue aceder ao mesmo.

Esta é outra tese muito conhecida dos religionários.

Pretendem os teístas, com esta braquilogia de pacotilha, blindar o seu deus de fancaria, tornando-o inacessível à capacidade racional de compreensão e investigação dos seres humanos…

Portanto, se esse deus é absoluto e, supostamente, recluído nos arcanos do Universo e operando sob a forma de mistérios incognoscíveis pela humanidade, então, não vale a pena tentar compreendê-lo…

SEGUNDA ANTÍTESE ATEÍSTA –  Se “Deus é absoluto”, então por que é que tal colosso imane fica inacessível para os incréus, que o infirmam, mas, pelos vistos, acessível para os crédulos, que o afirmam???!!!…

Que diferença de racionalidade é que existe entre crédulos e incréus, para que aqueles digam que tal coisa existe, mas estes não???!!!…

Realmente, a razão não consegue aceder a deus… mas a fé consegue…

Portanto, o problema dos crédulos religiosos chama-se … fideísmo.

Pelo que, tais fieis terráqueos do jardim da celeste corte não têm razão. Têm fé!

E cada um tem as suas fezes… e pronto!

56 thoughts on “DA INCOGNOSCIBILIDADE… DOS TEÍSTAS (2 de 3)”
  • Oscar

    O joão pedro moura ainda não conseguiu compreeender alguns aspectos elementares quanto à hipótese especulativa da existência de Deus, independentemente de ele acreditar ou não na sua existência.

    Primeiro – Deus, se existir, terá que ser inevitavelmente considerado como o Absoluto, como a Causa Primeira.

    O articulista pode não acreditar em Deus, mas, no plano meramente lógico, não faz sentido equacionar Deus como o não Absoluto, ou como a não Causa Primeira.

    Quando debatemos sobre Deus, temos que saber do que é que estamos a falar em termos meramente lógicos e conceptuais.

    Se o joão pedro moura não acreditar em Deus, isso não retira que, numa discussão filosófica, tenha que haver um denominador comum de concordância sobre esse conceito.

    Ora, não admitir que Deus seja o Absoluto e a Causa Primeira, será o mesmo que nao aceitar que um triângulo tenha três lados ou que um quadrado quatro.Do que aqui estamos a falar é de uma caracterização meramente lógica, e não ontológica, do conceito de Deus.

    Equacionar, por exemplo, que, antes de Deus, possa haver outro Deus é uma hipótese anti-lógica. Deus pressupõe que não haja outra Causa Primeira antes de Deus, ou então não seria Deus.

    Segundo – Partindo do pressuposto hipotético de que Deus exista, então a mente de Deus será, ou cognoscível ou incognoscível.

    Se alguém quiser defender que Deus é cognoscível, para além daquilo que sejam os elementos básicos, caracterizadores da sua definição ( Deus como Absoluto ou como Causa Primeira), terá que demonstrar como sabe qual seria o plano divino,relativamente às questões filosóficas que têm sido debatidas nas diversas teodiceias.

    Epicuro tentou refutar a existência de Deus, através do conhecido paradoxo de Epicuro. Mas Epicuro partiu do pressuposto de que um Deus omnipotente, omnisciente e omnibenevolente actuaria como ele, Epicuro, entenderia que deveria actuar.

    Ora, isso pressupóe que Epicuro pudesse conhecer o plano divino sem a menor falha de apreensão.

    Terceiro – Mas será que, na hipótese de Deus, existir, alguém poderá conhecer o Absoluto ? Alguém poderá dizer que um Deus, com as características atribuídas por Epicuro ,actuaria como ele sustenta que deveria actuar ? Kant refuta esse pretensiosismo epicurista, afirmando que Deus não pode ser conhecido através da experiência sensível, do mundo dos fenómenos, mas apenas através da lei moral arquetípica, que reside em cada ser humano.

    Quarto – A hipótese de Epicuro é uma hipótese infantil, enfermando de um erro evidente: o antropomorfismo. Ou seja, Epicuro analisa a omnipotência, omnisciência e bondade de Deus, a partir de uma posição estritamente humana e portanto falível.

    Afirmar, por exemplo, que Deus não é bom, porque existem dor, sofrimento e calamidades naturais, é pressupor que um Deus bom não teria permtido esse tipo de fenómenos.

    Mas quem diz a Epicuro que Deus não tenha um plano divino, incognoscível, que escape à apreciação falível de um ser humano ?

    Como sabe Epicuro que Deus possa ter pretendido estabelecer que a vida se desenrolasse sobre o paradigma de determinadas leis físicas ? E que a resposta humana adequada, como afirma Kant, não está em analisar estas insondáveis questões empíricas, mas procurar o arquétipo de uma lei moral e divina na razão de cada um de nós ?

    Quinto -O problema dos ingénuos ” realistas”, como o joão pedro moura, é que eles pressupõem que não existe um plano divino, que eles desconheçam.

    E, portanto, em vez de colocarem as questões fundamentais, a que todas as teodiceias procuraram responder, embrenham-se no exercício infantil e inane de procurarem condenar Deus ou a sua existência ao facto de o mundo sensível se apresentar tal como ele é.

    Admitirem que possa haver um sentido, que eles desconhecem, na existência do que se convencionou chamar por mal moral ou natural, é algo que não lhes ocupa um segundo de reflexão, tão entretidos que se encontram em demonstrar como o ateísmo se pode apresentar com a mais inconsistente das ideologias.

    Se toda a vida do mundo sensível obedece ao padrão da evolução das espécies, por que razão não poderia Deus, por exemplo, pretender que a vida também obedecesse a um padrão de evolução espiritual, que viesse a erradicar todo o mal, depois de uma longa caminhada de devir evolutivo ?

    Para o joão pedro moura e similares, eles já têm todas as respostas para estas questões:

    Para eles, Deus é cognoscível, já sabem tudo acerca dos seus propósitos.

    E a hipótese de Deus ser incognoscível não cabe nos limites estreitos da sua ridícula sobranceria.

