O papa Inocêncio VIII é do último quartel do séc. XV, pontificado em 1484-92, e não do tempo da Peste Negra (meados do séc. XIV). Portanto, não foi ele que contribuiu para o extermínio dos gatos e subsequente proliferação dos ratos da Peste Negra.
Todavia, deu o seu contributo…
Inocêncio VIII publicou, em dezembro de 1484, a bula “Summis Desiderantes Affectibus”, onde condenou a bruxaria e os gatos, sobretudo negros, que apareciam frequentemente associados às chamadas bruxas.
Mas esta ideia de ligar gatos ao demónio vem do tempo de Gregório IX, o fundador da Inquisição, que cerca de 1233 publicou a bula Vox in Rama, em que condena o gato negro, como encarnação demoníaca, daí uma certa fama que esta inocente criatura teve desde tempos imemoriais até à
atualidade…
Portanto, a Igreja com as suas manias e sanha persecutória irracionais contribuiu decisivamente para a proliferação de ratos, ao condenar os gatos como hereges e votá-los à fogueira, facilitando assim o desenvolvimento da Peste Negra e outras pestilências, que causaram milhões de mortos
na Europa…
1 – O papa Gregório IX nunca publicou qualquer bula, chamada “Vox in Rama”, pois apenas foi autor das bulas ” Ille humanis generis” ( 1232), ” Etsi Judaeorum” ( 1233), ” Licet ad Capiendus” e ” Si Vera Sunt” e nunca condenou os gatos negros.
2 – O papa Inocêncio VIII publicou a “Summis Desiderantis Affectibus”, mas também aí não condenou quaisquer gatos, fossem negros ou não.
2- O Inocêncio VIII pode não ter citado especificamente gatos, mas a referência a “todo o tipo de animais” e sabendo que havia gatos, frequentemente negros entre as chamadas bruxas, levou ao
expróbrio dos gatos, sobretudo negros (http://en.wikisource.org/wiki/Summis_desiderantes)
3- Não é por acaso que, no excelente filme “O Nome da Rosa”, o inquisidor refere-se a um gato negro encontrado entre pecadores
hereges, como uma das provas da heresia…
…É porque havia esse conceito maléfico medieval sobre o gato negro… a que a Igreja não poderia ser estranha…
Para salvar a face do papa na questão dos gatos, o que ainda está por ver, não hesitas em postar uma bula em que o referido papa está a dar ordens aos bispos, à inquisição, para iniciar uma caça às bruxas.
Mas então fifi, tu estás sempre a dizer k os papas e a igreja não tinham nada a ver com a inquisição.
Estás a reconhecer que andavas a mentir como um animal ?
Pode não estar o texto original disponível,
mas estão as referências.
Enfim, talvez esses papas não tivessem, por decreto, votado ao extermínio os gatos pretos, mas o imaginário
popular medieval, decerto que por inspiração eclesiástica, associou-os às bruxas, criaturas estas de que também não se conhece o pretenso mal que
fizeram, para serem perseguidas e exterminadas…
O extermínio ou o banimento de gatos pretos, na Idade Média, não seria coisa comum se as entidades
eclesiásticas não os exprobrassem também…
Prova-se que os papas, para além de mandarem mesmo na inquisição, ordenarem caça às bruxas, aos heréticos e não crentes, instilaram também o ódio aos gatos.
Temos de agradecer ao fifi ter chamado a atenção para as bulas papais que tratam esses assuntos.
Ele é tão prestimoso.
E inteligente.
Ou então passa a vida a dar tiros no pé, coisa em que me recuso a acreditar.
Ah Sim
Errado:
Não se trata de uma Bula, mas de um “Breve” (uma carta dirigida a alguém em concreto – um bispo, já que a Bula é para conhecimento de toda a Igreja).
Não me parece que seja um documento real. Há vários estudiosos a dizer que é uma falsificação. A favor desta tese, para alem de tudo o que se pode enumerar, está o facto dela não constar entre os documentos papais registados pela cúria, ao contrário de todos os outros.
No dito documento não se condenam os gatos nem nenhum animal. O que se diz é quais são as práticas que podem indicar ritos iniciáticos ou práticas de bruxaria.
