“Considero o judaísmo como um dos simbolismos mais puros e mais vivos da ideia de Deus, sobretudo porque recomenda o princípio do respeito à
vida”
“Se se separa o judaísmo dos profetas, e o cristianismo tal como foi ensinado por Jesus Cristo de todos os acréscimos posteriores, em particular aqueles dos padres, subsiste uma doutrina capaz de curar a humanidade de todas as moléstias sociais.
O homem de boa vontade deve tentar corajosamente em seu meio, e na medida do possível, tornar viva esta doutrina de uma humanidade perfeita”
“Quem quer manter o espírito deve se preocupar também com o corpo, que é seu invólucro”
Albert Einstein, ” Como Vejo o Mundo”
“Quanto mais penetramos nos segredos da natureza, tanto maior se torna o nosso respeito por Deus”. (Einstein, citado em Brian 1996, 119)
“Ninguém pode ler os Evangelhos sem sentir a presença real de
Jesus. A sua personalidade pulsa em cada palavra.” (Einstein, citado em Viereck 1929, ver também Einstein, citado na revista alemã Geisteskampf der Gegenwart, Guetersloh, 1930, S. 235).”
Meu caro Oscar. Você está jogando pétalas para porcos. Aqui não é o lugar apropriado para catequizar almas. Quem frequenta este site já há muito tempo deixou de acreditar em papai noel, padre, papa, profeta, duende, bruxa, santo, anjo, espírito, deus, diabo, céu, inferno e outras coisitas… Meu amigo vá falar de deus em outro lugar.
Molloch, Moloc ou Moloque, era o deus dos amonitas (uma das etnias de Canaã).
Baal ou Bael era o deus pagão dos fenícios.
Em suma, alguns ateus creem sim na existência de um deus. É apenas um deus com muitos nomes…..eu o chamaria de “legião”….
”Não sou ateu e não creio que me possa chamar panteísta. Estamos na situação de uma criancinha que entra numa imensa biblioteca, repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros, mas não sabe como. Não compreende as línguas em que foram escritos. Tem uma pálida suspeita de que a disposição dos livros obedece a uma ordem misterioasa, mas não sabe qual ela é. Essa, ao que me parece, é a atitude até mesmo do mais inteligente dos seres humanos diante de Deus, vemos o Universo, maravilhosamente disposto e obedecendo a certas leis,
mas temos apenas uma pálida compreensão delas”
“This attitude is evidenced in his replies to some questions raised by George Sylvester Viereck during a 1929 interview.
“To what extent are you influenced by Christianity?”
“As a child I received instruction both in the Bible and in the Talmud. I am a Jew, but I am enthralled by the luminous figure of the Nazarene.”
“Have you read Emil Ludwig’s book on Jesus?”
“Emil Ludwig’s Jesus is shallow. Jesus is too colossal for the pen of phrasemongers, howeve artful. No man can dispose of Christianity with a bon mot!”
“You accept the historical existence of Jesus?”
“Unquestionably! No one can read the Gospels without feeling the actual presence of Jesus. His personality pulsates in every word. No
myth is filled with such life.”
G. S. Viereck, “What Life Means to Einstein,” Saturday Evening
Eu também penso que Jesus existiu mesmo. Também “sinto a sua presença” nos evangelhos, na medida em que se sente uma grande personalidade, para o bem ou para o mal, tal como quando se lê a biografia de Gengis Khan ou de Pasteur.
Isso não quer dizer que eu seja crente.
Isso não quer dizer que eu ache que o tipo tinha super-poderes, género Wolwerine milagreiro, nem que era deus nenhum.
Era uma pessoa, com os seus erros e contradições.
Até digo mais, é evidente que sua vida foi “editada” ao ser passada a escrito nos evangelhos, o que explica os milagres de feira, tipo igreja universal e algumas das contradições mais flagrantes – a geração seguinte de dirigentes da seita, adulterou completamente a mensagem do fundador, em proveito próprio.
Ou seja, Einstein, pode perfeitamente ser um admirador de Jesus, sem pensar que ele seja um deus.
Isto foi exactamente o que ele disse e que tu, como bom aldrabão, estás a fingir que não leste.
