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  • 22 de Julho, 2014
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

E ao sétimo dia o homem descansa. Ou não?

Face à defesa papal do domingo, como dia de descanso, o DN de 20 de junho, pág. 20, publica, sob o título em epígrafe, um artigo de Ana Bela Ferreira, em que se lê:

«Trabalho – Sociólogo, teólogo e ateísta concordam com o descanso. O dia defendido pelo Papa Francisco é que já não reúne consenso. E há até quem considere que esta atitude é marketing.»

O artigo, depois de citar Moisés do Espírito Santo, sociólogo, que se refere à defesa do descanso ao domingo, como «um discurso um pouco arcaico e ruralista de quando o mundo era simples», expõe a opinião do padre Anselmo Borges, teólogo, e termina com a posição de um ateísta:

[Mais crítico das palavras de Jorge Bergoglio é o presidente da Associação Ateísta Portuguesa. Carlos Esperança entende que o Papa “está a defender os interesses comerciais do Vaticano. A existência de um dia de descanso é uma ideia que me agrada e que defendo, mas é impossível ter toda a gente a parar ao domingo”. E critica Francisco por “não estar preocupado com os trabalhadores a quem são roubados dias de descanso, mas defender apenas que se pare no dia que definiu para as celebrações eucarísticas”. Daí que veja essas declarações como “uma atitude de marketing”]

27 thoughts on “E ao sétimo dia o homem descansa. Ou não?”
  • Molochbaal

    É de facto um anacronismo. O dia de folga devia ser o mais conveniente para as pessoas e empresas e não o mesmo dia imposto a todos.

  • Molochbaal

    Pensando melhor, o esperança anda a dizer bacoradas. E tem a mania que ele é que é o superman da ética. Mas é só mania.

    • Molochbaal

      Comparado contigo fifi, qualquer um é um superman da ética.

      Obrigado por o provares a todo o momento com as tuas falsificações de nicks.

      Em ti podemos ver o resultado de uma “educação” cristã conservadora.

  • Molochbaal

    A porra toda é que agora não tenho tempo para grandes reflexões filosóficas. Tenho andando a debater com os meus amigos nazis essa enorme problemática dos semitas contra os fenícios e a origem etimológica da palavra Aníbal.

    • Molochbaal

      Antes isso do que andar a fazer propaganda nazi com as identidades dos outros fifi.

      Mas é típico.

      O vosso apoio do nazismo foi um facto. Mas o vosso apanágio foi sempre o amor à aldrabice.

      Estamos a ver como foram escritos os evangelhos :

      – Ah e tal, vou inventar mais um milagre para arredondar, que os que já inventei soam a pouco, assim os otários acreditam mesmo que o carpinteiro era um deus do caraças e assim contribuem com mais guito.

      É o chamado bitátá dos fifis.

      • Oscar

        Ainda andas por cá porco nazi ? Queres branquear o teu passado de nojento skinhead ? Quando ainda em 2008 elogiavas Hitler, o III Reich e o Himmler ? E te afirmavas um activo racista ? Agora queres passar por anjinho, eacamotear que foste um reles criminoso, responsável pelo assassinato e agressões de várias pessoas de raça negra ou de miliantes de partidos de esquerda, enquanto foste dirigente, de exxtrema-direita, do MAN ?

        Se houvesse justiça neste mundo, devias apodrecer na prisão pelo resto dos teus dias, grande badalhoco.

        • Molochbaal

          Caro fifi.

          Em 2008 eu defendia os judeus contra o antisemitismo nazi.

          Então agora dizes que o Hitler e o Himmler defendiam os judeus ?

          A tua propaganda nazi já chegou a isso ?

          PS

          Mesmo que em 2008 em fosse nazi, sempre era melhor do que tu, que AGORA fazes propaganda nazi com o meu nick.

          És o que se chama um nazi metido no armário.

          Assume-te rapaz.

    • Molochbaal

      PS.

      Sim, ouvi dizer que tens uma etimologia alternativa para a palavra Aníbal.

      Diz lá para a gente se rir.

      Ou então não tens nada e apenas alinhaste com os nazis contra mim, por seres nazi encapotado e por espirito de contradição.