Conclusão:
Não é nenhuma Bula “Vox in Rama” e o suposto documento papal, cujo original tem letra típica do século XVI não condena nem amaldiçoa gatos nem outros animais.
Molochbaal
Sim, não se condenam os gatos.
Só se lança uma perseguição, em que os gatos são apresentados como criaturas demoníacas.
Não é preciso ser muito inteligente para se ver o resultado.
Mas também eu nunca disse que tu és inteligente.
Nomeadamente, essa stuas tentativas de esconder os crimes da tua igreja apenas lançam mais vergonha sobre ela e sobre ti.
Isso prova que vocês nunca se arrependeram e que, se puderem, voltam a cometer os mesmos crimes.
Molochbaal
A caça às bruxas e aos gatos, foi apenas um pretexto para os fifis ressumarem o seu ódio e crueldade.
Dezenas de milhares de mulheres e crianças foram torturadas e assassinadas. Evidentemente que a grande maioria naõ eram bruxas e maior parte das que eram eram inofensivas. Tratava-se muitas vezes de simples curandeiras de aldeia ou até de mulheres completamente alheias ao assunto, vitímas das más línguas e de calúnias.
Os fifis são especialistas nisso.
Não vais acreditar, mas conheço um que até anda a fazer propaganda nazi com o meu nick. E até ao ESPERANÇA, imagina, foi fazer quixinhas contra mim.
Como vês o espírito de bufo delator e caluniador mantém-se vivo nas hostes fifescas.
Se estivêssemos no Séc. XV o fifi andava a caluniar e adelatar toda a gente à inquisição.
Já teria sido responsável pela organização de muitos churrascos humanos.
Ah Sim
Mostra provas e dados de. “Dezenas de milhares de mulheres e crianças foram torturadas e assassinadas. “
Molochbaal
Caro fifi.
O que eu referi, a monstruosa caça às bruxas praticada por vocês, é um facto histórico estabelecido. Toda a gente sabe que foi assim.
Se tu desenvolveste uma nova teoria metafórica, compete-te a ti apresentá-la e não eu repetir aquilo que toda a gente já sabe.
Se falas apenas pro ignorãncia, não me compete a mim dar-te a instrução toda que te falta desde a pré-primária.
Porfírio
Olha que não, olha que não…
O que se discute neste post é se esses papas condenaram os gatos pretos a serem chacinados.
E isso, como já demonstrei, não é verdade.
O resto é a vossa habitual tendência para darem por adquirida qualquer alrdabice que seja publicada no esterco da Internet.
Aliás, também não admira.
Quem procura notícias em redes de esgoto, não deve estar propriamente preocupado com a fidedignidade das notícias.
No entanto, para ateísmo de vão de escada não está mal.
Molochbaal
É um facto que a perseguição aos gatos, isntigada pela igreja, terá ajudado à proliferação de roedores e consequente maior impacto da peste negra na Europa cristã.
Mas não foi só aí que a igreja contribuiu para a dissemninação da peste, tal como hoje faz ajudando a disseminar a sida, proibindo o preservativo.
A idade média assistiu, também por instigação da igreja, a uma diminuição dos hábitos de higiene pessoal e pública.
A igreja considerava o corpo como fonte de pecado e os banhos públicos, numa altura em que ninguém tinha água canalizada em casa, como lugares propícios á fornicação.
Como tal, a igreja, de certa forma até foi amiga dos animais. Não dos gatos, mas dos ratos, das pulgas, germes e vírus, contribuindo para a sua disseminação incontrolada.
A igreja foi, tal como hoje o é, na questão da sida, um perigo para a saúde pública.
Daí a idade média ser conhecida como uma era negra.
Não o foi totalmente, é uma generalização. Mas em muitos aspectos, curiosamente a maior parte das vezes sob influência da igreja, foi mesmo.
Todas as religiões são um lixo e prejudicaram,prejudicam e prejudicarão a humanidade, não esquecendo dos animais.
Para religiosos otários: Teu ser imaginário só existe na tua cabeça e morre contigo, mas você é livre como uma cegonha cega para fazer tuas escolhas. Tudo tem um fim, o Sol, a Terra e até tua tremenda ignorância!
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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24 thoughts on “Quando o papa ainda não era infalível”