    • Frei Bento

      Amantíssimo irmão em Cristo, verifico com desgosto que a sua fé está a vacilar… Consequências, quiçá, de tantos anos a frequentar este abjecto blogue. Repare bem no que escreveu, estimado irmão: “Primeiro – Deus, se existir, ” ou “hipótese especulativa da existência de Deus”, ou “Partindo do pressuposto hipotético de que Deus exista,”… Meu irmão, que blasfémias são estas?! Influências desse destemperado Molochbaal? Está-me a dizer que esse enviado de Satanás, Deus me perdoe, ganhou em toda a linha, e que o irmão apenas admite a hipótese de Deus Nosso Senhor existir?
      Arrependa-se, irmão. Olhe que o fim está próximo. Confesse-se e aperte o cilício dois furos. Por mim, vou continuar a recomendá-lo nas minhas humildes orações.

      • Molochbaal

        Confesso, senhor abade, que tenho desviado o fifi para caminhos pecaminosos.

        Ele já oferece os seus deuses ao desbarato, diz que não são dele e que não os quer, que são dos ateus.

        Já diz que o ébola não é criado por deus, mas fruto do acaso evolucionário.

        Já diz que o homem e não os seus deuses e os seus planos, são responsáveis por tudo o que acontece no mundo, até os terremotos, a peste, a velhice e a morte. Aqui até eu já sou tão ateu antropocêntrico como ele. Até acho que o homem não tem culpa dessas coisas.

        Mas ele considera os homens uns verdadeiros deuses, tal o seu ateo-antropocentrismo.

        Mea culpa. Mea grande culpa, que o fifi esteja neste estado confusionário ateo-teológico, pelo que peço a sua absolvição senhor santo abade.

        Estou muito arrependido.

        • Molochbaal

          Errata.

          “Aqui até eu já não sou tão ateu antropocêntrico como ele. ”

          Os deuses dele me livrem.

    • carlos cardoso

      Quanto ao primeiro ponto, qualquer ateu pode aceitar como base para a discussão a definição de Deus que é proposta: Deus como absoluto e como causa primeira. Mas isso não deixa de ser uma, entre muitas, hipótese de trabalho: muitas civilizações houve em que os deuses não eram nem absolutos nem a causa primeira.

      O segundo ponto peca pelo antropomorfismo que critica mais adiante: partindo do pressuposto hipotético que Deus existe, é quem fala na mente de Deus e no plano divino quem tem que demonstrar, como sabe que Deus tem uma mente e que existe um plano divino.

      O terceiro ponto tem logica: diz que na hipótese de Deus existir, ele é incognoscível (o que decorre da sua definição como absoluto), o que inviabiliza todas as religiões, pois todas elas se baseiam no conhecimento dos seus deuses respectivos. Como ninguém pode conhecer Deus (caso ele exista) qualquer religião é uma fraude.

      No quarto ponto aponta-se o antropomorfismo como erro evidente de Epicuro quando afinal é o erro de todas as religiões. Claro que afirmar que Deus não é isto ou aquilo é pressupor aquilo que não se conhece, tal como é afirmar que deus é isto ou aquilo, que é o que fazem todas as religiões.

      O quinto ponto afirma que o problema dos ingénuos realistas é que eles pressupõem que não existe um plano divino, esquecendo de acrescentar que o problema dos ingénuos religiosos é que eles pressupõem que existe um plano divino. É claro que, na hipótese
      de existir Deus e um plano divino, nem os realistas nem os religiosos podem conhecer tal plano, pelo que é completamente fútil filosofar sobre a questão. E para os que dizem que muitos filósofos conceituados o fizeram lembro que muitos filósofos conceituados também discutiram o sexo dos anjos.

      Um texto que pretende ser um ataque à posição dos ateus é afinal um ataque à posição dos religiosos.

      • Oscar

        Debater a hipótese de Deus não nasce do vazio. Há um mínimo de lógica conceptual que necessita de ser estabelecida, como sucede quando discutimos qualquer conceito.

        Portanto, admitir que Deus é o Absoluto e a Causa Primeira, parece-me ser um ponto de partida elementar para o debate, sobre esta temática, independentemente de acreditarmos ou não na sua existência.

        Admitir também que Deus não seja um zumbi ou um robô, também me parece de elementar aceitação. Ou seja,concebido como um Ser Inteligente.

        Os seres inteligentes têm mente. Não é sequer concebível pensarmos em Deus como sendo um ser não inteligente, mesmo, por exemplo, numa hipótese deísta.

        A partir destes pressupostos básicos, podemos equacionar se a mente de Deus é cognoscível ou incognoscível.

        Epicuro partiu do pressuposto de que poderia conhecer como Deus deveria actuar, se existisse.

        Eu, pelas razões anteriormente enunciadas, sustento que ninguém pode saber as razões do Absoluto, relativamente à grande questão das teodiceias, concretamente àquilo que se convencionou chamar problemática do bem e do mal, seja na vertente natural ou moral.

        Sobre esta problemática, uma análise antropológica mostra que não há conceitos uniformes sobre o bem e o mal.

        Para Sam Harris, torturar islâmicos é um bem e algo eticamente admissível. Para os jihadistas islâmicos, decapitar seres humanos, que eles considerem ” infiéis”, é um bem e algo que lhes foi ordenado por Deus.

        Para mim, a pena de morte é execrável. Para outros, ela é admissível e desejavel.

        Para o Hitler, o extermínio dos judeus era considerado algo de bom.

        Para o joão pedro moura, o genocídio de todos os muçulmanos, homens, mulheres e crianças, é altamente recomendável.

        Portanto, como aferir o que é bom ou o que é mau ?

        Sempre a partir de posições subjectivas, de cada um de nós.

        Eu desconheço a razão divina por que toda a vida está organizada em torno de duas polaridades: bem e mal, positivo e negativo.

        Mas não me sinto em condições de conhecer as razões que levaram Deus a organizar a vida tal como ela é.

        Posso especular, posso tentar intuir que tal aconteceu por esta ou por aquela razão.

        Mas não me sinto em condições de conhecer a mente de Deus.

        Portanto, para mim, a mente de Deus é incognoscível.

        Quanto a Kant, parece-me que foi um dos filósofos que, de forma bem sensata, abordou a problemática da existência de Deus.

        Kant sustenta que Deus deve ser exclusivamente procurado como o arquétipo do Supremo Bem e que ninguém conseguirá entendê-lo através das explicações empíricas para a origem do universo ou da vida. Que essas são questões para serem perscrutadas pela Ciência, não pela Religião. Mas, como bom herdeiro do Iluminismo, acreditava em Deus, como referência dos mais elevados princípios morais.