  • Carlos

    Primeiro – Como visado, acho que imbecis, como este sociólogo, deveriam ser banidos dos meios académicos.

    Segundo – Não entendo por que razão um jornal dá algum crédito, e faz disso notícia, ao presidente de um associação com pouco mais de uma centena de associados.

    Por que razão não se dá mais crédito às associações de trabalhadores, ordens profissionais ou sindicatos, já que essas representam muitos milhares (ou milhões) e são os directamente visados. A ser uma associação, que fosse algo de jeito, com mais importância e relevo social, como por exemplo; associações dos amigos dos animais ou a associação nacional dos jogadores de matraquilhos.

    Terceiro – Como vítima, pergunto-me se estes ignorantes, se estas aberrações de palermas que se pronunciam dessa forma, terão família ou se sabem o que isso seja. É que se soubessem, ou se pelo menos tivessem um bocadinho de inteligência, perceberiam que o Domingo é muito mais que um dia de descanso semanal, e mais do que um dia usada pela religião é um dia indispensável para a família,

    Defendem estas bestas, estas aberrações, que, em vez de existir um dia de descanso comum, tivéssemos estas aberração: o marido tenha dia de descanso à Terça-feria, a esposa teria descanso à Quinta-feira, a creche teria folga ao Sábado e a escola dos outros miúdos seria, porque não, à Segunda-feira. Ou seja, estas aberrações acham que é “primário” e “ultrapassado” que se crie um dia para convívio comum entre toda a família.

    Por outro lado, lá se ia o futebol, lá se iam as minhas idas ao campo com os casais amigos, lá se iam as festas de família, as actividades desportivas do clube do meu bairro, etc.

    E se estas aberrações, antes de abrirem a boca, usassem o raciocínio.

    Sou favorável ao descanso ao domingo, dia de descanso de lei e obrigatório. Gostava de ver gente decente, com algum humanismo, que pensem na humanidade, que valorizem a vida, a sociedade e que se preocupem com o bem-estar, a felicidade e dos seres humanos.

    Se estas aberrações humanas(?) tivessem a capacidade racional dos peixes do meu aquário, talvez vissem que só se vive uma vez, que há momentos que se perdem e que não se repetem… e que, por exemplo a Finlândia, é um dos países mais desenvolvidos do mundo e valoriza o dia de descanso ao domingo.

    Parece impossível que, em pleno século XXI ainda haja gente tão imbecil e ignorante que seja capaz de dizer que defender o descanso ao domingo, para todos, é “um discurso um pouco arcaico e ruralista de quando o mundo era simples”.

    • Molochbaal

      Podem ser uma centena.

      Mas têm uma enorme influência até sobre os crentes.

      Conheço um católico praticante, ex-deísta, ex-ateu, que tem uma mulher e um melhor amigo ateus, apoiante da inquisição, de Franco, Salazar e até de Hitler, embora só com o meu nick.

      Esse indívíduo fantástico passa mais tempo no diário do que todos os outros juntos, apesar de dizer que odeia isto.

      Como vês o Esperança tem um magnetismo animal que mantém um crente dia e noite preso ao seu blog.

      E ainda dizes que não é importante ?

      Logo tu que passas a vida toda no blog dele ?

      • Carlos

        “Mas têm uma enorme influência até sobre os crentes.”

        Deves estar a sonhar!

        Nos milhões de crentes portugueses, quantas dezenas conhecem o Carlos Esperança ou ligam ao que ele diz?

    • Molochbaal

      Caro fifi.

      Sei que é difícil pensar nem que seja um bocadinho, porque a tua cabecinha não chega para isso.

      Mas mesmo assim vou propor-te umas questões, para tentares.

      Daqui a dez anos dás-me a resposta.

      A – E se a mulher e o marido combinassem o mesmo dia com os respectivos patrões ?

      B – E os solteiros ? São cerca de metade da população.

      Qual é o problema de folgarem a dia de semana ?

      C – Mesmo que só tivesse aspectos negativos. Que não tem. Mesmo assim a evolução da sociedade implica que cada vez mais os serviços funcionem todos os dias. Até para que os que estão de folga a possam aproveitar melhor.

