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Pena de morte

9 thoughts on “Pena de morte”
  • Molochbaal

    De facto a igreja foi um dos maiores praticantes da pena de morte. As guerras religiosas e territoriais que provocou, os códigos penais que, sob a sua influência, condenavam à morte todos os que dela discordassem, as várias inquisições e caças ás bruxas e hereges, foram responsáveis por inúmeras mortes.

    • João Pedro Moura

      Ó MOLOCHBAAL!

      E essas cenas mortais, causadas pela Igreja, não teriam a “finalidade dum bem superior”?!

      • Molochbaal

        Claro k sim.

        Entre dízimos, rendas e confiscos, igreja tornou-se na instituição mais rica da Europa.

        Para eles foi muito bom.

  • Laura

    Segundo as sondagens que se vão conhecendo, um percentagem cada vez maior dos portugueses concorda com a pena de morte. Já serão mais de dois terços.

    Parece que, para casos excepcionais, as sondagens indicam que, dentro a UE, apenas na Dinamarca e em Malta não venceria a pena de morte, se existisse um referendo.
    (fonte: HRW)

    • GriloFalante

      Pode haver milhões de pessoas a acreditar numa coisa idiota, mas essa coisa continuará a ser idiota. E isto serve tanto para a crença em deuses como para a pena de morte.
      Ainda há dias. houve notícia da libertação de dois presos acusados, erradamente, de homicídio. Foram devolvidos à liberdade. Se lhes tivessem aplicado a pena de morte, não poderiam devolvê-los à vida.

      • João Pedro Moura

        GRILOFALANTE disse:

        “Pode haver milhões de pessoas a acreditar numa coisa idiota, mas essa coisa continuará a ser idiota.”

        A pena de morte não é uma “coisa idiota”!
        É uma pena legítima, embora decadente.
        É a melhor ameaça preventiva contra os criminosos homicidas.
        Se alguns países não tivessem pena de morte, decerto que os homicídios aumentariam…
        Tal-qualmente, diminuiriam os homicídios, se um país tivesse pena mortal…
        Que haja erros na sua aplicação… é outra coisa…

        • GriloFalante

          Tens todo o direito à tua opinião, do mesmo modo que eu tenho o direito de não concordar com ela. De qualquer modo, gostava de saber em que países o homicídio diminuiu com a pena de morte. EUA? Tens estatísticas fiáveis? E como podes garantir, e com que base, que os homicídios aumentariam se não houvesse pena de morte? Não estaremos, por acaso, no campo da mera convicção?

          • João Pedro Moura

            GRILOFALANTE perguntou:

            1- “…gostava de saber em que países o homicídio diminuiu com a pena de morte. EUA?

            O número de homicídios, nos EUA, baixou de 5,6, por 100 000 habitantes, em 2001, para 4,7, em 2012. http://www.deathpenaltyinfo.org/murder-rates-nationally-and-state

            Todavia, tal diminuição também decorre da evolução das mentalidades e da diminuição de fatores criminogéneos da sociedade.

            2- “E como podes garantir, e com que base, que os homicídios aumentariam se não houvesse pena de morte?”

            Ninguém garante nada!
            Se uma sociedade ameaça os eventuais homicidas com pena mortal, logicamente que coibirá as veleidades de potenciais assassinos.

            Simetricamente, uma sociedade com penas brandas ou negligentes, sobre qualquer crime, propiciará um aumento dos mesmos…

          • Molochbaal

            Sou a favor da pena de morte.

            Como é evidente, só uma pena não resolve nada.

            A criminalidade é um problema complexo que deriva, também, de questões sociais, de valores etc. Como tal, tem de ser tratada em todos essas campos.

            Se puseres grande parte da população na miséria, face uma minoria extremamente rica, como é o objectivo dos neoliberais, com certeza que vai haver sempre criminalidade elevada.

            Entretanto, é claro que, como qualquer pena, tem de ser efectivamente aplicada, se se quiser que seja eficaz.

            E é uma falácia apontar os estados unidos como um exemplo de que a pena de morte não serve para nada. Simplesmente porque muitos dos estados americanos não têm pena de morte e nos estados que a aplicam, ela é a excepção e não a norma.

            Por exemplo, brada-se muito acerca das execuções nos states. Bem, para os pacientes, acredito que seja um drama.

            Simplesmente, basta ver os números, para concluir que tudo isto é uma falácia.

            Por exemplo, em 2004 foram executadas 10 pessoas nos states, quando a média de homicídios na américa é de mais de 30 000, por ano.

            Dez para trinta mil…

            Se só uma em cada trinta mil multas por excesso de velocidade for efactivamente cobrada, evidentemente que toda a gente se vai estar nas tintas e vamos ver todos os dias gajos a 200 á hora no centro das cidades.

            Depois aparecerão uns intelectuais de esquerda, a concluir que as multas devem ser abolidas, porque não servem para nada….

            PS

            Entretanto, apesar das extremas limitações da pena de morte nos EUA, mesmo assim, no estado de NY, a abolição “de facto” da pena de morte e o abrandamento gerneralizado das penas, levou a um aumento generalizado da criminalidade, que transformou a cidade numa verdadeira selva, nos anos 70.

            O “restabelecimento” da pena de morte e a política de “tolerãncia zero” levaram a um abaixamento dos níveis de criminalidade.

            É só um exemplo.

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