        Kant não era propriamente peco a pensar.E, pelo menos, contrariamente a Epicuro, teve a grande virtude de não analisar a problemática da existência de Deus de uma forma superficial,infantil e pacóvia.

        • carlos cardoso

          O que quis mostrar no post anterior é que, seguindo a sua argumentação, ou Deus não existe, ou existe e é incognoscível. Nos dois casos as religiões são uma vigarice.

          Quanto ao bem e ao mal as coisas são um bocado mais complicadas do que as duas polaridades referidas. Não há – nem nunca houve – consenso sobre o que é o bem e o mal, o que mostra que estes conceitos não são absolutos. Aliás, têm variado ao longo do tempo e do espaço, impulsionados pelas pressões sociais que reflectem as nossas relatividades. As escolhas às quais nos confrontamos não são portanto entre “bem” e “mal” mas entre um “bem superior” e um “bem inferior” ou entre um “mal menor” e um “mal maior”, conceitos muito mais subjectivos do que os já subjectivos ”bem” e ”mal”.

          Kant examinou efectivamente a problemática de Deus de forma sensata (para a época) e concluiu que era impossível provar a sua existência. Se Deus é exclusivamente o arquétipo do supremo bem, como este não pode existir, Deus ou não existe ou é inútil. É como se fosse o arquétipo do triângulo de quatro lados.

          • GriloFalante

            Carlos Cardoso, disse: “(…) ou Deus não existe, ou existe e é incognoscível.”
            Eu iria um bocadinho mais longe: Afirmar a incognoscibilidade de Deus e, a seguir, garantir que foi ele o autor de toda a criação… é de um absurdo atroz.

          • Oscar

            Não é absurdo. O conceito de Deus pressupõe necessariamente que seja a Causa Primeira, de outra forma não vale a pena qualquer debate entre crentes e ateus. Podes dizer: ” não acredito em Deus, não acredito numa Causa Primeira”, mas o que não podes é refutar que o conceito de Deus tem que possuir um mínimo de concretização teorética.Se assim não fosse, estaríamos a debater no vazio. A incognoscibilidade,de que falo, foi sempre apresentada como argumento contra o paradoxo de Epicuro e dos segus seguidores. Epicuro é que procurou demonstrar que Deus deveria seguir uma determinada conduta, para poder ser omnipotente, omnisiciente e omnibenevolente. Ou seja, partiu do pressuposto que poderia conhecer a mente de Deus e os seus hipotéticos propósitos. Eu sustento precisamente o contrário, que ninguém pode asseverar que os propósitos de Deus seriam estes ou outros, nem condicionar a omnipotência, omnisciência ou a bondade de Deus a um ponto de vista meramente antropomórfico. Esse foi o enorme erro de Epicuro, que Kant notavelmente desmontou.

          • Molochbaal

            Se não podes asseverar os propósitos dos teus deuses, como podes asseverar que têm bons propósitos ?
            Esta é fácil de responder.
            Basta seres um charlatão de merda e asseverar o que acabaste de dizer que não pode ser asseverado.

          • Oscar

            Eu não posso, tu é que sabes muito sobre o teu deus, Até achas que ele é um gajo mau para caraças.O AT fez-te mal à mona.

          • Molochbaal

            Não podes assegurar que deus é bom ?

            Então não és cristão fifi ?

            Explica lá isso, que estou a gostar.

            Entretanto, meu bandalho de merda, são os cristãos que dizem que deus é bom, não sou eu.

            Já te disse que podes enfiar os teus duses todos na peida, que, se tu não os queres, eu muito menos,

            Claro que é impossível de demonstrar que deus seja bom, antes pelo contrário. Se deus tiver todos os super-poderes que os cristãos dizem que tem, terá de ser necessariamente mau.

            Entretanto, já que abandonaste o cristianismo, explica lá qual é a tua religião agora.

            A santa igreja da metempsicose ?

            Ou a igreja da simples psicose ?

          • Oscar

            A existência de Deus não está sujeita a nenhum tipo de prova empírica. Logo, não vale a pena o Carlos esgrimir com esse argumento falacioso. Kant defendia o pincípio da religião natural, que não está dependente de qualquer tipo de livros ou escrituras, mas era cristão, reconhecia-se nos valores da ética cristã. Não punha em causa sequer a possibilidade de Jesus Cristo poder ter praticado fenómenos sobrenaturais, mas entendia que o fundamento da religiosidade não devia estar dependente de qualquer tipo de aferição empírica, mas apenas da lei moral, ou seja da prática do Bem, ainda que os conceitos de Bem e Mal variem consoante as culturas e as perspectivas. O facto de a mente de Deus ser incognoscível significa apenas, do meu ponto de vista, que ninguém pode saber se e qual o plano divino, que possa estar subjacente às leis empíricas da Natureza. Era esse também o entendimento de Kant, com o qual, nessa parte, concordo e subscrevo. Portanto, ao sustentar a incognoscibilidade de Deus apenas quero contrapor esse argumento ao conhecido argumento de Epicuro, quando este procurou demonstrar a suposta inconciliabilidade entre as características da omnipotência, omnisciência e bondade, normalmente atribuídas a Deus. Kant enfatizava a importância arquetípica de Deus como Supremo Bem, por um aspecto de natureza pedagógica, pois, para esse filósofo, era importante afastar-se de todo o tipo de fanatismmo religioso eclesial. Foi sem dúvida um golpe de mestre. Com essa atitude, acaba por reftutar a argumentação de Epicuro e deu uma machadada nos misticismos espúrios e nos fanatismosreligiosos. Mas, em minha opinião, o cosmos e a vida são muito mais plausivelmente explicados através do princípio metafísico da Causa Primeira do que através das explicações de pendor materialista e ateísta. Os ateus acreditam que tudo se resume à matéria, mas não conseguem dar uma explicação cabal para o surgimento da vida animal e do própria consciência. Acreditam que o pensamento e a inteligência resultaram do jogo cego das forças materiais, sem que, contudo, a perspectica fisicalista esteja minimamente provada em termos científicos.Eu acredito que essa crença ateísta não faz sentido, é implausível, e não consegue explicar empiricamente a altíssima complexidade da vida. Eu aposto na crença em Deus. Os ateus apostam na crença na matéria.