      Se tudo estivesse fechado, lojas, serviços publicos, bibliotecas, museus, cinemas, é um bocado lixado para quem está de folga…

      • Molochbaal

        PS

        Mostraste grande preocupação com o futebol.

        Diz-me, ó génio, se a lei do descanso ao Domingo fosse aplicada para todos, como é que havia jogo ao domingo ?

        Para um estádio grande estar operacional são necessárias milhares de pessoas. Desde os transportes públicos, segurança, manutenção, jogadores, pessoal de limpeza, técnicos, jogadores, jornalistas etc etc etc.

        Tu próprio provas que as tuas teorias medievais já são impossíveis.

      • Carlos

        És um perfeito palerma.

        Desde quando “o patrão” vai estar preocupado com as questões particulares do funcionário?
        Em que mundo vives tu?

        E os solteiros não têm familia? Nem amigos? Nem namorada?

        Sempre assim foi. Os serviços que devem estar em funcionamento são aqueles que sempre estiveram. Uma boa parte pode fechar. EX.: hipermercados, ninguém tem necessidade de ter esse tipo de comercio aberto ao domingo. SA Finlândia não tem.

        Há serviços que nunca fecharam ao domingo: saúde, segurança, transportes, por exemplo. Mas, mesmo nestes, o serviço deve ser mantido no mínimo indispensável. As bibliotecas não necessitam de estar abertas, e a maioria dos serviços públicos não necessitam nem devem estar abertos.

        Um país e uma sociedade civilizada reservava para as pessoas um dia de semana, de forma que todos pudessem conviver, confraternizar, divertir-se. Isto é cada vez mais indispensável quanto mais egoístas e dependentes dos meios de comunicação vive a sociedade. Infelizmente, até aquilo que era comum estar aberto ao domingo, se se quiser preservar a sociedade humana, terá que ser restringido.

        E, já agora, os padres também trabalham ao domingo.

        A situação desta sociedade que tu nem conheces, e por ignorância imaginas que está tudo bem, começa a preocupar gente que se apercebe das consequências.

        Já ouviste a falar de “phonbies”?
        A única forma de manter uma sociedade, que começa a estar ameaçada, é fomentar o convívio, as relações e os afectos de proximidade.

  • Simplício

    “Carlos Esperança entende que o Papa “está a defender os interesses
    comerciais do Vaticano. A existência de um dia de descanso é uma ideia
    que me agrada e que defendo, mas é impossível ter toda a gente a parar
    ao domingo”. E critica Francisco por “não estar preocupado com os
    trabalhadores a quem são roubados dias de descanso, mas defender apenas
    que se pare no dia que definiu para as celebrações eucarísticas”. Daí
    que veja essas declarações como “uma atitude de marketing”

    Carlos Esperança

    O rançoso e o deturpador do Carlos Esperança e a verdade dos factos:

    http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4010554

    • Molochbaal

      Ficámos na mesma fifi.

      Afinal qual é a diferença do dia de descanso ser ao domingo ou em qaulquer dia da semana acordado entre as partes ?

      Já estás tão queimado por passares o tempo todo no diário que o melhor é ires descansar.

      Mas nada de te ires ebfiar na paróquia que aquilo é mal frequentado.

      • Carlos

        A diferença é que, se todos tiverem o mesmo dia de descanso, a sociedade organiza-se no sentido de o aproveitar em comum e de forma colectiva. Percebes?

        Não seria mais racional exigir que todos parassem ao domingo, incluindo os padres?

        • Oscar

          “Não seria mais racional exigir que todos parassem ao domingo, incluindo os padres?”

          Desta vez, dou-te razão. Incluindo os padres, médicos, enfermeiros, polícias, etc. Ia toda a malta fazer piqueniques, e até se podia convidar o Tony Carreira. Porra, não podia! Ele também descansava. E também não se podia fazer piqueniques, porque fazer comida é trabalhar.

          Mas concordo contigo, porque sou idiota, como tu.

          • Carlos

            E se percebesses o que eu digo, antes de dizer asneira.

            O que eu disse foi que toda a gente deveria para ao domingo, com excepção de serviços essenciais: saúde, segurança, transportes, etc.

            Tal como os serviços que estão, por inerência, ligados ao lazer e que sempre estiveram abertos.

            A religião é um serviço que, logicamente, deveria estar a funcionar.