Atentai neste trecho duma carta enviada por Einstein ao filósofo Eric Gutkind, em 3 de Janeiro de 1954, cerca de um ano antes de morrer:
“A palavra Deus é para mim nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana. A Bíblia é uma coleção de lendas honoráveis, mas ainda assim primitivas, que são, do mesmo modo, muito infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão subtil seja, pode (para mim) mudar isso. Estas interpretações subtilizadas são altamente influenciadas de acordo com sua natureza e não tem quase nada a ver com o texto original.
Para mim, a religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu, ao qual eu felizmente pertenço, e com a mentalidade da qual eu tenho uma profunda afinidade, não tem, para mim, qualquer qualidade diferente dos outros povos.”
Perante esta posição ideológica ateísta, de Einstein, então por que é que ele, ao longo da sua vida, fez referências a deus, mais ou menos laudatórias?
Porque, muito provavelmente, atendendo às posições académicas e ao país em que estava, primeiro na Alemanha, e, depois, nos EUA, não lhe ficaria bem assumir-se, inequivocamente, como incréu ou ateu, pois poderia ser prejudicado na sua carreira e reputação, mormente nos EUA, país fortemente religioso e hostil ao comunismo…
É assim que o referido artigo, do citado “site”, perora sobre Einstein:
“Ao que parece, Albert Einstein ou sempre foi ateu, sem se dar conta disso, ou, tendo consciência, preferia evitar transtornos com a opinião pública americana conservadora das décadas de 1920 a 1950, ou ainda, trilhou o caminho comum à maioria dos ateus, iniciando por uma crença panteísta na juventude, passando pelo agnosticismo e, finalmente, tendo-se permitido amadurecer, chegando ao ateísmo como ocorre com a maioria dos cientistas pós-Darwin.”
Na época pré-Darwin, seria dificílimo a um investigador intitular-se ateu ou agnóstico, sem arrostar com consequências sérias na sua carreira académica e, portanto, na sua vida.
E mesmo Darwin, quando solicitado a pronunciar-se sobre a religião ou quando, livremente, se pronunciou, assumiu-se como crente, convicta ou preventivamente, embora, mais para o fim da vida e, sobretudo, após a morte da filha, enveredasse por um agnosticismo difuso ou criptoateísmo…
Foi o filósofo holandês Baruch Spinoza, quem, pela primeira vez na época de domínio clericalista, no séc. XVII, se referiu ao deus, como mecanismo da natureza e remetendo a Bíblia para uma obra de metáforas e alegorias, assim afrontando, com alguma subtileza, o domínio totalitário do catolicismo, o que levou à sua excomunhão, em 1656.
Não vi em lado nenhum que ele dissesse que era ateu.
Disse, tal como toda a gente sabe, que o Antigo Testamento conta histórias de um povo. Os livros da Bíblia não foram escritos por Deus, nem consta em lado algum que ele os mandasse escrever.
E, falando do judaísmo que ele conhecia superficialmente, senão sabia que existem correntes diferentes dentro dessa religião, é evidente que as praticas religiosas, foram determinadas pela cultura, pelos costumes, pela sociedade, baseando-se apenas no essencial dos livros da Bíblia. Isso toda a gente sabe, e sabe que acontece em todas as religiões. Não vejo que daí saia nenhuma declaração de ateísmo.
Mas qual é a intenção de provar se Einstein era ateu ou não? Disputa-se a figura como fazendo parte deste ou daquele clube? Para quê? Deixem lá os religiosos segurarem as bandeiras que quiserem, puxarem para o clube deles todos os grandes pensadores da História. Se isso os faz felizes, fantástico. Nem todas as pessoas têm a capacidade de deixar de mentir para elas próprias…
Até porque é bastante natural que os católicos queiram “converter” figuras históricas sérias e coerentes à sua religião: para isso basta ver que nem se atrevem a falar das atrocidades que muitos dos seus queridos e santos papas cometeram. Ou nem sabem nada do que eles fizeram!
Como bem disse Fernando Pessoa, ” em qualquer espírito que não seja disforme, existe a crença em Deus”.
Ora, assim sendo, seria verdadeiramente espantoso que um génio como Einstein não acreditasse em Deus, na sua peculiar visão deísta.
Tal como o grande Filósofo Espinosa também acreditava em Deus, na sua específica interpretação panteísta.
Espinosa destacava em Deus a sua essência imanente, enquanto Einstein sublinhava o seu carácter inteligente.