          • Molochbaal

            Os valores da ética cristã passam por vires aqui ameaçar o pessoal de morte, ao mesmo tempo que peroras contra a pena de morte ?

            Mas isso não valores, isso é tara fifi.

            Trata-se com medicamentos.

          • Pedro_120

            E tu sabes o que é a ética?
            E a ética cristã, imaginas o que seja?

          • Molochbaal

            É andares a falsificar nicks, roubar identidades, insultar a mãe dos outros e fazer ameaças de morte ?
            És tão moralista fifi.
            A prisão está cheia de “moralistas” como tu.

          • Oscar

            Podes continuar a caluniar-me porco nazi, já nada mais consegues senão usar a reles estratégia do grande bandalho que és.

            É sempre o que te resta quando te acaba o bitátá.

          • Molochbaal

            Caluniar-te fifi ?
            Quem calunia quem ?
            Porque tens tanto medo de colocar os links das citações que fazes ?
            Deve ser porque é muito honesto porcalhão de merda.

          • Oscar

            Estás a ver-te ao espelho, molocho.

          • Molochbaal

            Então coloca lá os links ó fujão.
            Podes fugir, mas nãp podes esconder que és um aldrabão de merda.

          • Oscar

            Nunca consegues deixar de andar aqi como uma barata tonta Tens uma irreprimível vontade para andares aqui aos meus toques de caixa.Que falta de personalidade.

          • Molochbaal

            Onde é que lei moral depende da crença em deus ó palhaço ?
            Tu és o melhor exemplo de que um crente pode ser um mentiroso de merda, publicas “citações” omitindo sempre os links, roubas e falsificas identidades, insultas familiares e ameaças de morte e depois vens-te armar em moralista ?
            Tu és um bandalho.

          • Oscar

            Já te disse. Este debate não é para ti. Tu estás mais ao nivel das leituras da revista Gina. Filosofia de Kant é de outro patamar. Não se traduz propriamente nas patacoadas pacóvias do Epicuro.

          • Pedro_117

            Um ateu pode?

            “qualquer ateu pode aceitar como base para a discussão a definição de Deus que é proposta: Deus como absoluto e como causa primeira. Mas isso não deixa de ser uma, entre muitas, hipótese de trabalho…</b

            Pode?

            Alguém que admite, como hipótese (logo, possível até demonstração em contrário), aquilo que é a base única do seu pensamento, corresponde a dizer que, “um ateu não é ateu até demonstrar que não existe”.

            Não, meu caro. Como premissa universal, para o ateísmo, Deus não existe nem como hipótese e não é necessária nenhuma demonstração.

            Isto, no ateísmo, não é apenas um disparate, é completamente ilógico e irracional.

            É, basicamente, tolerável no agnosticismo.

            Relativamente ao pensamento kantiano, o que aqui escreves é um disparate autentico e reflecte a tua análise pessoal e subjectiva, mas nada tem a ver com Kant. Alias, contraria, em tudo, as bases filosóficas de Kant, mesmo do idealismo transcendental.

            Gostava de perceber onde foste buscar a rebuscada afirmação de Kant:
            “Deus ou não existe ou é inútil.”

        • Molochbbal

          “Eu, pelas razões anteriormente enunciadas, sustento que ninguém pode saber as razões do Absoluto”
          Então como podes ao mesmo tempo sustentar que essas razões são boas ?
          Eu explico como.
          Comportando-te como um aldrabão de feira, contradizendo-se constantemente na ânsia de impingir uma treta sem pés nem cabeça.

          • Oscar

            Estás fulo, molocho, nota-se bem. Mas espumares não te vai resolver as tuas agruras existenciais. Tu sabes que és muito peco de raciocínio.

      • Frei Bento

        Era o que dizia, irmão Cardoso. O Oscar deve ter-se perdido no meio dos inúmeros nicks, e agora já não sabe quem é quem. Ele, que até, em tempos, se apresentou como “ateu verdadeiro”, anda perdido no meio de si mesmo. Mas acho que ainda tem salvação. Vou rezar para que aconteça.
        Amém.

        • Frei Bento

          Gostei muito da minha expressão “perdido no meio de si mesmo”.

          • Molochbaal

            Isso terá a ver com aquela coisa que ele tem toda lá dentro ?

      • Pedro_119

        Cardoso, só dizes asneiras:

        ” é quem fala na mente de Deus e no plano divino quem tem que demonstrar, como sabe que Deus tem uma mente e que existe um plano divino.”

        Como causa-primeira inerente à existência. O contrário seria admitir que tudo é o “caos”, e a excepção é o “acaso”.

        todas as religiões, pois todas elas se baseiam no conhecimento dos seus deuses respectivos.

        As religiões não se baseiam no “conhecimento” (no sentido que lhe dás) de Deus. Deus não é o chefe de estado.
        Há que distinguir:
        A- Religião Natural – a que assenta apenas nos dados do sentimento e da razão, sem recurso algum a uma revelação divina;
        B – Religião positiva ou revelada – aquela em que os dados dos sentidos e os da razão são completados e confirmados pelos da revelação.

        No caso dos cristianismo, estamos no segundo caso.

        • Molochbaal

          Tretas.
          Todas as religiões se pretendem reveladas.
          Caro fifi.
          Tu lês umas capas de umas revistas e julgas que descobriste a pólvora.
          Dava-te jeito um bocado de cultura geral, para não estar sempre a meter a pata na poça.

          • Molochbaal

            Se existe revelação, por definição, os teus deuses tornam-se cognoscíveis.
            Afinal são incognoscíveis ou cognoscíveis ?
            Tu ora dizer uma coisa ora o seu oposto, tudo na mesma frase.
            De qualquer maneira, tu rasgaste, limpaste o cu e mandaste pela sanita abaixo mais de dois terços da revelação dos teus deuses, o AT e partes do NT de que não gostas.
            Que raio de respeito mostras tu por uma revelação de pacotilha, que tu próprio tratas como se fosse merda ?
            Porque é que nós é que temos de ter mais respeito por isso do que tu próprio ?
            E, se tu próprio dizes que dois terços da “revelação” são aldrabices pegadas, porque carga de água é que somos obrigados a acreditar que os bocadinhos que restam é que são verdadeiros, só porque tu gostas deles ?
            Armado em grande filósofo kantiano, mas só dizes asneiras.
            Tadinho.