            A minha resposta ao Molochbaal (ou tu mesmo, já não sei!), é no sentido de que o que preocupa os ateus é que o domingo seja usado pela religião católica.

            Então, porque acham que isso seria contra a igreja católica, NÃO SE IMPORTAM DE SACRIFICAR TODA A POPULAÇÃO, acabando com o dia de descanso comum, SE ISSO ATINGISSE A RELIGIÃO.

            Nesse contexto, o que eu pergunto, aos ateus que querem ser tão racionais, se não seria mais racional ELES PROPOREM que toda a gente parasse, incluindo os padres, em vez de sacrificar toda a gente para atingir os padres?

            Para a próxima faço-te um desenho.

            AS religiões têm diferentes dias de culto. O meu vizinho que é Testemunha de Jeová tem o culto à quarta-feira.

      • Carlos

        És muito religioso!

  • B.F

    A todos os pseudo-intelectuais que por aqui comentam,que em vez de apresentarem argumentos sobre um assunto, preferem as falácias argumentativas reflexo da ignorância em que vivem, constatável nos comentários que efectuam, queria apenas relembrar que os ateus não são nenhum seita ou qualquer culto organizado, tal como os pensamentos,também a convicção é livre e muito embora esta associação tenha os “tais” poucos associados que quem por ai afirmou, os ateus, para além de espalhados no mundo, são uma família que cresce radicalmente todos os anos, acompanhando a tendência para a evolução intelectual da sociedade em que vivemos.Mas se o assunto for associações, vejam a Brasileira ou a Norte Americana e pode ser que se espantem com os milhares de milhares de associados fora os que não estão contabilizados.
    Quer se queira quer não,uma sociedade ateísta é quase inevitável, se o crescimento intelectual humano continuar evidentemente…

    Com argumentos e nunca com ofensas

    Saudações Ateístas

    • Carlos

      Como tu estás enganado.

      As mais recentes pesquisas cientificas dizem que:

      1 – a sociedade dispõe de muita mais informação disponível, mas intelectualmente está a regredir.

      Tenho pena não ter à mão os dados científicos mais recentes, mas aqui fica um exemplo, para inicio de conversa.

      http://www.larazon.es/detalle_hemeroteca/noticias/LA_RAZON_501404/368-los-seres-humanos-pierden-poco-a-poco-sus-capacidades-intelectuales#.Ttt1YEnQZvacQmD

      http://hypescience.com/humanos-estao-perdendo-capacidade-intelectual-e-emocional/

      Portanto, estas afirmação: “Quer se queira quer não,uma sociedade ateísta é quase inevitável, se o crescimento intelectual humano continuar evidentemente…” é falsa e a realidade é exactamente ao contrário.

      2 – Mesmo em termos culturais, os dados conhecidos são de franco retrocesso.

      3 – A questão da “seita”.

      Sim, os ateus são uma seita.

      ” Seita (< latim secta = "seguidor", proveniente de sequi = "seguir") é conceito originariamente sociológico e é utilizado para designar, em princípio, simplesmente qualquer doutrina, ideologia ou sistema que divirja da correspondente doutrina ou sistema dominante (ou mais de um, quando for o caso), bem como também para designar o próprio conjunto de pessoas (o grupo organizado ou movimento aderente a tal doutrina, ideologia ou sistema), os quais, conquanto divergentes da opinião geral, apresentam significância social."

      Onde está a dúvida?

      • B.F

        1- “Pesquisas científicas”
        Pois bem, antes de mais o que você deixou em links está direccionado para artigos JORNALÍSTICOS, em que tudo se baseia em opinião, por outras palavras, não valem nada. A única base de força que me poderia mandar para provar o seu ponto de vista era ter me mandado “Artigos científicos”, que é bem diferente do que me mandou, pois esses são fase final de anos de estudo, rectificação da teoria, testes probabilísticos e por fim analisado pelos poucos bancos de dados científicos que existem no mundo.
        Quando queremos responder a alguém não nos pudemos limitar a ir ao google e escrever a resposta que pretendemos obter, porque, a ser assim, eu escreveria o meu ponto de vista e também apareceriam imensos artigos jornalísticos a dizer o contrário dos seus, porque essa é a diferença entre jornalismo e artigos científicos, o jornalismo parte de uma opinião de um alguém que submete a sua pesquisa àquilo que é o seu eu, enquanto cientistas são imparciais e fazem pesquisas e testes rigorosos.
        Para acabar este ponto, e depois de tudo isto, não, não é falso, as pessoas estão cada vez abertas e susceptíveis a estes tipos de assuntos e com bases intelectuais que sustentem o ateísmo, aí sim, temos estatísticas nacionais de vários países do mundo e tem vindo a crescer o número de ateístas na última década.