Nenhum desses enormes vultos, da Filosofia e da Ciência, admitia que o universo e a vida fossem, portanto, decorrência do jogo meramente casuistico de relações estritamente materiais, como sustenta essa idiotia, que dá pelo nome de ateísmo.
Com efeito, qualquer pessoa com dois dedos de testa nunca poderá ser ateu.
O ateísmo é exclusivamente materialista e a organização da vida apresenta-se de tal forma complexa para poder ser explicada à luz dos seus imbecis postulados.
Eu continuo a sustentar que o ateísmo é uma idiotia. Quer refutar ? Força, venham daí esses argumentos, não se iniba se tiver algo de fundamentado para contrapor.
Meu caro, não tenho argumentos para refutar a sua acefalia. Apenas lamento que exista quem ache que tudo se resolve com um braço-de-ferro entre paranóia e realidade: as duas não jogam no mesmo campeonato. Quer esgrimir argumentos? Procure fazê-lo com alguém de outra religião.
Os seus argumentos ficaram no tinteiro. Que pena. Entre meia-dúzia de patacoadas e um processo de fuga ao debate, por cobardia intelectual, o resultado da sua intervenção não é nada brilhante. Cada vez mais me convenço que o ateismo é uma idiotia e quem quiser refutar que se apresente.
Caríssimo, nem a minha intenção era brilhar! Se o desapontei fico muito feliz. E acredite que o ateísmo é mesmo idiota…. mas é inofensivo.
Carlos
O ateísmo se é idiota é porque os ateus são idiotas, mas de inofensivo não tem nada.
Eu que fui ateu convicto até entrar neste blogue, digo-te que sempre chamei actos de heroísmo, grandes façanhas de proeza e bravura a todas as atrocidades dos ateus.
Esses “heróis” e essas instituições que nos países de leste eram adorados como maior fervor do que os santos dos católicos que aqui tenho visto.
O que eu acho curioso é que, mesmo onde o ateísmo foi obrigatório, as religiões sobreviveram e até se tornaram mais fortes do que antes. É o caso da Albânia.
É próprio dos ateus meter a religião onde ela é acessória. tenho visto, neste últimos tempos, alguns ateus ignorantes e imbecis, falar da questão das questões islâmicas do Médio Oriente, como sendo religiosas, quando elas são étnicas.
Só um asno que nada sabe do assunto pode ser levado acreditar e a falar exclusivamente de religião.
João Luís Sequeira
Caríssimo Carlos, e serão mesmo ateus as pessoas que se refere? Ou auto denominam-se?
Nem precisa falar da Albânia, o que refere passou-se cá em Portugal após o período da implantação da República!
Consideraria a figura de Afonso Costa um ateu?
Consideraria a figura de Tomás de Torquemada um santo?
Por favor, não generalize. Não é próprio de um ateu ter os comportamentos que descreve, tal como não acho que é generalizado da parte de crentes, seja de que religião forem, arrastar seres humanos para uma mesa de evisceramento, ou para uma fogueira, ou para uma decapitação.
João Luís Sequeira
De qualquer forma, nunca iria entrar num debate com alguém que se esconde por trás de um pseudónimo.
Nem contra um hipotético adversário que reclama para si próprio o papel adicional de árbitro do próprio debate.
Aliás, que debate? Por norma, se eu jogar xadrez contra uma criança, deixo-a ganhar e ela fica tão contente 🙂
Oscar
Você tem muita lábia, mas toda essa prosápia apenas revela a sua cobardia intelectual de entrar no debate que lhe propus.
João Luís Sequeira
Meu caro, qual debate? Ainda não disse que assunto, ou assuntos farão parte do mesmo.
Fazemos assim: identifique-se por favor. A sério, diga quem é, onde mora e o que faz com a vida que o seu deus lhe deu.Tanto quanto sei até posso estar a falar com outro ateu que meramente vem aqui para lançar a polémica e divertir-se…
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O homem ateu, evoluído do mesmo ancestral que os gorilas, os chimpanzés e os orangotangos, é o único ser racional existente no planeta como prova irrefutável da possibilidade da gigantesca evolução de um ser irracional enquanto, estranhamente, as demais espécies irracionais existentes, permanecem na sua irracionalidade através dos milênios.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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27 thoughts on “Desfazendo mentiras”