    • GriloFalante

      Se Deus fosse Absoluto, teria de ser perfeito E já aqui foi demonstrado, por mais que uma vez, que o Perfeito não pode gerar o Imperfeito. Ora, tudo aquilo que se atribui à criação divina, é imperfeito, basta ter os olhos abertos para o constatar. Nesse sentido, Deus não pode existir.

      • Oscar

        Não está nada provado que o Perfeito não possa gerar o Imperfeito. Deus, concebido como Omnipotente, pode perfeitamente ter organizado a vida e toda a evolução espiritual com base na dialéctica entre o Bem e o Mal. Essa noção de que o Absoluto está restringido na sua actuação corresponde exactamente à falácia de Epicuro, mas é uma visão extremamente simplista do conceito de Deus. Se o sentido espiritual da vida estiver precisamente num devir evolutivo, que corresponda a uma espécie de humana co-criação, na qual os seres humanos assumem papel fundamental, as nossas imperfeições podem constituir a base exactamente indispensável para o progresso. Admitir que Deus deveria ter criado um mundo sem imperfeições, implicaria que não houvesse nem liberdade nem responsabilidade nas nossas condutas, nem qualquer tipo de evolução. Ora, será que um mundo que não contivesse nenhuma imperfeição seria um mundo perfeito ? Encontras algo na natureza que não esteja sujeita ao princípio da bipolaridade ?

        • Molochbaal

          Mas qual é a liberdade e a responsabilidade de morrer de cancro, peste, velhice ou maremoto ó minha besta ?

          E se a evolução tem um papel, sem que os teus deuses intervenham, isso quer dizer que o ACASO geriu essa evolução. Isso é o que os ateus dizem e torna os teus deuses completamente irrelevantes.

          PS

          Então os links para as tuas citações fifi ?

          Estás com medinho que se vejam as frases completas ?

          Buuuu. Tanto medo que tu tens.

          Nem os teus deuses, o do AT, o do NT e o deus ateu te ajudam a superar a medúfa.

          Foge, fifi. Foge.

          • Oscar

            Ó pacóvio, Kant é demasiado transcendental para ti. Não tens categoria suficiente para entenderes filosofia do nível mais elevado de entendimento.

          • Molochbaal

            Claro fifi.
            Tu, que andavas a dizer a toda a gente que eras deísta, sem fazer a mínima ideia do que isso quer dizer, é que és um grande intelectual.
            De qualquer maneira não estava a falar de Kant, mas a fazer-te uma pergunta.
            Em que é que fazer-nos sofrer e morrer é respeitar o nosso livre arbirtrío ?
            Fica registado que não consegues responder.
            Não te preocupes, ninguém consegue, porque a afirmação é completamente idiota.

          • Oscar

            Não te intrometas neste debate, molocho, que não consegues estar ao nível da filosofia de Kant. Tu és mais do estilo da revista Gina, pacóvio.

          • Molochbaal

            Sim caro “deísta” que não sabe o que isso é.
            Estou a ver que andas a ler as capas dos livros de kant.
            Ora te apresentas como grande biólogo, ora como grande físico, grande exegeta, ora como grande estudioso de filosofia.
            Só pelo pretensiosismo dá para ver que és um ignorante fifi.
            Não é preciso mais nada.

          • Oscar

            Váa, volta para o teu deus mauzão, que eu hoje estou com pouca paciência para te dedicar caridade cristã.

          • Molochbaal

            Olha o “cientista” das pedras infinitas.

            Cuidado com a sopa de pedra, vais precisar de um tacho maior que o universo.

            BURRO !

        • GriloFalante

          “Não está nada provado que o Perfeito não possa gerar o Imperfeito.” Não está provado, mas é completamente absurdo, por paradoxal. De qualquer modo, e já que estamos a tratar da incognoscibilidade divina, quem te disse que Deus é omnipotente?

          • Oscar

            “Se Deus fosse Absoluto, teria de ser perfeito”

            Grilo Falante

            “E já que estamos a tratar da incognoscibilidade divina, quem te disse que Deus é omnipotente?”

            Grilo Falante

            Vamos por partes:

            A) E quem te disse que Deus, se fosse Absoluto, teria de ser Perfeito ? Achas que um Ser Perfeito não teria o dom da omnipotência ? Deus, para ti, Só pode ser Perfeito, mas com uma Perfeição mitigada, assim a modos de 99% ?

            B) Não é nada absurdo, nem paradoxal, que o Perfeito não possa gerar o Imperfeito.

            Imagina, por exemplo, um arquitecto, como o Siza Vieira, que faz intencionalmente uma maquete imperfeita, para que os seus alunos detectem, por si próprios, os erros de construção arquitectónica…

            Não é possível ? Se o Siza Vieira pode, logicamente fazer isso, por que é que Deus não poderia criar um mundo, também com imperfeições ?

            Para ti,a matéria é finita ou infinita ? Quando pegas numa pedra, ela parece-te finita, não é ? Mas quando a decompões em sucessivas partículas, elas vão-se decompondo infinitamente, ou não ? Então uma pedra não pode ser simultâneamente finita e infinita ? É aparentemente paradoxal, mas é verdade. A menos que tu consigas demonstrar o número exacto de átomos de que se compõe uma simples pedra. Consegues ?

            C) Quanto à questão da incognoscibilidade, eu já expliquei, em comentários anteriores, que levantei essa objecção, como argumento kantiano, que subscrevo, contra o argumento de Epicuro, contrapondo que ninguém pode saber em que termos Deus direcciona a sua omnipotência, omnisciência e bondade. Quem usou esse discurso, sobre essas características de Deus, foi Epicuro. Eu limitei-me a contrapor uma visão filosófica alternativa, como a de Kant.

            Mas não és tu próprio quem assevera que Deus teria que ser Perfeito ? Não acreditas em Deus, mas, logicamente, admites que, a existir, teria que ser Perfeito.

            Então por que te admiras que um Ser Perfeito possa ser Omnipotente ?

            Agora, achas que estarias em condições de definir, com todo o rigor, como Deus deveria actuar ?

            É esse o erro básico de Epicuro. Partiu do pressuposto errado de que Deus, para ser Omnipotente, Omnisciente e Bondoso, deveria actuar da precisa forma que ele, Epicuro,preconiza.