        2-Depende do que entender por cultura, as pessoas neste momento, pode se dizer que estão a afastar das raízes culturais dos seus antepassados e a perder tradições, mas isso é exactamente o que eu quis dizer, pois quando nos afastamos da mentalidade antiga,encontramos o ateísmo como algo inevitável.

        3-Mais uma vez, ignorância à cerca do assunto ou por conveniência. “Seguidor”, quem é que segue algo ou alguém no ateísmo? Ateísmo é livre e muito menos é um movimento organizado, embora por vezes seja tentador pala lutar contra o que ainda se vive actualmente, nunca foi feita questão de o fazer, pois recusamos-nos a fazer o papel de religião e afastamos-nos a todo o custo dessa ideia.

        O ateísmo não se procura, encontra-se. (Grande diferença)

        Apesar de tudo, agradeço a resposta, e por a mesma tentar ser argumentativa e não ofensiva.

        Saudações ateístas

        • Carlos

          as, estudos recentes realizados em Espanha e noutras universidades europeias deram resultados semelhantes, ou mais alarmantes ainda, se tivermos em conta algumas das causas apontadas para este facto.

          ” as pessoas estão cada vez abertas e susceptíveis a estes tipos de assuntos e com bases intelectuais que sustentem o ateísmo.”

          O ateísmo não tem, nunca teve nem terá uma base racional, mas é, apenas, uma questão ideológica. E, nesse aspecto, a inteligência não interferirá tanto no ateísmo.

          O ateísmo cresce como cresceram os hippies nos anos 60, os góticos nos anos 80, etc. Há muitas afinidades entre estes movimentos e o ateísmo, todos eles, essencialmente contra-culturais.

          Não mais abertura das pessoas, há mais “alheamento das pessoas”: é o “laissez faire, laissez passer” na versão sócio-cultural. É assim nos países onde o individualismo cresceu a ponto de “o outro” é uma entidade quase abstracta, seja o que ele quiser, como quiser, desde que me deixe em paz, está tudo bem.

          Como aqueles, todos têm características de uma seita, tendo em atenção que as seitas não têm a ver com religião e estendem-se ao grupo de pessoas “que defendam as mesmas ideias ou tenham causas em comum”.

          Podemos aprofundar mais, e fica mais claro: Para a psicologia, seita consiste num grupo que altera o comportamento de uma pessoa e sua perspectiva psicológica de vida.

          Ou ainda: Para a sociologia, seita é o termo usado para definir um grupo que não se ajusta às normas de determinada sociedade.

          Desde a antiguidade pré-clássica que temos notícias de seitas. Na Grécia aparecerem inúmeras seitas, onde, por exemplo os pitagóricos eram uma seita aparentada do actual ateísmo. E por aí fora até à actualidade, onde temos seitas para todos os gostos, incluindo as secretas.

          Não, não se caminha para ateu, degenera-se para ateu.

          Eu, que fui ateu a vida toda (talvez por culpa da sociedade em que cresci ser desonestamente manipulada), hoje vejo que um ateu é um homem que cria limites aquilo que o rodeia, limita-se a si próprio e não consegue ver que é ele quem não consegue ver mais além. Normalmente refugia-se (e põe a culpa) na ciência, como se os não ateus não tivessem o mesmo grau de confiança na ciência. Sinceramente, considero o ateísmo uma forma de limitação intelectual, e ainda sofro desse trauma.

          Mas, quem regrediu ao longo da vida até atingir o ateísmo, degenerou e não evoluiu.