            O que pressupõe poder saber tudo acerca de Deus, na forma concreta como Deus deveria actuar.

            Kant demonstrou que o Erro de Epicuro assenta na sua visão antropomórfica de Deus. Por isso, contrapôs que esse antropomorfismo isenta-nos de procurarmos desenvolver o esforço incessante de actuarmos sobre as nossas mais íntimas disposições de ânimo moral.

            Daí que, para Kant, a procura de Deus deve ser feita na descoberta da nossa lei moral interna, não em livros sagrados, nem por exercicios dedutivos sobre a forma como a natureza se encontra empiricamente organizada.

          • Molochbaal

            “faz intencionalmente uma maquete imperfeita, para que os seus alunos detectem, por si próprios, os erros”

            Portanto, deus criou o sofrimento, de propósito, para que as suas criaturas descrubram que estão a a sofrer.

            E qual seria o objectivo de semelhante barbaridade?

            As criaturas descobrirem que deus é capaz de falzer coisas mal feitas ?

            E ainda pensas que disseste uma grande coisa.

            Ainda não percebi o que é pior. Se são os teus maus instintos, se é a tua profunda estupidez.

          • Molochbaal

            “Então uma pedra não pode ser simultâneamente finita e infinita ? ”

            Cara besta.

            Para além de te armares em grande biólogo, em filólogo, especialista filosófico em Nitzsche e Kant, agora a tua ultima aventura como especialista em física nuclear só prova, mais uma vez, que não passas de um burro pretensioso.

            Não existe nenhuma pedra “infinita” ó anormal. A massa de qualquer objecto e até o seu número de átomos, pode ser aproximadamente determinado e, ainda por cima numa simples pedra, evidentemnte que número nunca será infinito.

            Quando te armas em intelectual só pioras as coisas, porque és burro e não tens cultura nenhuma.

            Fica-te antes pelas ameaças de morte, ao memso tempo que discursas contra a pena de morte.

            Sempre é menos estúpido do que quando te armas em intelectual.

      • Pedro-118

        Perfeito não pode gerar o Imperfeito

        Estás completamente errado.

        É o contrário: “O Imperfeito não pode gerar o Perfeito”

        O Perfeito pode geral tudo o que lhe seja inferior. O contrário é uma impossibilidade formal.

    • Pedro-116

      O Oscar está a discursar em termos muito além da compreensão do Moura e Molochbaal.

      Embora eu também ache que quem quer dizer que é ateu mas, para isso, tenta demonstrar que sabe tudo sobre religião(ões) e doutrina(s), teologia, etc… na verdade: Para eles, Deus é cognoscível, já sabem tudo acerca dos seus propósitos.

      Admiro estes “intelectuais especialistas” amadores que, em dois tempos, dominam tudo o que gerações e gerações de grandes intelectos não conseguiram, sequer, aproximar-se.

      Só fico desapontado por apresentarem argumentos com mais de dois milénios e mais nada de novo.

      Um ateu que passada a vida a falar de Deus, é como um guerreiro dos mais belicistas que passe o dia a falar, apenas, de paz, calma e tranquilidade com “love and peace”.

      • Molochbaal

        Assim como um crente que passa o tempo todo num blog ateu ?
        E como se pode negar os teus deuses sem falar neles ?
        E como se pode ser tão bronco de merda para acreditar em deuses, apresentando como único argumento em prol da sua existência, pedidos constantes e repetitivos para que não se fale neles ?
        Se tivesses algum argumento a favor, este seria o momento e local ideais para o apresentar.
        Como o que fazes é exigir que não se toque nesses assuntos, fica bem claro que não fazes a mínima ideia se eles existem ou porque acreditas neles.

  • Molochbaal

    Mas eles não dizem que conseguem ó Moura.

    Eles dizem que conseguem e não conseguem, conforme lhes dá jeito.

    Ora estão a proclamar que conhecem todos os ensinamentos, história, poderes, carácter e maneira de pensar dos seus deuses, ora dizem que não conhecem nada dos seus deuses e que é impossível conhecer, quando são confrontados com o facto de a realidade do mundo desmentir essas pretenções.

    Estamos a lidar com artistas de feira.

    • João Pedro Moura

      MOLOCHBAAL

      Um grande quesito a que os crédulos católicos, para só referir estes, terão que responder e ainda não responderam é este:

      – O deus deles sabia ou não sabia que o médico Daniel Serrão iria ser atropelado, brutalmente?!

      Mas não querem responder… porque já sabem da inépcia brutesca e grotesca da resposta que teriam que dar…
      Religionário é assim: capcioso, hipócrita, provocador, insolente, frequentemente com um sorrisinho condescendente nos lábios…

      Tivessem eles o poder que tiveram outrora e veríamos a sua misericórdia e bondade…

      Basta ver a insolência e provocação que estes bandalhos mostram nesta tribuna: sem pingo de humildade ou bondade, tratam os ateus e outros incréus com manifesto desprezo e ódio, numa amostra do seu verdadeiro caráter…
      Mas exaltam o “amor aos inimigos”, como sendo uma característica do cristianismo…
      Que farsantes!…

  • Pedro_121

    Pobre Moura!…

    Se tu não tentasses mostrar que és mais inteligente do que aquilo que és, nem mais instruído do que és de verdade, não necessitavas de escrever textos com este tipo de rendilhados, cujo conteúdo torna o autor ridículo.

    Se “Deus é absoluto”, então por que é que tal colosso imane fica inacessível para os incréus, que o infirmam, mas, pelos vistos, acessível para os crédulos, que o afirmam???!!!…

    1 – Primeiro vamos a linguagem usada.

    Este texto está cheio de asneiras. Ou não conheces o significado das palavras que usas, ou imaginas que elas significam o que tu quiseres.

    Seguindo o Dicionário Enciclopédico da Língua Portuguesa – Ed. de 2007, revista e ampliada (com “acordo”, que eu não sigo), o única obra de referência da língua portuguesa, a maior, mais completa e correcta, com todas as variantes ortográficas, gráficas, semânticas e sintácticas, além dos radicais por via erudita e popular, vou dar-te alguns exemplos de asneiras “colossais”:

    Para não começar no “colosso imane”, vamos a religionário.

    Religionário não é sinónimo directo de religioso, muito menos de crente (e é isso que queres afirmar).

    Religionário – s.m. partidário obstinado e intolerante de qualquer sistema doutrinário ou político; membro fanático de uma seita. (Vol. XVI, pág. 326);

    Crédulo, também não é sinónimo de crente, muito menos enquanto substantivo masculino.

    Crédulo (s. m.) pessoa ingénua; pessoa simples e sem malícia. (Vol. VII, pág. 418);

    Poderia continuar com todo um conjunto de asneiras, como por exemplo “infirmar” (Infirmar – v. tr. – Tirar a força a; diminuir a autoridade de; invadir), mas prefiro dar-te o significado de religião, na língua que tu tão mal usas.

    Religião – s. f. culto prestado à divindade; conjunto de preceitos e práticas pelas quais se presta culto ou reverência a um Ser ou Seres superiores; – Religião Natural – a que assenta apenas nos dados do sentimento e da razão, sem recurso algum a uma revelação divina; Religião positiva ou revelada – aquela em que os dados dos sentidos e os da razão são completados e confirmados pelos da revelação.

    Consegues escrever o contrário daquilo que queres dizer, ou então achas-te o super-homem.

    2 – Quanto ao conteúdo:

    Deus é tão acessível para crentes como para não crentes. Se consultares a definição de religião, verás que é apenas um questão de “razão” e de “revelação”. A primeira, muito menos usada pelos ateus, é pessoal. Já a segunda, a revelação, é universal. Não é património dos crentes nem dos ateus, é de toda a Humanidade. E, no caso do cristianismo, nem sequer podes afirmar que essa revelação só se dá entre os crentes. Jesus “revelou” a doutrina, principalmente, entre os não crentes nela. Alguns eram pagãos e/ou não crentes.

    Ou seja, só dizes asneiras.

    Tenho pena não ficar para ver o texto que se segue (o 3/3), mas acabou-se o tempo de “baixa” e, completamente recomposto, vou regressar ao meu posto de trabalho. Terei pouco tempo e, ao contrário de ti que consomes todo o teu tempo neste mavorcismo extremista ultra-radical e acéfalo, eu dedico-me àquilo que faço. Para isso é que o país me paga.

    Quando puder, de longe a longe, darei uma espreitadela, mas não comentarei. Os contrário de alguns ateus camaleões, serei sempre Pedro – esse é o meu nome.

    ÚLTIMO COMENTÁRIO

    P.S.: Espero que quando eu voltar, tu e o Molochbaal já tenham recebido algumas lições de civismo e boas-maneiras, de forma que pareçam pessoas e não “bichos-homem”.

    • Molochbaal

      Sim, tu, a falsificar nicks e a ameaçar pessoas de morte é que és muito educadinho.

      Fico então a saber que vais deixar de usar este nick falso, para continuar a usar os outros 50 nicks falsos. Emocionante.

      Entretanto ó obtuso de merda, evidentemente que o Moura usou esses termos exactamente no sentido dos dicionários que citas, porque só um fanático de merda, como tu, é capaz de passar a vida toda com provocações no site ateu e só uma pessoa muito ingénuoa, ou no teu caso, obtusa, pode acreditar fanaticamente em entidades dando por razão ser impossível saber algo acerca delas.

      De resto, a tua contribuição, com este nick, falso, ao debate, foi essencialmente apelos cretinos e patéticos para que não houvesse debate, pelo que está tudo dito.

      Para além de criminosamente mal criado, és burro como uma porta e não dás uma para a caixa.

    • João Pedro Moura

      PEDRO_121 disse:

      1- “Seguindo o Dicionário Enciclopédico da Língua Portuguesa – Ed. de 2007, revista e ampliada (com “acordo”, que eu não sigo), o única obra de referência da língua portuguesa, a maior, mais completa e correcta, com todas as variantes ortográficas, gráficas, semânticas e sintácticas, além dos radicais por via erudita e popular…”

      Começas logo por não saber qual é a grande obra de referência da língua portuguesa, que não é a que tu referiste, até porque nem referes a editora, mas sim o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o melhor dicionário de Português, uma edição da editora Temas & Debates, Lisboa, 2003.

      Vês? É assim que se referem obras e não apenas com um título e uma data de edição, sem indicação de editora.

      2 – “Religionário – s.m. partidário obstinado e intolerante de qualquer sistema doutrinário ou político; membro fanático de uma seita. (Vol. XVI, pág. 326);”

      “Religionário”: sectário de uma religião. Definição do Houaiss. Vês? Estás a ver como eu tinha razão!…

      3- “Crédulo (s. m.) pessoa ingénua; pessoa simples e sem malícia. (Vol. VII, pág. 418);”

      Deste uma esplêndida definição de …crente religioso…

      Agora repara na segunda abonação do Dicionário Houaiss, sobre “crédulo”: “que ou aquele que crê com facilidade em qualquer pessoa ou coisa…”

      Está-se sempre a aprender, não é, Pedro?

      4- “Religião – s. f. culto prestado à divindade; conjunto de preceitos e práticas pelas quais se presta culto ou reverência a um Ser ou Seres superiores; -Religião Natural – a que assenta apenas nos dados do sentimento e da razão, sem recurso algum a uma revelação divina; Religião positiva ou revelada – aquela em que os dados dos sentidos e os da razão são completados e confirmados pelos da revelação.”

      E em que é que isso contraria o que eu escrevi???!!!

      5- “Jesus “revelou” a doutrina, principalmente, entre os não crentes nela. Alguns eram pagãos e/ou não crentes.”

      “Jesus Cristo” nunca existiu! Sabes quem foi o avô do teu Jesus? A Bíblia diz-te de duas maneiras contraditórias: Mateus 1,1 e Lucas 3,23 afirmam genealogias completamente diferentes e não há rasto histórico sobre esse Jesus. É uma invenção bíblica. E uma invenção posterior de quem impôs a doutrina bíblica à força, esmagando os opositores e os contraditores…
      Aliás, porque referes apenas Jesus e não Maomé?! Será que não acreditas no profeta Maomé e na revelação da sua doutrina divinal???!!!
      E por que é que os judeus, no tempo de Jesus, se este era assim tão famoso e histórico e, sobretudo, messiânico, não o seguiram, massivamente???!!!