          Conheço um professor de genética que é padre ou pastor (ou lá o que seja), e que me diz muitas vezes: os clérigos, de todas as religiões, deveriam ser cientistas para poderem falar da maravilha que Deus criou, e que eu, como homem de ciência, conheço e ensino, além disso, como crentes, saberiam limitar o uso daquilo que nós conhecemos, sobre como funciona o que Deus criou, evitando os abusos.

          • B.F

            Quanto aos estudos que tanto falas, eu já disse o que tinha a dizer, nenhum é relevante visto a falta de rigor de quem os efectuou, propositadamente ou não.Se queres mostrar conteúdo relevante, manda-me “1”, só te peço “1” único artigo científico publicado a confirmar aquilo que afirmas, mas se quiseres poupar tempo, não vás, não o vais encontrar, assim como não encontrarás algum artigo cientifico criacionista, existem ” 0 ” publicados.

            Bem, dizer que o ateísmo não tem qualquer base racional, é no mínimo ridículo, o ateísmo não só tem uma base racional como todo ele ,é racional. O ateísmo aliás, só é alcançado através de repetidos processos racionais e constatações de tudo o que nos rodeia, daí eu dizer que é inevitável a uma mente racional. E sim, a inteligência leva ao ateísmo, e isso sim, eu afirmo, porque ao contrário do que tu dizes, não é uma opinião, é constatável nos inúmeros artigos estatísticos de ensino, em que é possível ver o número de ateus aumentar conforme o grau de escolaridade. Quanto à parte de ser um movimento contra-cultural, concordo a 100%, aliás, é disso que se trata qualquer evolução das mais variadas áreas, é a saída da zona de conforto, no entanto, é preciso esclarecer-te que se realmente o ateísmo tivesse tão ligado ao individualismo como tu dizes, não existiriam associações nem discussões como as que existem e as que estamos a fazer… Ateísmo não é individualismo, é progresso, de todas as formas e para todos, é essa a motivação que sustenta o mesmo.

            Bom, quanto às aulas de psicologia e sociologia eu agradeço, mas no entanto, permite-me dizer que é a minha área, portanto, vou ter que te dizer que o que diferencia o ateísmo de qualquer outra seita e religião é nomeadamente… tudo. Não existe qualquer termo idêntico nas duas coisas, porque chamar ao ateísmo de seita é reivindicar do mesmo aquilo que ele é, que é o afastamento de IDEOLOGIAS, seja é cristã ou não.

            Mais uma vez, gostei do pouco de história, mas felizmente, nem era preciso, também tenho especialidade na área de história A e a única coisa constatável na mesma à cerca do ateísmo é que as consequentes revoluções cientificas levaram cada vez mais ao afastamento das religiões e tiverem até origem disso.

            A partir daí, limitaste-te exclusivamente a dar a tua opinião inflamada pela tua crença, como era de esperar. Dizer que o ateísmo é limitação, é das maiores barbaridades que se podem dizer, ateísmo é, e representa o contrário disso, é a remoção das correntes, é liberdade.

            Mas já que, como tu, gostaste de levar o assunto para o lado pessoal, eu como não te conheço, a única coisa que te posso aconselhar é a parares com a pseudo-ciência e teres um verdadeiro olhar crítico, para encontrares as imensas lacunas nas tuas crenças,isto, está claro, se já não as encontras-te mas preferes ignorar isso.

            Recomendava-te a procurares Richard Dawkins e Christopher Hitchens, mas, como é possível constatar, foste tu que escolheste o caminho mais fácil da ilusão e te limitas-te a ti próprio, por isso vais ter que ser tu a sair desse esquema.

            Saudações ateístas

          • Carlos

            Acho interessante a forma como adulteras os argumentos.

            Antes de tudo, os artigos que citei foram publicados em revistas cientificas, antes de aparecerem nos jornais. No caso do QI, ele apareceu na Revista “Investigacion y Ciencia”, salvo erro de Fevereiro de 2013.

            Mas, em frente, pois não és obrigado a acreditar naquilo que se investiga, muito menos dar valor a estudos científicos.

            Sobre os criacionistas não sei. Fui, como já disse, ateu a vida toda. Uma série de circunstâncias, de entre elas o tipo de coisas que se escrevem neste blogue, fizeram com que eu mudasse de opinião, a ponto de achar que sempre estive enganado e do lado de gente sem razão, sem princípios, sem educação e demasiado falsa para o meu gosto.

            No que respeita ao ateísmo é que não posso concordar minimamente.

            1 – “processos racionais e constatações de tudo o que nos rodeia”.

            Na verdade, o ateísmo vive de “constatações”. A constatação não apela à razão. Não se confunda constatação com processo indutivo e dedutivo. Para constatar não é necessário pensar sobre o assunto. Esse é um problema que atravessou e continua a existir nos regimes ateus: a verdade oficial que facilmente se constata.

            2 – ” E sim, a inteligência leva ao ateísmo(…) é constatável nos inúmeros artigos estatísticos de ensino, em que é possível ver o número de ateus aumentar conforme o grau de escolaridade.

            São duas questões diferentes:

            A – A inteligência não leva ao ateísmo, a menos que consideremos que todos os animais irracionais são crentes. A inteligência é uma condição sine qua non do crente.

            A tarefa do crente é intelectualmente bem mais exigente do que a do ateu. Para o ateu, se não tem uma “constatação”, não existe; para o crente, a parte racional continua.

            Ex.: Existem espiritos?

            Ateu – Não, pois não se pode constatar a sua existência.

            Crente – A questão não se fica aí. reúnem-se indícios, relatos, experiências, relatos tradicionais, profecias, revelações, etc. Analisam-se alguns efeitos visíveis e narração de factos testemunhados… etc. Então o Crente diz: acredito em espíritos.

            B – A questão “estatística” é uma adulteração da realidade. Por um lado, não é verdade que exista uma relação directa entre a escolarização e o ateísmo. Alias, um mentira muito repetida neste blogue é que hoje os ateus são mais do que sempre foram. É mentira. Antes da romanização, entre os “bárbaros” analfabetos, o ateísmo era muitas vezes maior. Em África, antes da chegada dos europeus, o ateísmo era muito maior; no “novo mundo”, antes dos descobrimentos, o ateísmo era muito mais expressivo do que hoje.

            Hoje: na actualidade, em termos estatísticos, quando se pergunta a religião, a resposta que os ateus adulteram a seu favor é “sem religião”. Qualquer estudo estatístico adverte que isto significa apenas o seguinte: “não pratico, de momento, nenhuma religião”, o que quer dizer, simplesmente que não vai à igreja, à sinagoga, ao templo, à mesquita. Isso não quer dizer que passou a ser ateu. No final de Maio vi uma estatística de uma associação académica onde se podia ler que cerca de 1% dos estudantes não participaram na bênção das pastas, este número tem vindo a decrescer, e de entre os que não participaram na missa da bênção das pastas, a maioria tinha como razão “não alinhar em praxe e nada que a isso diga respeito”. Os ateus eram uma minoria quase ilegível.

            Resumindo: hoje temos ateus por preguiça, por conveniência, por ignorância e uma pequenina minoria são ateus por eleição ideológica. Acredito que os ateus funcionais tenham aumentado, mas os ateus ideologicamente coerentes, não creio que aumentassem.

            As coisas são o que são e as estatísticas valem o que valem.

            Ao contrário do que sempre me fizeram crer, usando dados adulterados, nenhuma “revolução científica” fez aumentar o ateísmo. Já as relações políticas…

            Eu não levo o ateísmo vs crença para uma questão pessoal. Já as afirmações pessoais, falseadas ou injuriosas dos ateus ou dos crentes, são questões pessoais.

            Quanto a Dawkins e Hitchens, cuja literatura li fervorosamente, acabei por perceber que eram apenas uns trapaceiros à procura de visibilidade, vivem de conjecturas e falsificações. O que se aproveita deles? NADA!

            Para ser sincero, o único ateu que não consigo por de parte, talvez por ser uma parte integrante da cultura em que me criei, é Karl Marx. Cada vez o acho menos marxista, cada vez o vejo mais como um Deus.

  • Carlos

    Como a jurisprudência é uma fonte de direito, isto é importante para os católicos se recusarem a trabalhar ao domingo, e deita por terra a vossa argumentação contra a questão do domingo

    http://video.pt.msn.com/watch/video/procuradora-consegue-o-direito-de-nao-trabalhar-aos-sabados/2954j4dxy

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