      6- “Tenho pena não ficar para ver o texto que se segue (o 3/3), mas acabou-se o tempo de “baixa” e, completamente recomposto, vou regressar ao meu posto de trabalho.”

      A não perder o 3/3…

      O teu estilo provocatório e insolente, tipicamente dos religionários, isto é, dos sectários duma religião, que acham que sabem tudo e nada têm a aprender dos ateus, que é quem os crédulos religionários, como tu, deveriam prestar mais atenção e mais humildade, pois que são os contraditores da tua religiosidade, redunda em ridicularias e ingenuidades religiosas da tua parte e fugas às grandes questões, que vão desfilando neste blogue…

      Como esta: o teu deus sabia ou não sabia que o médico católico Daniel Serrão iria ser atropelado, brutalmente? Porque não respondeste ainda?

      • Molochbaal

        Eu não sei qual é o melhor dicionário, mas o que tu citaste é que não é de certeza.

        Nem a justiça acha isso.

        Em 2012, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 22 de fevereiro uma ação civil pública contra a Editora Objetiva e o Instituto Antônio Houaiss, solicitando a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do Dicionário Houaiss, sob a alegação de que a publicação é discriminatória e preconceituosaem relação à etnia cigana.A palavra cigano tem no dicionário como um de seus significados “que ou aquele que trapaceia; velhaco, burlador” e “que ou aquele que faz barganha, que é apegado ao dinheiro; agiota, sovina”. Estes termos são expressos para uso da palavra cigano de forma pejorativa, ou seja, de forma depreciativa.

        • João Pedro Moura

          MOLOCHBAAL disse:

          “Eu não sei qual é o melhor dicionário, mas o que tu citaste é que não é de certeza.”

          É, de certeza!
          O problema judicial, que focas, deve ter sido provocado por algum “humanista” mais zeloso, que não sabe ou não quer saber ou quer impedir que os outros saibam, que a palavra “cigano” tem uma aceção pejorativa, que é a que consta nessa obra e que tu citaste.
          Está lá a abreviatura “pej.”…
          O dicionário não é uma obra para defender “direitos humanos”, mas sim, definir palavras e as abonações correntes que elas tenham, mesmo que denotem, eventualmente, preconceitos ou cursos menos correntes ou mais raros.
          Essa aceção pejorativa começou a ter curso corrente a partir de 1899, pelo menos, e eu lembro-me de ouvir pessoas do vulgo a empregar tal aceção, de “negócio de ciganos” ou “coisa de ciganos”, decerto que com razão de ser, senão as pessoas não empregavam tal aceção…

  • João Pedro Moura

    1- O problema essencial dos crédulos da religião é o admitir que teria de haver uma causa primeira – deus. Eles fincam-se neste enunciado e não querem aceitar que nada se sabe sobre causas primeiras, para se poder especular sobre as mesmas…

    Mais: admitir que teria de haver uma causa primeira e que esta é “deus”, leva à formulação lógica sobre qual seria a causa de deus.

    Dito doutro modo: por que é que o universo, isto é, a matéria, não teria sempre existido?!

    Afirmar que tem que haver uma causa primeira, mas que ninguém criou deus, é uma contradição lógica do enunciado…

    Portanto, se uma afirmação não tem lógica nenhuma nem há sustento justificativo da existência duma entidade, de que se afirma a existência, para quê especular sobre palavras, sem qualquer substrato existencial???!!!

    2 – Dizem os crédulos, na sua necedade larvar, que a mente do seu deus seria cognoscível ou incognoscível.

    Ora, ou bem que conhecem a “mente” de tal coisa, isto é, os seus resultados práticos, e afirmam a sua cognoscibilidade; ou bem que nada sabem, e então terão que afirmar a sua incognoscibilidade.

    Ou uma coisa ou outra! As duas ao mesmo tempo é que não! Senão, nós ateus pensamos que os crédulos estão, apenas, a jogar com palavras e embaraços teóricos, conforme as conveniências da discussão…

    3 – Afirmar que deus não pode ser conhecido através da experiência sensível, do mundo dos fenómenos, mas apenas através da “lei moral arquetípica”, que residiria em cada ser humano, é afirmar que nada se sabe sobre deus…

    É especular, simplesmente…

    4 – Mas quem consegue dizer a um ateu que deus tem um plano divino, incognoscível, que escape à apreciação falível dum ser humano?!

    Se escapa à apreciação dum ser humano, para que serve deus???!!! Para especular sobre a sua existência???!!!

    Um deus que tanto produz bondade como maldade, ventura como desventura, para que nos serve???!!! E isto tem alguma lógica???!!! Nem existe nem se percebe como pudesse existir nem tem lógica!!! Tem fé!…

    5 -O problema dos ingénuos idealistas religiosos, é que eles pressupõem que existe um plano divino, que eles conhecem.

    Mas nada sabem sobre tal “plano”. Aliás, o absoluto faz “planos”???!!! Então, é mutável… Pensa hoje o que não pensaria há tempos, enfim, faz um “plano” agora e outro, quiçá, daqui a uns biliões de anos…

    Ao que chega a fé!…

    E, portanto, em vez de colocarem as questões fundamentais, a que a ciência procura responder, embrenham-se no exercício infantil e inane de procurarem afirmar deus ou a sua existência…

    Admitirem que não há sentido nenhum, mas que eles afirmam conhecer, mesmo sem fundamento, na existência do que se convencionou chamar por mal moral ou natural, é algo que não lhes ocupa um segundo de reflexão, tão entretidos que se encontram em demonstrar como o teísmo se pode apresentar como a mais inconsistente das ideologias.

    Se toda a vida do mundo sensível obedece ao padrão da evolução das espécies e do acaso, por que razão chamariam por deus, para, por exemplo, pretender que a vida também obedecesse a um padrão de evolução intelectual, que viesse a erradicar todo o mal, depois de uma longa caminhada de devir evolutivo?

    Por que é que o tal deus não criou tudo perfeito, sem falhas, desastres naturais e artificiais?! Por que não criou umas marionetas, no jardim da celeste corte?! Será que é mais divertido, para deus, ver atropelamentos dos seus adeptos, mortandades, cataclismos, mas também bondades e virtuosismos… tudo criado por um deus, que prevê tudo, porque tudo assim determinou, porque é deus…???!!!

    Adianta alguma coisa conversar sobre isto, nos termos em que os crédulos fazem???!!!…

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